Tag: Carlinhos Felix

  • Fique Sabendo – Renascer Praise, Militantes, Marcela Taís e muito mais

    Gravação do DVD Renascer Praise 19

    Milhares de pessoas se reuniram, na noite desta segunda-feira (2), no Citibank Hall em São Paulo, para a gravação do Renascer Praise 19, intitulado Daniel, pela Universal Music Christian Group. Com uma mega estrutura de som e iluminação, a gravação teve um coral de mil vozes, orquestra sinfônica e duas companhias de dança.

    O novo projeto traz catorze faixas, com a produção musical do cantor Thalles que, inclusive, sola em oito músicas. A música “Filho da Luz” teve a participação do cantor Diguinho. O coral Renascer Kids participou em “A Resposta”. Thalles e Marcelo Aguiar fizeram um dueto na canção “Eu Não Sei Viver sem Jesus”. Outra participação especial foi de Juliana Santiago, na canção “Viver na Dependência”.

    O disco será lançado em 19 de dezembro, na Renascer Arena (SP). O projeto gráfico será desenvolvido pela renomada agência Imaginar. O primeiro single a ser divulgado será da música “A Resposta” que em breve será lançada nas plataformas digitais.


    Militantes lança teaser do álbum Por um Segundo

    Formada em 1997, Militantes é uma banda que começou (e continua) fazendo um hardcore punk. O grupo passou por diversas mudanças e, agora em 2015, lançam seu novo projeto, Por Um Segundo, sucessor de Destrua o Controle (2010). Esse álbum se difere dos demais, principalmente, pelo vocal: é o primeiro disco com um novo vocalista. Confira:


    Marcela Taís participa do Sony Music Live

    Sony Music Live foi apresentado como um projeto inovador pela gravadora, pois tem a função de conectar pessoas dentro e fora dos palcos. Depois de vários artistas se apresentarem, como Gabriela Rocha e Paulo César Baruk, chegou a vez de Marcela Taís, uma das cantoras mais queridas pelo público jovem. Assista:


    Bastidores da gravação do clipe “Minha Essência”

    Prestes a lançar seu mais novo álbum pela MK Music, Eternamente, Cassiane gravou o clipe do single escolhido, Minha Essência. Confira os bastidores:


    Paulo César Baruk lança música apoiando a luta contra o câncer

    Segundo Baruk, “Canção da Ritinha (Minhas Cartas aos Amigos)” é uma música composta e dedicada a Rita Reis, a Ritinha e a todas as “Ritas”, mulheres guerreiras e sonhadoras, espalhadas por todo o mundo, que lutam bravamente contra o câncer, apoiadas por suas famílias e amigos e, acima de tudo, por Deus. Ouça:


    Diante do Trono lança clipe da música “Seu Nome”

    Gravado em Israel, Seu Nome é o segundo projeto audiovisual que faz parte do álbum Tetelestai, do Diante do Trono. Com uma letra cristocêntrica, o clipe contém belas imagens sobre a cidade, além da agradável interpretação de Ana Paula Valadão que se comportou bem diante das câmeras. Uma curiosidade é que nesta versão o back vocal foi retirado da canção, permanecendo somente a voz da intérprete. Confira abaixo o resultado do vídeo:


    Kadoshi grava DVD com formação clássica

    Em comemoração aos 34 anos de carreira, a banda Kadoshi convida a todos os admiradores para prestigiarem a gravação de seu mais novo DVD, Indo de Geração a Geração. O disco conterá a participação de Ted, Bal, Samuca, Priscila e muito mais.


    Pregador Luo lança clipe de “Minha alma é triste, mas é feliz”

    Numa versão acústica – voz e violão -, o cantor divulgou o primeiro clipe de uma canção do seu novo disco, Governe! pela UMCG. Com uma bela fotografia, a canção traz uma reflexão sobre a vida, a morte e suas perdas. Confira:

    https://www.youtube.com/watch?v=vqdp2CjU05M


    Carlinhos Felix divulga novo lyric, “Te Amo Jesus”

    Composta por Jonathas Santos e Adelso Freire, “Te Amo Jesus” é uma música que já estava há algum tempo nas mãos de Carlinhos Felix. Inclusive, foi gravada no álbum Pensando em Você (2003). Durante estes dias, o cantor estava ouvindo esta canção e teve uma experiência com Deus, então, decidiu liberar a música em lyric para que outras pessoas pudessem ter acesso ao conteúdo. Ouça a música:


    Crombie lança single de futuro álbum

    Primeiro single do disco Como Diz o Outro, “Da Rotina”, assim como sugere o título, nos leva a refletir sobre coisas rotineiras da vida. Com uma batida envolvente e suave, a canção segue bem até o fim. Destaque para o baixo na introdução da canção. Ouça no Spotify.


    Até a próxima semana!

  • Carlinhos Felix – discografia e obra

    Conhecido também por ser vocalista e guitarrista da banda de rock Rebanhão, Carlinhos Felix mantém carreira solo desde o início dos anos 90 e é um dos intérpretes mais conceituados da música cristã.


    Guia discográfico

    Coisas da Vida (Warner/1991): A essência musical de Carlinhos nunca soou tão completa quanto em seu trabalho de estreia. Este registro contém suas peculiares formas de produzir música pop, com a colaboração de guitarras por Paulinho Guitarra, mestre do blues no Brasil, e teclados de Pedro Braconnot.. (Nota: [usr 4.5])

    Carlinhos Felix (BMG Ariola/1992): Seguindo a parceria com Paulinho Guitarra e fazendo muitas críticas ao desmatamento e destruição do meio ambiente, o disco conta com bons arranjos, com um repertório de não tanto destaque. (Nota: [usr 3.5])

    Basta Querer (MK Music/1993): Um de seus discos mais conhecidos, Basta Querer consegue ser mais eclético e alegre que o disco anterior, mas peca pela pouca coesão entre as faixas. (Nota: [usr 3])

    Nada a Perder (MK Music/1995): Seguindo a tendência dos anteriores, Carlinhos seguiu em sua pretensão em ser um multifacetado artista pop. Destaque para a regravação “Muro de Pedra”, com os vocais de Paulo Marotta  (Nota: [usr 3])

    Ao Vivo (MK Music/1996): O disco ao vivo que o Rebanhão poderia ter gravado, Carlinhos revisitou as melhores músicas de sua breve carreira solo e ainda agregou clássicos, como “Autor da Minha Fé”, do Grupo Elo. (Nota: [usr 4])

    Toda Reverência (Honor Music/1997): Mais suave, mais introspectivo e mais cansativo, Toda Reverência não se diferencia, musicalmente falando, dos projetos anteriores. (Nota: [usr 2.5])

    Não Desista (AB Records/1999): Menos confortável que o anterior, e com composições mais bem desenvolvidas, e com outros clássicos: “Olhos no Espelho” (Milad) e “Teus Altares” (Jorge Camargo). (Nota: [usr 3])

    Ao Vivo na Flórida (Honor Music/2001): Espontâneo e bem produzido, Ao Vivo na Flórida é o melhor trabalho ao vivo de Carlinhos.  (Nota: [usr 4.5])

    Pensando em Você (Honor Music/2003): Voltando-se ao seu som mais tradicional, este disco de Carlinhos é pouco brilhante, além de conter regravações desnecessárias.  (Nota: [usr 2])

    Na Tua Sombra (Graça Music/2004): Revistando sua sonoridade para algo mais fiel ao pop rock, Na Tua Sombra é o melhor registro de Carlinhos Felix na primeira década do século XXI. Destaque para a canção “Santo Nome” e sua influência de country. (Nota: [usr 4])

    Obediência (Boas Novas/2008): Seguindo as tendências do último disco, o cantor novamente trouxe temáticas congregacionais a um som pop rock. (Nota: [usr 3])

    Primeiro Amor – O Melhor de Carlinhos Felix (Som Livre/2011): Gravado totalmente em estúdio, o disco contém algumas versões a destacar, como a performance, totalmente guiada pelo piano e sintetizadores de “Primeiro Amor”, mas, no geral, muitas das roupagens não se justificam. (Nota: [usr 2.5])

    Lindo Senhor (Sony Music Brasil/2012): Divido em duas partes (uma inédita, outra de regravações), o disco coloca Carlinhos diante das tendências musicais de seu tempo, mas também olhando para trás. (Nota: [usr 3.5])


    Notícias e matérias sobre o Carlinhos Felix

    Para ver todo o conteúdo sobre ou relacionado ao Carlinhos Felix no O Propagador, clique aqui.

  • Os 100 maiores álbuns nacionais da música cristã

    A equipe do O Propagador apresenta a lista dos maiores álbuns nacionais da música cristã. O material foi compilado em parceria com os sites Super Gospel, Arquivo Gospel, Casa Gospel, Gospel no Divã, Gospel Prime, Ruben Mukama e Virtual Gospel, entre uma série de músicos, historiadores, jornalistas e audiófilos. Cada um lançou suas indicações, as quais foram discutidas exaustivamente. O repertório consiste em discos que foram lançados desde a década de 60 à década de 2010. Aqui, no O Propagador, você vê a lista na íntegra e com os comentários previamente escritos.


    100º: Fogo e Glória Curitiba – David QuinlanFogo e Glória Curitiba - David Quinlan - 2000

    Disco que representa o movimento worship ocorrido em Contagem, o simplório violão de David Quinlan se tornaria um padrão intensamente – e irritantemente – copiado. Deste movimento, há de se destacar, como influenciados, Santa Geração e o cantor Fernandinho. Heloisa Rosa e Nívea Soares colocam seus vocais, imprimindo uma parceria que duraria por outros discos.

    2000, Aliança


    99º: Pra Louvar – Raiz CoralRaiz Coral - Pra Louvar - 2004

    Quando o Raiz Coral lançou seu primeiro trabalho, não havia nenhum material semelhante em toda a história cristã. Claramente avassalador, quando o assunto é corais, o disco Pra Louvar rapidamente se popularizou e invadiu as igrejas com canções como “A Coroa” e “Jesus meu Guia É”.

    2004, Independente


    Thalles - Na Sala do Pai - 200998º: Na Sala do Pai – Thalles

    Indiscutivelmente um dos trabalhos mais importantes da última década, a estreia de Thalles é uma mistura de blues, pop rock, black music e soul, distribuída em linhas de baixo grooveadas, com letras diretas e confessionais.

    2009, Graça Music


    97º: Além do que os Olhos Podem Ver – Oficina G3Além do que os Olhos Podem Ver - Oficina G3 - 2005

    “Não ache que eu estou derrotado, você está errado”, canta Juninho Afram em “Mais Alto”, após latidos de cães. Neste disco, a Oficina G3, como um trio, exorcizava todas as especulações de que era seu fim sem PG. Embalados por um metal progressivo de mix pop, o disco solidifica o respeito que o grupo tinha recebido com Indiferença, seu registro mais soberbo.

    2005, MK Music


    96º: Antes do Sol Nascer – Nádia SantolliNádia Santolli - Antes do Sol Nascer - 2005

    Cercada de colaboradores experientes, como Genésio de Souza e Val Martins, produzida por Kleber Lucas e no embalo de sua participação em uma canção do Koinonya, assim foi a estreia de Nádia na MK. Num tempo em que “todo mundo” estava gravando disco ao vivo congregacional, Santolli conseguiu se destacar, graças a sua personalidade, impressa em sua voz grave e potente. No entanto, o grande mérito desse disco é que tudo soa bem.

    2005, MK Music


    95º: Ainda não É o Último – ResgateResgate - Ainda não é o último - 2010

    Após anos de silêncio do rock cristão no mainstream, os membros do Resgate se juntaram e ensinaram, mais uma vez, como é que se faz. Com a pop-produção de Dudu Borges, o disco consegue jogar guitarras e hammonds em equilíbrio em meio a letras humorísticas de Zé Bruno, como “Jack, Joe and Nancy in the Mall” e sua veia à lá Traditional Jazz Band e a grande balada “Vou me Lembrar”.

    2010, Sony Music Brasil


    94º: Daniela Araújo – Daniela AraújoDaniela Araújo - Daniela Araújo - 2011

    Quando Fernanda Brum e Emerson Pinheiro criaram uma fórmula de pop nos anos 90, a única grande novidade dentro do gênero, com o passar dos anos, seria Daniela Araújo. Com seu álbum autointitulado, a artista trouxe ao seu favor o piano e arranjos da Orquestra Filarmônica de Praga, envoltos numa produção musical over-the-top.

    2011, Sony Music Brasil


    93º: Na Casa de Deus – EyshilaNa Casa de Deus - Eyshila - 2003

    A carreira de Eyshila, oriunda dos Altos Louvores, pode ser resumida pré e pós este projeto, cuja produção foi dividida entre Rogério Vieira, Woody e Wagner Carvalho. Gravando sete músicas com participação ao vivo da sua igreja, a cantora que antes era conhecida pelas suas baladas, a partir desse disco se tornou figura garantida no chamado louvor congregacional, consagrando-se como compositora, especialmente por “Posso Clamar”.

    2003, MK Music


    Para o Mundo Ouvir - Rose Nascimento - 200492º: Para o Mundo Ouvir – Rose Nascimento

    Utilizando-se de arranjos e fundindo outros gêneros musicais, este disco de Rose Nascimento fez uma música pentecostal diferente do que se ouvia na maioria dos lançamentos de sua época, também trazendo cordas.

    2004, Zekap Gospel


    91º: Respire Fundo – Ao CuboAo Cubo - Respire Fundo - 2004

    Se muitos grupos se destacaram pela presença de um rapper, o Ao Cubo teve dois. Feijão e Cleber representaram a música do grupo em todas suas esferas, juntamente com Fjay, criticando o consumismo, desigualdade social e criminalidade, sob uma ótica cristã.

    2004, Aperte o Play


    90º: Toque no Altar – Ministério Apascentar de Nova IguaçuToque no Altar - 2003

    Com uma enorme equipe de músicos em tempo integral, o Ministério Apascentar de Nova Iguaçu estreou com um dos registros mais fortes da cena congregacional. Revelando o repertório autoral de Luiz Arcanjo, Davi Sacer e Ronald Fonseca, a obra agrega cordas e metais sem se sobrepor aos pianos e teclados, o grande ponto forte deste grupo.

    2003, Independente


    89º: Quebrantado Coração – Fernanda BrumQuebrantado Coração - Fernanda Brum - 2002

    Enfatizando o tipo de coração que deve ser na caminhada cristã, é o auge musical da dupla Fernanda Brum e Emerson Pinheiro, estendendo a tendência dos discos anteriores com um repertório introspectivo, mas forte, composto por músicas como “Marcas”, “Amo o Senhor”, “O Amor que Cura” e “Espírito Santo”.

    2002, MK Music


    Por Toda Vida - Voices - 200088º: Por Toda Vida – Voices

    O maior supergrupo já existente do meio cristão, o Voices alcançou grande amadurecimento com seu terceiro trabalho, destacando-se com as canções “Pisa no Inimigo” e “Por Toda Vida”, dentre as mais notáveis de sua discografia.

    2000, MK Music


    Cristiane Carvalho - Novo Amanhecer - 199387º: Novo Amanhecer – Cristiane Carvalho

    Diferentemente de seus trabalhos anteriores, Cristiane Carvalho utilizou-se de composições nacionais, transitando em gêneros musicais como o funk e pop. Há de se destacar a faixa-título e “Até que Te Encontrei”, formando o ecletismo necessário para a obra.

    1993, Line Records


    Humanidade - Banda Rara - 199086º: Humanidade – Banda Rara

    Na ponta das influências do funk e soul, a Banda Rara alcançou o seu auge com Humanidade, especialmente com a faixa-título, nos vocais de Maurílio Santos, além de “Estrela da Manhã” e “Deixa Tudo”.

    1990, Gospel Records


    85º: 2ª Vinda – A Cura – Apocalipse 162ª Vinda a cura - Apocalipse 16 - 2000

    Pregador Luo e DJ Alpiste trouxeram o rap para a cena cristã. Mas 2ª Vinda – A Cura é um divisor de águas no gênero, sombrio e polêmico, tendo o auxílio de Mano Brown (Racionais MC’s) e Eduardo (ex-Facção Central). Seus discos posteriores se fundem de forma mais efetiva com a black music, em contrapartida, perdem o frescor alcançado aqui.

    2000, 7 Taças


    84º: Alta Voz – Kades SingersAlta Voz - Kades Singers - 1997

    Com arranjos do tecladista Paulo Richard (ex-Complexo J) e Raquel Mello, Alta Voz foi fundamental para a caracterização e definição dos grupos vocais na cena mainstream, além de ser um registro de devoção explícita a soul music.

    1997, MK Music


    83º: Aeroilis – AeroilisAeroilis - Aeroilis - 2004

    Antes do rock alternativo e do novo movimento – o tal crossover – estar em alta, a Aeroilis já chegava com um disco, com guitarras limpas, bateria com chimbau aberto e composições introspectivas, guiadas pela voz e timbre singular de Raphael Campos, o que seria aprofundado em Nada Mais Além, o trabalho sucessor.

    2004, LaCruz / Bompastor


    82º: Um Pinguim com Frio no Alaska – Amaury FonteneleUm Pinguim com Frio no Alaska - Amaury Fontenele - 2001

    Um pouco isolado, Amaury foi o único músico que, em sua época, misturou as batidas do rap com o groove do rock e R&B, com auxílio de Fernando Catatau, ex-colega de banda no Cidadão Instigado formando, assim, uma sonoridade ímpar no âmbito cristão.

    2001, Aliança


    81º: Voar Como a Águia – Alda CéliaAlda Célia - Voar Como a Águia - 2002

    Do Koinonya e Comunidade Cristã de Goiânia para a carreira solo, Alda Célia estabeleceu a ambientação ao vivo como cerne de seu melhor trabalho, Voar Como a Águia o qual, além da faixa-título, se destaca por “Óleo de Alegria” e a regravação de “Poder da Oração”.

    2002, MK Music


    80º: Águas Purificadoras – Diante do TronoDiante do Trono - Águas Purificadoras - 2000

    O follow-up para Exaltado foi um ajuntamento ainda maior, de qualidade técnica superior, inserindo, definitivamente, elementos que se tornariam marca-registrada do Diante do Trono, como as danças e espontâneos gigantescos – fortalecidos pela faixa-título, de sonoridade suave.

    2000, Diante do Trono


    79º: O Valor de Uma Alma – Mara LimaMara Lima - O Valor de uma Alma - 1989

    O Valor de Uma Alma veio para mostrar o porquê Mara Lima é um nome de longevidade no meio cristão: aliando um bom repertório, simplicidade e som direto, o trabalho se destaca, especialmente, pela canção que o intitula, que não se sobrepõe, de forma alguma, ao restante das canções apresentadas.

    1989, Som e Louvores


    78º: O Jardineiro que Chora – Alceu PiresAlceu Pires - O Jardineiro que Chora - 1984

    Um dos grandes poetas da música pentecostal clássica, Alceu Pires é compositor de sucessos emblemáticos como “Abração e Isaque” e “Juízo Final”. O primeiro e mais importante deles, “O Jardineiro que Chora”, foi responsável por colocar o disco homônimo na galeria dos clássicos cristãos. Com influências da música sertaneja de raiz, Alceu fez o Brasil inteiro cantar a parábola sobre a relação entre a flor e seu cuidador.

    1984, Djanir Produções


    77º: Autoridade e Poder – Marcos GóesAutoridade e Poder - Marcos Góes - 1990

    Com produção musical e arranjos de Marcos Góes, o trabalho é de notável qualidade musical, trazendo a participação de músicos como Sidão Pires e Marcos Bonfim. De fato, este é caracterizado como o trabalho solo de maior importância na carreira de Góes.

    1990, Pioneira Evangélica


    76º: Poemas e Canções – Leonardo GonçalvesLeonardo Gonçalves - Poemas e Canções - 2002

    “Mas a verdade é que o Criador não nos usa por sermos bons, mas o fato de sermos usados por Ele é o que nos torna bons, apesar de não o sermos”, disse Leonardo Gonçalves ao O Propagador. Seu primeiro disco é uma combinação agradável de pop, jazz, blues e contém, além da conhecida “Getsêmani”, uma regravação de João Alexandre. Com o trabalho, Leonardo se inseriu numa nova safra de intérpretes que fogem de temáticas e sonoridades mais populares.

    2002, Novo Tempo


    75º: O que na Verdade Somos – Fruto SagradoO que na Verdade Somos - Fruto Sagrado - 2003

    O que na Verdade Somos é o disco mais forte do Fruto Sagrado: com riffs agressivos de Bene Maldonado, vocais surpreendentes de Marcão, letras fantasticamente ácidas, e apresentando influências diversas, como o maracatu e a música eletrônica, mostraram que só eles, na altura do campeonato, sabiam fazer um som na tendência.

    2003, MK Music


    74º: Oração de Davi – Feliciano AmaralFeliciano Amaral - Oração de Davi - 1981

    Ele é o recordista, segundo o Guiness Book, como o cantor evangélico há mais tempo em atividade no mundo. Mensagem Real, seu disco de 78 rpm (tecnologia pré vinil), é um dos primeiros registros físicos da música evangélica nacional, lançado em 1948. Já com mais de 35 anos de carreira, o cantor lançou uma de suas maiores obras primas, Oração de Davi. O trabalho de 1981 traz os arranjos limpos característicos da música sacra tradicional, a voz inconfundível de Feliciano Amaral e um repertório brilhante, com canções marcantes como “O Rosto de Cristo”, “Tudo Entregarei”, “Cristo meu Mestre” e “Oração de Davi”.

    1981, FA Produções


    73º: Cicatrizes e Testemunho – Jorge AraújoCicatrizes e Testemunho - Jorge Araújo - 1984

    Pode ser que, hoje, seja mais reconhecido como pai de Daniela Araújo, mas Jorge Araújo fez história na música pentecostal como um dos artistas mais ousados do gênero e responsável por grande parte de sua modernização na década de 80. Em um período de resistência à inovação, Jorge esticou a linha, trazendo, para suas produções, a guitarra elétrica e a bateria em destaque. Em Cicatrizes, seu mais reconhecido trabalho, o cantor mostra toda sua veia pop interpretando grandes sucessos, como a faixa-título e “Deus Resolve o Teu Problema”.

    1984, Louvores do Coração


    72º: Tempo de Adoração – Comunidade Vila da PenhaTempo de Adoração - Comunidade Evangélica Vila da Penha - 1994

    A chamada Comunidade Zona Sul se destacaria ao chamado movimento das comunidades dos anos 90. Tempo de Adoração sintetiza, claramente a tudo o que seria feito pelo resto da década, incluindo “Consagração/Louvor a Rei”, uma das mais belas canções cristãs deste período.

    1994, Independente


    71º: Bonança – Os Cantores de CristoBonança - Os Cantores de Cristo

    Muitos grupos, na época, investiram em Jovem Guarda, como os Embaixadores de Sião, Cades-Barneia, Triumpho, Os Atuantes, Os Ligados, mas Os Cantores de Cristo foram além, porque fizeram isso colocando pitadas do rock psicodélico e do progressivo, evoluindo seu som em relação aos discos anteriores, sem perder o enfoque evangelístico.

    1975, Favoritos Evangélicos


    70º: Sem Palavras – CassianeSem Palavras - Cassiane - 1996

    Enquanto o movimento gospel dava seus primeiros sinais de crise, Jairinho surgiu com uma produção ingênua que remodelaria, de vez, o conceito de música pentecostal no Brasil. Com tons épicos, “Imagine” continua a ser uma das mais belas e representativas canções do gênero até hoje.

    1996, MK Music


    69º: Primeiro Amor – Shirley CarvalhaesPrimeiro Amor - Shirley Carvalhaes - 1994

    Mesmo já tendo vinte anos de carreira, foi com Primeiro Amor que Shirley Carvalhaes se firmou como a grande dama da música pentecostal brasileira. O disco, produzido por Tuca Nascimento, foi um fenômeno cultural. Seu grande destaque, a música “Faraó ou Deus?”, causou um mix de encanto e repúdio nas igrejas, tamanha era sua ousadia, cujo som misturava referências da música árabe com forró, ritmo que passaria a ser constante nos discos do gênero, a partir de então. Como resultado, a faixa, tratada nas igrejas mais conservadoras como ‘música para dançar’, se tornou um hit inquestionável, elevando a carreira de Shirley e toda a música pentecostal a outro patamar.

    1994, Nancel Music


    68º: Coração Valente – Voz da VerdadeVoz da Verdade - Coração Valente - 1997

    Indiscutivelmente o grupo que mais sabe trazer ecletismo a seu favor, Coração Valente é o maior clássico do Voz da Verdade até aqui. A fusão de orquestras, guitarras wah-wah, baixo funkeado, bateria pulsante, piano e teclado resultam num registro que é pretensioso do início ao fim.

    1997, Independente


    67º: Não é o Fim… – Novo SomNão é o Fim... - Novo Som - 1999

    Não é o Fim… é o melhor trabalho do Novo Som. O pop à lá Roupa Nova chega aqui ao seu ápice, com um repertório sólido, escrito, em grande parte por Lenilton, um dos melhores letristas que o meio cristão já conheceu e responsável por elevar a música do grupo a outro nível.

    1999, NS Records


    66º: Deus Cuida de Mim – Kleber LucasDeus Cuida de Mim - Kleber Lucas - 1999

    Evoluindo desde Meu Maior Prazer, Kleber Lucas fechou a década com Deus Cuida de Mim, um trabalho que consegue trazer para o ambiente congregacional uma música basicamente pop. Assim, Kleber Lucas foi o primeiro cantor solo, a de fato, adentrar este território, agregando outros gêneros musicais ao longo de sua carreira.

    1999, MK Music


    65º: Entrei no Templo – Ozéias de PaulaOzéias de Paula - Entrei no Templo - 1979

    “A melhor coisa que eu já fiz em toda minha vida, salvou-me por um triz”. Essa foi certamente uma das principais trilhas sonoras do final dos anos 70 e inicio dos 80. O grande, e então já consagrado, Ozéias de Paula, trazia junto com esse sucesso um de seus melhores trabalhos. Com letras de veia poética, como já era característico do cantor, o disco arranjado por Ângelo Apolônio, o famoso Poli, ousava a inserir na tradicional música tipicamente assembleiana os quase profanos contrabaixo, guitarra e bateria.

    1979, Bandeira Branca


    64º: Encontro – Actos 2Encontro - Actos 2 - 1990

    Marcando a geração dos anos 90, o Actos 2 (Kadoshi) chegou ao seu ápice com o disco Encontro e a canção “Cristo Faz a Cabeça”. No entanto, Encontro é rico em gêneros musicais e passeia, com tranquilidade, no louvor congregacional, pop, rock, blues e soul.

    1992, Gospel Records


    63º: Meu Clamor – Denise CerqueiraMeu Clamor - Denise Cerqueira - 1998

    Ela foi uma das grandes vozes femininas que a música evangélica brasileira conheceu. Depois de se tornar sucesso com o disco Eterno Amor, Denise Cerqueira entrou para a história quando, em 1998, lançou o icônico álbum Meu Clamor. Com um time estrelado de compositores e produção impecável de Alcimar Rangel e Pedro Braconnot, o disco rendeu a artista três troféus Talento em 1999. A trágica e precoce morte de Denise em 15 de novembro de 1999, vitimada em um acidente de carro no auge da carreira, imortalizou definitivamente a voz da intérprete e colocou “Jerusalém e Eu”, composição de Josué Teodoro e carro-chefe da obra, em lugar de destaque nos anais das grandes músicas nacionais.

    1998, Line Records


    62º: Deus Vivo – Édison e TelmaDeus Vivo - Édison e Telma - 1983

    Ele é um dos maiores compositores da história da música pentecostal e, ao lado da esposa Telma formou uma das duplas mais importantes do gênero. Acumulando sucessos desde 1971, quando gravaram os primeiros vinis, o ponto alto da dupla veio em 1983 com Deus Vivo. A música tema ultrapassou os limites do tempo e entrou para o repertório de todas as igrejas pentecostais desde então. Embalado por este grande clássico, o disco traz ótimas referências do samba e alguns lampejos de pop.

    1983, Angelical


    61º: Além do Rio Azul – Voz da VerdadeAlém do Rio Azul - Voz da Verdade - 1988

    Além do Rio Azul veio para estabelecer fórmulas que seriam recorrentes nas produções subsequentes do Voz da Verdade: letras e vocais marcantes de Carlos A. Moysés, pianos de Evaristo Fernandes cobrindo e fornecendo camadas, além do sagaz coral, cujo som nenhum grupo e cantor consegue copiar.

    1988, Califórnia


    60º: Tributo ao Deus de Amor – Renascer PraiseTributo ao Deus de Amor - Renascer Praise - 1998

    Gravado no Palácio das convenções no Anhembi, o quinto trabalho do Renascer Praise seguiu as tendências que o tornaria conhecido pelo Brasil: grandes corais, produção musical pomposa e arranjos de Esdras Galo. Três elementos, que juntos, deram certo.

    1998, Gospel Records


    59º: Final Feliz – Armando FilhoArmando Filho - Final Feliz - 1991

    Armando reuniu várias canções autorais e produziu o seu maior clássico até aqui. Final Feliz contém uma das canções mais importantes da época, “O Mover do Espírito”, produzindo baladas pentecostais que seriam fundamentais para o gênero, por muitos anos.

    1991, Bompastor


    58º: Aqui Chegamos pela Fé – Arautos do ReiArautos do Rei - Aqui Chegamos pela Fé - 1975

    O principal grupo vocal da história da música evangélica nacional já conta com mais de 50 anos de carreira. Precursor do estilo a cappella no Brasil, o Arautos do Rei já está em sua vigésima nona formação, conseguindo o feito incrível de se manter musicalmente relevante, mesmo com o passar do tempo, conseguindo se modernizar sem deixar de ser tradicional. Um dos grandes registros dessa bela história foi Aqui Chegamos pela Fé, gravado pela sexta formação de Arautos. Com a perfeição vocal característica do grupo, o disco apresenta um repertório grandioso, com clássicos como “Junto a Cruz”, “Cristo Jesus Voltará” e “No Grande Mar”.

    1975, Novo Tempo


    57º: Tem Coisas que a Gente não Esquece – Cristina MelTem Coisas que a Gente não Esquece - Cristina Mel - 1999

    No final da década de 90, Cristina utilizou-se de temáticas atemporais para o seu décimo trabalho, como a morte de Cristo, o trabalho missionário e os filhos. Os arranjos são mais suaves em relação aos discos anteriores, mas seguem o seu pop característico.

    1999, Line Records


    56º: Razão para Viver – Nascimento e SilvaNascimento e Silva - Razão para Viver

    O cantor, compositor, produtor e arranjador Tuca Nascimento formou ao lado de Onézimo Silva uma das melhores duplas que a música cristã nacional pode conhecer. Os poucos anos de carreira da dupla, que teve sua trajetória encerrada com a trágica morte de Onézimo, vítima de bala perdida em 1994, foi o suficiente para o lançamento de dois discos, entre eles o imperdível Razão pra Viver. Com arranjos simples, executados apenas com teclado, guitarra, violão, flauta e acordeom, o projeto confere pleno destaque ao dueto com suas interpretações singelas em músicas como as excelentes “Deixa Deus Provar” e “A Volta Feliz”.

    1993, Rosa de Saron


    55º: Nascer de Novo – Rayssa e RavelNascer de Novo - Rayssa e Ravel - 1994

    Com a música “Nascer de Novo”, Rayssa e Ravel conseguiam sintetizar sinceridade e simplicidade musical. Em seguida, com as pop-sertanejas “Arrebatamento” e “Sabe”, mostram que possuem força o suficiente para se colocarem como uma das duplas mais expressivas do gênero no país, até hoje.

    1994, Som e Louvores


    54º: O Sétimo – Sérgio LopesO Sétimo - Sérgio Lopes - 1997

    Com produção musical de Pedro Braconnot, O Sétimo conta com o estilo de Sérgio desenvolvido no Altos Louvores, e se destaca por sua temática judaica – distribuída em parte do repertório, projeto gráfico e fotografias. Além do mais, contém uma das canções mais importantes da época, “O Lamento de Israel”.

    1997, Line Records


    53º: Ao Meu Pai – JesséAo meu Pai - Jessé - 1985

    Ele era uma das grandes revelações da MPB nos anos 80. Ganhando prêmios nacionais e internacionais, Jessé, intérprete de canções como “Porto Solidão” e “Estrelas de Papel”, era sucesso por todo o Brasil. Em seu auge na música secular, o cantor abriu um parêntese e gravou o brilhante disco Ao meu Pai. Com um repertório comporto por clássicos cristãos como “Rude Cruz”, “Cidade Santa” e “Achei um Bom Amigo”, a potente voz do cantor ganha traços dramáticos em interpretações memoráveis.

    1985, RGE


    52º: Momentos Vol.1 / Momentos Vol.2 – Marina de OliveiraMomentos Vol. 1 e 2 - Marina de Oliveira - 1995

    Indissociáveis, Momentos Vol.1 e Vol.2 mostram que só alguém como Marina de Oliveira conseguiria trazer os melhores compositores e produtores musicais de sua época em duas obras. Os registros são impecáveis: canções pop (“Procure por Mim na Glória”), mensagens de autoajuda (“Não Desista do Seu Sonho”) e faixas em inglês (“Celebrate the Lord”). Se alguém era capaz de levar bandas inteiras para apoiar seu som, essa foi Marina.

    1995, MK Music


    51º: Preciso de Ti – Diante do TronoDiante do Trono - Preciso de Ti - 2001

    “Uma das coisas de que temos maior consciência é que no dia em que acharmos que algo vem de nós mesmos, Deus nos tirará da obra”, enfatizou Maximiliano Moraes ao Super Gospel. O ponto mais alto da carreira do Diante do Trono, arranjado por Sérgio Gomes e Maximiliano, é embalado com o discurso de fragilidade humana e dependência divina, especialmente na faixa-título, uma das mais importantes do meio cristão.

    2001, Diante do Trono


    50º: Resgate – ResgateResgate  - Resgate - 1997

    No quarto álbum, o grupo provou ser muito mais do que um devoto ao hard rock. Ao experimentar timbres de bateria, guitarra com flertes evidentes ao britpop, o disco monta uma figura de quebra-cabeças, endossadas com as letras tão incomuns e que questionam o status quo do meio cristão.

    1997, Gospel Records


    49º: Oh, Glória – Mattos NascimentoOh, Glória - Mattos Nascimento - 1991

    Trazendo a influência do pop e, principalmente, o ska para o meio cristão, Mattos Nascimento foi o primeiro – e até o único no meio cristão – a fundir o gênero musical com as letras pentecostais. Oh, Glória é um marco musical no início da década de 90, especialmente com as contagiantes “Dia de Pentecostes” e “Sou Feliz”, mostrando que, especialmente ao vivo, Mattos conseguia elevar tudo a outro nível.

    1991, Rosa de Saron


    48º: Com Muito Louvor – CassianeCassiane - Com Muito Louvor - 1999

    Se Sem Palavras foi o ponto de virada, este trabalho foi a aperfeiçoamento mais esforçado de Cassiane durante os anos 90. Com Muito Louvor une a qualidade da produção do disco anterior, Para Sempre, com um repertório sólido, composto por nada menos que “Oferta Agradável a Ti”, “Hino da Vitória”, “Com Cristo é Vencer” e “Com Muito Louvor”, além de provocar, culturalmente, uma mudança na estrutura das canções pentecostais.

    1999, MK Music


    47º: Amigos para Sempre – Integração Jr.Integração Jr. - Amigos para Sempre - 1991

    O melhor álbum infantil já produzido no meio cristão, a obra se destaca pelo seu ecletismo musical e a qualidade dos arranjos, especialmente nas músicas “Amigos para Sempre” e “Milagre da Vida”, anos depois regravada por Cristina Mel, no final da mesma década.

    1991, Bompastor


    46º: Discípulo Teu – Prisma BrasilPrisma Brasil - Discípulo Teu - 1988

    O trabalho mais importante do Prisma, Discípulo Teu contém os elementos adventistas a se repetir: corais robustos, cordas e metais em abundância e canções que versam acerca da vida, as dificuldades e desafios em relação a caminhada do sujeito cristão que caminha para a Eternidade.

    1988, Bompastor


    45º: Não Chores Mais – Victorino SilvaNão Chores Mais - Victorino Silva - 1983

    Dono de uma das mais brilhantes e prestigiadas vozes da música cristã nacional, Victorino Silva tem um de seus grandes momentos com Não Chores Mais, um verdadeiro clássico da música sacra. Além da interpretação e afinação impar do cantor, a parceria com o grande maestro Misael Passos, responsável pela direção musical do projeto, evidenciada até na capa do disco, é digna de destaque. Com arranjos soberbos, o álbum é riquíssimo musicalmente, com a presença marcante de pianos, violinos e muitos instrumentos de sopro.

    1983, Bompastor


    44º: Lágrima no Olhar – Altos LouvoresAltos Louvores - Lágrima no Olhar - 1993

    Seguindo as tendências dos discos anteriores, Lágrima no Olhar trouxe um Altos Louvores mais maduro, mas suficientemente em sua zona de conforto. A grande novidade é a faixa-título de Marquinhos Gomes, com o sax de Zé Canuto, tornando-se, assim, um dos principais registros do grupo.

    1993, Som e Louvores


    43º: Diga Não – RaízesRaízes - Diga não - 1991

    Depois dos Jovens da Verdade em 1972, a banda Raízes foi a única a usar, escancaradamente, a temática das drogas como carro-chefe de um disco. Diga Não se destacou pelas canções críticas, mas que não se sobrepuseram as baladas, as quais lembram bastante o estilo pop do Roupa Nova, cujo vocalista participaria em um disco futuro.

    1991, Independente


    42º: Vento Livre – Guilherme KerrVento Livre - Guilherme Kerr - 1985

    Um dos melhores letristas e musicistas do meio cristão, Guilherme Kerr produziu Vento Livre, seguindo as tendências musicais de sua obra no grupo Vencedores por Cristo. Com arranjos vocais e de cordas complexos, sonoridades regionais são exploradas por letras, em grande parte, verticais.

    1985, IBMorumbi Produções


    41º: Brother – Brother SimionBrother - Brother Simion - 1992

    Em meio a obras cada vez mais superproduzidas no início dos anos 90, Brother Simion quebrou a lógica fazendo um disco quase todo em voz e violão. Humor, introspecção e suavidade são características fundidas nesta produção básica de Rick Bonadio.

    1992, Gospel Records


    40º: Sem Limites – Aline BarrosAline Barros - Sem Limites - 1995

    O grande mérito da estreia de Aline Barros foi contar com a produção musical e arranjos de Ricardo Feghali e Cleberson Horsth, membros do Roupa Nova. Assumindo um caráter totalmente pop, a produção seria, com o passar dos anos, o melhor trabalho solo da carreira de Aline.

    1995, Grape Vine


    39º: Pra Cima Brasil! – MiladPrá Cima Brasil! - Milad - 1990

    Com a decrescente predominância de João Alexandre, e verbalizando toda a decepção com o jogo político e as extremas crises econômicas que assolavam o país, o Milad trouxe o disco mais politizado de sua carreira. Isso causou o despojo de grande parte de seu complexo som, adotando moldes pop, mas seguindo-se forte em seus discursos, como na clássica “Brasil” e na regional “Meu Candidato”. Também traz canções de uma das bandas mais influentes dos anos 80 no nordeste, chamada Artecristã, como “Os Sonhos Evaporam” e “Algo Está Errado”, além de apresentar “Navio Negreiro”, de Gladir Cabral.

    1990, Independente


    38º: Manhãs de Outono – Sinal de AlertaSinal de Alerta - Manhãs de Outono - 1987

    Desprendendo-se de sua fixação pelo Rebanhão, o Sinal de Alerta evoluiu tematicamente e sonoramente, e alcançou o seu ápice em Manhãs de Outono, um trabalho que consegue dialogar com sua época, e de quebra ainda apresenta grandes letras guiadas pelo seu pop rock, como “Tempos Modernos” e “Adolescência”.

    1987, Califórnia


    37º: Prá Falar de Amor – Banda & VozBanda e Voz - Prá Falar de Amor - 1992

    Banda & Voz foi, de fato, o primeiro grupo a ter fielmente um repertório muito eclético e variado, passeando pela black music, soul, ska, envolvendo tudo em ganchos pop. Tudo isso amadureceu em Prá Falar de Amor, em que, especialmente, o timbre de Natan Brito se destaca junto ao groove da guitarra de Marcos Brito e baixo de Beno César.

    1992, Line Records


    36º: Tempos de Celebração – Adhemar de CamposTempos de Celebração - Adhemar de Campos - 1993

    Após a Comunidade da Graça, Adhemar trouxe toda a temática congregacional para sua carreira solo, mas, diferentemente de todos, agregando gêneros musicais ‘incomuns’ para o repertório das igrejas, além das excelentes canções “Tributo a Iehovah”, “Fonte de Água Viva” e “Bem Supremo”.

    1993, Comunidade da Graça


    35º: O Amor é a Resposta – Alessandra SamadelloO Amor é a Resposta - Alessandra Samadello - 1996

    O grande mérito do quarto trabalho de Alessandra é de ultrapassar limites musicais dentro da própria tradição musical adventista. Influenciando até o contemporâneo Leonardo Gonçalves, O Amor é a Resposta aposta em sonoridades mais introspectivas, melancólicas e contemporâneas, sempre regadas a vibrantes e viscerais registros vocais, do estilo que só Alessandra Samadello poderia fazer.

    1996, ABBO


    34º: Intimidade – Jorge CamargoIntimidade - Jorge Camargo - 1999

    Uma produção de Jorge Camargo, Nelson Bomilcar e Marquito Cavalcante, é um dos registros mais agradáveis de música popular brasileira cristã, em que Jorge se estabelece como cantor e compositor. As músicas são bem interpretadas e tocadas. A combinação de canções acústicas e eletrônicas, além do excelente encarte, gerou uma das obras-primas do nicho.

    1999, Alento Produções


    Grupo Semente - Criação - 198633º: Criação – Grupo Semente

    Com a influência do Vencedores por Cristo, o Grupo Semente produziu canções de excelência, com a participação de Nelson Bomilcar, Jorge Camargo, Sérgio Pimenta e vários outros. Criação consegue sintetizar, muito bem, a música do conjunto.

    1986, VPC Produções


    32º: Coisas da Vida – Carlinhos FelixCarlinhos Felix - Coisas da Vida - 1991

    Carlinhos Felix, após deixar o Rebanhão, veio como um dos intérpretes com os discos mais bem produzidos nos anos 90, e sua essência musical nunca soou tão completa quanto em seu trabalho de estreia, Coisas da Vida. Este registro contém suas peculiares formas de produzir música pop, com a colaboração de guitarras por Paulinho Guitarra, mestre do blues no Brasil, e teclados de Pedro Braconnot.

    1991, Continental / Warner Music Brasil


    31º: O que Virá? – Comunidade S8Comunidade S8 - O que Virá - 1981

    Seguindo os passos de seu disco anterior, a S8 produziu o seu maior clássico até aqui. Aqui, a banda se rende a um rock progressivo sombrio, de influências pós-tropicalistas, mas não autoindulgente, especialmente pelas guitarras de Ernani Maldonado. Combinando crítica social com o apocalipse, o trabalho é, no mínimo, intrigante.

    1981, Independente


    30º: Novo Dia – RebanhãoRebanhão - Novo Dia - 1987

    Carlinhos Felix e Pedro Braconnot transformaram as influências da tropicália, trazidas anteriormente por Janires, para faixas pop que caracterizam bem a textura das produções dos anos 80, como “Primeiro Amor”, “Nele Você Pode Confiar”, “Jesus é Amor (Jesus Is Love)” e “Razão”.

    1988, PolyGram


    O que a Lua não pôde, não pode, nem poderá - Wolô29º: O que a Lua não Pôde, não Pode e não Poderá – Wolô

    O disco mais rico, musicalmente falando, dos anos 70, também é um recheado de influências culturais. Wolô soube verbalizar a ‘loucura’ hippie, transmitir gírias e filosofar acerca de Cristo, fundindo tudo isso a uma sonoridade que mescla rock, bossa nova, com influências da Jovem Guarda.

    1975, Independente


    28º: Calmo, Sereno, Tranquilo – Jairo Trench Gonçalves e Paulo Cezar da SilvaCalmo, Sereno, Tranquilo - Jayrinho e Paulo Cezar - 1976

    Jayrinho e Paulo Cezar, juntos, formariam o Grupo Elo. Mas, este registro predecessor, captura fielmente a tensão e restrições existentes no meio evangélico na época em que foi produzido. A obra é suave, com camadas de violão ovation, e baixo marcante, guiado por sonoridades influenciadas pela MPB.

    1976, Independente


    27º: Simplesmente João – João AlexandreSimplesmente João - João Alexandre - 1991

    Primeiro disco totalmente – e simplesmente de João, é um de seus trabalhos mais acessíveis e pops. A obra mostra um olhar mais positivo do cantor, com canções verticais, reflexivas, e trazendo algumas regravações, com a colaboração de Pedro Braconnot.

    1991, Gospel Records


    26º: Aliança – KoinonyaAliança - Koinonya - 1988

    A música do Koinonya seria o molde para a música congregacional feita na década seguinte: a banda Diante do Trono, por exemplo, bebeu intensamente de sua fonte. Sob a liderança de Bené Gomes, o grupo goianiense iniciou sua trajetória com o seu trabalho mais brilhante: Aliança contém várias músicas que, até hoje, são entoadas nas igrejas, como “Ao Único”, “Quem Pode Livrar” e a faixa-título, “Aliança”.

    1988, Koinonya


    25º: Obra Santa – Luiz de CarvalhoObra Santa - Luiz de Carvalho - 1969

    Ele foi o primeiro cantor a gravar um disco de vinil no meio evangélico nacional, em 1958, foi o primeiro artista evangélico de fato, o responsável por levar às igrejas o, então profano, violão, inseriu o bolero e elementos de samba e marchinhas na tradicionalíssima música cristã da época e se sagrou como o maior nome do cenário musical protestante nas décadas seguintes. O vinil Obra Santa, clássico indiscutível, além de contar com a voz e interpretação inconfundível de Luiz de Carvalho, é responsável por emplacar o primeiro hit da música evangélica nacional. A faixa-título se tornou uma espécie de hino oficial do movimento de Renovação Espiritual que se iniciou no Brasil a partir da década de 1960.

    1969, Som da Palavra


    24º: Está Consumado – CatedralCatedral - Está Consumado - 1993

    Talvez o mais importante álbum duplo da história da música cristã, Está Consumado, juntamente ao antecessor Volume III, faz uma ponte entre o Catedral, antes pertencente ao underground, e o que seria o grupo mais notório dos anos 90 e um dos expoentes do movimento gospel. O trabalho, no geral, é o clássico pop rock com o baixo funky de Júlio e riffs de guitarra – inconfundíveis – de Cezar. Vale destacar o clássico “Galhos Secos” e a letra de “Carpe Diem”, uma das músicas mais brilhantes do grupo, inspirada em pensamentos de Friedrich Nietzsche e José Ângelo Galarga.

    1993, Pioneira Evangélica


    23º: Armagedom – KatsbarneaArmagedom - Katsbarnea - 1995

    “O Arco-Íris de Deus tem muitas cores, e os sons muitas estradas que expressam nossas vidas. Acho que a mesmice cansa”, disse Brother Simion ao Super Gospel. Após ter trocado sua formação, o Katsbarnea deixou para trás suas veias funkeadas, cujo som explorava influências de soul e pop, e só se reencontrou no quarto álbum, Armagedom, mostrando que eram mais do que uma caricatura da Blitz. Produzidos por Paulo Anhaia, o soberbo álbum é definido por seu forte teor experimental, e letras evangelísticas, mesclando humor, além de mensagens apocalípticas – algo que se tornaria recorrente nas composições de Simion. Apoiado pelo marcante baixo de Jadão e riffs blues executados por Déio Tambasco, Brother provou ser a alma da banda, escrevendo todas as letras, além de gravar os vocais, guitarra, harmônica, piano e teclado.

    1995, Gospel Records


    22º: Indiferença – Oficina G3Oficina G3 - Indiferença - 1996

    Finalmente, Oficina G3 se desfez de suas referências explícitas ao Stryper. Quente e solta, a voz de Luciano Manga, cada vez mais poderosa, chega ao ápice junto ao peso das composições do guitarrista Juninho Afram. Elétrico, o disco se complementa aos teclados de Jean Carllos, ao autoritário e agressivo baixo de Duca Tambasco e as baquetas de Walter Lopes em canções como “Espelhos Mágicos”, mas se rendendo a baladas fascinantes, como “Magia Alguma” e “Novos Céus”. Em “Glória Inst.”, Afram mostrou o porquê é o maior guitarrista que a música cristã nacional já conheceu.

    1996, Gospel Records


    21º: On the Rock – ResgateResgate - On the Rock - 1995

    Paulo Anhaia elevou o nível do Resgate de forma abismal em seu terceiro registro. On the Rock capturou todo o potencial de humor autodepreciativo sob sua música, e ascendeu as guitarras de Zé Bruno e Hamilton, com riffs poderosos de hard rock. Sendo o trabalho mais importante e sólido do rock cristão nacional durante a segunda metade dos anos 90, o disco combina temáticas obscuras, como a depressão, solidão e morte com a mais peculiar sátira, cuja habilidade o quarteto é especialista.

    1995, Gospel Records


    20º: Fruto dos Lábios – Comunidade da GraçaComunidade da Graça - 1988 - Fruto dos Lábios

    Clássico do louvor congregacional do Brasil, Fruto dos Lábios é o melhor trabalho da Comunidade da Graça, sob a participação de Adhemar de Campos. Recheado de clássicos, como “Nosso General”, “Louvemos ao Senhor” e “Hosana”, o trabalho se destaca pela qualidade dos arranjos vocais e de instrumentos utilizados.

    1988, Comunidade da Graça


    19º: Alma Cansada – Jair e HozanaAlma Cansada - Jair e Hozana

    As duplas formadas por homem e mulher fizeram história na música sertaneja cristã, e a primeira de destaque foi Jair e Hozana. Jair, aliás, era ninguém menos que Jair Pires, que faria história como um dos mais notórios cantores e compositores da história da música pentecostal. Alma Cansada, um disco embalado por viola e acordeom, misturava canções autorais do músico com alguns poucos hinos da Harpa Cristã. Em meio a faixas de grande relevância na época, como “Canta meu Povo” e “Multiplicações de Pães”, se destacaria a faixa-título, que se tornaria um inegável clássico.

    1968, Celeste


    18º: Portas Abertas – Grupo LogosPortas Abertas - Grupo Logos - 1987

    Um dos últimos trabalhos do Logos nos anos 80, Portas Abertas tem todas as características das produções oitentistas, e foi totalmente aberto para os modismos da época, como os sintetizadores utilizados e o reverb da bateria. Mas as composições seguem fortes e sinceras, como se espera em relação a este grupo.

    1987, Logos


    17º: Novidade de Vida – Edson e TitaNovidade de Vida - Edson e Tita - 1982

    Com a participação de grandes nomes da música nacional, como Paulo Jobim, João Donato, Danilo Caymmi, Toninho Horta e muitos outros, Novidade de Vida é o disco de música popular brasileira mais brilhante da década de 80. Tratando de questões como a solidão, o vazio humano e o encontro com Cristo, o trabalho conta com arranjos refinados de qualidade muito acima da média que o meio evangélico apresentava, na época. O primor das músicas foi tão notável que, anos depois, Tita processou Tom Jobim, por um suposto plágio de uma de suas canções, o qual Tom foi absolvido.

    1982, Parejhara


    16º: Anseios – Altos LouvoresAnseios - Altos Louvores - 1986

    A grande fórmula do Altos Louvores foi, além de seguir os outros grupos musicais com temática de louvor da época, utilizar uma musicalidade mais simples e próxima ao pop em suas produções. Sob o comando de Edvaldo Novaes e colaboração de Pedro Braconnot nos pianos e teclados, o disco contém uma gama variada de composições, escritas por Sérgio Lopes, Léa Mendonça, e muitos outros.

    1986, Som e Louvores


    15º: Voz e Violão – João AlexandreVoz e Violão - João Alexandre - 1996

    Ninguém soa ou soará um dia como João Alexandre. Em boa forma, Voz e Violão é um dos registros mais brilhantes de nossa história, e compreende canções conduzidas de forma literalmente “solo” pelo cantor. O repertório, no geral, nem é lá tão novidade, mas a proficiência e intimidade que Alexandre possui com seu violão é ímpar, produzindo o maior disco do estilo no meio cristão.

    1996, VPC Produções


    14º: Dê Carinho – Cristina MelCristina Mel - Dê Carinho - 1997

    Cristina Mel foi a intérprete mais importante da música cristã nos anos 90, e Dê Carinho registra a intérprete em pleno voo, alcançando o seu ápice, dividindo seu repertório entre vários gêneros musicais. A obra trata do amor, em sua amplitude, versando, por exemplo, sobre amizades (“Ao Amigo Distante”) e o favor de Cristo (“Mestre”). Essencialmente pop, com produção musical de Cristina, e arranjos instrumentais de Karam e Natan Brito, foi também lançado numa edição em espanhol.

    1997, MK Music


    13º: 3 – Complexo JComplexo J - 3 - 1992

    Um literal ‘tapa na cara’ da sociedade, o terceiro trabalho do Complexo J é um dos discos mais fortes dos anos 90, em tempo de extenuantes crises econômicas e expansão do meio evangélico. Apresentando Cristo como solução revigorante, 3 é o ápice da capacidade criativa do grupo, com grandes canções, como “Abra Seus Olhos”, “Choro da Natureza” e, especialmente, “Sábado Quente”.

    1992, MK Music


    12º: Espelho nos Olhos – Banda AzulEspelho nos Olhos - Banda Azul - 1988

    Sendo o canto do cisne de Janires, é um dos trabalhos mais ricos, musicalmente falando, dos anos 80. Seu teor poético se entrelaça com o contexto histórico: é neste disco que o cantor faz uma retrospectiva de sua vida, nos dá referências de outras músicas que se tornaram relevantes em sua carreira, e constantemente trata da Eternidade. Trazendo, agradavelmente, variações de rock progressivo, pop rock, reggae e MPB, Espelho nos Olhos é um testemunho musical brilhante de uma vida humana voltada, até o seu último momento, para o céu.

    1988, Bompastor


    11º: Não Há Barreiras – Álvaro TitoÁlvaro Tito - Não Há Barreias - 1986

    Imagine uma das maiores gravadoras do planeta, a PolyGram (hoje Universal Music), abrindo suas portas para a música evangélica brasileira que estava fervilhando nos anos 80. Agora, imagine um talentoso cantor de apenas 21 anos que misturava MPB, jazz, soul e pop como recém contratado por ela para gravar seu terceiro disco. Artisticamente ambicioso, se propõe a não apenas interpretar, mas também atuar no projeto como diretor musical, arranjador, músico e compositor de metade das faixas. A despeito da resistência inicial da cúpula da gravadora em confiar tamanha responsabilidade a um artista tão jovem, o trabalho resultou em um dos melhores discos já produzidos na música evangélica nacional. O sucesso de público e crítica foi imediato e a faixa que o intitula, certamente, uma das mais importantes daquela década dourada.

    1986, PolyGram


    10º: Princípio – RebanhãoRebanhão - Princípio - 1990

    Era 1990 e o Rebanhão disse sim para o início do movimento gospel, intensificando o pop do disco anterior, cuja consistência seria o molde para as produções da época. Neste disco, o grupo apresenta baladas suaves e de excelência, como “Selo do Perdão”, mas questiona os poderosos e regimes totalitários nas elegantes “Muro de Pedra” e “Palácios”, um triunfo de Paulo Marotta e Pedro Braconnot. Como cereja do bolo, o grupo ainda utilizou-se do fatídico assassinato de Chico Mendes para questionar: “até quando viverei pra testemunhar e dizer sim, sim a Deus e a toda vida?”, dando o desiludido atestado de que mais uma década passara e os dilemas ainda eram os mesmos. Além do mais, foi o primeiro disco gospel, e o primeiro lançado em CD.

    1990, Gospel Records


    9º: Retratos de Vida – MiladRetratos de Vida - Milad - 1987

    Foi no álbum conceitual mais importante da música cristã em que a dupla João Alexandre e Toninho Zemuner explorou a vida noturna paulista e todo o caos urbano que existia – e persiste – na maior cidade do país. Tratando da elite cultural (“Plateia”), prostituição (“Esquinas Cruéis”), desigualdade em seus extremos (“Pobres Ricos” e “Meninos de Rua”) e isolamento social (“Solidão de Ilha”), o trabalho é cheio de riqueza musical, passeando pela MPB, bossa-jazz e até mesmo o post-punk, com muita tranquilidade. Além da clássica “Olhos no Espelho”, o disco contém despojadas e agradáveis faixas instrumentais, confirmando a coragem e relevância que contém para a história da música cristã nacional.

    1987, Água Viva


    8º: Janires e Amigos – JaniresJanires e Amigos

    O primeiro álbum ao vivo da música cristã nacional é o registro definitivo de toda uma cena que estava se consolidando nos anos 80: Janires reuniu amigos e fincou sua respeitada imagem. Apoiado pela Banda Fé, com participação de João Alexandre, Ed Wilson, Rebanhão e muitos outros músicos e personalidades midiáticas, como o ex-jogador Baltazar e o ex-piloto Alex Dias Ribeiro, o disco é intimista, e pouco religioso. Falando de sua vida, e refletindo acerca dos testemunhos e dificuldades diárias de seus amigos, o repertório surpreende pelas belas “Mamãe”, “Alex, o Baixinho Voador”, “Helena, Todo Pecado Será Perdoado”, além da icônica “Jesus Super Herói”. No geral, Janires e Amigos é um trabalho que revela o melhor de Janires: riqueza musical, simplicidade e sinceridade.

    1985, Doce Harmonia


    7º: Situações – Grupo LogosGrupo Logos - Situações - 1984

    Após o fim do Grupo Elo, o Grupo Logos surgiu sob o comando de Pr. Paulo Cezar. Situações é o seu clássico, registro que se mostra bastante superior ao trabalho antecessor, Caminhos. Aqui, a banda aposta em um som que segue as tendências do último trabalho do Elo, Nova Canção, trazendo influências populares para a sua música. Outro destaque, acerca de sua sonoridade, é a riqueza de sintetizadores que apresenta. Portanto, além de musicalmente dentro das tendências da época, o disco possui a consistência lírica que tornaria o Logos um dos melhores grupos musicais já existentes.

    1984, Logos


    6º: Luz do Mundo – RebanhãoRebanhão - Luz do Mundo - 1983

    O céu é a temática mais clara para definir Luz do Mundo. Neste álbum, o Rebanhão apresentava uma evolução técnica considerável, em relação ao primeiro trabalho. Gravado no melhor estúdio brasileiro da época, o Estúdio Transamérica, se destaca pela suave “Hoje Sou Feliz”, com influências da MPB, e sua letra, tão atual, sobre a situação do nosso país. Embora o disco descreva, de forma bem forte e incisiva, os problemas da sociedade, não é pessimista, mas indica Cristo como a solução. Janires, claramente, era alguém fixado na Eternidade, e não deixou de cantar sobre ela até o último momento de sua vida: “Ele faz muita falta, mas não aguentaria a forma com que a igreja caminha nos dias de hoje”, disse Carlinhos Felix ao Super Gospel.

    1983, Arca Musical Evangélica


    5º: Cem Ovelhas – Ozéias de PaulaCem Ovelhas - Ozéias de Paula - 1973

    O disco Cem Ovelhas, do cantor Ozéias de Paula é, provavelmente, o mais importante álbum lançado por um artista do movimento pentecostal. O que saiu deste trabalho influenciou as gerações que viriam. Todas as onze canções que compõem o disco se tornaram sucesso e algumas delas clássicas, como “Hoje sou Feliz” e “Oh foi por mim”, além da faixa-título que se tornou um hino o qual ultrapassa o limite do tempo. Outro grande sucesso, “É Assim que eu Te Amo”, embora se tratasse de uma declaração a Deus, passou a ser considerada como uma música romântica, o que abriria portas para as diversas canções e discos apaixonados que viriam nas décadas seguintes. Com grandes letras e uma pegada ousadamente moderna para a época, Ozéias entrou para a história como o maior nome masculino da história da música pentecostal nacional.

    1973, Estrela da Manhã


    4º: Celebraremos com Júbilo – Don e AsaphDon e Asaph Borba - Celebraremos com Júbilo - 1978

    Asaph Borba, juntamente a Adhemar de Campos, são os nomes mais conhecidos, e importantes, do meio congregacional. No entanto, na segunda metade dos anos 70, Asaph já estava no meio evangélico. E, com o músico Donald Stoll, formou a dupla Don e Asaph, produzindo Celebraremos com Júbilo. Gravado totalmente em território estrangeiro, em Bay City, Michigan, nos Estados Unidos, a obra possui uma consistência sonora e instrumental bastante superior, se considerarmos os lançamentos deste período. Por sua vez, este trabalho se destaca com várias canções, mostrando que, mesmo após mais de trinta anos após o seu lançamento, é um dos clássicos de nossa música.

    1978, Life Produções


    3º: Ouvi Dizer – Grupo EloOuvi Dizer - Grupo Elo - 1978

    O Grupo Elo é um dos mais importantes grupos musicais já surgidos na música cristã. Sob o destaque das figuras de Jayrinho (in memoriam) e Pr. Paulo Cezar, a sua obra alcançou outro nível com o disco Ouvi Dizer. Enquanto Nova Jerusalém, o trabalho de estreia, se destacava por trazer instrumentos até então pouco convencionais, como a bateria e a guitarra, o disco sucessor une isso a um bom repertório, que se tornou um clássico no meio evangélico.

    Com bases gravadas nos EUA e representando uma virada no som na banda, conta com uma produção musical de altíssimo nível e músicos competentes. Assim, somos introduzidos a faixas de grande riqueza poética, como a clássica “Céu, Lindo Céu”, além das regravações de “Calmo, Sereno, Tranquilo” e “Mais Perto Quero Estar”. A melhor música, por sua vez, é “Autor da Minha Fé”, uma das mais belas canções nacionais que temos, já regravada por Cristina Mel, Carlinhos Felix, Alex Gonzaga e Paulo César Baruk.

    1978, Elo


    2º: Mais Doce que o Mel – RebanhãoRebanhão - Mais Doce que o Mel - 1981

    “Quando comecei no Rebanhão não tinha ideia do que iria acontecer. Para mim, como novo convertido, era muito normal cantar músicas em uma linguagem textual e musical jovem e divertida, mas para muitos se tratava de algo inaceitável para os padrões religiosos da época”, afirmara Pedro Braconnot ao O Propagador. De 1981 pra cá, Mais Doce que o Mel apenas foi mais reconhecido e estimado: o primeiro registro de rock e tropicália que definitivamente alcançou o meio cristão, o disco foi, por muitos anos, um escândalo.

    Com sua sonoridade ousada e direta, o repertório se destaca especialmente pelas composições de Janires que, claramente, dialogava com a cultura do nosso país. O destaque vai para o pot-pourri, cujo som, durante oito minutos, prende o ouvinte, com riffs de baixo bem marcados e um arranjo de metais de classe. A primeira música deste medley, “Salas de Jantar”, claramente faz referência à “Panis et Circenses”, do antológico disco de estreia dos Mutantes. A riqueza de sons se expande ao “Baião” e sua crítica social, e a melhor música do disco, o choro “Casinha”. Carlinhos Felix e Pedro Braconnot também surgem com as agradáveis “Monte” e “Refúgio”, guiadas por uma sonoridade que passeia pelo pop rock e rock progressivo.

    Mais Doce que o Mel não foi muito bem recebido por conta de suas músicas questionadoras, livres e diretas, mas nada foi mais polêmica do que a capa, em que Janires esbanja simplicidade, com a camisa aberta. ‘Censurada’, a capa teve que ser refeita em outra edição. Além das críticas, boicotes e acusações de satanismo, o reboliço causado pela música do Rebanhão apenas expandiu a sua popularidade, tornando-os conhecidos por todo o país.

    1981, Doce Harmonia


    1º: De Vento em Popa – Vencedores por CristoDe Vento em Popa - Vencedores por Cristo - 1977

    Um dos discos mais aclamados até hoje em termos de letras, ritmos, vocais e instrumentais. A grande importância desse trabalho reside na proposta diferente que trazia, na linguagem inovadora e na influência que provocou em tantos artistas cristãos, que estavam sendo formados naquela época, e mesmo em épocas posteriores. Pela primeira vez, os Vencedores por Cristo lançavam um disco com canções totalmente autorais e cujas letras e sonoridade dialogavam, sem medo, com a cultura brasileira.

    “Eu o considero um marco porque Vencedores àquela altura era o grupo musical de maior penetração no meio cristão devido às equipes que viajavam por todo o país divulgando o trabalho musical da organização”, diria Jorge Camargo, em entrevista ao Arquivo Gospel. De Vento em Popa foi o único disco cristão a ser tema de uma tese de mestrado, defendida na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ainda, esta obra, devido a sua qualidade musical, transpassou as barreiras do meio cristão, servindo de influência para alguns músicos ‘seculares’, sendo citado, recentemente, por Ed Motta, como “um disco raro no gospel”.

    Aliando-se à música brasileira, na pretensão de nacionalizar as canções cristãs da época, era um contraponto a tantas versões que eram feitas (profético?). Reúne músicas de grandes compositores da música cristã: Aristeu Pires Junior, Artur Mendes, Ederly Chagas, Guilherme Kerr, Sérgio Pimenta e Nelson Bomilcar, que também participam nos vocais e instrumentais. Um disco em que brasilidade, poesia, qualidade e espiritualidade se harmonizam.

    1977, VPC Produções


    Eleitores: Alex Eduardo (músico), Danilo Andrade (editor-chefe, O Propagador), João Dias (historiador), Leiliane Lopes (jornalista), Philipe Daniel (músico), Rafael Ramos (jornalista e editor-chefe, Gospel no Divã), Roberto Azevedo (editor-chefe, Super Gospel), Rogério Oliver (pesquisador, Gospel no Divã), Ruben Mukama (músico), Salvador de Souza (historiador), Tayse Souza (editora, O Propagador), Tiago Abreu (editor colaborador, Super Gospel).

    Contribuintes: Alexandre Pereira, Charles Spencer, Cleber Nadalutti, Gesson Vasconcelos, Jhonata Fernandes, Philippe Santos, Renan Lima, Thiago Ferreira.

  • Fique Sabendo – Davi Sacer, Gislaine e Mylena, Stryper e muito mais

    Hoje é sexta e dia de mais um Fique Sabendo. Vamos lá!


    Meu Abrigo é o título do novo DVD de Davi Sacer

    O cantor Davi Sacer, em suas redes sociais, divulgou o nome do seu próximo projeto, a ser gravado ao vivo no Rio de Janeiro. O álbum se chamará Meu Abrigo e conterá muitas músicas inéditas.


    Gislaine e Mylena entram em estúdio

    A dupla Gislaine e Mylena, contratadas pela MK Music, estão colocando a voz em mais um registro de inéditas. A gravadora, que está lançando vídeos das sessões, ainda não deu previsão de lançamento.


    Confira “Yahweh”, single do Stryper

    A banda Stryper divulgou o single de seu álbum Fallen, que será lançado em outubro. A faixa recebeu avaliações positivas no geral pelos fãs, e cresceu a expectativa acerca deste novo projeto. Ouça:


    Jotta A tenta remediar polêmicas

    O cantor Jotta A, que lançou o seu último trabalho há quase dois anos, segue se apresentando em igrejas, e negando várias polêmicas ao seu respeito. Novamente afirmando que foi roubado, o músico diz que muitas coisas relacionadas a sua imagem tem sido boatos, e que suas redes sociais foram crackeadas. Uma página de humor evangélico, recentemente também, divulgou um vídeo privado do músico usando o aplicativo Dubsmash, dublando um personagem homossexual, com todos os trejeitos possíveis.


    Quarto Fechado lançará novo clipe

    A banda catarinense de rock alternativo Quarto Fechado, que lançará seu próximo disco em breve, lançará um novo clipe. O grupo tem anunciado que se tratará de uma nova faixa, a qual foi filmada em ar livre, conforme as imagens divulgadas. O álbum tem sido anunciado desde o ano passado, sob produção musical de Raphael Campos, ex-vocalista da Aeroilis.


    Carlinhos Felix, Asaph Borba, Lito Atalaia e Marcela Taís participam de Um Lugar para ser Feliz

    Já divulgamos que Marcela Taís fará a trilha sonora do filme Um Lugar para ser Feliz. O que não falamos, então, é que os cantores Carlinhos Felix e Lito Atalaia serão alguns dos atores a participarem da produção. Além deles, Asaph Borba fará uma participação especial. Confira o trailer:


    Até a próxima semana!

     

     

     

     

     

  • TOP 10 – músicas gospel sobre o meio ambiente

    A questão ambiental, a cada ano que passa é tema recorrente e forte em todo o lugar. Na música gospel não é diferente. Por conta disso, o portal O Propagador escolheu 10 músicas gospel que abordam o meio ambiente, a natureza e a destruição do planeta sob diferentes olhares e estilos musicais.

    Vamos lá?

    [tabs]

    [tab title=”10º”]

    Terra – Katsbarnea

    Escrita por Brother Simion em parceria com Estevam Hernandes, “Terra” é uma das canções mais conhecidas do Katsbarnea, lançada no disco Cristo ou Barrabás. O vocalista afirma que nossa morada é uma “forma celestial de vida”, e que seus olhos choram ao ver sua destruição. (1992)

    [/tab]

    [tab title=”9º”]

    Velhos, Vidas e Verdes – Carlinhos Felix

    Uma das primeiras canções da carreira solo de Carlinhos Felix, foi escrita pelo próprio cantor para o seu álbum Coisas da Vida. Com tema diretamente focado na natureza, questiona o sentimento de posse de muitos homens em destruir a natureza e vendê-la no mercado negro. Mas a canção não para por aí e também aborda o tráfico ilegal de pessoas. “Eles estão esquecendo que Deus está vendo / E está tudo escrito na vida de lá“. (1991)

    [/tab]

    [tab title=”8º”]

    Em Nome de Quem? – Resgate

    O Resgate nunca foi uma banda de abordar a causa ambiental, mas o quarteto assim o fez no álbum Este Lado para Cima. A canção, além de questionar as destruições da natureza, questiona a ambição do homem, ao ponto de achar-se como uma espécie de ‘deus’ para definir os rumos da humanidade. (2012)

    [/tab]

    [tab title=”7º”]

    Fim do Mundo – Damares

    A cantora Damares é conhecida por abordar, em algumas canções, o apocalipse. Sabe-se que, com um contexto de apocalipse, a natureza contida na Terra seria destruída agressivamente. Esta é a principal temática de “Fim do Mundo”, do álbum Diamante. (2010)

    [/tab]

    [tab title=”6º”]

    Terra – Ao Cubo

    O Ao Cubo é um dos maiores representantes do rap, tanto no segmento cristão quanto na cena nacional. Em parceria com o cantor Zeider, da banda de reggae Planta & Raiz, “Terra” foi gravada, com um refrão reflexivo: “será que é o fim de tudo isso? / vem cá, quem ‘tá’ no compromisso / de mudar o planeta pra ficar melhor / você já sabe o que fazer de cor“. (2009)

    https://www.youtube.com/watch?v=201nAmjmnGU

    [/tab]

    [tab title=”5º”]

    Choro da Natureza – Complexo J

    Do primeiro disco da banda pela MK Music, “Choro da Natureza” aborda, de forma simplista e poética, a destruição da flora, e principalmente da flora no mundo, relacionando com a criação do mundo, obra de Deus. (1992)

    [/tab]

    [tab title=”4º”]

    Princípio – Rebanhão

    Escrita pelo compositor Lucas Ribeiro, a canção foi lançada um tempo após a morte do ativista Chico Mendes, que foi assassinado brutalmente. Seu falecimento foi notícia de repercussão internacional. O Rebanhão a gravou, questionando “até quando vou viver / pra testemunhar / e dizer sim / pra Deus e toda a vida?“. (1990)

    [/tab]

    [tab title=”3º”]

    Tributo ao Meio Ambiente – Coral Gospel de Curitiba

    Natural de Curitiba, o Coral Gospel de Curitiba tem um trajetória longeva, com vocais de várias denominações cristãs. O álbum Perto Estás, Senhor contém “Tributo ao Meio Ambiente”, terceira posição da nossa lista. (2008)

    [/tab]

    [tab title=”2º”]

    SOS Terra – Brother Simion

    Em Asas, Brother Simion aborda, em suas canções, muitas questões relativas ao meio ambiente. Mas “SOS Terra” é a principal delas. Nesta música, o cantor afirma que “de inferno e miséria já estarmos fartos / nosso planeta clama liberdade / matar esta sede, se libertar“. Com influências do folk rock, é bastante agradável de ouvir. (1998)

    [/tab]

    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Tempo de ser Feliz – Jamily

    O primeiro lugar vai para a cantora Jamily, com “Tempo de ser Feliz”, parte do seu primeiro trabalho, Tempo de Vencer. A canção também foi regravada por Cristina Mel, e aborda diretamente a questão ambiental. Além do mais, foi um grande sucesso. (2002)

    [/tab]

    [/tabs]

    E aí, o que acharam da lista? Que mais músicas sobre o meio ambiente vocês conhecem?

  • Entrevista: Carlinhos Felix

    Carlinhos Felix, intérprete conceituado da música cristã nacional é o entrevistado de hoje no O Propagador. Iniciou sua carreira no final da década de 70, sendo integrante de duas bandas. A primeira, a Sinal Verde, que mais tarde lhe garantiu entrada no Rebanhão, onde permaneceu até 1991, atuando como guitarrista, violonista, compositor e vocalista. Do Rebanhão, em carreira solo até os dias de hoje, Carlinhos escreveu e gravou canções que hoje são clássicos, lançando álbuns por grandes gravadoras. Confira nossa conversa com o músico, que falou sobre carreira, influências musicais e a volta do Rebanhão.

    O PROPAGADOR – Em 2012, você estreou no cast da Sony Music e em seguida lançou “Lindo Senhor”. Agora, em 2014, você lança o single “Não posso me calar”. Fale um pouco sobre essa canção e o que ela representa para o momento atual de seu ministério.
    Ela é muito forte e eu acredito no que ela diz. É uma mensagem pra esses dias que estamos vivendo. Estou decidido a fazer com que minha música seja mais que uma simples canção, alguma coisa que venha trazer um impacto nas pessoas e em especial, nesta canção um impacto na Igreja de hoje. E aqui pra nós, ela tem uma melodia maravilhosa e um refrão forte.


    O PROPAGADOR – No álbum “Lindo Senhor”, você regravou Fruto Sagrado, Trazendo a Arca e uma composição de Janires gravada pela Banda Azul. Por que as escolheu para gravar?
    OK. Você está ligado! “Amor de Deus” gravei com o Fruto Sagrado em 1999, 2 dias antes de ir morar nos EUA. Me apaixonei por esta música. Aprendi a cantar dentro do estúdio de gravação, foi amor a primeira vista, por isso decidir por no repertório. “Marca da Promessa”, eu gostei tanto dela que fiz um arranjo alterando os acordes e com uma andamento um pouco mais pra frente. Cantei tanto que pedi permissão aos compositores para gravar e ter o registro dela com minha interpretação. É também uma letra que eu acredito, por isso coloquei no repertório. “Baião Eletrônico” é um clássico, se vocês observarem, fiz um arranjo caprichado, para uma música de alto nível.


    O PROPAGADOR – Considerando que sua carreira começou como baixista da banda Sinal Verde em meados de 1979, você completa 35 anos de carreira, um tempo muito considerável para um artista cristão. De lá pra cá, qual foi (e talvez ainda seja) seu maior desafio como cantor/músico?
    Você pegou pesado, sabe tudo! Meu desafio é manter minhas origens musicais, não me contaminar e guardar o meu coração de aborrecimentos, promessas não cumpridas e por ai vai… são muitas emoções. O mais DEUS tem me ajudado a vencer.


    O PROPAGADOR – Na época em que você começou, existiam poucos ou praticamente nenhum guitarrista cristão. Quais foram suas referências no instrumento naquela época?
    De guitarristas, George Benson, Steve Lukather, Paulinho Guitarra e Toney Fontes.


    O PROPAGADOR – Depois de vários anos morando na cidade de Vila Velha, você retorna ao Rio de Janeiro. Qual o motivo para esta mudança?
    Estar de volta à minha querida cidade e dos acontecimentos musicais, pelos meus filhos, e estar também num lugar mais central para me locomover. Meu volume de viagens é muito grande, o Rio me dá mais mobilidade.


    O PROPAGADOR – Seu último DVD lançado foi “Na Tua Sombra”, gravado no Olympia e lançado em 2005. Você pretende gravar algum DVD nos próximos anos?
    Sim. Já precisava gravar outro, mas ainda não foi possível. Sei que num futuro bem próximo estarei gravando.


    O PROPAGADOR – Em carreira solo, além de composições autorais, você gravou canções de vários compositores, com destaque a Jorge Guedes, Joran, Adson Sodré, além de Lucas Ribeiro e seu irmão Luciano Dewey, que tocaram contigo na Sinal Verde. Qual é o significado dessas parcerias pra você?
    São na maioria inesquecíveis amigos e que somaram e somam muito em minha vida. E o mais importante é que sei qual a fonte de inspiração.


    O PROPAGADOR – Com o Rebanhão, e fora do Rebanhão, você realizou feitos até então pouco comuns, como gravar com músicos fora do nicho cristão (como nos álbuns Pé na Estrada e Coisas da Vida). Você acredita que os músicos cristãos podem aprender algo com os do secular? Existe limite para essa interação gospel + secular?

    Isto é muito relativo, depende do nível de amizade. Os que gravei, todos foram meus amigos de dentro de casa, eles se sentiam bem comigo e minha música os confortavam. Eu orava com eles e pregava a palavra pra eles e eles ouviam, alguns aceitaram a JESUS. Os que não aceitaram ouviram e tem uma semente no coração. Todos são meus amigos e ainda nos encontramos.


    O PROPAGADOR – Em entrevista ao Super Gospel, no ano de 2003, você afirmou ter se assustado com muitos trabalhos, afirmando que estávamos atravessando um momento de pouca identidade. Após mais de dez anos, qual é a sua opinião sobre a música gospel hoje?
    Infelizmente continua ainda a mesma coisa. Muita influência de fora em tudo, nos arranjos, nos timbres, a nossa música perdeu muito, tem muita gente cantando igual, fazendo tudo igual, tem horas quem confundimos, como: quem é quem? A galera ficou preguiçosa pra escrever, pra fazerem melodias e de investirem em suas qualidades e talentos.


    O PROPAGADOR – Em janeiro de 2013, no seu aniversário, você cantou ao lado do tecladista Pedro Braconnot e do guitarrista Pablo Chies. Em 1995, você convidou o baixista Paulo Marotta pra cantar “Muro de Pedra” no disco “Nada a Perder”. Como é a relação entre você, Braconnot e Marotta, após tantos anos juntos?
    Somos eternos amigos. O mais legal foi esses dias ver meus filhos com os filhos do Pedro cantando e tocando violão lá em casa. Foi emocionante! O Paulinho está um pouco mais distante, no Pará. Mas também é uma festa quando nos encontramos. Eles são incríveis.


    O PROPAGADOR – A importância do Rebanhão foi ímpar na modernização da música cristã nacional. Após tantos anos e possibilidades de volta, vocês gravarão um DVD de 35 anos. Como se deu essa decisão entre vocês? Há novidades que público pode esperar dessa volta e que podem ser adiantados?
    Temos conversado muito sobre isso, de gravar um DVD de 35 anos, estamos ouvindo gravadoras, ouvido o pessoal que tem visitado o Facebook dando opiniões de lugares para gravarmos e repertórios. Estamos muito motivados. Se der certo vai ser legal. Tem agências de viagens querendo saber onde será, para fazer excursão, até para cruzeiro no ano que quem recebemos convite. Estamos orando e atentos aos sinais de DEUS para este projeto.


    O PROPAGADOR – Nesses 35 anos de carreira você viu o cenário gospel mudar diversas vezes. Considerando seu início, o que mais mudou? Você acha que evoluímos, regredimos ou ambos?
    Evoluímos é claro! “Mas uma coisa ainda falta”, isso te lembra algo? “Um bate papo” (Lucas 18:18)


    O PROPAGADOR – Você é parte viva da história da música cristã nacional. Você interpretou e compôs canções que são verdadeiros clássicos. Como é olhar pra trás e ver sua trajetória? O que mais te orgulha na história que você construiu?
    Não sou pretensioso a ponto de chegar a me orgulhar! Mas, fico feliz em saber que dei minha contribuição.


    O PROPAGADOR – No dia 14 de dezembro deste ano completam 30 anos da gravação de “Janires e Amigos”, que além de ser o primeiro álbum cristão gravado ao vivo é o último trabalho de Janires com o Rebanhão. Quais lembranças você tem desta gravação? Houve alguma grande dificuldade a enfrentar? Como foi para você a saída de Janires do grupo, visto que ele era o “mentor” do Rebanhão?
    Esta gravação foi muito legal e corajosa. Não esqueço: tudo engatilhado, mas deu certo, era tudo em cima de milagres. Ele saiu do Rebanhão para realizar um sonho. Foi para BH e ficar perto do pessoal da MPC. Sentimos muito, mas ele nos deixou preparados, para continuar o que ele começou. Aprendi muita coisa com ele, levei bem até onde pude, depois fui também atrás do meu sonho, onde estou até hoje, muito feliz com minha herança que é minha esposa, Pra. Adriana e nossos filhos, Rafael, Lucas e Davi Felix. Uma escola de louvor e adoração chamada Rios de Adoração com muitos alunos formados. E com uma alegria muito grande no coração toda vez que subo num púlpito para cantar ou pregar ou num palco pra fazer um show. “Não Posso Me Calar” porque é “Lindo Senhor”


    CONTATOS:
    Twitter: @carlinhosfelix1

    Contato: agendacarlinhosfelix@yahoo.com.br

    Site: www.carlinhosfelix.com.br

  • TOP10 – covers gospel e regravações

    Mais legal do que ouvir um bom sucesso é achar uma versão melhorada de tal música. Assim como é comum no meio secular, temos várias canções da categoria no âmbito cristão. Existem artistas que cedem composições para outros músicos, e logo depois gravam a mesma faixa em sua carreira. Outros prestam tributo a nomes que fortemente contribuíram na construção da modernização na qual a música cristã vivenciou. Aqui, trazemos dez ótimos covers gospel de canções que foram sucesso no meio evangélico.

    [tabs]

    [tab title=”10º”]

    “Aguenta Firme” – Voices (Ludmila Ferber)

    Ludmila Ferber, em sua carreira sempre gostou de produzir canções sobre superação em meio a dificuldades. A frase “Não desista!” tornou-se um bordão da cantora, e “Aguenta Firme” é uma dessas canções. Registrada no álbum Coragem, quinto título da série Adoração Profética, foi regravada pelo grupo Voices em seu álbum de despedida, Voices para Sempre. Hoje, a canção é bem mais conhecida na voz do supergrupo, até ganhando premiação no Troféu Promessas com seu clipe. (2012)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=E5BHGojGp7c]

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=hkCPMhstUrE]

    [/tab]

    [tab title=”9º”]

    “Jerusalém e Eu” – David Cerqueira (Denise Cerqueira)

    Mais do que um filho de uma cantora famosa, David Cerqueira conquistou seu espaço no meio cristão por méritos próprios, sendo compositor, ex-vocalista do Toque no Altar, designer conceituado e uma carreira solo que abrange quatro álbuns. Cristina Mel também a gravou, mas o melhor registro de “Jerusalém e Eu” é de David, que deu destaque a leveza da canção e a interpretou muito bem. (2012)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=80Dlw9Tm0Dw]

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=cBiWIJpA3aA]

    [/tab]

    [tab title=”8º”]

    “Promessa” – Anderson Freire (Marco Aurélio)

    Anderson Freire possui uma enorme lista de canções gravadas por uma série de artistas. Mas “Promessa”, também conhecida como “Vou Voar”, foi gravada e escrita anteriormente por Marco Aurélio em seu álbum Reflexão, e Freire trouxe para a sua carreira. Enquanto a versão de Marco, apesar de modesta conter elaborada interpretação, Freire aposta mais nos arranjos e na participação de Wilian Nascimento nos vocais. (2014)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=LubC1Dd2l-c]

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=QIXimNHYUDE]

    [/tab]

    [tab title=”7º”]

    “Primeira Essência” – Aline Barros (Anderson Freire)

    “Primeira Essência” foi gravada, inicialmente no álbum Identidade, de Anderson Freire. No mesmo ano, Aline a lançou em Extraordinário Amor de Deus, sendo uma das canções de maior sucesso do projeto. A leveza de sua interpretação e o feeling do arranjo, com execução instrumental colaborada pelos integrantes do Roupa Nova garantiu, sem dúvida o êxito da versão. (2010)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=qgJrAuedOBg]

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=OUSVz6Yoqys]

    [/tab]

    [tab title=”6º”]

    Autor da Minha Fé – Cristina Mel (Logos)

    O Grupo Logos é, sem dúvida um dos maiores influenciadores da música cristã nos anos 80. As composições do Pr. Paulo César são até hoje lembradas e cantadas por várias igrejas. “Autor da Minha Fé” é um de seus principais hits, e também foi regravada por Carlinhos Felix e Paulo César Baruk.

    Já Cristina Mel surgiu no início do movimento gospel, e sem dúvida é a cantora cristã com a melhor voz e desempenho vocal. Em seu álbum Eternamente faz uma versão impressionante de “Autor da Minha Fé”, com arranjos de cordas e metais. Sem a menor dúvida, a versão uniu o bom com o agradável. (2002)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=XyWZIOd-4_s]

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=UHqhGXZnirU]

    [/tab]

    [tab title=”5º”]

    “Palácios” – Fernanda Brum (Rebanhão)

    “Palácios” foi o último grande sucesso do Rebanhão e ficou por muitos anos no set list de shows da banda. Foi sua época de grande auge, com o lançamento do álbum Princípio, que influenciou toda uma geração, embora Pedro Braconnot tenha declarado que a escreveu a canção anos antes e teve receio de gravar. A composição volta com o lado crítico que o Rebanhão apresentava lá no início de sua história com Janires, mas desta vez com o tecladista e compositor Braconnot à frente. Carlinhos Felix, o ex-guitarrista da banda a regravou em 1996.

    A amizade entre Pedro Braconnot e Emerson Pinheiro, marido de Fernanda Brum é antiga, e em homenagem ao Rebanhão e seu compositor, a cantora, com seu marido apresentaram uma nova roupagem de “Palácios” no álbum Glória in Rio. Sem dúvida, Pedro, que estava no show se orgulhou da regravação. (2011)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=hsS-57SWp1Q]

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=U_Q6zv1D1SY]

    [/tab]

    [tab title=”4º”]

    “Aos Pés da Cruz” – Oficina G3 (Kleber Lucas)

    Admiradores declarados do cantor, a banda apresentava uma versão de “Aos Pés da Cruz” há uns anos, mas a banda decidiu registrá-la no álbum Histórias e Bicicletas. O grande hit de Kleber Lucas, sem dúvida recebeu uma roupagem extremamente diferente e trabalhada, já que o registro original contava com a presença de um sax e efeitos de sintetizadores.

    Por outro lado, a versão da Oficina G3 apostou em transformá-la em uma balada de metal, destacando-se, como sempre na execução instrumental do guitarrista e líder do grupo, Juninho Afram. Graças a esta regravação, “Aos Pés da Cruz” voltou a ser tocada em igrejas no geral. (2013)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=GW3gAF1KPB4]

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=oCDy1AD_lj8]

    [/tab]

    [tab title=”3º”]

    “Apocalipse Now” – Resgate (Katsbarnea)

    Escrita pelo cantor Brother Simion com Estevam Hernandes e lançado no álbum Cristo ou Barrabás do Katsbarnea, “Apocalipse Now” é um dos clássicos da banda, e também uma das melhores canções sobre arrebatamento já apresentadas no meio cristão. Sendo Simion pai da segunda geração do rock cristão surgido no movimento gospel, a canção tem toda aquela atmosfera experimental que marca sua carreira.

    Quase 15 anos depois, o Resgate a regrava com novos arranjos no álbum Até eu Envelhecer. A banda, durante muito tempo dividiu espaço com o Kats, e a escolha não poderia ser melhor. O tecladista Dudu Borges utilizou-se de execuções dramáticas, e os guitarristas Zé Bruno e Hamilton fazem dois ótimos solos de guitarra. Para completar, um arranjo de cordas para embelezar um dos melhores covers gospel desta lista. (2006)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=hji38Bbblf0]

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=j9QxQ1CXh1U]

    [/tab]

    [tab title=”2º”]

    “Marca da Promessa” – Carlinhos Felix (Trazendo a Arca)

    Carlinhos Felix, além de várias vezes homenageado é um exímio prestador de tributos. Somente em seu último álbum Lindo Senhor, foram três: um ao Fruto Sagrado, outro à Banda Azul, último projeto de Janires em vida e por fim uma versão alternativa do sucesso “Marca da Promessa”, do Trazendo a Arca. A própria banda fluminense possui duas versões da canção. Uma, mais lenta na voz de Davi Sacer e a agitada, com Luiz Arcanjo.

    Carlinhos Felix deu tons de tropicália na canção, e uma introdução com um arranjo vocal. De início, nem dá pistas que qual canção se trata, mas quando revelada, o público vai a delírio. Excelente versão. (2012)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=Bsjfl4YiUec]

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=Fh_PERr5B8A]

    [/tab]

    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    “Sobre as Águas” – Trazendo a Arca (Soraya Moraes)

    A canção é de autoria de Luiz Arcanjo, Davi Sacer e Ronald Fonseca, mas os artistas cederam a composição para Soraya Moraes gravar em seu projeto Promessa. Na mesma época, a banda deu “Caminho de Milagres” para Aline Barros (que participou na composição) e também “Na Corte do Egito” e “Aos Teus Pés” para Fernanda Brum. Mas, de todas, a versão mais bem trabalhada pelo grupo foi “Sobre as Águas”.

    A versão do Trazendo a Arca é tão superior a original que muitos a desconhecem como versão, e hoje é um dos maiores clássicos na voz do grupo. Ronald Fonseca, autor do arranjo investiu nos violões e cordas. Davi e Verônica Sacer cantam juntos. (2007)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=Irydhgn_UuU]

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=xQroqkU5SSM]

    [/tab]

    [/tabs]

    Este foi nosso TOP10 de covers gospel. Lembra-se de mais algum que não esteve na lista? Comente!

  • Rocklogia – Sinal Verde

    Já tratamos a respeito desta banda no antigo Gospel Músikas (leia o Trazendo a memória), mas é sempre importante abordar alguns outros pontos. Como dito no segundo post desta série (leia As igrejas da década de 70), a Igreja Presbiteriana de Copacabana realizou uma atividade diretamente importante na música cristã nacional, principalmente no rock.

    A juventude desta igreja, mais tarde influenciada pelo culto Jovem, que já acontecia há anos decidiu montar uma banda, chamada Sinal Verde. O projeto, iniciado em 1979 era um tanto quanto complexo. Com vários instrumentistas e vocais, o grupo tinha um repertório definido, na autoria de Lucas Ribeiro, guitarrista da banda, Luciano Dewey, tecladista e irmão de Lucas e Carlinhos Felix, um dos baixistas. Entretanto, o recurso financeiro necessário para uma gravação não era muito, além de que, com o passar do tempo se tornaria difícil aliar família e trabalho com as atividades musicais, ainda mais para tantos membros.

    Foi no mesmo ano em que Janires chega à igreja em que a banda estava tendo seu início. O genial pai da música cristã tinha fortes intenções de fundar o Rebanhão com o apoio da igreja, porém ainda não tinha encontrado membros, e certamente não queria tirar ninguém do grupo já existente. Enquanto isso participava no louvor juntamente com a Sinal Verde.

    O restante da história já é conhecido: a gravação do compacto, a saída do Carlinhos para permanecer no Rebanhão (ele era integrante de ambos os grupos) e a desestruturação da Sinal Verde, levando ao seu fim em 1983.

    Tal compacto, lançado em 1981, foi um dos primeiros registros de rock cristão nacional (juntamente com as músicas da Comunidade S8), embora as duas músicas apresentadas na obra tenham forte influência da Tropicália. “Pra Você”, a carro chefe possui uma letra direta ao ouvinte, versando sobre solidão e frustração na vida moderna. Nos vocais de Lulu Milazzo, a sonoridade lembra bastante o estilo do Vencedores por Cristo. Moog no instrumental, e várias características de uma balada progressiva. “Assim diz o Senhor”, assim como a anterior de autoria de Lucas Ribeiro possui uma pegada mais acelerada, mas também com o uso de vários vocais, característica marcante do conjunto.

    Pena que o trabalho da Sinal Verde, com forte potencial não foi a frente. O compacto é pouco conhecido, porém ao menos é encontrado disponível na internet para audição e download, para a alegria dos mais saudosistas.

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=5xdsxuOFxsI]

  • Rebanhão se reunirá para gravação de DVD

    A banda Rebanhão, uma das primeiras bandas cristãs de rock e pop do Brasil pode se reunir para uma gravação especial, em cidade a ser escolhida através de uma enquete para o público.

    Pedro Braconnot, tecladista, vocalista, co-fundador e líder do grupo divulgou a enquete em sua página no Facebook, e Carlinhos Felix deu apoio no Twitter, afirmando que participará da gravação. Carlinhos foi guitarrista e vocalista durante muito tempo na banda, até decidir seguir carreira solo.

    Impulsionando o projeto, Pedro divulgou o novo Twitter oficial da banda, e convidando a todos os fãs para curtirem a página e participarem da votação. Até o presente momento, a capital do Rio de Janeiro e a cidade de Brasília são as mais cotadas para receberem o show do grupo carioca.

    Os demais integrantes da formação clássica, Paulo Marotta (baixo) e Fernando Augusto (bateria) também participarão. Paulo Marotta, um dos primeiros integrantes do grupo atualmente mora no interior do Pará, onde trabalha como engenheiro na Vale.

    Neste ano, Carlinhos Felix lançou o single inédito “Não Posso me Calar” pela Sony Music, e Pedro Braconnot três canções inéditas. O Rebanhão encerrou as atividades em 2000, com vinte anos de carreira ininterrupta.

  • Fique Sabendo: Daniel e Samuel, Resgate, Fernanda Brum e muito mais

    Single do novo CD de Daniel e Samuel pela Som Livre:

    A dupla Daniel e Samuel récem-contratada pela Som Livre realizou um
    pocket-show na sede da gravadora onde apresentou as principais canções
    do CD “Paixão pela Presença” que será lançado em fevereiro. Confira em primeira mão a canção título:

    Clique aqui e assista!

    Fernanda Brum escolhendo repertório para novo CD:
    Em seu Instagram, a cantora postou uma foto com a legenda:”Mergulhada no meu no cd que será Ao Vivo!
    Escolhendo canções do amigo @ Andersonrfreire (…).
    image

    Ainda não existem maiores informações sobre o projeto. Lembramos que antes desse, Fernanda ainda vai lançar
    o DVD “Liberta-me” que segue em fase de finalização.

    Beatriz recebe disco de ouro:
    “O Dono do Poder”, novo CD da cantora Beatriz pela MK Music ultrapassou  marca de 50 mil cópias vendidas, sendo certificado como Disco de Ouro pela APDB.
    A homenagem de entrega foi realizada na Igreja Evangélica Nova Assembleia de Deus em Agostinho Porto, na baixada fluminense (RJ) com direito a momento romântico. Na ocasião, Beatriz foi pedida em
    casamento pelo Pastor Henrique Nogueira e disse “SIM!”

    Novidades na Sony Music Gospel…

    Zé Bruno anuncia novo CD da Banda Resgate: Para a alegria de seus admiradores, os músicos da Banda Resgate já estão nos estúdios 905
    preparando novo disco.  “Amanhã começa o nosso ano. Composições e ensaios para o novo CD.” escreveu Zé Bruno. Maurício Soares, diretor da Sony Music Gospel, também divulgou a novidade em seu perfil do Twitter.

    Carlinhos Félix apresenta projetos para 2014:  Em visita ao diretor da Sony Music Gospel, Carlinhos Félix apresentou novo single e expôs idéias interessantes para projetos de sua carreira neste ano.
    Carlinhos também postou recentemente um vídeo no YouTube sobre a Escola de Ministérios Rios de Adoração,  um curso dinâmico desenvolvido em módulos, que visa formar integralmente
    ministros de louvor, músicos, e todos aqueles envolvidos no serviço da obra de Deus.

    Senhor do Tempo em Play Back vem aí:
    “Senhor do Tempo”, novo CD de Eliane Silva lançado pela Sony Music Gospel com produção musical de Melk Carvalhêdo e Paulo César Baruk, ganhará versão em Play Back. Eliane postou a notícia em suas redes sociais animando os cantores e admiradores de seu ministério que usam os recursos do play back nas apresentações.

    Clipe romântico de André & Felipe: “Sonho” é o mais novo clipe da dupla André e Felipe com participação especial de Ingridy, esposa de Felipe. A música  é faixa integrante do CD Paz e Amor. “Sonho” foi
    gravada originalmente pela banda Khorus. Clique aqui para assistir!

    Por falar em Khorus…

    “O que a fé pode fazer” – Confira o projeto gráfico do novo CD da Banda Khorus:
         
    image

     

    A agência Quartel Design postou em seu site o projeto gráfico do novo CD da Banda. O disco trará 15 canções produzidas por Jimmy Oliveira e Toninho Rondow. Será lançado pela UniRecords com distribuição da Sony Music.
    Criada em 2001, a banda já emplacou vários sucessos e conquistou grande parte dis jovens evangélicos que lotam seus shows. Atualmente é formada por  Pr. Toninho Rondow, Tiago Leal, Heryckson, Cristiano Martins e Eliah Oliver.

    Confira mais capas de CDs:

    “Santificação” – Elaine Martins apresentou a capa de seu novo CD:

    image

     

    Central Gospel revelou a capa de “Há um Deus no céu”, novo CD de Raquel Mello:
    image

    Rápidas:

    *A  Aliança informou que o DVD  “Eloisa Rosa – Ao Vivo” já está em fase de mixagem. Com participação especial de David Quinlan, o lançamento está previsto ainda para o 1º
    semestre de 2014, pela Musile Records, novo selo da Aliança Produção e Distribuição.

    * Na Musile Records, Vanilda Bordieri confirmou gravação de um novo CD com 15 canções  produzido por Ronny Barboza.

    *Leandro Borges, André Buenno, Cláudio Louvor, Moisés Cleyton, Rogério Júnior e Nikolas Ribeiro terão suas composições gravadas no novo CD de Vanilda Bordieri.

    * Como é costume na Central Gospel, Raquel Mello já começou a gravar os clipes para o CD “Há um Deus no céu”. “Vou te adorar” foi a
    primeira musica escolhida para as gravações dirigidas por Vlad Aguiar.
    A previsão de lançamento do álbum é para março.

    *As duplas Rayssa & Ravel e Gislaine & Mylena tiveram novas  músicas de trabalho divulgadas pela MK Music. Os novos singles são “O Grande”
    de Rayssa & Ravel e “Dependente” de Gislaine e Mylena, ambos com vídeo-letra no canal da MK no You Tube.

    Números:

    5 milhões: é a quantidade de CDs com projetos gráficos produzidos pela agência Quartel Design.

    200 mil:  é o número de visualizações que o   clipe “Cresça” de Leandro Borges e Vanilda Bordieri está prestes à alcançar no You Tube em apenas 4 meses.

    15 mil: é o número cópias vendidas do CD do “Não Negarei Minha Fé” de
    Thiago Alves lançado em 2013 com selo independente.

    Promoção do Gospel músikas com 5 CDs de música pentecostal:

    image

    Clique aqui para participar!

    Importante ==>
    image

     

    Termino esta edição de hoje  deixando um alerta a todos os usuários das redes sociais.

    Está se tornando comum o compartilhamento de imagens com declarações e números polêmicos sobre artistas evangélicos.
    Uma recente, com conteúdo mentiroso, envolveu o nome de Aline Barros, Fernanda Brum e Ana Paula Valadão. O altor Walcyr Carrasco da Rede
    Globo veio a público desmentir o boato de que elas participariam de uma cena onde se celebraria um casamento gay na novela Amor à Vida.

    Agora, volta à circular uma nova imagem, sem qualquer tipo de compromisso com a verdade, com o preço do cachê que alguns cantores cobrariam por apresentação. Esses mesmos valores já viraram polêmica em 2013, onde alguns cantores revelaram que o valor escrito nas imagens são falsos.

    Muito cuidado, Você pode estar compartilhando algo
    que não seja verdadeiro! É sempre importante verificar as fontes das notícias.

    Deus abençoe. Domingo tem mais!