Tag: Resgate

  • Rocklogia – 15 anos de Resgate

    Várias bandas e artistas de rock tem aquele álbum catastrófico, com músicas medianas (ou até mesmo horríveis). Se a “horripilância” da Oficina G3 é Humanos e do Rebanhão é Vamos Viver o Amor, o do Resgate é, de longe, Eu Continuo de Pé. A única coisa que se salva deste disco é a ótima “Pra Todos os Efeitos”, que até hoje continua no set list de shows da banda. O Resgate até que tentou por “A Resposta”, mas não adiantou. Na coletânea Pretérito Imperfeito, mais que Perfeito a única música do álbum que figurou foi “Pra Todos os Efeitos”, com a banda admitindo que o disco é resultado de uma maré muito baixa nas composições. ““Pra Todos os Efeitos”, é a canção que mais gostamos de um CD que não gostamos. O título era “Eu Continuo de Pé”, tinha uma bela proposta, mas eu acho que foi uma maré baixa nas composições. Ainda assim, tem algumas coisas legais para lembrar, esta música é uma delas, diz Zé Bruno no encarte do álbum. “Amor”, por sua vez, foi regravada no recente disco de 25 anos da banda.

    À exceção disso, Eu Continuo de Pé marca a primeira vez em que o tecladista Dudu Borges integra a banda. O grupo trabalhava com Paulo Anhaia, mas devido ao talento do jovem músico, Dudu tornou-se o produtor da banda nas obras subsequentes. A escolha foi ótima. Dois anos depois, o Resgate grava seu CD e DVD 15 anos – ao vivo, que reúne seus maiores sucessos. Dudu está lá, tocando e produzindo. Dentre as inéditas, temos as ótimas “O Meu Lugar” e “O Rio”. Também temos “Mais Longe”, que é tão ruim quanto as canções do Eu Continuo de Pé.

    Nesta época, para promoverem o álbum, lançaram o clipe de “O Meu Lugar”, que quase ocasionou um acidente fatal com um avião. Ainda bem que o acidente não aconteceu e a banda continua a existir, nos dando boas músicas.

    Em 2005, os demais integrantes do Resgate resolveram aceitar Dudu Borges como integrante do grupo. Dudu, antes era integrante de outra banda chamada Patmus, que se encerrou anos antes de sua entrada. Mais tarde, ele se tornaria um exímio produtor musical no cenário nacional.

  • Fique Sabendo – Catedral, Rebanhão, Novo Som, Marcela Taís e muito mais

    Hoje é sexta-feira e tem muitas novidades no Fique Sabendo desta semana. Confira!


    Mess Entretenimento anuncia projetos de Catedral, Rebanhão e Novo Som

    A gravadora Mess Entretenimento, a qual já tinha o Novo Som em seu cast, anunciou a adesão das bandas Catedral e Rebanhão ao selo. Os três grupos pretendem gravar discos ao vivo comemorativos este ano. Tanto o Novo Som e Catedral celebram 25 anos de carreira, enquanto o Rebanhão faz 35 anos com uma reunião da formação clássica, depois de cerca de 20 anos de separação. A novidade foi divulgada por Hudson Lenna em entrevista ao Super Gospel.


    Marcela Taís anuncia lançamento de novo álbum

    A cantora Marcela Taís, após mais de um ano compondo e produzindo, anuncia o seu próximo álbum, de título Moderno à Moda Antiga. O projeto foi produzido pelo músico Michael Sullivan, o qual ingressou no meio gospel através de produções musicais da gravadora Graça Music. A cantora, ainda, ficou responsável pelo projeto gráfico da obra, que terá data de lançamento anunciada daqui a alguns dias.


    Resgate lança álbum ao vivo de 25 anos

    Gravado em setembro do ano passado, 25 anos, do Resgate chega às lojas no fim deste mês. Lançado em CD e DVD, o diferencial deste projeto é a influência erudita em algumas faixas e novas roupagens de canções as quais o Resgate nunca regravou em seus álbuns ao vivo anteriores, como “Leve Fardo”, “Doutores da Lei” e “Amor”. Ainda, a banda regravou o clássico “All You Need Is Love” dos Beatles e apresenta algumas inéditas. Confira a capa:

    Resgate - 25 anos - capa 2015


    Thalles lança novo clipe

    O cantor Thalles, após lançar o disco As Canções que eu Canto pra Ela, com temáticas românticas, lança clipe da canção “Minha Menina”, parte do álbum. A direção de vídeo ficou por conta de Hugo Pessoa. Confira:


    Até a próxima semana!

  • TOP 10 – Músicas de alerta contra a Babilônia

    Estreou há pouco mais de um mês uma das novelas globais que mais deu o que falar nos últimos tempos: Babilônia. E não é pra menos. Logo no capítulo de estreia a trama causou um reboliço principalmente entre os cristãos, não apenas pelo título que por si só carrega uma conotação negativa para os conhecedores da Palavra, mas principalmente pela forma como a novela abordou a questão da homossexualidade, colocando um casal lésbico representado por duas senhoras trocando beijos e carícias.

    Evangélicos usaram as redes sociais para expor opiniões a respeito e demonstraram insatisfação acusando a novela de atentar contra a família e a moral. Nomes como Silas Malafaia, Marco Feliciano e o Magno Malta foram alguns de muitos que usaram suas redes sociais para manifestar desaprovação e até promover boicotes.

    No contexto bíblico, Babilônia era o império para onde o povo de Israel fora levado cativo e permaneceram escravizados por longos anos. Quem não conhece a história do profeta Daniel que foi jogado na cova dos leões por seguir sua rotina de oração quando o rei havia proibido? Ou  Hananias, Misael e Azarias, mais conhecidos por seus nomes pagãos como Sadraque, Mesaque e Abede-nego que foram lançados na fornalha ardente por não se curvarem à imagem de Nabucodosor?

    Esses quatro jovens foram separados entre os escravos hebreus para servirem no palácio real e chamaram a atenção por rejeitarem a comida que era oferecida no palácio, por comidas simples, como frutas e verduras. O que mais espantava era que estes jovens aparentavam estarem com mais vigor e saúde que os demais que comiam os manjares do palácio babilônico, conotando com o mundo e o que ele oferece.

    Tudo isso tem inspirado diversas canções que falam destes feitos e nos alertam sobre os perigos da “Babilônia”. Confira 10 que valem a pena ouvir e refletir.

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    O Decreto – Cristiane Medeiros

    Recentemente lançado pela gravadora Celebrai Music, o novo CD da cantora Cristiane Medeiros traz como single a canção “O Decreto”, a qual narra, justamente, a história dos jovens que foram lançados na fornalha. Uma canção impactante que faz uma ponte entre a história e os dias atuais. (2015)

    https://www.youtube.com/watch?v=zy0YxoWoQ1U

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    Babilônia – Wilian Nascimento

    Gravada por Wilian Nascimento no álbum Agir de Deus, a canção, assim como a anterior faz uma analogia entre a história narrada no livro de Daniel e os dias atuais, declarando fidelidade ao único Deus. É uma composição de Anderson Freire. (2010)

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    Contra a Babilônia – Leandro Vinícius

    Em seu primeiro CD, de título Santo, o jovem cantor Leandro Vinícius trouxe em seu repertório essa excelente canção, que traz uma mensagem de insatisfação com a atual situação, a qual, cada vez mais, a “Babilônia” tem influenciado as nações. (2012)

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    Eu Prefiro ser Fiel – Leandro Borges

    Uma grande revelação na música pentecostal, Leandro Borges, em seu belíssimo CD Pelo Reino de Deus trouxe-nos a canção “Eu Prefiro ser Fiel”. Com uma letra forte, a canção apresenta uma mensagem de não conformação com as coisas do mundo, buscando se manter vigilante, assim como Daniel, rejeitando os manjares do rei. Vale a pena ouvir. (2013)

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    Não vos Conformeis – Cassiane

    “Não vos conformeis” é mais uma canção de exortação. Gravada por Cassiane em seu último trabalho de inéditas distribuído pela Sony Music, Ao Som dos louvores, e diferentemente das anteriores, busca nos exortar sobre os perigos de nos conformarmos com as coisas do mundo. (2011)

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    Na Corte do Egito – Trazendo a Arca

    “Na Corte do Egito” foi escrita por Deco Rodrigues e Luiz Arcanjo, mas foi cedida inicialmente para Fernanda Brum, que a gravou no álbum Profetizando as Nações. No entanto, a versão do Trazendo a Arca foi muito mais bem sucedida, tanto em público e crítica, com um arranjo criativo de Ronald Fonseca. Esta versão pode ser encontrada no clássico Marca da Promessa. (2007)

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    Identidade – Anderson Freire e Bruna Karla

    A música, a qual intitula o primeiro disco solo de Anderson Freire tornou-se um verdadeiro hit e um dos grandes sucessos de sua carreira. Com participação de Bruna Karla, a música tem de tudo um pouco, pois vai do pentecostal ao que podemos chamar de rap e narra a história de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego (é recorrente, neste tema) e mostra que é preciso assumirmos a nossa identidade, independente dos riscos que isso venha nos oferecer, até mesmo a fornalha. (2010)

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    Daniel – Resgate

    Um dos primeiros sucessos do Resgate, “Daniel” foi escrita pelo vocalista e guitarrista Zé Bruno para o álbum Novos Rumos. A canção trata diretamente a respeito da vida de Daniel, fazendo alusão as coisas que o mundo nos oferece. Essa música foi regravada diversas vezes pela banda e pode ser encontrada em várias versões. (1993)

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    Fidelidade – Danielle Cristina

    Um dos maiores sucessos de Danielle Cristina, a canção “Fidelidade” caiu na boca do povo em diversas igrejas pentecostais. Seu refrão forte e impactante declara justamente a fidelidade para com Deus, não dando a nossa adoração a nenhum outro senão a Ele. A frase “Até diante da morte, prefiro ser fiel” mostra o quanto esta canção é forte e é preciso muita coragem para cantá-la. (2009)

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    O Lamento de Israel – Sérgio Lopes

    Provavelmente o maior sucesso da carreira do cantor Sérgio Lopes até hoje, a canção “O Lamento de Israel” foi lembrada pela maioria das pessoas perguntadas sobre músicas com este tema e foi lançada no álbum O Sétimo, produzido por Pedro Braconnot. Sua relevância não é a toa, pois realmente se diferente das demais por ter uma pegada mais suave, mas igualmente impactante por transmitir uma mensagem forte e de grande apelo emocional. Em palavras, Babilônia não é o lugar de Israel, mas é preciso chorar, clamar a Deus para que Ele liberte do cativeiro. Merecidamente, é um clássico. (1997)

    https://www.youtube.com/watch?v=_l-iqlPqq4c

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    Agora que você já conferiu o TOP 10 e ouviu as canções, vale a pena pensar: Será que estamos mesmo rejeitando os manjares do rei como costumamos cantar ou será que estamos nos curvando às coisas as quais nos são oferecidas pelo mundo? Diante de tudo que temos visto e ouvido, vale a reflexão. Com certeza, a nossa Babilônia não é mais o Império antigo e os manjares não são literais, mas tudo aquilo que possa nos distanciar do alvo. Até a próxima!

  • Rocklogia – Resgate Praise

    Praise, ou Resgate Praise, é um divisor de águas na carreira do Resgate. Não sou eu quem digo, mas a própria banda. A banda começou a evoluir em On The Rock, continuou evoluindo em Resgate e alcançou um patamar de qualidade ainda maior em Praise. Tudo isso graças à uma peça fundamental, pela qual o quarteto sempre presta elogios: Paulo Anhaia.

    Paulo Anhaia era, e é amigo de Rick Bonadio. Rick foi o primeiro engenheiro de som do Resgate, e os dois primeiros discos da banda foram gravados lá. A partir disso, cada um seguiu o seu caminho. O quarteto começou a trabalhar com Anhaia, enquanto Bonadio tornou-se nacionalmente conhecido através da produção do único álbum de inéditas do Mamonas Assassinas. Tornando-se um produtor musical de notoriedade nacional, seu estúdio Midas tornou-se fortemente requisitado. E no verão de 2000, o Resgate esteve lá.

    As experimentações do álbum Resgate, tanto em suas letras quanto arranjos revelou um potencial que a banda ainda podia explorar. Nesta época, apesar dos integrantes estarem morando à distância, o trabalho foi mais coletivo. Para completar, Estevam Hernandes sugeriu ao grupo que fizessem um álbum com letras de louvor comunitário. Consequentemente, Resgate Praise foi a síntese disso.

    Para completar o time nas guitarras compostas por Zé e Hamilton, a banda teve a participação de Marcus Rampazzo na slide, além de Roberto Pacciello no hammond e pianos, afinal o vintage é uma das características fundamentais da sonoridade do Resgate. Com Esdras Gallo e um time de back vocals, Resgate Praise contém um repertório bastante uniforme, mas envolvente. “Infinitamente Mais”, “Restauração” e “O Nome da Paz” são, certamente, os maiores destaques do projeto, que até hoje é bastante lembrado.

    No encarte de Pretérito Imperfeito, mais que Perfeito, Zé Bruno diria: “Acho que foi um marco na nossa trajetória. Não sei explicar, mas depois do Praise, a banda foi outra, assim como será depois do Ainda não É o Último. Foi o terceiro CD produzido pelo Paulo Anhaia, e trabalhar com ele é uma mistura de trabalho, curtição e escola, e esse fator pesou muito na nossa história”.

    Após isso, o grupo gravou um disco acústico, e em 2002 viveria uma nova fase, com o encerramento da parceria com Anhaia e a primeira participação de Dudu Borges como músico contratado… mas isso é assunto para um próximo post.

  • TOP 10 – músicas gospel sobre o meio ambiente

    A questão ambiental, a cada ano que passa é tema recorrente e forte em todo o lugar. Na música gospel não é diferente. Por conta disso, o portal O Propagador escolheu 10 músicas gospel que abordam o meio ambiente, a natureza e a destruição do planeta sob diferentes olhares e estilos musicais.

    Vamos lá?

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    Terra – Katsbarnea

    Escrita por Brother Simion em parceria com Estevam Hernandes, “Terra” é uma das canções mais conhecidas do Katsbarnea, lançada no disco Cristo ou Barrabás. O vocalista afirma que nossa morada é uma “forma celestial de vida”, e que seus olhos choram ao ver sua destruição. (1992)

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    Velhos, Vidas e Verdes – Carlinhos Felix

    Uma das primeiras canções da carreira solo de Carlinhos Felix, foi escrita pelo próprio cantor para o seu álbum Coisas da Vida. Com tema diretamente focado na natureza, questiona o sentimento de posse de muitos homens em destruir a natureza e vendê-la no mercado negro. Mas a canção não para por aí e também aborda o tráfico ilegal de pessoas. “Eles estão esquecendo que Deus está vendo / E está tudo escrito na vida de lá“. (1991)

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    Em Nome de Quem? – Resgate

    O Resgate nunca foi uma banda de abordar a causa ambiental, mas o quarteto assim o fez no álbum Este Lado para Cima. A canção, além de questionar as destruições da natureza, questiona a ambição do homem, ao ponto de achar-se como uma espécie de ‘deus’ para definir os rumos da humanidade. (2012)

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    Fim do Mundo – Damares

    A cantora Damares é conhecida por abordar, em algumas canções, o apocalipse. Sabe-se que, com um contexto de apocalipse, a natureza contida na Terra seria destruída agressivamente. Esta é a principal temática de “Fim do Mundo”, do álbum Diamante. (2010)

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    Terra – Ao Cubo

    O Ao Cubo é um dos maiores representantes do rap, tanto no segmento cristão quanto na cena nacional. Em parceria com o cantor Zeider, da banda de reggae Planta & Raiz, “Terra” foi gravada, com um refrão reflexivo: “será que é o fim de tudo isso? / vem cá, quem ‘tá’ no compromisso / de mudar o planeta pra ficar melhor / você já sabe o que fazer de cor“. (2009)

    https://www.youtube.com/watch?v=201nAmjmnGU

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    Choro da Natureza – Complexo J

    Do primeiro disco da banda pela MK Music, “Choro da Natureza” aborda, de forma simplista e poética, a destruição da flora, e principalmente da flora no mundo, relacionando com a criação do mundo, obra de Deus. (1992)

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    Princípio – Rebanhão

    Escrita pelo compositor Lucas Ribeiro, a canção foi lançada um tempo após a morte do ativista Chico Mendes, que foi assassinado brutalmente. Seu falecimento foi notícia de repercussão internacional. O Rebanhão a gravou, questionando “até quando vou viver / pra testemunhar / e dizer sim / pra Deus e toda a vida?“. (1990)

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    Tributo ao Meio Ambiente – Coral Gospel de Curitiba

    Natural de Curitiba, o Coral Gospel de Curitiba tem um trajetória longeva, com vocais de várias denominações cristãs. O álbum Perto Estás, Senhor contém “Tributo ao Meio Ambiente”, terceira posição da nossa lista. (2008)

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    SOS Terra – Brother Simion

    Em Asas, Brother Simion aborda, em suas canções, muitas questões relativas ao meio ambiente. Mas “SOS Terra” é a principal delas. Nesta música, o cantor afirma que “de inferno e miséria já estarmos fartos / nosso planeta clama liberdade / matar esta sede, se libertar“. Com influências do folk rock, é bastante agradável de ouvir. (1998)

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    Tempo de ser Feliz – Jamily

    O primeiro lugar vai para a cantora Jamily, com “Tempo de ser Feliz”, parte do seu primeiro trabalho, Tempo de Vencer. A canção também foi regravada por Cristina Mel, e aborda diretamente a questão ambiental. Além do mais, foi um grande sucesso. (2002)

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    E aí, o que acharam da lista? Que mais músicas sobre o meio ambiente vocês conhecem?

  • Rocklogia – O rock vintage do Resgate

    O Resgate tinha alcançado um posto respeitável no rock cristão nacional através de On The Rock, e graças à Paulo Anhaia o som da banda evoluiu muito. Dois anos daquele lançamento se passaram, e o quarteto propôs fazer um disco mais ousado que o anterior, principalmente nas letras. Daí surgiria um de seus trabalhos mais incompreendidos, Resgate.

    Nesta época, a banda gostaria de obter um som diferente do disco anterior. Ao invés de estar fortemente pautado no hard rock e no heavy metal, o Resgate gostaria de produzir uma musicalidade vintage e crua. Anhaia abraçou a ideia que, como produtor mais experiente do que em On The Rock, realizou experimentações junto ao grupo que culminou na sonoridade encontrada no álbum.

    O disco, como um todo tem timbres de guitarra mais característicos, mas o destaque vai para a bateria de Jorge Bruno. Sem reverbs e poucos overdubs, o som é bastante orgânico. As letras, em maioria extremamente complexas, talvez as mais bem construídas no repertório da banda. Um dos grandes exemplos é a canção de abertura, “Liberdade” e “E Daí?”. Eu particularmente gosto muito de “No One” e sua simplicidade, embora a pegada da intro de “Antes” seja memorável.

    Na prática, o álbum não foi masterizado. Paulo Anhaia, juntamente com o vocalista Zé Bruno apenas checaram os níveis de áudio no computador do produtor, que estava na cozinha da casa de sua mãe. Apesar da intensa seriedade do disco, não faltou humor nos créditos do encarte, com a seguinte citação: “Masterização: Mother’s Kitchen”.

    No geral, Resgate transmite uma sonoridade envolvente, simples e letras que abordam a questões internas do ser humano e pontos fundamentais do cristianismo (como a transformação de vida do indivíduo). É de certo que sua posição na discografia da banda é ingrata, afinal está dentre dois divisores de águas do Resgate (On The Rock e Praise), o que de certa forma sempre o ofuscou dos demais álbuns.

  • Rocklogia – O pulso ainda pulsa

    A Rocklogia dá uma pausa essa semana para relembrar uma situação um pouco fora da história do rock cristão brasileiro.

    Em 1989, os Titãs lançavam um de seus melhores trabalhos, o álbum Õ Blésq Blom, que contém o clássico “O Pulso”, época em que Arnaldo Antunes ainda integrava a banda. Sua letra dispensa comentários e merece ser relembrada aqui.

    https://www.youtube.com/watch?v=Ehmqn4OhJXc

    O que ninguém esperava era em que 2012 o vocalista do Resgate, Zé Bruno, escrevesse um texto analisando a situação da música cristã nacional, parodiando a canção de Arnaldo. O texto, intitulado de “Troféu II – O pulso”, é a continuação do texto em que ironizou o processo de votação do Troféu Promessas. Relembre:

    Falando um pouco sobre música.

    Neste final de semana pude conhecer dois trabalhos que me agradaram muito. Tive a grata surpresa ao ouvir os CDs do Hélvio Sodré e do Tanlan que estão dentro de um universo rock-pop no qual tenho navegado com o Resgate, há algum tempo. Acredito que deva ter mais gente fazendo coisa boa por aí a fora, cito dois casos porque pude ouví-los.

    Começamos com o Resgate em 1989, estamos perto de completar 24 anos, mas não me acho uma referência no sentido crítico, até porque meu universo musical roqueiro implica em muitas limitações harmônicas…sabe como é, são só três acordes… (risos) it’s only rock’n’roll but I like it!

    Mas confesso que quando me apresentam algo novo me sinto como se estivesse lendo o jornal de ontem, sabe como é? Aquela sensação de já ter lido aquela matéria e visto aquelas fotos? Imediatamente coloco de lado o periódico e sigo a vida à procura de uma notícia nova, infelizmente o Ctrl + C seguido de Ctrl + V insiste em subsistir em nosso meio.

    Graças a Deus não é o caso destes dois CDs que pude ouvir, eles saem do lugar comum, isso é bom.

    Não estou fazendo o papel de crítico, apenas refletindo sobre o que estamos fazendo com a nossa arte. A música e a poesia andam juntas e são a expressão da nossa razão e sentimento. Na verdade não sei se vivo em busca de uma música do céu, acho que vivo procurando uma maneira cada vez melhor de expressar o que Deus coloca dentro de mim aqui mesmo na Terra. O que eu preciso do céu acho que já tenho na forma revista e atualizada e na linguagem de hoje.

    Acredito que este é o grande problema… Nossa arte musical e poética precisa vir à luz pela reflexão nas sagradas letras, acho que é disso que sinto falta.

    Meu amigo e mestre Ariovaldo Ramos me disse que sem Bíblia não há heresia. Acho que é por isso que me sinto melhor às vezes ouvindo uma música em uma rádio qualquer do que ouvindo o melhor dos iguais no meio evangélico. Onde não há Bíblia não há heresia, na música “secular” (sei lá quem inventou esse título) consigo enxergar apenas o sentimento que o poeta demonstra e sua reflexão sobre a vida, e isso me soa coerente, e muitas vezes até se alinha com a lógica de Renato Pereira de Carvalhos em sua palavra. Por um outro lado músicas evangélicas sem reflexão e teologia se tornam avessas aos meus ouvidos, pois a poesia não contém o ingrediente que eu esperava que deveria conter.

    Teve dias que cheguei a pensar que não teria mais jeito, mas ouvindo meus novos amigos, valei-me Arnaldo Antunes, senti que o pulso ainda pulsa.

    Poderia citar Palavrantiga, O Trigo, Daniela Araújo…e outros tantos que me perecem que nadam livremente contra a correnteza. A mim me parece que não se importam com o fluxo natural, que legal isso! Fazem sua arte, cantam sua música e pronto. Eu gosto de ser assim, e admiro quem o é. Espero não me equivocar com essa galera, acho que não vou não…

    Depois de um tour de alguns anos no universo neopentecostal, sou grato por estar de volta e encontrar gente que sempre foi herói na resistência, pessoas que mantiveram vivo o mundo onde hoje encontro vida outra vez, obrigado a todos!

    Além disso, esses heróis servem de útero para que Hélvios e Tanlans possam nascer. Espero poder contribuir de algum jeito com esse mundo.

    Parabéns aos novos diferentes que mantém a alegria sentir de que o vinho pode ser novo todo dia em todos os sentidos. A cada dia vem um novo tsunami, mais um sucesso gospel, mais um meteoro da paixão, mas esse pessoal me faz ver que o pulso ainda pulsa…

    Vai minha paródia…

    Auto-ajuda, profecia, esquizofrenia
    Só vitória, dando glória, e histeria
    Conquistando, avançando, valentia
    Submundo do gerúndio, alquimia

    E o pulso ainda pulsa (graças a Deus)

    O pulso ainda pulsa

    Atos proféticos, símbolos, judaísmo
    Artimanha, barganha, fanatismo
    Fronha, lenço, arca, candelabro
    Meia, sabonete ungido, abracadabra!

    E o pulso ainda pulsa
    O pulso ainda pulsa

    Cópia, versão, fé, enlatado
    Revelação, mais unção, pré-fabricado
    Mexas, barbies, clipes, relógios dourados
    Tiques, Sarzedas e Disney, auditório animado

    Mas o pulso ainda pulsa
    O pulso ainda pulsa

  • Rocklogia – Acústicos, acústicos e mais acústicos

    A moda dos acústicos chegou no rock cristão nacional, e de 1998 até 2003 teve alguns trabalhos do tipo que até hoje são marcados como projetos marcantes na carreira de algumas bandas. Apesar de serem álbuns que pouco agradam aos fãs de rock, ajudam na vinda de novos públicos que não apreciam tanto ‘peso’.

    A primeira banda a apostar em gravar um disco do tipo foi a Oficina G3, com o Acústico de 1998. Um álbum de estúdio, como se fosse um cartão de apresentação do novo vocalista, PG que substituía Luciano Manga. É um álbum mediano, que agrada bem mais pelas duas inéditas (Quem? e Autor da Vida) do que pelas novas versões. No ano seguinte, foi gravada a versão ao vivo deste álbum, com mais músicas acústicas, e o resultado foi bem melhor que o anterior, lembrando uma boa época da Oficina G3.

    Foi no mesmo ano de 1999 que o Fruto Sagrado também gravou um acústico comemorando dez anos de carreira. Diferentemente da Oficina G3, a banda explorou novos arranjos, como em “Investimento”, numa execução bem melhor que a original.

    Mas o melhor acústico, sem dúvida foi o do Katsbarnea, de 2000. É claro que o vocal de Paulinho Makuko está longe de ser um dos melhores, mas em nenhum dos outros discos citados neste texto possui tanta participação do público como este do Kats. É audível por todo o projeto o público vibrando a cada canção. Até se fosse um mudo cantando, este disco seria muito bom.

    Em 2001, foi a vez do Resgate. A própria banda não gostou do resultado final, mas particularmente acho um bom álbum, além da inclusão da inédita “Água Viva”. Mas, se a banda desejar gravar outro acústico melhor que este, creio que todos aguardarão bem satisfeitos.

    https://www.youtube.com/watch?v=GGNmSZyxO7M

    Numa atitude um tanto quanto insana, Paulinho Makuko resolveu fazer outro álbum acústico no Katsbarnea em 2002. Profecia une o acústico com a música clássica, e embora não seja completamente acústico, foi um disco na hora errada, ainda mais por trazer músicas da carreira solo do ex-vocalista Brother Simion.

    O Catedral, mesmo não se intitulando cristão ou gospel, lançou pela Line Records o Acima do Nível do Mar, em 2003, que faz uma boa fusão do rock com a MPB, com músicas inéditas e regravações. É considerado por muitos como o melhor trabalho do grupo carioca.

  • Resgate – discografia e obra

    Surgida na capital paulista no fim da década de 80, o Resgate é um dos maiores – e melhores – ícones do rock cristão nacional, com o diferencial de manter sua formação praticamente intacta. O quarteto é formado por Zé Bruno, Hamilton Gomes, Marcelo Bassa e Jorge Bruno.


    Guia discográfico

    Vida, Jesus & Rock’n’Roll (Independente/1991): Bastante amador, mas esforçado, contém alguns dos elementos marca-registrada do Resgate. Sonoridade direta, simples, mas empolgante e algumas letras que começam a impressionar, como “Paralelo”. (Nota: [usr 3])

    Novos Rumos (Gospel Records/1993): Seguindo a tendência do anterior, Novos Rumos não contém muitas novidades, mas as canções não são tão elementares como antes. Com pitadas de heavy metal, o hard rock do Resgate começava a se solidificar. (Nota: [usr 3.5])

    On The Rock (Gospel Records/1995): Ampliando a visão do Resgate, o produtor Paulo Anhaia soube lapidar a música da banda. Num registro empolgante da primeira à última faixa, a música da banda é sólida, em certos momentos jovial e saudavelmente composta de autodepreciação. (Nota: [usr 5])

    Resgate (Gospel Records/1997): Se remodelando com questões acerca da religiosidade, é liricamente o disco mais complexo do Resgate. A sonoridade suja das guitarras, inspirada no rock londrino parece abandonar o humor tão positivo de On The Rock. (Nota: [usr 4])

    Praise (Gospel Records/2000): Com uma proposta praticamente conceitual, Praise encara muito bem o contexto do louvor comunitário no Brasil, sem perder-se na essência rock da banda. Com órgão hammond, backing vocals bem arranjados, as canções mesclam melodias agradáveis com letras de fácil assimilação. (Nota: [usr 4.5])

    Acústico (Gospel Records/2001): Embora o disco não pareça sair-se tão bem, o Resgate não se propôs a copiar suas versões de estúdio, mas com um time muito bom de instrumentistas conseguiu criar um registro coerente, e com um repertório bem selecionado. (Nota: [usr 4])

    Eu Continuo de Pé (Gospel Records/2002): Não aproveitando nenhum dos êxitos dos três últimos registros inéditos, Eu Continuo de Pé é, de longe, o pior álbum do Resgate. As letras, em maioria são pobres e a obra soa pouco convincente (Nota: [usr 1.5])

    15 Anos – Ao Vivo (Gospel Records/2004): Com guitarras explosivas e a boa participação de Dudu Borges nos teclados, é uma das melhores apresentações para fãs novos da banda. Embora as interpretações vocais de Zé Bruno propositalmente estejam abaixo de seu nível, o disco é ainda sustentado por duas das três faixas inéditas contidas no final (“O Rio” e “O Meu Lugar”), enquanto “Mais Longe” parece soar como uma sobra horrível de Eu Continuo de Pé. (Nota: [usr 4])

    Até eu Envelhecer (Gospel Records/2006): Em 15 anos, o Resgate só poderia continuar evoluindo por conta de seu novo integrante, o tecladista Dudu Borges, que tornou o registro menos previsível do que os anteriores. No entanto, o grande ponto negativo acerca de Até eu Envelhecer são algumas de suas letras panfletárias pró-Renascer. (Nota: [usr 3.5])

    Até eu Envelhecer – ao vivo (Gospel Records/2008): Repetindo grande parte do repertório de 15 Anos – Ao Vivo, Até eu Envelhecer – ao vivo não parece ser um registro muito necessário. No entanto, os registros para “O Rio”, “O Meu Lugar”, “Leve e Momentânea” e algumas das faixas de Até eu Envelhecer justificam relativamente o lançamento. (Nota: [usr 3])

    Ainda não é o Último (Sony Music/2010): Uma boa versão fundida de Praise com Até eu Envelhecer, Ainda não é o Último é um dos melhores trabalhos do Resgate, com todas as faces apresentadas pela banda em sua carreira. Com teor político, humorístico e até mesmo confessional, as guitarras de Zé Bruno e Hamilton se complementam aos teclados de Dudu Borges. (Nota: [usr 4.5])

    Pretérito Imperfeito, mais que Perfeito (Sony Music/2011): Um dos melhores Greatest Hits do mercado cristão, é um excelente cartão de visita da banda, com todos os seus sucessos contidos até 2010. Ainda, incluindo a autobiográfica “Assim Caminha a Humanidade?”, inclui fotos e depoimentos que não o tornam apenas uma coletânea, mas uma espécie de documentário sobre os melhores momentos do Resgate. (Nota: [usr 5])

    Este Lado para Cima (Sony Music/2012): Sem Dudu Borges, a banda retorna à agressividade de On The Rock, com a produção de Paulo Anhaia. Neste projeto, é interessante perceber que, apesar de simples, o Resgate criou tantas possibilidades e propostas musicais que a saída de um membro não a afetaria tanto. Com um discurso conceitual e forte de se desapegar das coisas terrenas, em direção para cima, a grande faixa do registro é “Eles Precisam Saber”. (Nota: [usr 4])

    Aos Vivos (Sony Music/2013): Claramente afetado por seu pouco planejamento, Aos Vivos soa justificável pela simplicidade que a banda vem adotando desde a saída de seu tecladista. Abordando também algumas canções de Ainda não é o Último com samples, o disco remonta o Resgate no ápice de sua elementaridade. (Nota: [usr 3])

    25 Anos (Sony Music/2015): Com arranjos acústicos suaves, mas vintage, além das grandes inéditas “Ninguém vai Saber”, “Luz” e “Ele”, o Resgate preferiu fazer um trabalho mais calmo, diferente dos anteriores, revisitando canções esquecidas. Apesar de alguns deslizes, o registro teve um acabamento bastante positivo. (Nota: [usr 4])


    Melhores músicas

    5:50 AM, A Hora do Brasil, Acusador, Água Viva, Astronauta, Daniel, Em Todo o Lugar, Eles Precisam Saber, Eu Estou Aqui, Infinitamente Mais, Jack, Joe and Nancy in the Mall, Liberdade, Neófito, O Meu Lugar, O Nome da Paz, O Rio, Palavras, Paralelo, Passo a Passo, Pra Todos os Efeitos, Restauração, Rock da Vovó, Solidão, Te Encontrar, Tempo, Todo Som e Vou me Lembrar.


    Notícias e matérias sobre o Resgate

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  • Rocklogia – On The Rock

    Anteriormente, aqui na Rocklogia, citamos a fundamental participação de Rick Bonadio nas produções do Resgate, Katsbarnea e Brother Simion. Mas, foi com Paulo Anhaia que o quarteto formado por Zé Bruno, Hamilton Gomes, Marcelo Amorim e Jorge Bruno ampliou sua visão e alcançou maior maturidade.

    Antes de trabalharem com Anhaia, Zé e Hamilton já o conhecia nos tempos escolares. Em meados de 1995, souberam que Paulo estava trabalhando como produtor. O guitarrista estava no Estúdio 43 após ter trabalhado num álbum do Velhas Virgens, lançado em janeiro daquele ano. A banda decidiu gravar com ele, que passou a acompanhar os ensaios do Resgate. Seus membros contam, no encarte da coletânea Pretérito Imperfeito, mais que Perfeito que Paulo ajudou muito a banda a evoluir, dando dicas de composições, trabalhando em arranjos, melodias, estruturas e experimentações. As sessões foram feitas ao vivo entre junho e outubro daquele ano.

    On The Rock foi gravado num sistema digital composto por fitas ADAT (algo bastante comum na época), com Hamilton e Zé dividindo as guitarras e violões, enquanto Marcelo e Jorge, ficaram a cargo do baixo e da bateria, respectivamente. Entretanto, também há utilização de sintetizadores, executados por Zé Bruno juntamente com o próprio Paulo Anhaia, que colaborou nos backing vocais.

    A capa e design do álbum foram feitas por Wagner García, mais conhecido como o Maradona. Wagner foi o baixista da formação inicial da Oficina G3. Como dito em um post anterior, o instrumentista saiu do grupo, dando lugar à Duca Tambasco em meados de 1993. Maradona produziu a arte gráfica de muitos discos deste período, mas segundo relatos, hoje o baixista está afastado do cristianismo.

    Apesar de ser uma banda que predominantemente permeia o hard rock e o pop rock, os membros do Resgate sempre tiveram uma queda pelo heavy metal. Algumas canções do primeiro álbum até tentavam puxar para as vertentes mais pesadas do rock, mas a exigência técnica para os músicos é grande, e o quarteto não se sentia, de certa forma completamente capaz de seguir este rumo.

    No entanto, a ousadia falou mais alto, e On The Rock é um registro que levou o Resgate para outro nível, embora com um pé bem fincado no hard – as canções estão bem mais articuladas, os riffs das guitarras de Zé Bruno e Hamilton são marcantes, produzindo um trabalho ótimo de se ouvir do início ao fim. Desde a crítica religiosa feita em “Doutores da Lei”, a pegada pulsante de “Acusador”, o humor de “Papo de Loki”, “Fogo” e até mesmo baladas memoráveis como “Palavras”, o álbum, como um todo consegue manter uma consistência sem soar morno ou monótono.

    O êxito maior do projeto, é sem dúvida “5:50 AM”. Não que seja a melhor faixa, mas é, até hoje o maior sucesso do quarteto, sendo executada em todos os seus shows. A instrumentação possui muitas influências do rock sessentista e setentista, com seu compasso incomum dentre o repertório do Resgate.

    On The Rock é talvez o melhor álbum do Resgate. Talvez porque, quando se fala no grupo paulista, as opiniões são muito variáveis. Existem pessoas que preferem o álbum Resgate (1997) ou até mesmo o Praise (2000). Ainda, há os que possuem preferência a títulos mais recentes, como Até eu Envelhecer (2006) e Ainda não é o Último (2010). Mas independência de gostos pessoais, é indiscutível de que On The Rock, de 1995 é um divisor de águas na história do quarteto.

    Paulo Anhaia continuaria a trabalhar com a banda por muitos anos. Atualmente, o instrumentista segue trabalhando com o quarteto, tendo participado, inclusive da gravação de 25 anos do Resgate. Mas isso é assunto para outro texto…