Os evangélicos estão lutando por seus direitos. O direito de pensar, de ter suas opiniões respeitadas, lutando pela preservação da família patriarcal. Por esse motivo, um grande movimento se arrasta em nosso país: de um lado, ativistas do movimento gay, do outro, cristãos que não concordam com as reivindicações destes. Tudo isso vem tomando uma proporção inimaginável e até absurda principalmente pela supervalorização da mídia (claro, isso dá IBOPE). Mas será que essa questão merece mesmo tanta atenção?
Enquanto o pão e circo rolam soltos, outras questões sociais estão sendo deixadas de lado e mesmo, ignoradas pela sociedade. Não quero aqui desmerecer a importância do tema em evidência, mas há muito mais que isso para nos preocuparmos.
Já ouviu falar na proposta de reduzir a maioridade penal? O que você pensa a respeito? Será que o fato de jogar adolescentes com 16 anos na cadeia irá melhorar a questão da violência? Será que as políticas de assistência estão acontecendo? O que você pensa sobre os investimentos astronômicos para a realização da Copa e da Olimpíada em detrimento dos serviços públicos essenciais como segurança, saúde e educação? O que você pensa da corrupção em nosso país? Tem se manifestado? Tem votado consciente?
Tá bom. Sei que são muitas perguntas, mas elas se fazem necessárias para estabelecer uma reflexão. Para isso, trago a belíssima canção “Em nome da justiça” de autoria do grande João Alexandre e interpretada por Paulo Cesar Baruk. Impossível ouvir e se manter alheio à quantidade de problemas que existe em nosso país.
“Enquanto se canta e se dança de olhos fechados, tem gente morrendo de fome por todos lados”. Compartilhar uma imagem no Facebook não encherá a barriga de ninguém. O que você fez por quem tem fome hoje? Nada? Hummm não tem jeito não, não tem jeito não…
“Enquanto a doença tomar o lugar da saúde, e prometeu ser do povo mudar de atitude”, não tem jeito não! “Enquanto o domingo ainda for nosso dia sagrado, e em nome de Deus se deixar os feridos de lado” (feridos, não apenas fisicamente, mas de alma, emocionalmente). Não tem jeito não…
“Só com muito amor a gente muda esse país” (e não com o ódio, nivelando-se ao mundo), “Só o amor de Deus pra nossa gente ser feliz, nós os filhos temos que unir as nossas mãos, em nome da justiça” (temos sim que defender o que é justo, e a justiça é para todos), “por obras de justiça” (falar e não viver não adianta nada, suas obras precisam ser justas). “Quem conhece não pode ouvir e se calar, tem que ser profeta e sua bandeira levantar” Exatamente! Não podemos ser coniventes com a injustiça, com o que fere os princípios cristãos, sem nos esquecer de que a lei que nos dá esse direito dá a quem pensa diferente de nós. Não podemos ver as injustiças sociais, uns com muito e muitos com nada. Isso é justo? Pergunto-me se Jesus ordenasse a alguns pop-pastores e artistas gospel “vá, entregue tudo que tens aos pobres e siga-me” se realmente obedeceriam… Você sabe quanto ganha os políticos que o representa? E você, quanto ganha? É justo? E você não faz nada? É… não tem jeito não…
Ouça, medite e repense sua vida:
Deixe um comentário