Autor: Danilo Andrade

  • Limão com Mel – 10 erros que artistas gospel cometem no Facebook

    Que o Facebook é a rede do momento e possui excelente potencial de divulgação isso é fato. Porém o uso equivocado da rede ao invés de promoção traz resultados negativos e, que dependendo do grau, difíceis de consertar.

    Em vista disso, elencamos 10 erros corriqueiros que artistas evangélicos cometem diariamente no Facebook, muitas vezes sem ter a noção do quão irritante é tal ação para seus amigos, fãs e seguidores. Acompanhe.

    1 – Postar futilidades na Fanpage

    A fanpage foi criada com o propósito de ter um perfil profissional, voltada para empresas, artistas, negócios com um claro foco na divulgação, promoção da marca. No entanto, alguns (muitos) artistas evangélicos a tratam como um perfil pessoal, publicando futilidades que em nada agregam à sua imagem, pelo contrário…

    2 – Desabafos

    Se tem algo que pega mal para o artista é ficar desabafando nas redes sociais. É óbvio que todo mundo tem problemas e os artistas não estão livres disso, mas diferente do resto dos usuários da rede (nem todos) o artista tem uma imagem a zelar. Dizer que o evento tal foi mal organizado, que não recebeu o cachê combinado, que o carro da organização era velho realmente não pega bem. Há situações que precisam ser resolvidas, acertadas em off com as pessoas de interesse do assunto. Desabafar nas redes sociais só irá gerar tumultos, discussões e desgaste de imagem. Cuidado!

    3 – Críticas, críticas, críticas

    É estranho ver gente que faz parte do “sistema” criticando o sistema. É como ver a presidenta Dilma reclamando da democracia. Se não está contente com o “mundinho gospel” pula fora, mas viver criticando o meio em que atua soa contraditório. Há os que criticam as rádios, as gravadoras, os colegas, o público, o capitalismo, enfim, tudo é ruim. Talvez mudar de profissão ajude.

    4  – Assassinar o Português

    É claro que artista nenhum precisa ser doutor em Letras, mas o mínimo de conhecimento do uso da Língua Portuguesa é necessário. Chega a ser bizarro ver como há cantores que escrevem errado em suas páginas oficiais. Certa vez questionei se realmente era a página oficial de uma cantora devido aos gritantes erros presenciados (detalhe, a cantora é super famosa). Se não possui domínio básico da língua e nem está disposto a estudar, é bom considerar contratar um serviço especializado para atualizar a página ou revisar os posts antes de publicá-los. Fica a dica.

    5 – Marcar amigos nos posts

    Se você tem artistas como amigos (principalmente se estiverem em início de carreira) saberá do que se trata. A cada post com aspecto de promoção de sua carreira, seja um banner, um clipe, o artista começa a marcar TODOS, sim eu disse Todos os amigos presentes em seu perfil. Isso é de extremo mau gosto e não conheço ninguém que não se incomode com isso. Basta lembrar do vírus que ronda o Facebook marcando você e mais 44 pessoas em um link. Há meios muito mais eficazes e bem menos invasivos de divulgação que não seja marcar todos os amigos num post. (Isto será assunto de um novo texto).

    6 – Não publicar

    Se é chato ficar marcando milhares de amigos num post, mais chato ainda é o fã chegar ao perfil ou página do cantor/cantora e estar desatualizado, com postagens antigas. Mesmo que não goste de redes sociais, o artista precisa pelo menos publicar o básico, mostrar que existe e está na ativa.

    7 – Criar chats

    Bem menos usual que marcar amigos nos comentários, criar chats adicionando os amigos ainda acontece. Do nada começa a aparecer mensagens pedindo pra curtir, comentar, votar, assistir, (em época de Troféu Promessas então…). Obviamente, os usuários que não curtem nada começam a deixar o chat provando que o mesmo não agrega em nada na divulgação da carreira, pelo contrário.

    8 – Criar “Eventos” banais

    Tem gente que acha “chique” criar eventos no Facebook. Qualquer coisa é motivo para se criar um evento. Vai lançar um clipe? Cria eventos. Vai divulgar a capa? Cria eventos. Vai divulgar um single? Cria eventos. Apesar de menos invasivo que marcar amigos no comentários, o propósito da ferramenta é criar eventos reais, onde pessoas podem confirmar ou não presença. O que acontece hoje é uma banalização da ferramenta. Tudo agora virou “evento”.

    9 – Criar perfis II, III ao invés de uma página oficial

    O fato do Facebook limitar a quantidade de amigos, faz com que alguns artistas criem perfis I, II, III e por aí vai ignorando a possibilidade de ter apenas um perfil para pessoas mais próximas/importantes e uma fanpage para o público em geral com foco em divulgação. Imagina manter três perfis atualizados? Pior que alguns acabam adicionando os mesmos amigos dos perfis anteriores. Que lógica é essa?

    10 – Não ter uma conta no Facebook

    Apesar de todos os “equívocos” mencionados, o pior mesmo é não ter uma conta no Facebook. Como maior rede social do mundo, o Facebook agrega 76 milhões de usuários somente no Brasil, sendo o terceiro país com o maior número de usuários atrás apenas dos Estados Unidos e Índia segundo Leonardo Tristão, diretor-geral da empresa no Brasil. Isso faz com que seja obrigatório estar presente na rede, estar junto com o público. Outro fator é a brecha que não estar presente na rede abre para a criação de perfis e páginas fakes que muitas vezes acabam por denegrir a imagem do artista que geralmente sequer utiliza internet.

    Por Danilo Andrade, editor e social media – Focus Serviços

    Contato: falecom@focusservicos.com

  • Para refletir – No momento em que aceitei ao meu Jesus…

    Dias atrás estive fazendo umas buscas no Youtube e acabei por acaso encontrando o vídeo da canção “Viverei viverás” do grupo Nova Dimensão. Lembro-me desta canção sendo entoada na igreja quando tinha meus 5, 6 anos. Todos de pé, mãos dadas louvando e refletindo sobre cada frase… As lágrimas eram comuns.

    A letra é simples, porém profunda e verdadeira. Cada verso é carregado de emotividade que mesmo com o tempo, não envelhece. O grupo Nova Dimensão nos brindou com essa bela canção na qual baseio algumas reflexões. Ouça:

    “No momento em que aceitei ao meu Jesus
    Minha vida logo se modificou
    encontrei a paz, encontrei o amor
    e hoje já não tenho mais rancor”

    Será? Atualmente está difícil distinguir quem é servo de Deus e quem não é. Está tudo muito igual, como dizem por aí, tudo junto e misturado. Complicado entender como a luz se mistura com as trevas… Quantos irmãos não vivem amargurados, rancorosos inclusive com o outro irmão da igreja? Seja por inveja de um cargo que não tem, do sucesso alheio, do seu próprio insucesso… Não posso dizer que A ou B guardem rancor, mas Deus sonda os corações, Ele sabe.

    “Aprendi a amar o próximo também
    perdoar aquele que me ofendeu
    Deus ama você e eu amo também
    por isso é que eu estou sempre a cantar”

    O verso “aprendi amar o próximo também” me fez refletir sobre a tragédia na boate em Santa Maria. Quantos não apontaram o dedo falando que tudo isso era porque estavam num lugar profano e de domínio do diabo? Cadê o amor ao próximo? Cadê o “chorar com os que choram?” Creio que temos sim que falar o que é certo, porém o “certo” fora de hora acaba sendo errado. Em Eclesiastes 3, v. 1 diz: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. No verso 4 afirma: “tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de saltar”. É correto plantar na seca? É certo rir num velório? Usar um momento como este para dar lição de moral a meu ver é desumano. Falta de amor ao próximo.

    “Estará com Cristo meu Senhor sempre a andar
    com Cristo eu aprendi a perdoar
    com Cristo para sempre viverei, viverás
    e você que anda nesse mundo sem razão
    aprenda a perdoar o seu irmão
    Viverei, viverás”

     “Com cristo eu aprendi a perdoar”… Hum… amigos, amigos. Negócios a parte. Se tiver que processar, vamos ao tribunal. Amém? Que evangelho é esse? Crente que não fala com o irmão, que fala mal do pastor para os amigos, que vive brigando no trabalho, na escola… Será que ser sal e luz é ser assim? Se não, será mesmo que “aceitamos a Jesus” de fato? Pensemos nisso!

  • Para Refletir – Quem é você quando ninguém vê?

    O “Para refletir” de hoje trás um assunto bacana para pensarmos. Afinal, quem somos de verdade? A nossa sociedade está condicionada a valorizar o aparente, o que temos, em detrimento do interior, do que de fato somos. Isso também está presente dentro das igrejas. Nem tudo que vemos, de fato é.

    Afinal, quem é você, no seu íntimo, longe do público, quando não precisa mais das máscaras? Na música “Quem é você” gravada no disco “Pra tocar no manto”, o Trazendo a Arca faz esse questionamento extremamente válido. As vezes estamos tão aptos a apontar os defeitos e erros alheios e esquecemos de nós mesmos.

    A canção trata de diversas máscaras, sociais, políticas, religiosas, e principalmente aquelas que maquiam as nossas emoções, onde exibimos uma falsa felicidade, muitas vezes para “estarmos por cima”. Essa maquiagem já é tão comum que seguimos com ela, como se  fosse nossa identidade. Vida de mentiras.

    E o que falar de quem sobe no altar? Pessoas que pulam, dançam e profetizam, mas tudo da boca para fora? Vive uma vida hipócrita e desregrada? O que Deus verá quando te sondar? “Quem é você além de um domingo? Depois das luzes do discurso e da máscara?” não adianta enganar o pastor, os irmãos, pai, mãe. Deus e o travesseiro sabe quem é você.

    Não, a ideia não é julgar ninguém, o objetivo é apenas refletir. Afinal, na palavra de Deus diz “Examine-se o homem a si mesmo”. Fique a vontade. Quem é você quando ninguém vê? Ouça a canção:

  • Para refletir – Não tem jeito não, não tem jeito não…

    Os evangélicos estão lutando por seus direitos. O direito de pensar, de ter suas opiniões respeitadas, lutando pela preservação da família patriarcal. Por esse motivo, um grande movimento se arrasta em nosso país: de um lado, ativistas do movimento gay, do outro, cristãos que não concordam com as reivindicações destes. Tudo isso vem tomando uma proporção inimaginável e até absurda principalmente pela supervalorização da mídia (claro, isso dá IBOPE). Mas será que essa questão merece mesmo tanta atenção?

    Enquanto o pão e circo rolam soltos, outras questões sociais estão sendo deixadas de lado e mesmo, ignoradas pela sociedade. Não quero aqui desmerecer a importância do tema em evidência, mas há muito mais que isso para nos preocuparmos.

    Já ouviu falar na proposta de reduzir a maioridade penal? O que você pensa a respeito? Será que o fato de jogar adolescentes com 16 anos na cadeia irá melhorar a questão da violência? Será que as políticas de assistência estão acontecendo? O que você pensa sobre os investimentos astronômicos para a realização da Copa e da Olimpíada em detrimento dos serviços públicos essenciais como segurança, saúde e educação? O que você pensa da corrupção em nosso país? Tem se manifestado? Tem votado consciente?

    Tá bom. Sei que são muitas perguntas, mas elas se fazem necessárias para estabelecer uma reflexão. Para isso, trago a belíssima canção “Em nome da justiça” de autoria do grande João Alexandre e interpretada por Paulo Cesar Baruk. Impossível ouvir e se manter alheio à quantidade de problemas que existe em nosso país.

    “Enquanto se canta e se dança de olhos fechados, tem gente morrendo de fome por todos lados”. Compartilhar uma imagem no Facebook não encherá a barriga de ninguém. O que você fez por quem tem fome hoje? Nada? Hummm não tem jeito não, não tem jeito não…

    “Enquanto a doença tomar o lugar da saúde, e prometeu ser do povo mudar de atitude”, não tem jeito não! “Enquanto o domingo ainda for nosso dia sagrado, e em nome de Deus se deixar os feridos de lado” (feridos, não apenas fisicamente, mas de alma, emocionalmente). Não tem jeito não…

    “Só com muito amor a gente muda esse país” (e não com o ódio, nivelando-se ao mundo), “Só o amor de Deus pra nossa gente ser feliz, nós os filhos temos que unir as nossas mãos, em nome da justiça” (temos sim que defender o que é justo, e a justiça é para todos), “por obras de justiça” (falar e não viver não adianta nada, suas obras precisam ser justas). “Quem conhece não pode ouvir e se calar, tem que ser profeta e sua bandeira levantar” Exatamente! Não podemos ser coniventes com a injustiça, com o que fere os princípios cristãos, sem nos esquecer de que a lei que nos dá esse direito dá a quem pensa diferente de nós. Não podemos ver as injustiças sociais, uns com muito e muitos com nada. Isso é justo? Pergunto-me se Jesus ordenasse a alguns pop-pastores e artistas gospel “vá, entregue tudo que tens aos pobres e siga-me” se realmente obedeceriam…  Você sabe quanto ganha os políticos que o representa? E você, quanto ganha? É justo?  E você não faz nada? É… não tem jeito não…

    Ouça, medite e repense sua vida:

  • Para refletir – E quando penso que é o fim…

    Deus quando nos fez nos dotou com a capacidade de pensar, de refletir, planejar. E esse ato de pensar é muito importante, é dessa forma que conseguimos nos conhecer mais profundamente, é nesse momento que revivemos situações, revemos conceitos, avaliamos as nossas vidas… E é aí que as vezes a nossa vida parece não ter sentido…

    Por que existo? Pra que vivo? Pra onde vou? Essas perguntas costumam nortear meus pensamentos e confesso que algumas vezes me tive sem respostas. Bate aquela vontade de jogar tudo pro ar, de parar, desistir, viver um dia após o outro… Mas seria feliz assim?

    O fato de vivermos em sociedade, nos faz ser bombardeados com opiniões diversas, opiniões essas nem sempre fundamentadas na verdade, mas no achismo humano, mera imposição de pensamento.

    Todo mundo tem opinião, e é válida, mas quem me garante que é verdadeira? Só por que escolheu a dedo um versículo na Bíblia para fundamentar seus argumentos? A Bíblia se tornou tão manipulada… Que o Senhor tenha misericórdia de nós.

    Na verdade, as respostas estão na nossa cara, mas costumamos ir procurar onde não ela não está. Em discursos, estudos e textos e elaborados por seres humanos falíveis, sabe-se lá com quais intenções, mas existe uma fonte de verdade pura e incorruptível: a palavra de Deus. Sem teologias, estudos, sermões. Pura e simples.

    Ali sei que posso confiar. Sabe por que? Porque sei que aquEle que a inspirou ME AMA de verdade, independente do que sou ou faça, ele me escolheu, me capacitou, tem zelo por mim. Então “Quando eu penso em desistir Lembro-me do que fizeste ali na cruz, morreu pra me salvar
    Deu Sua vida por um pobre pecador E hoje eu sei, livre sou!” Pra que carregar fardos se ele já levou por mim?

    Quem mais faria isso? Quem mais me amaria assim? Só Ele, apenas Ele! Importa-me que Ele me ame, somente. Sorria, Ele nos ama! Somos livres por seu amor!

    Ouça a canção “Livre sou” da Banda Horanona e complete sua reflexão.

    Até a próxima, fique com Deus!

  • Análise: CD Além do que os olhos podem ver – Jamily

    Desde que foi revelada num programa de calouros na TV com apenas nove anos de idade, a cantora Jamily já mostrava a que vinha. Seu primeiro disco “Tempo de vencer” alcançou a marca de mais de 100 mil cópias vendidas dando a Jamily, Disco de Ouro, além da levar a cantora a vencer em quatro categorias no extinto Troféu Talento.

    Nesse período, outros discos foram lançados, com destaque para “Conquistando o Impossível” lançado em 2004. A canção tema se tornou um hino, rompendo as barreiras da música gospel sendo inclusive cantada atualmente por cantores seculares como Luan Santana. Através deste álbum Jamily conquistou Disco de Platina com vendas superiores a 250 mil cópias segundo a ABPD – Associação Brasileira de Produtores de Discos.

    Em 2012, Jamily agora em nova gravadora – Som Livre – lança seu sétimo álbum intitulado “Além do que os olhos podem ver”. (O CD está sendo relançado pela Sony com novo projeto gráfico). O disco reflete toda a maturidade musical da cantora, se consagrando no pop gospel, estilo que sempre foi defendido por Jamily. A novidade deste trabalho é a forte presença dos acordes eletrônicos, que confere ao trabalho uma identidade moderna sem no entanto, perder a essência da adoração.

    A canção de abertura é “Além do que os olhos podem ver” composição de Jamily e que também dá nome ao trabalho. Essa canção já deixa claro que o CD traz uma proposta diferenciada. Letra com características de adoração com uma pegada pop-rock tornou-a viciante e agradável de ouvir. O foco da canção é a fé em Deus, crer que ele nos dará aquilo que sequer imaginamos, muito além do que podemos ver. Excelente!

    Jamily compôs um repertório interessante, com canções dançantes e outras mais intimistas, o que tornou o resultado muito bom. Isso pode ser percebido durante todo o disco. “Além do que os olhos podem ver” tem essa vibe mais dançante, já a próxima, “Projetos”, vem mais reflexiva. A composição de Anderson Lima e Tony da Mata versa sobre os projetos de Deus em nossa vida, no tempo dEle, irá se cumprir. “Você está nas mãos do grande Deus/ A tua estrela agora vai brilhar/ Esse é o momento esperado/ Chegou a tua vez de conquistar/ Por Deus você jamais foi esquecido/ Pra Ele o seu projeto tem valor/ Vai se cumprir agora em sua vida/ Tudo que você sonhou”.

    “Unja-me” de Jamily, também vem nessa linha de canção intimista, como uma oração. Destaque para piano e teclados de Jo Borges durante toda a música dando o tom de emotividade que a letra pede. Aliás, emoção é o que brota da voz de jamily durante o refrão: “Vem me encher, com tua presença/ É suficiente pra eu existir/ Unja-me, Senhor, com tua unção/ Eu rasgo meu coração diante de Ti”.

    Mais uma composição de Jamily marca presença no álbum: “Me alegro em Te adorar”. Canção vertical, de adoração, entrega. Destaque para a entrada da percussão dando um up na canção. “Preciso de Ti, confio em Ti, dependo de Ti/Me alegro em Te adorar”.

    “Tal amor” de Ivan Barreto versa sobre o amor de Jesus, que subiu na cruz em nosso favor. Em primeira pessoa, a canção é como um testemunho. A melodia é leve e reflexiva explorando o back vocal. “Pronto pra Te adorar” de JP e Pr. Edmar, também segue esta linha, com destaque para o back vocal.

    “Coração adorador” é mais uma composição de Ivan Barreto. Segue a linha intimista e versa sobre o desejo de ter um coração adorador. Na ponte a música cresce, e segue em alta até o fim. O refrão é apenas um verso que se repete várias vezes, característico de canções de ministérios de adoração, pode soar repetitiva.

    “O Deus que te faz Sonhar” é o mais pentecostal que o CD apresentou. Composição de Tony Ricardo, a canção versa sobre a história de José que mesmo tentado, não perdeu a fé de que seus sonhos se realizariam. “O Deus que te faz sonhar/ É o Deus que faz acontecer/ Não ceda diante das pressões/ Ele está agindo por você”. Mensagem impactante merece destaque o back vocal harmonizando perfeitamente.

    Como o nome sugere, “Deus de Celebração” é uma canção de celebração, de agradecimento a Deus, bem animada. Prevejo a igreja acompanhando com palmas. Composição de Jo Borges.

    A faixa 10 é regravação da clássica “I surrender all” de Tommy Sims. Além da se tratar de uma canção em si mesma emocionante, a participação do Coral Resgate, gentilmente cedido pela Salluz, tornou-a sensacional. Viajei nesta canção.

    Vem louvar é composição de Jamily em parceria com Ivan Barreto e Jo Borges. Com forte presença de arranjos eletrônicos, tem tudo pra cair no gosto do público jovem. Bem dance, é um convite a louvar (e dançar) ao Senhor.

    Mais uma de Ivan Barreto, “A minha alma canta a Ti” é bem suave, contrastando com a anterior “Vem louvar”. Destaque para o violão. Poucos versos em forma de adoração, fala sobre adorar ao Senhor com tudo que temos com tudo o que somos.

    Outra canção com forte pegada eletrônica, “Vamos louvar ao Senhor” de autoria de Jamily e Ivan Barreto, é um chamado a convidar Jesus a entrar em nossos corações. Destaco os versos “A vida é mais bela se a gente se entrega ao que é bom/ Jesus é bom e Ele quer te mudar pra melhor”.

    “Vou voar” segue na linha da anterior, e apesar de apostar no som eletrônico, não dispensa letras de forte apelo evangelístico. “Vou voar nas asas do Espírito/ Flutuar, ser levado pelas ondas de vida/ Que me levam pra mais perto de Ti”.

    Encerrando o álbum, “Vem alabar”, versão em espanhol da faixa “Vem louvar”, mantendo assim algo já característico de Jamily de gravar uma música em dois idiomas diferentes.

    Considerações finais

    É inegável a evolução musical de Jamily. Tanto nas composições quanto como intérprete, Jamily se apresenta mais madura e segura do som que quer defender. Em “Além do que os olhos podem ver” a cantora mistura letras características de ministério de louvor, com um som mais jovem, pop-dance com pitadas de eletrônico o que, certamente conquistará um público mais jovem e que ignora as canções congregacionais.

    Como um dos pontos negativos temos a capa. Apesar de conceitual, a capa ficou bem aquém do esperado para um trabalho deste porte. Poderia ter-se mantido o conceito e melhorado a estética. No repertório, alguns temas foram repetidos, principalmente em “Vem louvar” e “Vamos louvar ao Senhor”, até porque as duas possuem uma mesma linha melódica.

    Merece destaque as canções “Além do que os olhos podem ver”, “Me alegro em te adorar”, “O Deus que te faz sonhar” e a incrível “I surrender all”.

  • Análise: Chuva de poder – André e Felipe

    “Chuva de Poder” é o quinto álbum da dupla André e Felipe, segundo pela gravadora Uni Records. Lançado em novembro de 2011, o disco traz uma nova sonoridade à dupla, e mostra também o amadurecimento musical alcançado pelos irmãos paranaenses. A produção ficou a cargo de Melk Carvalhedo, experiente no ramo produzindo CDs de diversos cantores de expressão na música gospel.

    O  back vocal é composto por Jane Magalhães, Fael Magalhães, Cleide Janer, Wilker Lopes, TitaFerr, AdielFerr, Joelma Bonfim, Josy Bonfim e Cláudio Carvalho. Grupo este que já trabalhou com Aline Barros, Suellen Lima, Damares, entre outros.O Projeto Gráfico e Identidade Visual são assinados pela Quartel Design, que fez um belo trabalho. O encarte do disco está visualmente belo e criativo. Vale ressaltar também que todas as composições do álbum são de autoria da dupla.

    O álbum começa com o hit que o intitula – “Chuva de Poder”. Essa canção que ganhou videoclipe caiu na boca do povo. Ritmo bacana representa bem o sertanejo universitário. O que diferencia do sertanejo universitário secular sem dúvida é a qualidade da letra. Canção chiclete, explica o sucesso.

    Em seguida vem “É milagre” com uma abertura mais vocal, é impossível não se arrepiar. Com uma mensagem de esperança, vem mais leve que a canção anterior. Letra forte, impactante, sem dúvida a melhor do álbum. “É milagre de Deus, ninguém pode explicar, quando a cura bem, quando a benção vem, ninguém pode roubar”.Back vocal merece destaque compondo a harmonia perfeitamente.

    “No fim” chega com uma pegada pop rock, marcada pela bateria, traz uma mensagem muito importante, versa sobre o arrebatamento. Destaque para o refrão que fala do papel da igreja em repartir o pão (a verdade, o evangelho) “tem que fazer a sua parte e repartir o pão que Deus lhe deu, e ter nos olhos piedade, sangrar o coração de amor”continua agora com uma mensagem para aqueles que ainda não se acreditaram na palavra de Cristo “Essa é a sua chance, esse é o caminho, ande com Cristo, chega de andar sozinho, Não deixe pra amanhã o que pode ser agora, Jesus está voltando, agora é a hora”. Excelente!

    “Águas Profundas” chega mais poética e mais sertaneja… A introdução forte no violino, confere uma melodia diferenciada a musica. Toda a canção é mais melódica, reflexiva. O refrão lembra canções de ministérios de adoração.“Eu quero mergulhar, no teu rio ó Senhor, nas águas mais profundas quero ir, vem me levar, Eu estou aqui, Senhor, quero te encontrar, e te abraçar, vem me pegar no colo, porque sou teu filho, eu preciso do Senhor aqui comigo”.

    Lembrando grandes canções do pentecostal, “Meus sonhos” chega suave, e aos poucos vai ganhando força com o crescimento do back vocal. Marcada pela bateria, recebe o toque final do violino. Letra forte, versa sobre o Todo-Poderoso, se ele venceu a morte o que não pode fazer pelos seus? Merece entrar para o repertório dos grupos de jovens nas igrejas pentecostais!

    A próxima canção é “Um chamado” que começa forte nas cordas e solo vocal, crescendo ainda mais no refrão com a participação do back vocal. A canção versa sobre conquista, vitória, referenciando a luta de Jacó com um anjo. “Hoje vou receber minha vitória, sem a benção eu não vou sair daqui, assim como Jacó segurou o anjo, vou segurar, eu não vou parar, não vou desistir e a minha benção eu vou conseguir”.

    Novo Dia, chega trazendo uma reflexão importante, com foco na superação. “Cadê o sorriso no rosto, o jeito de um servo de Deus? Mostre na Bíblia alguma batalha que Jesus. Diga pra mim a história de alguém que Ele desamparou”. A canção vem forte no violão, com uma bateria mais leve, e pouca guitarra, puxando para o sertanejo de raiz.

    Em seguida vem “Na sala do trono” com uma sonoridade mais pop. Versa sobre a disponibilidade de superar desafios e barreiras para tocar em Jesus “Se tiver que andar sobre as águas, eu vou. Se tiver que enfrentar a multidão, eu sou. Só pra te tocar e te abraçar, Senhor”. Possui uma visão mais vertical, excelente canção.
    Dia Inesquecível é uma bela canção romântica. Boa letra, mais um daqueles refrões que grudam na cabeça. “Que eu te amava, que eu sonhava, que eu pensava em você”. O som das cordas confere o clima de romance no ar… Dica para os apaixonados.

    O som forte, mas suave das cordas introduzem “Dependente de ti”. Bem poética, vem suave na primeira parte da canção, que na segunda parte ganha ritmo com a bateria. O trecho “Eu nada tenho, tudo é teu, todos meus dons, Ele me deu”refletem a linha mais cristocêntrica desta música.

    Em “Minha oração” a dupla resgata novamente aquele tom mais intimista do sertanejo raiz, e como o título sugere, de fato, trata-se de uma oração cantada. Mais uma forte canção vertical do álbum. “Quero parecer contigo, E amar o meu irmão como a mim mesmo, saber reconhecer todos os meus defeitos. Chegar a conclusão de que todo o meu ser, é dependente Teu Senhor”.

    “Circunstâncias” relata situações pelas quais passamos que nos levam a querer desistir do caminho, de nossos objetivos. “Então Jesus olhou pra mim, e disse: Filho, estou aqui, vim sarar a tua dor, te mostrar o meu amor, Se a multidão não te deixou chegar, muitos quiseram te parar, mas teu clamor Eu ouvi, sua oração tocou em mim”. Detalhe para a troca de voz, quando a dupla assume “a voz de Jesus” na canção. Back vocal harmonizando perfeitamente, principalmente no refrão.

    Com uma pegada mais forrozeira vem “Deu tremendo”. Uma das poucas que não me agradou. A canção tem letra boa, mas melodicamente, destoa do restante do CD. Típica canção de fogo “Receba aí, receba irmão, a batalha só se vence com jejum e oração”.

    Fechando o álbum chega “Hoje canto”. Começa suave e aos poucos vai crescendo com a bateria, bem característico do sertanejo universitário. Arranjos de guitarra merecem destaque. Refrão fácil de cantar, com uma pegada bem ritmada e popular. Assim chega ao fim o álbum “Chuva de Poder” de André e Felipe.

    A dupla é talentosa e sabe usar o talento que tem. Letras de qualidade, sonoridade e os arranjos de Melk Carvalhedo estão perfeitos.

    O sertanejo universitário geralmente é tachado de ter letras fracas e repetitivas, o que não se aplica este o trabalho. “Chuva de poder” vem recheado de canções fortes e impactantes, superiores a de muitos álbuns lançados ultimamente.
    Os irmãos André e Felipe souberam mesclar no álbum canções mais clichês e de fácil apelo popular com canções mais reflexivas e de letras mais profundas, inclusive perfeitamente possíveis se serem cantadas nas igrejas. Back vocal este impecável durante todo o CD. Como ponto negativo coloco a quantidade de canções. São 14 faixas, 65 minutos de música, o que é, claro, apenas um detalhe.
    Certamente “Chuva de poder” está entre os melhores CDs lançados entre 2011/2012. Com este trabalho, André e Felipe se consolida como uma das principais duplas sertanejas evangélicas do Brasil e com grande potencial comercial.

    Destaco as canções É Milagre, No fim, Meus sonhos, Minha oração e Circunstâncias como as canções TOPs do disco.

  • Análise: CD Raridade – Anderson Freire

    O grande nome da música gospel quando o assunto é composição, Anderson Freire acaba de lançar seu segundo álbum solo “Raridade” pela MK Music. Produzido pelo próprio cantor em parceria com seu irmão Adelso Freire e Dedy Coutinho da Banda Giom, o álbum traz 12 faixas e mais uma faixa-bônus “Rei dos reis” que pode ser baixada online por quem adquirir o CD físico.

    O projeto que chega com embaixo de muita expectativa do grande público, conta com as participações especiais das cantoras Arianne na faixa Aliança do Sangue e Ariely Bonatti na faixa “Meu novo endereço”. Assim como Identidade, Raridade também é autoral, segue a linha do pop-pentecostal e tem todos os ingredientes para ser sucesso como seu antecessor.


    “Raridade” inicia com uma introdução leve, que aos poucos abre caminho para a impactante entrada das vozes na canção “A igreja vem”. Versando sobre a história da igreja na terra, a canção é genuinamente pentecostal. O back vocal merece destaque, principalmente no refrão. Certamente uma das melhores do álbum.

    O CD tem forte pegada das canções pentecostais, muito bem executadas, explorando o back vocal e harmonizando perfeitamente. Anderson repete algumas fórmulas de sucesso no seu álbum anterior, como as parcerias, a mistura de canções intimistas com canções mais pentecostais, ideais para grupos de jovens. Nota-se isso, já na passagem de “A Igreja vem” para “Raridade” que segue uma linha intimista, como “Coração valente” de Identidade. Destaque para a mensagem emocionante e motivacional, que versa sobre o nosso valor para Deus. Pegada mais suave, marcada pela bateria.

    Falando das fórmulas, mais uma vez deu incrivelmente certo as participações especiais, começando por Ariely Bonatti.“Meu novo endereço” tem uma mensagem excelente e uma sonoridade empolgante, certamente cairá no gosto do público. A combinação de vozes, o toque do violino, e a marca da bateria tornaram a canção contagiante.

    Sem muito destaque temos num tom intimista, a faixa “Acalma o meu coração” em forma de oração cantada. Ideal para ouvir e refletir.

    O toque de novidade vem em “Efésios 6”. Introdução e arranjos baseados nas cordas, back vocal em sintonia, destaque para a ponte em forma de perguntas e respostas (a canção faz analogia às missões do exercito, inclusive, retratando a comunicação via rádio). Esse jogo de perguntas e respostas com o apoio do back vocal ficou bem interessante.

    “Deus de milagres” segue falando de milagres, e de como a ciência não consegue explicar as maravilhas de Deus. A canção começa suave e cresce principalmente no refrão, momento em que a bateria torna a música mais encorpada juntamente com o back vocal.

    Tendo sua primeira parte marcada pelo teclado, a canção “Aliança do sangue” conta com a participação de Arianne. A cantora entra na segunda parte acompanhada pela bateria. Destaque para a forte mensagem. Violino no refrão merece menção. Mais uma canção empolgante!

    “Atitude de Cristão” é uma canção mediana. Destaque para os Riffs de guitarra executados na canção. É interessante notar que a maioria das canções trazem uma introdução suave, geralmente com violino ou violão, e aos poucos vão crescendo, principalmente no refrão, onde a bateria e o back vocal tornam-se mais presentes. “Ele chegou”, segue essa linha. Apesar de mediana, a canção é bem convincente.

    “Meu hospital” começa com uma tocante introdução ao teclado e violino, bem reflexiva, traz uma letra que transpira emoção. Simples, mas emocionante. Segue essa vibe mais introspectiva também a canção “Uma história contigo”, numa pegada congregacional.

    “Força e sabedoria” encerra o álbum. Como a maioria das canções, a introdução começa simples, com poucos instrumentos. A canção vai ganhando forma até o ápice na segunda parte da canção. Apesar de não ser uma das melhores, tem um “algo a mais” que gruda na memória facilmente. Destaque para a ponte, além da bateria o back sempre impecável.

    A faixa-bônus “Rei dos reis” poderia tranquilamente ter entrado no álbum físico devido sua qualidade, apesar de não possuir força para ser single. Chega com uma introdução suave, e como as demais têm um crescimento do meio para o fim. Versa sobre o retorno de Jesus à terra.

    Considerações finais

    É inegável a qualidade musical de “Raridade”. Todas as canções foram milimetricamente pensadas para compor o repertório que vem forte e impõe respeito. Como compositor, Anderson Freire sabe bem o que o povo gosta. O encarte apesar de estar melhor que “Identidade”, deixou a desejar principalmente internamente. Já a capa demonstra algum avanço.

    Sem dúvida as participações trouxeram um toque especial ao projeto. Tanto Ariely quanto Arianne se saíram muito bem. Sem dúvida isso irá jogar um feixe de luz em ambas. Por fim, merecem destaque as canções, A igreja vem, Raridade, Meu novo endereço, Efésios 6 e Aliança do sangue.

  • Análise: CD Pra me Alegrar – Ludmila Ferber

    “Pra me alegrar” é o mais recente disco da cantora e pastora Ludmila Ferber lançado pela Som Livre. Com produção musical de Sandro Domingues, o disco conta com 13 faixas inéditas e participações especiais de Ana Paula Valadão e Fernanda Brum.

    O título do álbum já adianta a proposta: trazer a alegria através de canções de forte apelo emocional e motivacional. A pastora Ludmila Ferber, que compôs 12 das 13 faixas do disco, selecionou criteriosamente o repertório enfocando na necessidade de nos alegrarmos, mesmo quando aparentemente não há esperança. Ouvindo atentamente o disco, foi possível identificar algumas “vertentes” relacionadas a diversas fontes de alegria que serão mencionadas no decorrer do texto.

    A canção título é a única que não é de autoria de Ludmila. “A canção-título é particularmente especial para mim, já que é a única que não compus, mas sim minha filha mais nova. Inspirada por Deus, ela compôs esta canção como uma mensagem de fé, esperança e força pra mim e que, obviamente, transforma-se na “canção de todos nós”” declara Ludmila.

    É essa fé, esperança e força são notadas nas três primeiras canções do disco. Além de trazer um ritmo alegre e dançante, possui uma mensagem “pra cima”, retratando a vida de quem está saindo de uma situação de luto, de um lugar de caos e dor e voltando a sorrir de novo, se apegando à esperança à determinação e muita alegria de viver. A mesma alegria é possível notar em “Deus está contigo”, segunda faixa do álbum. Ministrando promessas na vida do ouvinte, a canção determina vitória, pois se Deus está conosco, somos mais que vencedores. Na faixa três o tema alegria vai ainda mais explícito, determinando que nascemos pra ser feliz.

    Podemos nos alegrar também pela confiança em Deus. Como não se alegrar certeza do poder dEle? O Deus que cura, que traz o morto a vida? “Senhor que cura” vem como um refrigério ao coração daqueles que já se encontram sem esperança ou fé.

    “Quando não há mais vida, Esperança ou fé, Deus vai mover/ Quando não tem remédio, Ou jeito pra dar/ Deus vai ressuscitar/ Tu és o Senhor que cura/ És o Senhor que cura”.

    “Pra me alegrar” segue esta linha com arranjos fortes no refrão, versando sobre a presença onipotente e onisciente de Deus. Ele conta todas as nossas lágrimas, conhece nossas dores, nossas necessidades. Sabe do que precisamos pra ser feliz. Essa fé em Deus é fundamental.

    A confiança em Deus, também é notada na faixa “Olha pra minha dor”. O tema “cura” é recorrente em diversos trabalhos da pastora Ludmila e neste não é diferente.

    “Amor e Amizade” sem dúvida é uma das mais belas canções do álbum. Com participação especial de Ana Paula Valadão, traz como tema um dos grandes motivadores da alegria: o amor e a amizade. Aquela amizade verdadeira, legítima e espontânea. Sem cobranças ou interesses. De alguma forma a canção retrata a amizade entre as duas, amizade esta explicitada em vários momentos.

    Merece mencionar também a faixa “O deserto vale ouro” que tem como participação especial a cantora Fernanda Brum. Traz em seu sentido a importância que tem a vivência, a experiência de cada um. Tem coisas que precisamos vivenciar sentir para aprendermos. Por mais que seja difícil, doloroso, se deus está conosco esse deserto “vale ouro”.

    E a alegria de fazer a obra de Deus? De cumprir o ide? É necessário que o cristão faça a obra de Deus com alegria. “O avivamento vem chegando” faz este questionamento: “Onde estão os profetas desta geração? Onde estão os sentinelas de adoração? Agora é a hora”.

    Por fim, “Se Deus é Deus é por nós” encerra o disco de forma brilhante. A alegria daquele que serve a Cristo é ter a certeza que o Senhor nos guarda, zela é cuida dos seus. Ele é o nosso alvo, nosso objetivo de vida. “O Senhor é a minha herança o meu galardão”.

    Definitivamente “Pra me alegrar” é um disco para ouvir várias e várias vezes e se alegrar de verdade. Se alegrar pela confiança depositada em Deus, pela fé que temos no seu poder, pelas vitórias, conquistas, pelas pessoas importantes que são colocadas por ele em nosso caminho. Um disco “pra cima” do início ao fim. Toda essa alegria se reflete desde as letras, com mensagens carregadas de otimismo, de fé, perseverança, gratidão, até os arranjos ora dançantes, ora fortes e ate agressivos e ora suaves se adequando à mensagem da canção. Vale a pena conferir e adquirir o disco “Pra me alegrar” da pastora Ludmila Ferber.

  • Análise: CD Geração de Jesus – Jotta A

    Com muita expectativa o público esperou pelo novo álbum de Jotta A. E não é à toa, já que desde que participou de um programa de calouros, Jotta A foi alçado a um dos grandes talentos da música cristã, mantendo este posto com o lançamento do primeiro disco solo “Essência” pela Central Gospel Music. Além disso, Jotta A ainda tinha outro desafio: encontrar-se em meio às mudanças vocais trazidas pela puberdade. O fato de ter Daniela Araújo como produtora também desperta curiosidade do público, afinal, como Daniela Araújo direcionaria a produção do disco sendo Jotta A um defensor do estilo pentecostal? Neste dia 2 de novembro a espera chegou ao fim com o lançamento de “Geração de Jesus” em rede nacional no programa Vitória em Cristo do pastor Silas Malafaia.

    O projeto gráfico do disco é assinado pela conceituada agência Quartel Design que disponibilizou três opções de capas para que o público escolhesse a oficial. A escolha certamente foi acertada, e representa um Jotta A múltiplo, como é também musicalmente variado.

    Em “Geração de Jesus” é perceptível a evolução de Jotta A em relação ao seu disco anterior “Essência”. Como era de se esperar, sua voz sofreu mudanças por causa da idade, algo que foi bem trabalhado e em nada afetou a qualidade do projeto. Em contraponto, no quesito “identidade artística” é notável que Jotta A ainda está se encontrando, e sua produtora Daniela Araújo se tornou uma forte influência. Em várias faixas, principalmente nas de autoria de Daniela é possível notar vários melismas típicos da cantora. Jotta A acabou pegando “trejeitos vocais” de Daniela Araújo, o que, de certa forma é compreensível se considerarmos que a mesma é produtora do disco e também compôs e arranjou várias faixas e sendo Jotta A um artista ainda em construção.

    Merece ser ressaltado algumas mudanças trazidas neste trabalho. Aquele “exibicionismo vocal” presente no CD anterior, influência do programa de calouros que o revelou e do estilo pentecostal, ficou pra trás, o que é extremamente positivo. O disco está redondo, gostoso de ouvir. Tecnicamente Daniela Araújo e Jorginho Araújo fizeram um excelente trabalho.

    Jotta A dá mostras que tem tudo pra crescer também como compositor. Três das doze faixas são de sua autoria, incluindo o tema do disco “Geração de Jesus”, que versa sobre a passagem de Jesus na terra, seu sacrifício para nos salvar. Funciona como um convite a todos para levar a mensagem do evangelho ao mundo, ser geração de Jesus “Que em toda a terra se levantem mensageiros da verdade somos a luz para a humanidade/ Erga sua voz juventude”.

    Uma das grandes surpresas do disco ficou por conta da regravação da faixa “Dono do milagre” de autoria de Anderson Freire e gravada anteriormente por Elaine de Jesus. A canção ganhou uma nova roupagem com uma levada pop tão bem feita que mais parece inédita que regravação. Se a ideia era trazer o pentecostal de uma forma diferente, sem dúvida deu muito certo. Interpretação forte e marcante de Jotta A sem abuso de agudos a tornaram excelente!

    Confira:

    Santo Espírito também traz a influência pentecostal para o projeto. Apesar de uma roupagem suave, é possível notar principalmente no refrão a essência pentecostal da canção.

    Daniela Araújo possui quatro composições no disco. São elas “Posso pular”, “És fiel”, “Até te encontrar” e “Vencedor”. Apesar de todas estarem num nível muito bom, merece destaque a faixa “Vencedor” que vem com uma vibe pop rock trazendo um som jovem que promete cair rapidamente no gosto do público. Introdução leve do eletrônico, com batidas da bateria tornaram a canção pra cima, é sem dúvida uma das melhores do disco e não a toa, já ganhou versão em clipe.

    O disco “canta” a língua do jovem atual. Uma das faixas de autoria de Jotta A traz em seu contexto uma reflexão sobre os enganos da juventude, do conceito do mundo de que por ser jovem é preciso desfrutar dos prazeres que na verdade, irão envelhecer a alma. “Mas eu não vou me enganar/ Minha juventude é pra te adorar, porque maior é o que está em mim do que o que no mundo está!”. Enquanto “Juventude” vem suave, como apoio reflexivo, “Nossa vibe” de autoria David Marx/ Paulo Zuckini/ Rodrigo Magalhães, traz a mesma mensagem, porém de uma forma bem mais impactante e impressiona pela riqueza de arranjos e vozes. Como uma mensagem para seu principal público, Jotta A compôs a faixa “Juventude” como uma reflexão sobre as dificuldades desta fase, dos enganos do mundo.

    Canções intimistas também ganharam espaço no disco. Seguindo esta linha temos a faixa “És fiel”, com introdução suave, versa sobre a fidelidade de Deus para conosco, mesmo diante da infidelidade humana. “Até te encontrar” expõe a nossa necessidade de Deus. “Eu vou Te procurar, até Te encontrar, só Tu és Santo! Pois seja aonde for, me atrai ao teu amor, só Tu És Santo! No alto monte ou nas profundezas do mar, que eu quero é Te encontrar”. Destaque para os arranjos de guitarra que deram um up principalmente no refrão com a bateria e a participação do backing vocal.

    Em grande estilo o álbum é encerrado com a faixa “Amor verdadeiro” com uma pegada bem eletrônica. Fala sobre as paixões da juventude, mas que o amor verdadeiro só encontramos em Jesus. A música é dançante e reflete o momento vivido por Jotta A, com uma vibe jovem e mensagem forte e atual.

    Sem dúvida o álbum “Geração de Jesus” é um trabalho de alto nível e promete repetir o sucesso obtido com o Essência. Provavelmente os fãs mais ferrenhos do Jotta A pentecostal apresente certa resistência ao Jotta A pop, porém a mudança foi positiva e promete conquistar um público ainda maior que são resistentes ao estilo pentecostal.