Análise: CD Raridade – Anderson Freire

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O grande nome da música gospel quando o assunto é composição, Anderson Freire acaba de lançar seu segundo álbum solo “Raridade” pela MK Music. Produzido pelo próprio cantor em parceria com seu irmão Adelso Freire e Dedy Coutinho da Banda Giom, o álbum traz 12 faixas e mais uma faixa-bônus “Rei dos reis” que pode ser baixada online por quem adquirir o CD físico.

O projeto que chega com embaixo de muita expectativa do grande público, conta com as participações especiais das cantoras Arianne na faixa Aliança do Sangue e Ariely Bonatti na faixa “Meu novo endereço”. Assim como Identidade, Raridade também é autoral, segue a linha do pop-pentecostal e tem todos os ingredientes para ser sucesso como seu antecessor.


“Raridade” inicia com uma introdução leve, que aos poucos abre caminho para a impactante entrada das vozes na canção “A igreja vem”. Versando sobre a história da igreja na terra, a canção é genuinamente pentecostal. O back vocal merece destaque, principalmente no refrão. Certamente uma das melhores do álbum.

O CD tem forte pegada das canções pentecostais, muito bem executadas, explorando o back vocal e harmonizando perfeitamente. Anderson repete algumas fórmulas de sucesso no seu álbum anterior, como as parcerias, a mistura de canções intimistas com canções mais pentecostais, ideais para grupos de jovens. Nota-se isso, já na passagem de “A Igreja vem” para “Raridade” que segue uma linha intimista, como “Coração valente” de Identidade. Destaque para a mensagem emocionante e motivacional, que versa sobre o nosso valor para Deus. Pegada mais suave, marcada pela bateria.

Falando das fórmulas, mais uma vez deu incrivelmente certo as participações especiais, começando por Ariely Bonatti.“Meu novo endereço” tem uma mensagem excelente e uma sonoridade empolgante, certamente cairá no gosto do público. A combinação de vozes, o toque do violino, e a marca da bateria tornaram a canção contagiante.

Sem muito destaque temos num tom intimista, a faixa “Acalma o meu coração” em forma de oração cantada. Ideal para ouvir e refletir.

O toque de novidade vem em “Efésios 6”. Introdução e arranjos baseados nas cordas, back vocal em sintonia, destaque para a ponte em forma de perguntas e respostas (a canção faz analogia às missões do exercito, inclusive, retratando a comunicação via rádio). Esse jogo de perguntas e respostas com o apoio do back vocal ficou bem interessante.

“Deus de milagres” segue falando de milagres, e de como a ciência não consegue explicar as maravilhas de Deus. A canção começa suave e cresce principalmente no refrão, momento em que a bateria torna a música mais encorpada juntamente com o back vocal.

Tendo sua primeira parte marcada pelo teclado, a canção “Aliança do sangue” conta com a participação de Arianne. A cantora entra na segunda parte acompanhada pela bateria. Destaque para a forte mensagem. Violino no refrão merece menção. Mais uma canção empolgante!

“Atitude de Cristão” é uma canção mediana. Destaque para os Riffs de guitarra executados na canção. É interessante notar que a maioria das canções trazem uma introdução suave, geralmente com violino ou violão, e aos poucos vão crescendo, principalmente no refrão, onde a bateria e o back vocal tornam-se mais presentes. “Ele chegou”, segue essa linha. Apesar de mediana, a canção é bem convincente.

“Meu hospital” começa com uma tocante introdução ao teclado e violino, bem reflexiva, traz uma letra que transpira emoção. Simples, mas emocionante. Segue essa vibe mais introspectiva também a canção “Uma história contigo”, numa pegada congregacional.

“Força e sabedoria” encerra o álbum. Como a maioria das canções, a introdução começa simples, com poucos instrumentos. A canção vai ganhando forma até o ápice na segunda parte da canção. Apesar de não ser uma das melhores, tem um “algo a mais” que gruda na memória facilmente. Destaque para a ponte, além da bateria o back sempre impecável.

A faixa-bônus “Rei dos reis” poderia tranquilamente ter entrado no álbum físico devido sua qualidade, apesar de não possuir força para ser single. Chega com uma introdução suave, e como as demais têm um crescimento do meio para o fim. Versa sobre o retorno de Jesus à terra.

Considerações finais

É inegável a qualidade musical de “Raridade”. Todas as canções foram milimetricamente pensadas para compor o repertório que vem forte e impõe respeito. Como compositor, Anderson Freire sabe bem o que o povo gosta. O encarte apesar de estar melhor que “Identidade”, deixou a desejar principalmente internamente. Já a capa demonstra algum avanço.

Sem dúvida as participações trouxeram um toque especial ao projeto. Tanto Ariely quanto Arianne se saíram muito bem. Sem dúvida isso irá jogar um feixe de luz em ambas. Por fim, merecem destaque as canções, A igreja vem, Raridade, Meu novo endereço, Efésios 6 e Aliança do sangue.

Comentários

2 respostas a “Análise: CD Raridade – Anderson Freire”

  1. […] aclamado por sua gravadora, a MK Music, como fenômeno da música gospel, Anderson lançou o álbum Raridade, novamente um grande sucesso, que foi indicado ao Grammy. O cantou já recebeu disco de ouro e […]

  2. […] Leia a resenha do álbum Raridade aqui. […]

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