Este é o primeiro post sobre a segunda geração do rock cristão brasileiro.
O Catedral é, juntamente com a Oficina G3 a primeira banda da qual intitulo segunda geração do rock cristão brasileiro. Manifesto aqui, de antemão que discordo de todas as autoafirmações do vocalista e letrista Kim do lado revolucionário do Catedral. Acontece que, todas as cinco maiores bandas dessa época (inclui Catedral, Oficina G3, Katsbarnea, Resgate e Fruto Sagrado) apresentaram algo diferente para a época, mas não é porque a Catedral foi a mais famosa deste período que se torne automaticamente a mais relevante.
Era 1987/1988. O Sinal de Alerta lançava seu maior clássico, Manhãs de Outono. A Banda Azul surgia, após a saída de Janires do Rebanhão. O Rebanhão lançava um de seus maiores sucessos, o álbum Novo Dia. O Complexo J estreava com seu ótimo rock progressivo. Toda aquela época indicava uma futura explosão da música religiosa como nunca tinha sido antes, que mais tarde seria intitulada como o movimento gospel.
A começar, o Catedral lançou o álbum Você, em 1988, que mescla algumas críticas sociais (lembrando que eles não foram os primeiros a fazerem isso) com letras bem diretas, como “Chame a Deus”. Ou seja, é um projeto um pouco mais ousado que o de suas bandas anteriores, mas ainda não chega a um nível considerado “revolucionário” como dito por aí. Uma das músicas de maior destaque desta obra é “Pedro Zé Nordestino”, que chegou a ser bem regravada pela banda.
Nesta época, o Catedral era formado por: Kim (vocal, guitarra), Cézar (guitarra solo), Júlio Cézar (baixo), Guilherme Morgado (bateria) e Glauco Mozart (teclado). Esta formação manteve-se estável por alguns anos. Atualmente, todos os integrantes da banda são oriundos da formação inicial, mas apenas como um trio. Em meados de 1989, lançaram Aos Sensíveis de Coração, que é um dos preferidos dos fãs mais saudosistas. Seguindo a linha do anterior, a banda seguia ousando nas letras, semelhantemente o que outros grupos da época procuravam fazer.
Em 1991, na época em que lançaram Catedral III, Kim lançou um projeto solo chamado Além do Espelho, com músicas românticas e o tecladista Glauco Mozart deixou o grupo por questões pessoais. A banda seguiu como um quarteto e assim ficou por mais de dez anos.
Está Consumado, lançado em 1993 foi um divisor de águas na carreira do grupo. O projeto, duplo fortaleceu a imagem da banda e lançou hits que até hoje são notáveis, como “Galhos Secos” (do Êxodos) e “Carpe Diem”. O sucesso da banda atraiu a atenção da gravadora MK Music, mas isso é assunto para outro post…
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