Tag: Catedral

  • Fique Sabendo – Thalles, Leonardo Gonçalves, Mara Maravilha, PG e muito mais

    Hoje é sexta-feira e dia de Fique Sabendo. Esta semana foi bastante agitada, com muitas novidades, vamos conferir?


    Thalles desabafa acerca de críticas à sua carreira musical

    O cantor Thalles, após polêmica causada por uma informação distorcida de um portal de notícias, manifestou estar cansado das várias polêmicas envolvendo seu nome, através de um vídeo, veiculado em sua página no Facebook. O artista citou o incidente de anos atrás em relação ao show em União dos Palmares, afirmou estar seguindo a direção de Deus e pediu para que as pessoas que não gostam de seu trabalho mantenham distância e ouçam outros músicos. Em outras redes sociais, como o Instagram, o cantor chamou alguns desses indivíduos de “víboras do capeta” e invocou a justiça de Deus.

    https://www.youtube.com/watch?v=9Xbbkx2d2Uw


    Mauro Henrique fará show com Leonardo Gonçalves e Guilherme de Sá

    O vocalista da Oficina G3, Mauro Henrique, fará um show de seu projeto Loop Session com os cantores Leonardo Gonçalves e Guilherme de Sá, este último, integrante da banda de rock Rosa de Saron. O evento será realizado na cidade de Recife, Pernambuco, no Teatro Boa Vista. O evento ocorrerá no dia 12 de agosto deste ano. Recentemente, Leonardo participou do filme Histórias e Bicicletas, da Oficina G3, e Mauro esteve na gravação de Latitude, Longitude, álbum ao vivo lançado pelo Rosa de Saron em 2013.


    Catedral encerrará as atividades

    A banda de rock Catedral, ativa desde a década de 80, anunciou recentemente o término de suas atividades após uma turnê de divulgação do futuro DVD da banda, Música Inteligente. Os três integrantes afirmaram que tudo possui uma hora de acabar e agradeceram o carinho dos fãs, confirmando a informação de seu fim.


    Mara Maravilha comenta o acidente de Angélica e Luciano Huck

    A revista Caras divulgou um depoimento da cantora Mara Maravilha, publicado em suas redes sociais. Nele, a cantora desejou melhoras ao casal e toda a família, e negou rivalidades por conta dos antigos programas televisivos: “Neste momento delicado para a Angélica e o Luciano Huck, não poderia deixar de expressar a palavra da verdade, que está dentro de mim. Nunca desejei o mal de ninguém… Nunca… A vida é uma passagem e às vezes os sustos nos fazem enxergar as oportunidades que Deus nos dá para rever algumas convicções […] E quanto a mim continuarei orando pela Angélica, pelo Luciano e por seus filhos. Desejo que o amor de Deus domine cada vez mais a vida de cada um e, se for da vontade Dele, terei uma oportunidade de falar tudo isso pessoalmente. Glórias a Deus por isso”.


    PG anuncia lançamento de clipe

    O cantor PG, o qual, atualmente, prepara seu primeiro trabalho pela Som Livre, divulgou um teaser de um futuro clipe de uma faixa inédita. Confira:


    Até a próxima!

     

  • Fique Sabendo – Catedral, Rebanhão, Novo Som, Marcela Taís e muito mais

    Hoje é sexta-feira e tem muitas novidades no Fique Sabendo desta semana. Confira!


    Mess Entretenimento anuncia projetos de Catedral, Rebanhão e Novo Som

    A gravadora Mess Entretenimento, a qual já tinha o Novo Som em seu cast, anunciou a adesão das bandas Catedral e Rebanhão ao selo. Os três grupos pretendem gravar discos ao vivo comemorativos este ano. Tanto o Novo Som e Catedral celebram 25 anos de carreira, enquanto o Rebanhão faz 35 anos com uma reunião da formação clássica, depois de cerca de 20 anos de separação. A novidade foi divulgada por Hudson Lenna em entrevista ao Super Gospel.


    Marcela Taís anuncia lançamento de novo álbum

    A cantora Marcela Taís, após mais de um ano compondo e produzindo, anuncia o seu próximo álbum, de título Moderno à Moda Antiga. O projeto foi produzido pelo músico Michael Sullivan, o qual ingressou no meio gospel através de produções musicais da gravadora Graça Music. A cantora, ainda, ficou responsável pelo projeto gráfico da obra, que terá data de lançamento anunciada daqui a alguns dias.


    Resgate lança álbum ao vivo de 25 anos

    Gravado em setembro do ano passado, 25 anos, do Resgate chega às lojas no fim deste mês. Lançado em CD e DVD, o diferencial deste projeto é a influência erudita em algumas faixas e novas roupagens de canções as quais o Resgate nunca regravou em seus álbuns ao vivo anteriores, como “Leve Fardo”, “Doutores da Lei” e “Amor”. Ainda, a banda regravou o clássico “All You Need Is Love” dos Beatles e apresenta algumas inéditas. Confira a capa:

    Resgate - 25 anos - capa 2015


    Thalles lança novo clipe

    O cantor Thalles, após lançar o disco As Canções que eu Canto pra Ela, com temáticas românticas, lança clipe da canção “Minha Menina”, parte do álbum. A direção de vídeo ficou por conta de Hugo Pessoa. Confira:


    Até a próxima semana!

  • Rocklogia – “a igreja é uma merda!”

    Quem ao menos tem um conhecimento básico sobre jornalismo deve saber que, durante a graduação, numa formação que se preze, os alunos aprendem, ou ao menos são levados a refletir o impacto social, e também pessoal da informação transmitida. Uma notícia pode acabar com uma vida. Um título ambíguo, até explicar que focinho de porco não é tomada já fez muito estrago. Em meados de 2001, um portal de música chamado Usina do Som publicou uma entrevista de uma banda por aí chamada Catedral, com o título Templo Perdido. Já, a primeira frase do texto era: “A igreja é uma merda!“.

    O texto, escrito pelo jornalista Ricardo Alexandre, conhecido por um material extenso sobre o rock feito no Brasil, foi objeto da maior polêmica na história do Catedral, algo que o próprio autor, em 2013, intitulou de “juízo gospel“. Na mesma época, existiam boatos de que a banda tenha participado do programa do Jô e negado a fé por três vezes. Evidentemente, era um hoax, o qual, até os dias de hoje, não é difícil de ser lido (e ainda há quem acredite).

    Enquanto o Catedral era boicotado por muitos evangélicos, a banda ainda conseguiu manter um público menor diante das polêmicas. Os discos, distribuídos da WEA não venderam tão bem quanto a outros artistas de rock do selo, mas o próprio grupo, mais tarde diria que era culpa da gravadora, que não fez um bom trabalho de divulgação. Por outro lado, a entrevista, em que simplesmente a banda afirmava que o segmento gospel os limitava, foi transcrita com adjetivos e verbos bastante apelativos e sensacionalistas. O resultado foi imediato: foi o conteúdo mais lido na história do finado portal, e em poucos dias teve que sair do ar. Mas o estrago estava feito.

    Com isso, a MK Music se aproveitou da situação e reincidiu, sem maiores explicações, o contrato da carreira solo de Kim. A gravadora publicou que estava cortando relações com a banda pelo fato de não terem nenhum compromisso com o segmento evangélico. A situação foi revoltante para os integrantes do Catedral, que resolveram processar a gravadora, vencendo, muitos anos anos depois, com uma multa no valor de 1 milhão de reais.

    Enquanto isso, as comparações com o Legião Urbana continuavam, e chegaram ao ápice quando o tecladista Carlos Trilha, conhecido por tocar e gravar com o Legião nos anos 90, era indicado a produzir 15º Andar, último álbum do Catedral pela WEA. Em setembro de 2002, o Estadão publicava uma matéria de título “Catedral se converte a Legião Urbana“, explicitando, também, a polêmica protagonizada por Kim com o ex-baterista do LU, Marcelo Bonfá. No ano anterior, Dado Villa-Lobos, em entrevista, afirmou que “Catedral é uma banda Denorex”.

    “Não queria trabalhar com ele de manhã sabendo que, de tarde, ele estaria produzindo o Catedral. Não conheço muitas músicas dessa banda mas o que ouvi achei pobre, cópia paraguaia mal feita. Não conheço os caras, não posso falar nada da pessoa deles. Mas, como música, só sei que o que fazem é uma porcaria”. [Marcelo Bonfá, Estadão, 2002]

    “Quem é Marcelo Bonfá? Pra mim não é nada. Eu respeitava o Renato Russo, mas para o Bonfá não dou a mínima. Só faço uma pergunta: se eles falam tanto de Legião Urbana, por que não continuaram com o grupo depois da morte do Renato Russo? O Catedral está vivo, o Legião acabou”. [Kim, Estadão, 2002]

    “A galera do Legião não gostou nada quando ficou sabendo que eu iria produzir o Catedral. Achei um absurdo, parecia que queriam proteger não sei o quê, que o Catedral iria roubar alguma coisa deles. Esta postura é uma bobagem, uma grande besteira”. [Carlos Trilha, Estadão, 2002]

  • Rocklogia – Catedral e a mudança de mercado

    Uma das histórias mais polêmicas, senão a mais polêmica de toda a pequena história do rock cristão nacional se refere à questão da banda Catedral com as gravadoras MK Music e WEA.

    Há uma série de acontecimentos e questões que devem ser levadas em conta antes da contratação do Catedral com a Warner. A multinacional tentou, durante os anos 90, investir no segmento musical evangélico. Em 1996, a WEA lançou o álbum Por Cima dos Montes do Rebanhão. A parceria com a gravadora não continuou, com o vocalista Pedro Braconnot optando por criar uma gravadora independente ao invés de lançar mais um disco da banda pela Warner. O motivo? Não se sabe, até porque o músico nunca falou a respeito do assunto, se houve quebra de contrato, se a gravadora não se interessou em lançá-los mais, ou se o contrato previa apenas um lançamento. No entanto, Por Cima dos Montes foi o disco de menor sucesso da banda, não emplacou nenhum sucesso nas rádios, o que não acontecia com a banda desde o seu surgimento.

    Enquanto o Rebanhão, como representante do rock cristão nos anos 80/início dos anos 90 aproximava-se de seu fim, uma outra banda vivia exatamente o oposto: o Catedral. Recordista de vendas na MK Music, o trabalho do grupo não possuía mais nenhum espaço de crescimento dentro do gospel, e neste período, surgiu a proposta de migração para a Warner. Através de um acordo bastante lucrativo para a MK, o quarteto foi para a multinacional, enquanto a carreira solo do vocalista Kim continuaria a ser gerenciada pela Publicitá.

    Entender os possíveis motivos que levaram o interesse da WEA em contratar o Catedral é algo importante. Além das vendas e popularidade no meio evangélico, não é nenhuma ingenuidade pensar que a multinacional estava interessada em oferecer ao público uma espécie de “banda substituta” do Legião Urbana. À altura daquele campeonato, as músicas mais recentes do grupo estavam sendo fortemente associadas ao conjunto de Renato Russo. Não cabe julgar aqui se o Catedral propôs-se a soar uma espécie de Legião, até porque não precisa ser músico profissional para notar várias diferenças na música de ambos os grupos.

    Certamente, não dá para definir claramente os projetos do Catedral naquela época. A proposta era, de certa forma, promissora para a banda. Numa gravadora fora do nicho religioso, com possibilidade de levar seu som fora de um rótulo limitante, certamente era atrativo explorar isso. Acontece que, evidentemente, em seus trabalhos anteriores, o conjunto tentava abrir o caminho, mas o estereótipo de “banda gospel” em “gravadora gospel” atrapalhava, assim como atrapalha muitos no dia de hoje.

    Para Todo Mundo foi finalmente lançado, e seguiu a tendência dos discos anteriores. Nada de grandes novidades, não. O disco não foi um divisor de águas na carreira da banda, como muitos por aí insistem em dizer. A MK se beneficiou disso, a Warner e a Catedral, para todo mundo ficar satisfeito. Mas sabemos que o desenrolar da história não foi tão positivo assim…

  • Catedral se apresenta no Teatro Rival Petrobras

    A banda Catedral faz sua apresentação no Teatro Rival Petrobras dia 12/3 para mostrar seu recente trabalho, o CD –MIM – Maior Idade Musical.
    Musicalmente, este trabalho reflete a maioridade artística que o grupo alcançou em quase 25 anos de carreira, a segurança como músicos, intérpretes e compositores. Puxado pela música “Fale Mal de Mim”, lançada em primeira mão no Myspace, Maior Idade Musical traz todas as vertentes de estilo que formam o som da Catedral, como o rock progressivo, hard rock, baladas, folk, MPB e outras levadas características do trio. A primeira música de trabalho foi a balada pop/rock romântica, “Dona do meu coração” que teve grande aceitação, mas a música que mais conquistou o público em geral foi a balada “Estações”.
    Em 2013, MIM ganhou uma versão nova de capa, (a capa branca) e foi lançado nacionalmente pela Sony Music Brasil. Além das canções do MIM, faixas do Epílogo, EP lançado em 2014 também estarão no setlist do show, que conterá também hits que marcaram a carreira da banda, como “Eu Amo Mais Você”, “Quem Disse Que o Amor Pode Acabar?”, “Tchau”, entre outros, reunindo, assim, faixas mais recentes com sucessos anteriores.

    Serviço: Show da Catedral

    Data:12 de março

    Local: Teatro Rival Petrobras – Endereço:Rua Alvaro Alvim, 33/37 – Subsolo, Centro, Rio de Janeiro – RJ

    Horário: 19h30

    Fonte: Assessoria

  • Rocklogia – Catedral na MK Music

    Com certeza, muitos dos leitores já devem ter sentido a impressão de que o rock cristão nacional sempre esteve uns dez anos atrasado dos acontecimentos do rock nacional do ciclo não-religioso. Pode notar. Os Mutantes, no final dos anos 60 faria uma revolução estética. A revolução estética no Brock cristão ocorreu no final dos anos 70/início dos anos 80 com Janires, juntamente com o Rebanhão. No início dos anos 8o surgiriam várias bandas de rock icônicas, como os Titãs, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Ira! e outros. No rock cristão as bandas mais longevas começaram a surgir no final deste mesmo período.

    Os anos 90 foram tempos difíceis, ao contrário do auge ocorrido anteriormente. A música sertaneja começava a se destacar no mainstream, e os grupos de rock mais conhecidos passaram por situações que ameaçaram sua existência. O cantor Cazuza, ex-Barão Vermelho morreria vítima de AIDS, mesma doença que matou Renato Russo em 1996. Uma suposta guerra de egos faria Arnaldo Antunes sair dos Titãs em 92. Em contrapartida, o rock cristão tupiniquim estava a todo o vapor. Com grandes eventos abertos para conjuntos do gênero, como o destacado SOS da Vida, muitos artistas de rock figuravam espaço nas grandes gravadoras (o que não se vê muito atualmente, mas isso é assunto para outro post…).

    A MK Music, em seus primeiros anos, investiu num cast bastante diversificado. Isso implicou em contratações de cantores e bandas de rock. Em 1992, a banda Complexo J foi provavelmente a primeira, lançando dois discos, no qual o primeiro é excelente. Em 1993, Carlinhos Felix, agora em carreira solo lançava o sucesso Basta Querer, com uma proposta bem mais pop do que o rock do Rebanhão. Outros grupos, como o Semeando e o Contato Vital também lançariam obras pela MK.

    No mesmo ano em que o Complexo J trocava a MK pela Gospel Records, o Catedral adentrava à gravadora com o lançamento Contra Todo Mal, que definitivamente demonstrou muitas mudanças na música da banda. Podem até negar, mas ao passar dos anos investiram bem mais em canções mais simples, com propostas mais comerciais. As associações com o Legião Urbana tornaram-se cada vez mais frequentes. Até hoje, todas as ligações são desencorajadas pelo grupo, mas são inquestionavelmente pertinentes. Talvez o ápice disso foi alcançado no álbum A Revolução, cuja faixa-título pode muito bem ser comparada à textura de algumas faixas de O Descobrimento do Brasil. Coincidência ou influência? Prefiro deixar na visão dos leitores.

    O sucesso do Catedral no mercado evangélico é inquestionável. Quando a MK Music, no fim dos anos 90 consolidou-se como a principal gravadora do mercado evangélico, a Catedral gozava o título de artista recordista de vendas do selo. Neste momento, gravadora e banda entrelaçavam-se muito bem em seus alvos, uma parceria de êxito. Mas como nem tudo são flores, sabemos que o fim disso não foi positivo, e é o que veremos nas próximas semanas…

    https://www.youtube.com/watch?v=lez4Hpnoo3M

  • Rocklogia – Acústicos, acústicos e mais acústicos

    A moda dos acústicos chegou no rock cristão nacional, e de 1998 até 2003 teve alguns trabalhos do tipo que até hoje são marcados como projetos marcantes na carreira de algumas bandas. Apesar de serem álbuns que pouco agradam aos fãs de rock, ajudam na vinda de novos públicos que não apreciam tanto ‘peso’.

    A primeira banda a apostar em gravar um disco do tipo foi a Oficina G3, com o Acústico de 1998. Um álbum de estúdio, como se fosse um cartão de apresentação do novo vocalista, PG que substituía Luciano Manga. É um álbum mediano, que agrada bem mais pelas duas inéditas (Quem? e Autor da Vida) do que pelas novas versões. No ano seguinte, foi gravada a versão ao vivo deste álbum, com mais músicas acústicas, e o resultado foi bem melhor que o anterior, lembrando uma boa época da Oficina G3.

    Foi no mesmo ano de 1999 que o Fruto Sagrado também gravou um acústico comemorando dez anos de carreira. Diferentemente da Oficina G3, a banda explorou novos arranjos, como em “Investimento”, numa execução bem melhor que a original.

    Mas o melhor acústico, sem dúvida foi o do Katsbarnea, de 2000. É claro que o vocal de Paulinho Makuko está longe de ser um dos melhores, mas em nenhum dos outros discos citados neste texto possui tanta participação do público como este do Kats. É audível por todo o projeto o público vibrando a cada canção. Até se fosse um mudo cantando, este disco seria muito bom.

    Em 2001, foi a vez do Resgate. A própria banda não gostou do resultado final, mas particularmente acho um bom álbum, além da inclusão da inédita “Água Viva”. Mas, se a banda desejar gravar outro acústico melhor que este, creio que todos aguardarão bem satisfeitos.

    https://www.youtube.com/watch?v=GGNmSZyxO7M

    Numa atitude um tanto quanto insana, Paulinho Makuko resolveu fazer outro álbum acústico no Katsbarnea em 2002. Profecia une o acústico com a música clássica, e embora não seja completamente acústico, foi um disco na hora errada, ainda mais por trazer músicas da carreira solo do ex-vocalista Brother Simion.

    O Catedral, mesmo não se intitulando cristão ou gospel, lançou pela Line Records o Acima do Nível do Mar, em 2003, que faz uma boa fusão do rock com a MPB, com músicas inéditas e regravações. É considerado por muitos como o melhor trabalho do grupo carioca.

  • Limão com Mel – Quando a música se torna clichê?

    Conversando com o amigo Diego M. Azevedo que tive o prazer de encontrar durante os dias que fiquei no Rio de Janeiro, acabamos chegando num assunto que achei pertinente discorrer em um texto. Afinal, o que faz uma música ser clichê? Quando ela se torna clichê?

    Analisando por um viés da música cristã, entendemos que a nossa música para ser caracterizada como cristã ou gospel como queiram, precisava trazer conceitos e mensagens religiosas, relacionados à fé que pregamos, devendo estar criteriosamente dentro do diz a Bíblia.

    Assim, surge uma dúvida: é possível que músicas baseadas na palavra de Deus se tornem “clichês”? Estaria a principal fonte de inspiração musical evangélica se tornando “batida” e comum?

    Atualmente surge no meio um novo movimento musical, por vezes intitulado de crossoverque não se rotula gospel, mas também não se coloca como secular. Poderíamos colocar que é uma intersecção entre os dois segmentos musicais, sendo possível ser consumida pelos dois mercados sem problema algum, visto que essa música não vem carregada de jargões religiosos, apesar de ter uma essência cristã, mas também não abusa de termos mundanos nem se opõe à vida cristã. Devagar, esse movimento vem conquistando apreciadores, principalmente no lado do “conjunto” evangélico.

    Não se sabe se vem pra ficar, se vai passar. Sabemos que não é algo novo, isso já foi tentado em outro momento da história da música cristã, como a banda Catedral, que por esse motivo foi alvo de inúmeras críticas sendo acusados de trocar a música gospel pela secular. Agora, em um novo momento, com cristãos mais receptivos, pode ser que o movimento frutifique, atualmente defendido por nomes como Palavrantiga, Tanlan, Marcela Taís, entre outros expoentes.

    Mas fugir do comum é fazer algo totalmente diferente? Não seria possível cantar a Bíblia sem os famosos bordões consagrados por cantores de renome, do tipo “Faz chover, chuva de bençãos, Eu vou conquistar, Vou vencer, O Deus de promessas”? Sim é possível. E tem gente mostrando como.

    Um desses nomes responde por Leonardo Gonçalves. Basta pegar o encarte de seu disco pra perceber que as composições não fogem da ótica cristã, mas não é um amontoado de frases feitas extraídas de nenhum almanaque gospel de motivação. Em Principio e Fim, Leonardo consegue mesclar poesia cristã com melodias que nos fazem viajar nas canções, refletir sobre ou apenas se deixar levar. Nessa vibe também surge os irmãos Arrais. Trazendo pela Sony Music o disco Mais, a dupla tem sido muito elogiada pela forma diferenciada como tem trazido mensagens cristãs, sendo considerado por muitos como um dos melhores projetos do ano. Impressionante como as composições são criativas, como são colocadas sem buscar o crossover, e muito menos ser clichê.

    Por fim, vale salientar que não existe fórmula da criatividade, da fuga do clichê. Caso se torne uma fórmula, o criativo e inovador passará a ser o novo clichê. A criatividade está justamente nisso, de fugir aos padrões e modelos, e para isso, não é preciso deixar de cantar a Bíblia, apenas que deixe de ver a música como um mero produto fabricado para vender, voltando a dar à música o status de arte, que é seu por direito.

    E pra você, quando a música gospel se torna clichê?

  • TOP 10 – Músicas sobre saudade

    A saudade é um dos sentimentos mais particulares e descritos na nossa língua, embora sua sensação seja geral. Em mortes, afastamentos, situações, sentimos saudade de alguém, de alguma coisa ou de alguma época. Natural, e as vezes pouco confortante é tema de várias músicas cristãs. Confira nossa lista com alguns exemplos.

    [tabs]

    [tab title=”10º” icon=”entypo-music”]

    Espelho nos Olhos – Banda Azul

    “Espelho nos Olhos”, da Banda Azul, escrita por Janires é uma lembrança dos acontecimentos da vida. A infância sonhadora, a juventude corriqueira e frustrante e o encontro com Cristo. Tudo isso é lembrado de forma poética com requintes de saudades pelo compositor, que logo morreria, deixando um imenso legado para a música cristã nacional. Sobre sua vida, escreveu: “Na causa do bom mestre já rodei ‘brasis’ / Irmãos, amigos, companheiros de esperança fiz / Mas, agora já é hora / De ir embora viajar / Descobrir outro mundo, outro lugar / Levo no peito saudades de vocês…“. Um pouco dessa história você pode ler neste post. (1988)

    https://www.youtube.com/watch?v=F82qJmSzkHU

    [/tab]

    [tab title=”9º” icon=”entypo-music”]

    Flores em Vida – Paulo César Baruk

    Música já registrada em reflexão neste site, nos faz pensar em quantas pessoas passaram pela nossa vida e sequer uma demonstração de sentimentos damos. Quando vão embora, apenas a saudade fica. Temos que oferecer flores em vida enquanto é dia… (2010)

    [/tab]

    [tab title=”8º” icon=”entypo-music”]

    Princípio e Fim – Leonardo Gonçalves e Daniela Araújo

    O tempo passa, a vida passa e muitas vezes nos esquecemos do que é Eterno. Você sente saudade da Eternidade? De seus momentos com Deus? No céu há a certeza de que não haverá saudade. Tudo o que envolve este sentimento será sanado pela presença do Criador. (2012)

    https://www.youtube.com/watch?v=QApf576iKRk

    [/tab]

    [tab title=”7º” icon=”entypo-music”]

    A Tempestade e o Sol – Catedral

    Em 2003, o guitarrista do Catedral Cezar faleceu num acidente. “A Tempestade e o Sol”, feita por seus irmãos Kim e Júlio Cezar é em homenagem ao músico, refletindo sobre a fragilidade da vida e a saudade, que um dia desaparecerá no céu. (2003)

    [/tab]

    [tab title=”6º” icon=”entypo-music”]

    Esperança – Voz da Verdade

    Certamente, o Voz da Verdade, no âmbito musical cristão é um dos grupos que mais viveram perdas. Com cerca de cinco integrantes mortos, maioria por questões de saúde, “Esperança” já foi trilha sonora em homenagem a eles. Hoje, a saudade e o sentimento de perda. Amanhã, o emocionante reencontro. (1983)

    https://www.youtube.com/watch?v=nyS1HSIgWZk

    [/tab]

    [tab title=”5º” icon=”entypo-music”]

    Saudade – Cristina Mel

    Do álbum Refúgio de Amor, de autoria da própria cantora, “Saudade” é um registro poético e direto sobre este sentimento. “Saudade / É o nome dessa amiga / Que um dia lá glória / Já não mais existirá”. (1994)

    https://www.youtube.com/watch?v=iUtXrblZY5A

    [/tab]

    [tab title=”4º” icon=”entypo-music”]

    A Vida como ela Era  – Hibernia

    A banda Hibernia não apenas fez tal canção, mas praticamente um álbum inteiro sobre saudade e nostalgia. A letra de “A Vida como ela Era” remete a saudade da infância, e principalmente da inocência, que se perde ao longo dos anos. Seus versos também remetem à influência do tempo neste processo. “Vê que o tempo está aí / Sem ter pra onde ir / Movido a vapor / Vai / Levar dentro de si / Histórias sobre mim / De risos e de dor“. (2009)

    [/tab]

    [tab title=”3º” icon=”entypo-music”]

    O Lado da Vida – Ana Paula Valadão

    “O Lado da Vida” faz parte do único álbum solo de Ana Paula Valadão, As Fontes do Amor. As letras deste trabalho, no geral são fortemente intimistas e poéticas. Esta canção segue a mesma linha, refletindo sobre a saudade de pessoas que já faleceram. As vezes nos questionamos sobre o curso natural da vida, mas em tudo Deus é soberano. (2009)

    https://www.youtube.com/watch?v=WS9lQetQMaY

    [/tab]

    [tab title=”2º” icon=”entypo-music”]

    A Saudade é um Milagre – Alexandre Malaquias

    Escrita pelo próprio cantor, “A Saudade é um Milagre” é uma das principais músicas de Alexandre Malaquias. Contendo uma das melhores letras sobre saudade no gospel, o eu lírico compreende e aceita os acontecimentos da vida pela soberania do Criador. (2011)

    [/tab]

    [tab title=”1º Lugar” icon=”entypo-music”]

    Igreja Pequena – Cassiane

    Fechando a lista, o clássico “Igreja Pequena” de Cassiane retrata a saudade de uma igreja fervorosa e das pessoas que lá congregaram. A canção, até hoje é um dos maiores sucessos da cantora e não poderia faltar nesta lista. (1994)

    [/tab]

    [/tabs]

    O que você achou da lista? Que tal mandá-la para as pessoas nas quais você sente saudade? Abraços e até a próxima!

  • Rocklogia – Os primeiros anos do Catedral

    Este é o primeiro post sobre a segunda geração do rock cristão brasileiro.

    O Catedral é, juntamente com a Oficina G3 a primeira banda da qual intitulo segunda geração do rock cristão brasileiro. Manifesto aqui, de antemão que discordo de todas as autoafirmações do vocalista e letrista Kim do lado revolucionário do Catedral. Acontece que, todas as cinco maiores bandas dessa época (inclui Catedral, Oficina G3, Katsbarnea, Resgate e Fruto Sagrado) apresentaram algo diferente para a época, mas não é porque a Catedral foi a mais famosa deste período que se torne automaticamente a mais relevante.

    Era 1987/1988. O Sinal de Alerta lançava seu maior clássico, Manhãs de Outono. A Banda Azul surgia, após a saída de Janires do Rebanhão. O Rebanhão lançava um de seus maiores sucessos, o álbum Novo Dia. O Complexo J estreava com seu ótimo rock progressivo. Toda aquela época indicava uma futura explosão da música religiosa como nunca tinha sido antes, que mais tarde seria intitulada como o movimento gospel.

    A começar, o Catedral lançou o álbum Você, em 1988, que mescla algumas críticas sociais (lembrando que eles não foram os primeiros a fazerem isso) com letras bem diretas, como “Chame a Deus”. Ou seja, é um projeto um pouco mais ousado que o de suas bandas anteriores, mas ainda não chega a um nível considerado “revolucionário” como dito por aí. Uma das músicas de maior destaque desta obra é “Pedro Zé Nordestino”, que chegou a ser bem regravada pela banda.

    Nesta época, o Catedral era formado por: Kim (vocal, guitarra), Cézar (guitarra solo), Júlio Cézar (baixo), Guilherme Morgado (bateria) e Glauco Mozart (teclado). Esta formação manteve-se estável por alguns anos. Atualmente, todos os integrantes da banda são oriundos da formação inicial, mas apenas como um trio. Em meados de 1989, lançaram Aos Sensíveis de Coração, que é um dos preferidos dos fãs mais saudosistas. Seguindo a linha do anterior, a banda seguia ousando nas letras, semelhantemente o que outros grupos da época procuravam fazer.

    Em 1991, na época em que lançaram Catedral III, Kim lançou um projeto solo chamado Além do Espelho, com músicas românticas e o tecladista Glauco Mozart deixou o grupo por questões pessoais. A banda seguiu como um quarteto e assim ficou por mais de dez anos.

    Está Consumado, lançado em 1993 foi um divisor de águas na carreira do grupo. O projeto, duplo fortaleceu a imagem da banda e lançou hits que até hoje são notáveis, como “Galhos Secos” (do Êxodos) e “Carpe Diem”. O sucesso da banda atraiu a atenção da gravadora MK Music, mas isso é assunto para outro post…

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=0BDpao4cMXo]

    Leia também: Entrevista com Kim / Entrevista com Glauco Mozart