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  • Os 100 maiores álbuns nacionais da música cristã

    A equipe do O Propagador apresenta a lista dos maiores álbuns nacionais da música cristã. O material foi compilado em parceria com os sites Super Gospel, Arquivo Gospel, Casa Gospel, Gospel no Divã, Gospel Prime, Ruben Mukama e Virtual Gospel, entre uma série de músicos, historiadores, jornalistas e audiófilos. Cada um lançou suas indicações, as quais foram discutidas exaustivamente. O repertório consiste em discos que foram lançados desde a década de 60 à década de 2010. Aqui, no O Propagador, você vê a lista na íntegra e com os comentários previamente escritos.


    100º: Fogo e Glória Curitiba – David QuinlanFogo e Glória Curitiba - David Quinlan - 2000

    Disco que representa o movimento worship ocorrido em Contagem, o simplório violão de David Quinlan se tornaria um padrão intensamente – e irritantemente – copiado. Deste movimento, há de se destacar, como influenciados, Santa Geração e o cantor Fernandinho. Heloisa Rosa e Nívea Soares colocam seus vocais, imprimindo uma parceria que duraria por outros discos.

    2000, Aliança


    99º: Pra Louvar – Raiz CoralRaiz Coral - Pra Louvar - 2004

    Quando o Raiz Coral lançou seu primeiro trabalho, não havia nenhum material semelhante em toda a história cristã. Claramente avassalador, quando o assunto é corais, o disco Pra Louvar rapidamente se popularizou e invadiu as igrejas com canções como “A Coroa” e “Jesus meu Guia É”.

    2004, Independente


    Thalles - Na Sala do Pai - 200998º: Na Sala do Pai – Thalles

    Indiscutivelmente um dos trabalhos mais importantes da última década, a estreia de Thalles é uma mistura de blues, pop rock, black music e soul, distribuída em linhas de baixo grooveadas, com letras diretas e confessionais.

    2009, Graça Music


    97º: Além do que os Olhos Podem Ver – Oficina G3Além do que os Olhos Podem Ver - Oficina G3 - 2005

    “Não ache que eu estou derrotado, você está errado”, canta Juninho Afram em “Mais Alto”, após latidos de cães. Neste disco, a Oficina G3, como um trio, exorcizava todas as especulações de que era seu fim sem PG. Embalados por um metal progressivo de mix pop, o disco solidifica o respeito que o grupo tinha recebido com Indiferença, seu registro mais soberbo.

    2005, MK Music


    96º: Antes do Sol Nascer – Nádia SantolliNádia Santolli - Antes do Sol Nascer - 2005

    Cercada de colaboradores experientes, como Genésio de Souza e Val Martins, produzida por Kleber Lucas e no embalo de sua participação em uma canção do Koinonya, assim foi a estreia de Nádia na MK. Num tempo em que “todo mundo” estava gravando disco ao vivo congregacional, Santolli conseguiu se destacar, graças a sua personalidade, impressa em sua voz grave e potente. No entanto, o grande mérito desse disco é que tudo soa bem.

    2005, MK Music


    95º: Ainda não É o Último – ResgateResgate - Ainda não é o último - 2010

    Após anos de silêncio do rock cristão no mainstream, os membros do Resgate se juntaram e ensinaram, mais uma vez, como é que se faz. Com a pop-produção de Dudu Borges, o disco consegue jogar guitarras e hammonds em equilíbrio em meio a letras humorísticas de Zé Bruno, como “Jack, Joe and Nancy in the Mall” e sua veia à lá Traditional Jazz Band e a grande balada “Vou me Lembrar”.

    2010, Sony Music Brasil


    94º: Daniela Araújo – Daniela AraújoDaniela Araújo - Daniela Araújo - 2011

    Quando Fernanda Brum e Emerson Pinheiro criaram uma fórmula de pop nos anos 90, a única grande novidade dentro do gênero, com o passar dos anos, seria Daniela Araújo. Com seu álbum autointitulado, a artista trouxe ao seu favor o piano e arranjos da Orquestra Filarmônica de Praga, envoltos numa produção musical over-the-top.

    2011, Sony Music Brasil


    93º: Na Casa de Deus – EyshilaNa Casa de Deus - Eyshila - 2003

    A carreira de Eyshila, oriunda dos Altos Louvores, pode ser resumida pré e pós este projeto, cuja produção foi dividida entre Rogério Vieira, Woody e Wagner Carvalho. Gravando sete músicas com participação ao vivo da sua igreja, a cantora que antes era conhecida pelas suas baladas, a partir desse disco se tornou figura garantida no chamado louvor congregacional, consagrando-se como compositora, especialmente por “Posso Clamar”.

    2003, MK Music


    Para o Mundo Ouvir - Rose Nascimento - 200492º: Para o Mundo Ouvir – Rose Nascimento

    Utilizando-se de arranjos e fundindo outros gêneros musicais, este disco de Rose Nascimento fez uma música pentecostal diferente do que se ouvia na maioria dos lançamentos de sua época, também trazendo cordas.

    2004, Zekap Gospel


    91º: Respire Fundo – Ao CuboAo Cubo - Respire Fundo - 2004

    Se muitos grupos se destacaram pela presença de um rapper, o Ao Cubo teve dois. Feijão e Cleber representaram a música do grupo em todas suas esferas, juntamente com Fjay, criticando o consumismo, desigualdade social e criminalidade, sob uma ótica cristã.

    2004, Aperte o Play


    90º: Toque no Altar – Ministério Apascentar de Nova IguaçuToque no Altar - 2003

    Com uma enorme equipe de músicos em tempo integral, o Ministério Apascentar de Nova Iguaçu estreou com um dos registros mais fortes da cena congregacional. Revelando o repertório autoral de Luiz Arcanjo, Davi Sacer e Ronald Fonseca, a obra agrega cordas e metais sem se sobrepor aos pianos e teclados, o grande ponto forte deste grupo.

    2003, Independente


    89º: Quebrantado Coração – Fernanda BrumQuebrantado Coração - Fernanda Brum - 2002

    Enfatizando o tipo de coração que deve ser na caminhada cristã, é o auge musical da dupla Fernanda Brum e Emerson Pinheiro, estendendo a tendência dos discos anteriores com um repertório introspectivo, mas forte, composto por músicas como “Marcas”, “Amo o Senhor”, “O Amor que Cura” e “Espírito Santo”.

    2002, MK Music


    Por Toda Vida - Voices - 200088º: Por Toda Vida – Voices

    O maior supergrupo já existente do meio cristão, o Voices alcançou grande amadurecimento com seu terceiro trabalho, destacando-se com as canções “Pisa no Inimigo” e “Por Toda Vida”, dentre as mais notáveis de sua discografia.

    2000, MK Music


    Cristiane Carvalho - Novo Amanhecer - 199387º: Novo Amanhecer – Cristiane Carvalho

    Diferentemente de seus trabalhos anteriores, Cristiane Carvalho utilizou-se de composições nacionais, transitando em gêneros musicais como o funk e pop. Há de se destacar a faixa-título e “Até que Te Encontrei”, formando o ecletismo necessário para a obra.

    1993, Line Records


    Humanidade - Banda Rara - 199086º: Humanidade – Banda Rara

    Na ponta das influências do funk e soul, a Banda Rara alcançou o seu auge com Humanidade, especialmente com a faixa-título, nos vocais de Maurílio Santos, além de “Estrela da Manhã” e “Deixa Tudo”.

    1990, Gospel Records


    85º: 2ª Vinda – A Cura – Apocalipse 162ª Vinda a cura - Apocalipse 16 - 2000

    Pregador Luo e DJ Alpiste trouxeram o rap para a cena cristã. Mas 2ª Vinda – A Cura é um divisor de águas no gênero, sombrio e polêmico, tendo o auxílio de Mano Brown (Racionais MC’s) e Eduardo (ex-Facção Central). Seus discos posteriores se fundem de forma mais efetiva com a black music, em contrapartida, perdem o frescor alcançado aqui.

    2000, 7 Taças


    84º: Alta Voz – Kades SingersAlta Voz - Kades Singers - 1997

    Com arranjos do tecladista Paulo Richard (ex-Complexo J) e Raquel Mello, Alta Voz foi fundamental para a caracterização e definição dos grupos vocais na cena mainstream, além de ser um registro de devoção explícita a soul music.

    1997, MK Music


    83º: Aeroilis – AeroilisAeroilis - Aeroilis - 2004

    Antes do rock alternativo e do novo movimento – o tal crossover – estar em alta, a Aeroilis já chegava com um disco, com guitarras limpas, bateria com chimbau aberto e composições introspectivas, guiadas pela voz e timbre singular de Raphael Campos, o que seria aprofundado em Nada Mais Além, o trabalho sucessor.

    2004, LaCruz / Bompastor


    82º: Um Pinguim com Frio no Alaska – Amaury FonteneleUm Pinguim com Frio no Alaska - Amaury Fontenele - 2001

    Um pouco isolado, Amaury foi o único músico que, em sua época, misturou as batidas do rap com o groove do rock e R&B, com auxílio de Fernando Catatau, ex-colega de banda no Cidadão Instigado formando, assim, uma sonoridade ímpar no âmbito cristão.

    2001, Aliança


    81º: Voar Como a Águia – Alda CéliaAlda Célia - Voar Como a Águia - 2002

    Do Koinonya e Comunidade Cristã de Goiânia para a carreira solo, Alda Célia estabeleceu a ambientação ao vivo como cerne de seu melhor trabalho, Voar Como a Águia o qual, além da faixa-título, se destaca por “Óleo de Alegria” e a regravação de “Poder da Oração”.

    2002, MK Music


    80º: Águas Purificadoras – Diante do TronoDiante do Trono - Águas Purificadoras - 2000

    O follow-up para Exaltado foi um ajuntamento ainda maior, de qualidade técnica superior, inserindo, definitivamente, elementos que se tornariam marca-registrada do Diante do Trono, como as danças e espontâneos gigantescos – fortalecidos pela faixa-título, de sonoridade suave.

    2000, Diante do Trono


    79º: O Valor de Uma Alma – Mara LimaMara Lima - O Valor de uma Alma - 1989

    O Valor de Uma Alma veio para mostrar o porquê Mara Lima é um nome de longevidade no meio cristão: aliando um bom repertório, simplicidade e som direto, o trabalho se destaca, especialmente, pela canção que o intitula, que não se sobrepõe, de forma alguma, ao restante das canções apresentadas.

    1989, Som e Louvores


    78º: O Jardineiro que Chora – Alceu PiresAlceu Pires - O Jardineiro que Chora - 1984

    Um dos grandes poetas da música pentecostal clássica, Alceu Pires é compositor de sucessos emblemáticos como “Abração e Isaque” e “Juízo Final”. O primeiro e mais importante deles, “O Jardineiro que Chora”, foi responsável por colocar o disco homônimo na galeria dos clássicos cristãos. Com influências da música sertaneja de raiz, Alceu fez o Brasil inteiro cantar a parábola sobre a relação entre a flor e seu cuidador.

    1984, Djanir Produções


    77º: Autoridade e Poder – Marcos GóesAutoridade e Poder - Marcos Góes - 1990

    Com produção musical e arranjos de Marcos Góes, o trabalho é de notável qualidade musical, trazendo a participação de músicos como Sidão Pires e Marcos Bonfim. De fato, este é caracterizado como o trabalho solo de maior importância na carreira de Góes.

    1990, Pioneira Evangélica


    76º: Poemas e Canções – Leonardo GonçalvesLeonardo Gonçalves - Poemas e Canções - 2002

    “Mas a verdade é que o Criador não nos usa por sermos bons, mas o fato de sermos usados por Ele é o que nos torna bons, apesar de não o sermos”, disse Leonardo Gonçalves ao O Propagador. Seu primeiro disco é uma combinação agradável de pop, jazz, blues e contém, além da conhecida “Getsêmani”, uma regravação de João Alexandre. Com o trabalho, Leonardo se inseriu numa nova safra de intérpretes que fogem de temáticas e sonoridades mais populares.

    2002, Novo Tempo


    75º: O que na Verdade Somos – Fruto SagradoO que na Verdade Somos - Fruto Sagrado - 2003

    O que na Verdade Somos é o disco mais forte do Fruto Sagrado: com riffs agressivos de Bene Maldonado, vocais surpreendentes de Marcão, letras fantasticamente ácidas, e apresentando influências diversas, como o maracatu e a música eletrônica, mostraram que só eles, na altura do campeonato, sabiam fazer um som na tendência.

    2003, MK Music


    74º: Oração de Davi – Feliciano AmaralFeliciano Amaral - Oração de Davi - 1981

    Ele é o recordista, segundo o Guiness Book, como o cantor evangélico há mais tempo em atividade no mundo. Mensagem Real, seu disco de 78 rpm (tecnologia pré vinil), é um dos primeiros registros físicos da música evangélica nacional, lançado em 1948. Já com mais de 35 anos de carreira, o cantor lançou uma de suas maiores obras primas, Oração de Davi. O trabalho de 1981 traz os arranjos limpos característicos da música sacra tradicional, a voz inconfundível de Feliciano Amaral e um repertório brilhante, com canções marcantes como “O Rosto de Cristo”, “Tudo Entregarei”, “Cristo meu Mestre” e “Oração de Davi”.

    1981, FA Produções


    73º: Cicatrizes e Testemunho – Jorge AraújoCicatrizes e Testemunho - Jorge Araújo - 1984

    Pode ser que, hoje, seja mais reconhecido como pai de Daniela Araújo, mas Jorge Araújo fez história na música pentecostal como um dos artistas mais ousados do gênero e responsável por grande parte de sua modernização na década de 80. Em um período de resistência à inovação, Jorge esticou a linha, trazendo, para suas produções, a guitarra elétrica e a bateria em destaque. Em Cicatrizes, seu mais reconhecido trabalho, o cantor mostra toda sua veia pop interpretando grandes sucessos, como a faixa-título e “Deus Resolve o Teu Problema”.

    1984, Louvores do Coração


    72º: Tempo de Adoração – Comunidade Vila da PenhaTempo de Adoração - Comunidade Evangélica Vila da Penha - 1994

    A chamada Comunidade Zona Sul se destacaria ao chamado movimento das comunidades dos anos 90. Tempo de Adoração sintetiza, claramente a tudo o que seria feito pelo resto da década, incluindo “Consagração/Louvor a Rei”, uma das mais belas canções cristãs deste período.

    1994, Independente


    71º: Bonança – Os Cantores de CristoBonança - Os Cantores de Cristo

    Muitos grupos, na época, investiram em Jovem Guarda, como os Embaixadores de Sião, Cades-Barneia, Triumpho, Os Atuantes, Os Ligados, mas Os Cantores de Cristo foram além, porque fizeram isso colocando pitadas do rock psicodélico e do progressivo, evoluindo seu som em relação aos discos anteriores, sem perder o enfoque evangelístico.

    1975, Favoritos Evangélicos


    70º: Sem Palavras – CassianeSem Palavras - Cassiane - 1996

    Enquanto o movimento gospel dava seus primeiros sinais de crise, Jairinho surgiu com uma produção ingênua que remodelaria, de vez, o conceito de música pentecostal no Brasil. Com tons épicos, “Imagine” continua a ser uma das mais belas e representativas canções do gênero até hoje.

    1996, MK Music


    69º: Primeiro Amor – Shirley CarvalhaesPrimeiro Amor - Shirley Carvalhaes - 1994

    Mesmo já tendo vinte anos de carreira, foi com Primeiro Amor que Shirley Carvalhaes se firmou como a grande dama da música pentecostal brasileira. O disco, produzido por Tuca Nascimento, foi um fenômeno cultural. Seu grande destaque, a música “Faraó ou Deus?”, causou um mix de encanto e repúdio nas igrejas, tamanha era sua ousadia, cujo som misturava referências da música árabe com forró, ritmo que passaria a ser constante nos discos do gênero, a partir de então. Como resultado, a faixa, tratada nas igrejas mais conservadoras como ‘música para dançar’, se tornou um hit inquestionável, elevando a carreira de Shirley e toda a música pentecostal a outro patamar.

    1994, Nancel Music


    68º: Coração Valente – Voz da VerdadeVoz da Verdade - Coração Valente - 1997

    Indiscutivelmente o grupo que mais sabe trazer ecletismo a seu favor, Coração Valente é o maior clássico do Voz da Verdade até aqui. A fusão de orquestras, guitarras wah-wah, baixo funkeado, bateria pulsante, piano e teclado resultam num registro que é pretensioso do início ao fim.

    1997, Independente


    67º: Não é o Fim… – Novo SomNão é o Fim... - Novo Som - 1999

    Não é o Fim… é o melhor trabalho do Novo Som. O pop à lá Roupa Nova chega aqui ao seu ápice, com um repertório sólido, escrito, em grande parte por Lenilton, um dos melhores letristas que o meio cristão já conheceu e responsável por elevar a música do grupo a outro nível.

    1999, NS Records


    66º: Deus Cuida de Mim – Kleber LucasDeus Cuida de Mim - Kleber Lucas - 1999

    Evoluindo desde Meu Maior Prazer, Kleber Lucas fechou a década com Deus Cuida de Mim, um trabalho que consegue trazer para o ambiente congregacional uma música basicamente pop. Assim, Kleber Lucas foi o primeiro cantor solo, a de fato, adentrar este território, agregando outros gêneros musicais ao longo de sua carreira.

    1999, MK Music


    65º: Entrei no Templo – Ozéias de PaulaOzéias de Paula - Entrei no Templo - 1979

    “A melhor coisa que eu já fiz em toda minha vida, salvou-me por um triz”. Essa foi certamente uma das principais trilhas sonoras do final dos anos 70 e inicio dos 80. O grande, e então já consagrado, Ozéias de Paula, trazia junto com esse sucesso um de seus melhores trabalhos. Com letras de veia poética, como já era característico do cantor, o disco arranjado por Ângelo Apolônio, o famoso Poli, ousava a inserir na tradicional música tipicamente assembleiana os quase profanos contrabaixo, guitarra e bateria.

    1979, Bandeira Branca


    64º: Encontro – Actos 2Encontro - Actos 2 - 1990

    Marcando a geração dos anos 90, o Actos 2 (Kadoshi) chegou ao seu ápice com o disco Encontro e a canção “Cristo Faz a Cabeça”. No entanto, Encontro é rico em gêneros musicais e passeia, com tranquilidade, no louvor congregacional, pop, rock, blues e soul.

    1992, Gospel Records


    63º: Meu Clamor – Denise CerqueiraMeu Clamor - Denise Cerqueira - 1998

    Ela foi uma das grandes vozes femininas que a música evangélica brasileira conheceu. Depois de se tornar sucesso com o disco Eterno Amor, Denise Cerqueira entrou para a história quando, em 1998, lançou o icônico álbum Meu Clamor. Com um time estrelado de compositores e produção impecável de Alcimar Rangel e Pedro Braconnot, o disco rendeu a artista três troféus Talento em 1999. A trágica e precoce morte de Denise em 15 de novembro de 1999, vitimada em um acidente de carro no auge da carreira, imortalizou definitivamente a voz da intérprete e colocou “Jerusalém e Eu”, composição de Josué Teodoro e carro-chefe da obra, em lugar de destaque nos anais das grandes músicas nacionais.

    1998, Line Records


    62º: Deus Vivo – Édison e TelmaDeus Vivo - Édison e Telma - 1983

    Ele é um dos maiores compositores da história da música pentecostal e, ao lado da esposa Telma formou uma das duplas mais importantes do gênero. Acumulando sucessos desde 1971, quando gravaram os primeiros vinis, o ponto alto da dupla veio em 1983 com Deus Vivo. A música tema ultrapassou os limites do tempo e entrou para o repertório de todas as igrejas pentecostais desde então. Embalado por este grande clássico, o disco traz ótimas referências do samba e alguns lampejos de pop.

    1983, Angelical


    61º: Além do Rio Azul – Voz da VerdadeAlém do Rio Azul - Voz da Verdade - 1988

    Além do Rio Azul veio para estabelecer fórmulas que seriam recorrentes nas produções subsequentes do Voz da Verdade: letras e vocais marcantes de Carlos A. Moysés, pianos de Evaristo Fernandes cobrindo e fornecendo camadas, além do sagaz coral, cujo som nenhum grupo e cantor consegue copiar.

    1988, Califórnia


    60º: Tributo ao Deus de Amor – Renascer PraiseTributo ao Deus de Amor - Renascer Praise - 1998

    Gravado no Palácio das convenções no Anhembi, o quinto trabalho do Renascer Praise seguiu as tendências que o tornaria conhecido pelo Brasil: grandes corais, produção musical pomposa e arranjos de Esdras Galo. Três elementos, que juntos, deram certo.

    1998, Gospel Records


    59º: Final Feliz – Armando FilhoArmando Filho - Final Feliz - 1991

    Armando reuniu várias canções autorais e produziu o seu maior clássico até aqui. Final Feliz contém uma das canções mais importantes da época, “O Mover do Espírito”, produzindo baladas pentecostais que seriam fundamentais para o gênero, por muitos anos.

    1991, Bompastor


    58º: Aqui Chegamos pela Fé – Arautos do ReiArautos do Rei - Aqui Chegamos pela Fé - 1975

    O principal grupo vocal da história da música evangélica nacional já conta com mais de 50 anos de carreira. Precursor do estilo a cappella no Brasil, o Arautos do Rei já está em sua vigésima nona formação, conseguindo o feito incrível de se manter musicalmente relevante, mesmo com o passar do tempo, conseguindo se modernizar sem deixar de ser tradicional. Um dos grandes registros dessa bela história foi Aqui Chegamos pela Fé, gravado pela sexta formação de Arautos. Com a perfeição vocal característica do grupo, o disco apresenta um repertório grandioso, com clássicos como “Junto a Cruz”, “Cristo Jesus Voltará” e “No Grande Mar”.

    1975, Novo Tempo


    57º: Tem Coisas que a Gente não Esquece – Cristina MelTem Coisas que a Gente não Esquece - Cristina Mel - 1999

    No final da década de 90, Cristina utilizou-se de temáticas atemporais para o seu décimo trabalho, como a morte de Cristo, o trabalho missionário e os filhos. Os arranjos são mais suaves em relação aos discos anteriores, mas seguem o seu pop característico.

    1999, Line Records


    56º: Razão para Viver – Nascimento e SilvaNascimento e Silva - Razão para Viver

    O cantor, compositor, produtor e arranjador Tuca Nascimento formou ao lado de Onézimo Silva uma das melhores duplas que a música cristã nacional pode conhecer. Os poucos anos de carreira da dupla, que teve sua trajetória encerrada com a trágica morte de Onézimo, vítima de bala perdida em 1994, foi o suficiente para o lançamento de dois discos, entre eles o imperdível Razão pra Viver. Com arranjos simples, executados apenas com teclado, guitarra, violão, flauta e acordeom, o projeto confere pleno destaque ao dueto com suas interpretações singelas em músicas como as excelentes “Deixa Deus Provar” e “A Volta Feliz”.

    1993, Rosa de Saron


    55º: Nascer de Novo – Rayssa e RavelNascer de Novo - Rayssa e Ravel - 1994

    Com a música “Nascer de Novo”, Rayssa e Ravel conseguiam sintetizar sinceridade e simplicidade musical. Em seguida, com as pop-sertanejas “Arrebatamento” e “Sabe”, mostram que possuem força o suficiente para se colocarem como uma das duplas mais expressivas do gênero no país, até hoje.

    1994, Som e Louvores


    54º: O Sétimo – Sérgio LopesO Sétimo - Sérgio Lopes - 1997

    Com produção musical de Pedro Braconnot, O Sétimo conta com o estilo de Sérgio desenvolvido no Altos Louvores, e se destaca por sua temática judaica – distribuída em parte do repertório, projeto gráfico e fotografias. Além do mais, contém uma das canções mais importantes da época, “O Lamento de Israel”.

    1997, Line Records


    53º: Ao Meu Pai – JesséAo meu Pai - Jessé - 1985

    Ele era uma das grandes revelações da MPB nos anos 80. Ganhando prêmios nacionais e internacionais, Jessé, intérprete de canções como “Porto Solidão” e “Estrelas de Papel”, era sucesso por todo o Brasil. Em seu auge na música secular, o cantor abriu um parêntese e gravou o brilhante disco Ao meu Pai. Com um repertório comporto por clássicos cristãos como “Rude Cruz”, “Cidade Santa” e “Achei um Bom Amigo”, a potente voz do cantor ganha traços dramáticos em interpretações memoráveis.

    1985, RGE


    52º: Momentos Vol.1 / Momentos Vol.2 – Marina de OliveiraMomentos Vol. 1 e 2 - Marina de Oliveira - 1995

    Indissociáveis, Momentos Vol.1 e Vol.2 mostram que só alguém como Marina de Oliveira conseguiria trazer os melhores compositores e produtores musicais de sua época em duas obras. Os registros são impecáveis: canções pop (“Procure por Mim na Glória”), mensagens de autoajuda (“Não Desista do Seu Sonho”) e faixas em inglês (“Celebrate the Lord”). Se alguém era capaz de levar bandas inteiras para apoiar seu som, essa foi Marina.

    1995, MK Music


    51º: Preciso de Ti – Diante do TronoDiante do Trono - Preciso de Ti - 2001

    “Uma das coisas de que temos maior consciência é que no dia em que acharmos que algo vem de nós mesmos, Deus nos tirará da obra”, enfatizou Maximiliano Moraes ao Super Gospel. O ponto mais alto da carreira do Diante do Trono, arranjado por Sérgio Gomes e Maximiliano, é embalado com o discurso de fragilidade humana e dependência divina, especialmente na faixa-título, uma das mais importantes do meio cristão.

    2001, Diante do Trono


    50º: Resgate – ResgateResgate  - Resgate - 1997

    No quarto álbum, o grupo provou ser muito mais do que um devoto ao hard rock. Ao experimentar timbres de bateria, guitarra com flertes evidentes ao britpop, o disco monta uma figura de quebra-cabeças, endossadas com as letras tão incomuns e que questionam o status quo do meio cristão.

    1997, Gospel Records


    49º: Oh, Glória – Mattos NascimentoOh, Glória - Mattos Nascimento - 1991

    Trazendo a influência do pop e, principalmente, o ska para o meio cristão, Mattos Nascimento foi o primeiro – e até o único no meio cristão – a fundir o gênero musical com as letras pentecostais. Oh, Glória é um marco musical no início da década de 90, especialmente com as contagiantes “Dia de Pentecostes” e “Sou Feliz”, mostrando que, especialmente ao vivo, Mattos conseguia elevar tudo a outro nível.

    1991, Rosa de Saron


    48º: Com Muito Louvor – CassianeCassiane - Com Muito Louvor - 1999

    Se Sem Palavras foi o ponto de virada, este trabalho foi a aperfeiçoamento mais esforçado de Cassiane durante os anos 90. Com Muito Louvor une a qualidade da produção do disco anterior, Para Sempre, com um repertório sólido, composto por nada menos que “Oferta Agradável a Ti”, “Hino da Vitória”, “Com Cristo é Vencer” e “Com Muito Louvor”, além de provocar, culturalmente, uma mudança na estrutura das canções pentecostais.

    1999, MK Music


    47º: Amigos para Sempre – Integração Jr.Integração Jr. - Amigos para Sempre - 1991

    O melhor álbum infantil já produzido no meio cristão, a obra se destaca pelo seu ecletismo musical e a qualidade dos arranjos, especialmente nas músicas “Amigos para Sempre” e “Milagre da Vida”, anos depois regravada por Cristina Mel, no final da mesma década.

    1991, Bompastor


    46º: Discípulo Teu – Prisma BrasilPrisma Brasil - Discípulo Teu - 1988

    O trabalho mais importante do Prisma, Discípulo Teu contém os elementos adventistas a se repetir: corais robustos, cordas e metais em abundância e canções que versam acerca da vida, as dificuldades e desafios em relação a caminhada do sujeito cristão que caminha para a Eternidade.

    1988, Bompastor


    45º: Não Chores Mais – Victorino SilvaNão Chores Mais - Victorino Silva - 1983

    Dono de uma das mais brilhantes e prestigiadas vozes da música cristã nacional, Victorino Silva tem um de seus grandes momentos com Não Chores Mais, um verdadeiro clássico da música sacra. Além da interpretação e afinação impar do cantor, a parceria com o grande maestro Misael Passos, responsável pela direção musical do projeto, evidenciada até na capa do disco, é digna de destaque. Com arranjos soberbos, o álbum é riquíssimo musicalmente, com a presença marcante de pianos, violinos e muitos instrumentos de sopro.

    1983, Bompastor


    44º: Lágrima no Olhar – Altos LouvoresAltos Louvores - Lágrima no Olhar - 1993

    Seguindo as tendências dos discos anteriores, Lágrima no Olhar trouxe um Altos Louvores mais maduro, mas suficientemente em sua zona de conforto. A grande novidade é a faixa-título de Marquinhos Gomes, com o sax de Zé Canuto, tornando-se, assim, um dos principais registros do grupo.

    1993, Som e Louvores


    43º: Diga Não – RaízesRaízes - Diga não - 1991

    Depois dos Jovens da Verdade em 1972, a banda Raízes foi a única a usar, escancaradamente, a temática das drogas como carro-chefe de um disco. Diga Não se destacou pelas canções críticas, mas que não se sobrepuseram as baladas, as quais lembram bastante o estilo pop do Roupa Nova, cujo vocalista participaria em um disco futuro.

    1991, Independente


    42º: Vento Livre – Guilherme KerrVento Livre - Guilherme Kerr - 1985

    Um dos melhores letristas e musicistas do meio cristão, Guilherme Kerr produziu Vento Livre, seguindo as tendências musicais de sua obra no grupo Vencedores por Cristo. Com arranjos vocais e de cordas complexos, sonoridades regionais são exploradas por letras, em grande parte, verticais.

    1985, IBMorumbi Produções


    41º: Brother – Brother SimionBrother - Brother Simion - 1992

    Em meio a obras cada vez mais superproduzidas no início dos anos 90, Brother Simion quebrou a lógica fazendo um disco quase todo em voz e violão. Humor, introspecção e suavidade são características fundidas nesta produção básica de Rick Bonadio.

    1992, Gospel Records


    40º: Sem Limites – Aline BarrosAline Barros - Sem Limites - 1995

    O grande mérito da estreia de Aline Barros foi contar com a produção musical e arranjos de Ricardo Feghali e Cleberson Horsth, membros do Roupa Nova. Assumindo um caráter totalmente pop, a produção seria, com o passar dos anos, o melhor trabalho solo da carreira de Aline.

    1995, Grape Vine


    39º: Pra Cima Brasil! – MiladPrá Cima Brasil! - Milad - 1990

    Com a decrescente predominância de João Alexandre, e verbalizando toda a decepção com o jogo político e as extremas crises econômicas que assolavam o país, o Milad trouxe o disco mais politizado de sua carreira. Isso causou o despojo de grande parte de seu complexo som, adotando moldes pop, mas seguindo-se forte em seus discursos, como na clássica “Brasil” e na regional “Meu Candidato”. Também traz canções de uma das bandas mais influentes dos anos 80 no nordeste, chamada Artecristã, como “Os Sonhos Evaporam” e “Algo Está Errado”, além de apresentar “Navio Negreiro”, de Gladir Cabral.

    1990, Independente


    38º: Manhãs de Outono – Sinal de AlertaSinal de Alerta - Manhãs de Outono - 1987

    Desprendendo-se de sua fixação pelo Rebanhão, o Sinal de Alerta evoluiu tematicamente e sonoramente, e alcançou o seu ápice em Manhãs de Outono, um trabalho que consegue dialogar com sua época, e de quebra ainda apresenta grandes letras guiadas pelo seu pop rock, como “Tempos Modernos” e “Adolescência”.

    1987, Califórnia


    37º: Prá Falar de Amor – Banda & VozBanda e Voz - Prá Falar de Amor - 1992

    Banda & Voz foi, de fato, o primeiro grupo a ter fielmente um repertório muito eclético e variado, passeando pela black music, soul, ska, envolvendo tudo em ganchos pop. Tudo isso amadureceu em Prá Falar de Amor, em que, especialmente, o timbre de Natan Brito se destaca junto ao groove da guitarra de Marcos Brito e baixo de Beno César.

    1992, Line Records


    36º: Tempos de Celebração – Adhemar de CamposTempos de Celebração - Adhemar de Campos - 1993

    Após a Comunidade da Graça, Adhemar trouxe toda a temática congregacional para sua carreira solo, mas, diferentemente de todos, agregando gêneros musicais ‘incomuns’ para o repertório das igrejas, além das excelentes canções “Tributo a Iehovah”, “Fonte de Água Viva” e “Bem Supremo”.

    1993, Comunidade da Graça


    35º: O Amor é a Resposta – Alessandra SamadelloO Amor é a Resposta - Alessandra Samadello - 1996

    O grande mérito do quarto trabalho de Alessandra é de ultrapassar limites musicais dentro da própria tradição musical adventista. Influenciando até o contemporâneo Leonardo Gonçalves, O Amor é a Resposta aposta em sonoridades mais introspectivas, melancólicas e contemporâneas, sempre regadas a vibrantes e viscerais registros vocais, do estilo que só Alessandra Samadello poderia fazer.

    1996, ABBO


    34º: Intimidade – Jorge CamargoIntimidade - Jorge Camargo - 1999

    Uma produção de Jorge Camargo, Nelson Bomilcar e Marquito Cavalcante, é um dos registros mais agradáveis de música popular brasileira cristã, em que Jorge se estabelece como cantor e compositor. As músicas são bem interpretadas e tocadas. A combinação de canções acústicas e eletrônicas, além do excelente encarte, gerou uma das obras-primas do nicho.

    1999, Alento Produções


    Grupo Semente - Criação - 198633º: Criação – Grupo Semente

    Com a influência do Vencedores por Cristo, o Grupo Semente produziu canções de excelência, com a participação de Nelson Bomilcar, Jorge Camargo, Sérgio Pimenta e vários outros. Criação consegue sintetizar, muito bem, a música do conjunto.

    1986, VPC Produções


    32º: Coisas da Vida – Carlinhos FelixCarlinhos Felix - Coisas da Vida - 1991

    Carlinhos Felix, após deixar o Rebanhão, veio como um dos intérpretes com os discos mais bem produzidos nos anos 90, e sua essência musical nunca soou tão completa quanto em seu trabalho de estreia, Coisas da Vida. Este registro contém suas peculiares formas de produzir música pop, com a colaboração de guitarras por Paulinho Guitarra, mestre do blues no Brasil, e teclados de Pedro Braconnot.

    1991, Continental / Warner Music Brasil


    31º: O que Virá? – Comunidade S8Comunidade S8 - O que Virá - 1981

    Seguindo os passos de seu disco anterior, a S8 produziu o seu maior clássico até aqui. Aqui, a banda se rende a um rock progressivo sombrio, de influências pós-tropicalistas, mas não autoindulgente, especialmente pelas guitarras de Ernani Maldonado. Combinando crítica social com o apocalipse, o trabalho é, no mínimo, intrigante.

    1981, Independente


    30º: Novo Dia – RebanhãoRebanhão - Novo Dia - 1987

    Carlinhos Felix e Pedro Braconnot transformaram as influências da tropicália, trazidas anteriormente por Janires, para faixas pop que caracterizam bem a textura das produções dos anos 80, como “Primeiro Amor”, “Nele Você Pode Confiar”, “Jesus é Amor (Jesus Is Love)” e “Razão”.

    1988, PolyGram


    O que a Lua não pôde, não pode, nem poderá - Wolô29º: O que a Lua não Pôde, não Pode e não Poderá – Wolô

    O disco mais rico, musicalmente falando, dos anos 70, também é um recheado de influências culturais. Wolô soube verbalizar a ‘loucura’ hippie, transmitir gírias e filosofar acerca de Cristo, fundindo tudo isso a uma sonoridade que mescla rock, bossa nova, com influências da Jovem Guarda.

    1975, Independente


    28º: Calmo, Sereno, Tranquilo – Jairo Trench Gonçalves e Paulo Cezar da SilvaCalmo, Sereno, Tranquilo - Jayrinho e Paulo Cezar - 1976

    Jayrinho e Paulo Cezar, juntos, formariam o Grupo Elo. Mas, este registro predecessor, captura fielmente a tensão e restrições existentes no meio evangélico na época em que foi produzido. A obra é suave, com camadas de violão ovation, e baixo marcante, guiado por sonoridades influenciadas pela MPB.

    1976, Independente


    27º: Simplesmente João – João AlexandreSimplesmente João - João Alexandre - 1991

    Primeiro disco totalmente – e simplesmente de João, é um de seus trabalhos mais acessíveis e pops. A obra mostra um olhar mais positivo do cantor, com canções verticais, reflexivas, e trazendo algumas regravações, com a colaboração de Pedro Braconnot.

    1991, Gospel Records


    26º: Aliança – KoinonyaAliança - Koinonya - 1988

    A música do Koinonya seria o molde para a música congregacional feita na década seguinte: a banda Diante do Trono, por exemplo, bebeu intensamente de sua fonte. Sob a liderança de Bené Gomes, o grupo goianiense iniciou sua trajetória com o seu trabalho mais brilhante: Aliança contém várias músicas que, até hoje, são entoadas nas igrejas, como “Ao Único”, “Quem Pode Livrar” e a faixa-título, “Aliança”.

    1988, Koinonya


    25º: Obra Santa – Luiz de CarvalhoObra Santa - Luiz de Carvalho - 1969

    Ele foi o primeiro cantor a gravar um disco de vinil no meio evangélico nacional, em 1958, foi o primeiro artista evangélico de fato, o responsável por levar às igrejas o, então profano, violão, inseriu o bolero e elementos de samba e marchinhas na tradicionalíssima música cristã da época e se sagrou como o maior nome do cenário musical protestante nas décadas seguintes. O vinil Obra Santa, clássico indiscutível, além de contar com a voz e interpretação inconfundível de Luiz de Carvalho, é responsável por emplacar o primeiro hit da música evangélica nacional. A faixa-título se tornou uma espécie de hino oficial do movimento de Renovação Espiritual que se iniciou no Brasil a partir da década de 1960.

    1969, Som da Palavra


    24º: Está Consumado – CatedralCatedral - Está Consumado - 1993

    Talvez o mais importante álbum duplo da história da música cristã, Está Consumado, juntamente ao antecessor Volume III, faz uma ponte entre o Catedral, antes pertencente ao underground, e o que seria o grupo mais notório dos anos 90 e um dos expoentes do movimento gospel. O trabalho, no geral, é o clássico pop rock com o baixo funky de Júlio e riffs de guitarra – inconfundíveis – de Cezar. Vale destacar o clássico “Galhos Secos” e a letra de “Carpe Diem”, uma das músicas mais brilhantes do grupo, inspirada em pensamentos de Friedrich Nietzsche e José Ângelo Galarga.

    1993, Pioneira Evangélica


    23º: Armagedom – KatsbarneaArmagedom - Katsbarnea - 1995

    “O Arco-Íris de Deus tem muitas cores, e os sons muitas estradas que expressam nossas vidas. Acho que a mesmice cansa”, disse Brother Simion ao Super Gospel. Após ter trocado sua formação, o Katsbarnea deixou para trás suas veias funkeadas, cujo som explorava influências de soul e pop, e só se reencontrou no quarto álbum, Armagedom, mostrando que eram mais do que uma caricatura da Blitz. Produzidos por Paulo Anhaia, o soberbo álbum é definido por seu forte teor experimental, e letras evangelísticas, mesclando humor, além de mensagens apocalípticas – algo que se tornaria recorrente nas composições de Simion. Apoiado pelo marcante baixo de Jadão e riffs blues executados por Déio Tambasco, Brother provou ser a alma da banda, escrevendo todas as letras, além de gravar os vocais, guitarra, harmônica, piano e teclado.

    1995, Gospel Records


    22º: Indiferença – Oficina G3Oficina G3 - Indiferença - 1996

    Finalmente, Oficina G3 se desfez de suas referências explícitas ao Stryper. Quente e solta, a voz de Luciano Manga, cada vez mais poderosa, chega ao ápice junto ao peso das composições do guitarrista Juninho Afram. Elétrico, o disco se complementa aos teclados de Jean Carllos, ao autoritário e agressivo baixo de Duca Tambasco e as baquetas de Walter Lopes em canções como “Espelhos Mágicos”, mas se rendendo a baladas fascinantes, como “Magia Alguma” e “Novos Céus”. Em “Glória Inst.”, Afram mostrou o porquê é o maior guitarrista que a música cristã nacional já conheceu.

    1996, Gospel Records


    21º: On the Rock – ResgateResgate - On the Rock - 1995

    Paulo Anhaia elevou o nível do Resgate de forma abismal em seu terceiro registro. On the Rock capturou todo o potencial de humor autodepreciativo sob sua música, e ascendeu as guitarras de Zé Bruno e Hamilton, com riffs poderosos de hard rock. Sendo o trabalho mais importante e sólido do rock cristão nacional durante a segunda metade dos anos 90, o disco combina temáticas obscuras, como a depressão, solidão e morte com a mais peculiar sátira, cuja habilidade o quarteto é especialista.

    1995, Gospel Records


    20º: Fruto dos Lábios – Comunidade da GraçaComunidade da Graça - 1988 - Fruto dos Lábios

    Clássico do louvor congregacional do Brasil, Fruto dos Lábios é o melhor trabalho da Comunidade da Graça, sob a participação de Adhemar de Campos. Recheado de clássicos, como “Nosso General”, “Louvemos ao Senhor” e “Hosana”, o trabalho se destaca pela qualidade dos arranjos vocais e de instrumentos utilizados.

    1988, Comunidade da Graça


    19º: Alma Cansada – Jair e HozanaAlma Cansada - Jair e Hozana

    As duplas formadas por homem e mulher fizeram história na música sertaneja cristã, e a primeira de destaque foi Jair e Hozana. Jair, aliás, era ninguém menos que Jair Pires, que faria história como um dos mais notórios cantores e compositores da história da música pentecostal. Alma Cansada, um disco embalado por viola e acordeom, misturava canções autorais do músico com alguns poucos hinos da Harpa Cristã. Em meio a faixas de grande relevância na época, como “Canta meu Povo” e “Multiplicações de Pães”, se destacaria a faixa-título, que se tornaria um inegável clássico.

    1968, Celeste


    18º: Portas Abertas – Grupo LogosPortas Abertas - Grupo Logos - 1987

    Um dos últimos trabalhos do Logos nos anos 80, Portas Abertas tem todas as características das produções oitentistas, e foi totalmente aberto para os modismos da época, como os sintetizadores utilizados e o reverb da bateria. Mas as composições seguem fortes e sinceras, como se espera em relação a este grupo.

    1987, Logos


    17º: Novidade de Vida – Edson e TitaNovidade de Vida - Edson e Tita - 1982

    Com a participação de grandes nomes da música nacional, como Paulo Jobim, João Donato, Danilo Caymmi, Toninho Horta e muitos outros, Novidade de Vida é o disco de música popular brasileira mais brilhante da década de 80. Tratando de questões como a solidão, o vazio humano e o encontro com Cristo, o trabalho conta com arranjos refinados de qualidade muito acima da média que o meio evangélico apresentava, na época. O primor das músicas foi tão notável que, anos depois, Tita processou Tom Jobim, por um suposto plágio de uma de suas canções, o qual Tom foi absolvido.

    1982, Parejhara


    16º: Anseios – Altos LouvoresAnseios - Altos Louvores - 1986

    A grande fórmula do Altos Louvores foi, além de seguir os outros grupos musicais com temática de louvor da época, utilizar uma musicalidade mais simples e próxima ao pop em suas produções. Sob o comando de Edvaldo Novaes e colaboração de Pedro Braconnot nos pianos e teclados, o disco contém uma gama variada de composições, escritas por Sérgio Lopes, Léa Mendonça, e muitos outros.

    1986, Som e Louvores


    15º: Voz e Violão – João AlexandreVoz e Violão - João Alexandre - 1996

    Ninguém soa ou soará um dia como João Alexandre. Em boa forma, Voz e Violão é um dos registros mais brilhantes de nossa história, e compreende canções conduzidas de forma literalmente “solo” pelo cantor. O repertório, no geral, nem é lá tão novidade, mas a proficiência e intimidade que Alexandre possui com seu violão é ímpar, produzindo o maior disco do estilo no meio cristão.

    1996, VPC Produções


    14º: Dê Carinho – Cristina MelCristina Mel - Dê Carinho - 1997

    Cristina Mel foi a intérprete mais importante da música cristã nos anos 90, e Dê Carinho registra a intérprete em pleno voo, alcançando o seu ápice, dividindo seu repertório entre vários gêneros musicais. A obra trata do amor, em sua amplitude, versando, por exemplo, sobre amizades (“Ao Amigo Distante”) e o favor de Cristo (“Mestre”). Essencialmente pop, com produção musical de Cristina, e arranjos instrumentais de Karam e Natan Brito, foi também lançado numa edição em espanhol.

    1997, MK Music


    13º: 3 – Complexo JComplexo J - 3 - 1992

    Um literal ‘tapa na cara’ da sociedade, o terceiro trabalho do Complexo J é um dos discos mais fortes dos anos 90, em tempo de extenuantes crises econômicas e expansão do meio evangélico. Apresentando Cristo como solução revigorante, 3 é o ápice da capacidade criativa do grupo, com grandes canções, como “Abra Seus Olhos”, “Choro da Natureza” e, especialmente, “Sábado Quente”.

    1992, MK Music


    12º: Espelho nos Olhos – Banda AzulEspelho nos Olhos - Banda Azul - 1988

    Sendo o canto do cisne de Janires, é um dos trabalhos mais ricos, musicalmente falando, dos anos 80. Seu teor poético se entrelaça com o contexto histórico: é neste disco que o cantor faz uma retrospectiva de sua vida, nos dá referências de outras músicas que se tornaram relevantes em sua carreira, e constantemente trata da Eternidade. Trazendo, agradavelmente, variações de rock progressivo, pop rock, reggae e MPB, Espelho nos Olhos é um testemunho musical brilhante de uma vida humana voltada, até o seu último momento, para o céu.

    1988, Bompastor


    11º: Não Há Barreiras – Álvaro TitoÁlvaro Tito - Não Há Barreias - 1986

    Imagine uma das maiores gravadoras do planeta, a PolyGram (hoje Universal Music), abrindo suas portas para a música evangélica brasileira que estava fervilhando nos anos 80. Agora, imagine um talentoso cantor de apenas 21 anos que misturava MPB, jazz, soul e pop como recém contratado por ela para gravar seu terceiro disco. Artisticamente ambicioso, se propõe a não apenas interpretar, mas também atuar no projeto como diretor musical, arranjador, músico e compositor de metade das faixas. A despeito da resistência inicial da cúpula da gravadora em confiar tamanha responsabilidade a um artista tão jovem, o trabalho resultou em um dos melhores discos já produzidos na música evangélica nacional. O sucesso de público e crítica foi imediato e a faixa que o intitula, certamente, uma das mais importantes daquela década dourada.

    1986, PolyGram


    10º: Princípio – RebanhãoRebanhão - Princípio - 1990

    Era 1990 e o Rebanhão disse sim para o início do movimento gospel, intensificando o pop do disco anterior, cuja consistência seria o molde para as produções da época. Neste disco, o grupo apresenta baladas suaves e de excelência, como “Selo do Perdão”, mas questiona os poderosos e regimes totalitários nas elegantes “Muro de Pedra” e “Palácios”, um triunfo de Paulo Marotta e Pedro Braconnot. Como cereja do bolo, o grupo ainda utilizou-se do fatídico assassinato de Chico Mendes para questionar: “até quando viverei pra testemunhar e dizer sim, sim a Deus e a toda vida?”, dando o desiludido atestado de que mais uma década passara e os dilemas ainda eram os mesmos. Além do mais, foi o primeiro disco gospel, e o primeiro lançado em CD.

    1990, Gospel Records


    9º: Retratos de Vida – MiladRetratos de Vida - Milad - 1987

    Foi no álbum conceitual mais importante da música cristã em que a dupla João Alexandre e Toninho Zemuner explorou a vida noturna paulista e todo o caos urbano que existia – e persiste – na maior cidade do país. Tratando da elite cultural (“Plateia”), prostituição (“Esquinas Cruéis”), desigualdade em seus extremos (“Pobres Ricos” e “Meninos de Rua”) e isolamento social (“Solidão de Ilha”), o trabalho é cheio de riqueza musical, passeando pela MPB, bossa-jazz e até mesmo o post-punk, com muita tranquilidade. Além da clássica “Olhos no Espelho”, o disco contém despojadas e agradáveis faixas instrumentais, confirmando a coragem e relevância que contém para a história da música cristã nacional.

    1987, Água Viva


    8º: Janires e Amigos – JaniresJanires e Amigos

    O primeiro álbum ao vivo da música cristã nacional é o registro definitivo de toda uma cena que estava se consolidando nos anos 80: Janires reuniu amigos e fincou sua respeitada imagem. Apoiado pela Banda Fé, com participação de João Alexandre, Ed Wilson, Rebanhão e muitos outros músicos e personalidades midiáticas, como o ex-jogador Baltazar e o ex-piloto Alex Dias Ribeiro, o disco é intimista, e pouco religioso. Falando de sua vida, e refletindo acerca dos testemunhos e dificuldades diárias de seus amigos, o repertório surpreende pelas belas “Mamãe”, “Alex, o Baixinho Voador”, “Helena, Todo Pecado Será Perdoado”, além da icônica “Jesus Super Herói”. No geral, Janires e Amigos é um trabalho que revela o melhor de Janires: riqueza musical, simplicidade e sinceridade.

    1985, Doce Harmonia


    7º: Situações – Grupo LogosGrupo Logos - Situações - 1984

    Após o fim do Grupo Elo, o Grupo Logos surgiu sob o comando de Pr. Paulo Cezar. Situações é o seu clássico, registro que se mostra bastante superior ao trabalho antecessor, Caminhos. Aqui, a banda aposta em um som que segue as tendências do último trabalho do Elo, Nova Canção, trazendo influências populares para a sua música. Outro destaque, acerca de sua sonoridade, é a riqueza de sintetizadores que apresenta. Portanto, além de musicalmente dentro das tendências da época, o disco possui a consistência lírica que tornaria o Logos um dos melhores grupos musicais já existentes.

    1984, Logos


    6º: Luz do Mundo – RebanhãoRebanhão - Luz do Mundo - 1983

    O céu é a temática mais clara para definir Luz do Mundo. Neste álbum, o Rebanhão apresentava uma evolução técnica considerável, em relação ao primeiro trabalho. Gravado no melhor estúdio brasileiro da época, o Estúdio Transamérica, se destaca pela suave “Hoje Sou Feliz”, com influências da MPB, e sua letra, tão atual, sobre a situação do nosso país. Embora o disco descreva, de forma bem forte e incisiva, os problemas da sociedade, não é pessimista, mas indica Cristo como a solução. Janires, claramente, era alguém fixado na Eternidade, e não deixou de cantar sobre ela até o último momento de sua vida: “Ele faz muita falta, mas não aguentaria a forma com que a igreja caminha nos dias de hoje”, disse Carlinhos Felix ao Super Gospel.

    1983, Arca Musical Evangélica


    5º: Cem Ovelhas – Ozéias de PaulaCem Ovelhas - Ozéias de Paula - 1973

    O disco Cem Ovelhas, do cantor Ozéias de Paula é, provavelmente, o mais importante álbum lançado por um artista do movimento pentecostal. O que saiu deste trabalho influenciou as gerações que viriam. Todas as onze canções que compõem o disco se tornaram sucesso e algumas delas clássicas, como “Hoje sou Feliz” e “Oh foi por mim”, além da faixa-título que se tornou um hino o qual ultrapassa o limite do tempo. Outro grande sucesso, “É Assim que eu Te Amo”, embora se tratasse de uma declaração a Deus, passou a ser considerada como uma música romântica, o que abriria portas para as diversas canções e discos apaixonados que viriam nas décadas seguintes. Com grandes letras e uma pegada ousadamente moderna para a época, Ozéias entrou para a história como o maior nome masculino da história da música pentecostal nacional.

    1973, Estrela da Manhã


    4º: Celebraremos com Júbilo – Don e AsaphDon e Asaph Borba - Celebraremos com Júbilo - 1978

    Asaph Borba, juntamente a Adhemar de Campos, são os nomes mais conhecidos, e importantes, do meio congregacional. No entanto, na segunda metade dos anos 70, Asaph já estava no meio evangélico. E, com o músico Donald Stoll, formou a dupla Don e Asaph, produzindo Celebraremos com Júbilo. Gravado totalmente em território estrangeiro, em Bay City, Michigan, nos Estados Unidos, a obra possui uma consistência sonora e instrumental bastante superior, se considerarmos os lançamentos deste período. Por sua vez, este trabalho se destaca com várias canções, mostrando que, mesmo após mais de trinta anos após o seu lançamento, é um dos clássicos de nossa música.

    1978, Life Produções


    3º: Ouvi Dizer – Grupo EloOuvi Dizer - Grupo Elo - 1978

    O Grupo Elo é um dos mais importantes grupos musicais já surgidos na música cristã. Sob o destaque das figuras de Jayrinho (in memoriam) e Pr. Paulo Cezar, a sua obra alcançou outro nível com o disco Ouvi Dizer. Enquanto Nova Jerusalém, o trabalho de estreia, se destacava por trazer instrumentos até então pouco convencionais, como a bateria e a guitarra, o disco sucessor une isso a um bom repertório, que se tornou um clássico no meio evangélico.

    Com bases gravadas nos EUA e representando uma virada no som na banda, conta com uma produção musical de altíssimo nível e músicos competentes. Assim, somos introduzidos a faixas de grande riqueza poética, como a clássica “Céu, Lindo Céu”, além das regravações de “Calmo, Sereno, Tranquilo” e “Mais Perto Quero Estar”. A melhor música, por sua vez, é “Autor da Minha Fé”, uma das mais belas canções nacionais que temos, já regravada por Cristina Mel, Carlinhos Felix, Alex Gonzaga e Paulo César Baruk.

    1978, Elo


    2º: Mais Doce que o Mel – RebanhãoRebanhão - Mais Doce que o Mel - 1981

    “Quando comecei no Rebanhão não tinha ideia do que iria acontecer. Para mim, como novo convertido, era muito normal cantar músicas em uma linguagem textual e musical jovem e divertida, mas para muitos se tratava de algo inaceitável para os padrões religiosos da época”, afirmara Pedro Braconnot ao O Propagador. De 1981 pra cá, Mais Doce que o Mel apenas foi mais reconhecido e estimado: o primeiro registro de rock e tropicália que definitivamente alcançou o meio cristão, o disco foi, por muitos anos, um escândalo.

    Com sua sonoridade ousada e direta, o repertório se destaca especialmente pelas composições de Janires que, claramente, dialogava com a cultura do nosso país. O destaque vai para o pot-pourri, cujo som, durante oito minutos, prende o ouvinte, com riffs de baixo bem marcados e um arranjo de metais de classe. A primeira música deste medley, “Salas de Jantar”, claramente faz referência à “Panis et Circenses”, do antológico disco de estreia dos Mutantes. A riqueza de sons se expande ao “Baião” e sua crítica social, e a melhor música do disco, o choro “Casinha”. Carlinhos Felix e Pedro Braconnot também surgem com as agradáveis “Monte” e “Refúgio”, guiadas por uma sonoridade que passeia pelo pop rock e rock progressivo.

    Mais Doce que o Mel não foi muito bem recebido por conta de suas músicas questionadoras, livres e diretas, mas nada foi mais polêmica do que a capa, em que Janires esbanja simplicidade, com a camisa aberta. ‘Censurada’, a capa teve que ser refeita em outra edição. Além das críticas, boicotes e acusações de satanismo, o reboliço causado pela música do Rebanhão apenas expandiu a sua popularidade, tornando-os conhecidos por todo o país.

    1981, Doce Harmonia


    1º: De Vento em Popa – Vencedores por CristoDe Vento em Popa - Vencedores por Cristo - 1977

    Um dos discos mais aclamados até hoje em termos de letras, ritmos, vocais e instrumentais. A grande importância desse trabalho reside na proposta diferente que trazia, na linguagem inovadora e na influência que provocou em tantos artistas cristãos, que estavam sendo formados naquela época, e mesmo em épocas posteriores. Pela primeira vez, os Vencedores por Cristo lançavam um disco com canções totalmente autorais e cujas letras e sonoridade dialogavam, sem medo, com a cultura brasileira.

    “Eu o considero um marco porque Vencedores àquela altura era o grupo musical de maior penetração no meio cristão devido às equipes que viajavam por todo o país divulgando o trabalho musical da organização”, diria Jorge Camargo, em entrevista ao Arquivo Gospel. De Vento em Popa foi o único disco cristão a ser tema de uma tese de mestrado, defendida na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ainda, esta obra, devido a sua qualidade musical, transpassou as barreiras do meio cristão, servindo de influência para alguns músicos ‘seculares’, sendo citado, recentemente, por Ed Motta, como “um disco raro no gospel”.

    Aliando-se à música brasileira, na pretensão de nacionalizar as canções cristãs da época, era um contraponto a tantas versões que eram feitas (profético?). Reúne músicas de grandes compositores da música cristã: Aristeu Pires Junior, Artur Mendes, Ederly Chagas, Guilherme Kerr, Sérgio Pimenta e Nelson Bomilcar, que também participam nos vocais e instrumentais. Um disco em que brasilidade, poesia, qualidade e espiritualidade se harmonizam.

    1977, VPC Produções


    Eleitores: Alex Eduardo (músico), Danilo Andrade (editor-chefe, O Propagador), João Dias (historiador), Leiliane Lopes (jornalista), Philipe Daniel (músico), Rafael Ramos (jornalista e editor-chefe, Gospel no Divã), Roberto Azevedo (editor-chefe, Super Gospel), Rogério Oliver (pesquisador, Gospel no Divã), Ruben Mukama (músico), Salvador de Souza (historiador), Tayse Souza (editora, O Propagador), Tiago Abreu (editor colaborador, Super Gospel).

    Contribuintes: Alexandre Pereira, Charles Spencer, Cleber Nadalutti, Gesson Vasconcelos, Jhonata Fernandes, Philippe Santos, Renan Lima, Thiago Ferreira.

  • TOP 10 – músicas para os pais

    O segundo domingo do mês de agosto é o dia dos pais! Para comemorar essa data tão importante, o portal O Propagador apresenta um TOP 10 especial com músicas marcantes sobre esses homens tão especiais.

    Listamos músicas para homenagear e lembrar todos os tipos de pais: aquele que está longe, o que está perto, o que ora, o que batalha, o que está a cuidar de seus filhos e mesmo aquele que já partiu para a eternidade. Na lista temos Oficina G3, Cristina Mel, Ana Paula Valadão, entre outros.

    Confira!

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    [tab title=”10º”]

    Momentos de Ternura – Oficina G3

    Abrindo a lista, temos “Momentos de Ternura”, gravada pela banda Oficina G3. Esta canção foi gravada para a trilha sonora do livro Janelas da Memória, escrito por Yvelise de Oliveira. Nesta canção, mais direta sobre filhos, nos lembramos que a missão dos pais é de proteger, cuidar dos seus filhos com ternura, e, acima de tudo, ajudá-los na caminhada cristã. Assim como Deus nos quer por perto, com certeza, seu pai também. (2004)

    https://www.youtube.com/watch?v=1Nxzm2Y3DBI

    [/tab]

    [tab title=”9º”]

    Um Puro Coração – Ana Paula Valadão

    A maioria das pessoas conhece (ou já ouviu falar) na família Valadão. Notórios tanto para o protestantismo, quanto para a música gospel brasileira, os familiares da cantora Ana Paula Valadão estão por aí. Seu pai, Márcio Valadão, é pastor e presidente da Igreja Batista da Lagoinha. E é exatamente a ele que Ana presta o seu tributo. Assim, através desta canção, muitos de nós lembramos que nossos pais nos ensinaram (ou ao menos deveriam) a servir a Deus, praticando aquilo que Cristo ensinou. (2009)

    https://www.youtube.com/watch?v=xfkvATv60F8

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    Pai Herói – Paulo André e Noemi Nonato

    O oitavo lugar vai para “Pai Herói”, de Paulo André e Noemi Nonato. Quem de nós nunca nos lembramos do carinho de nossos pais quando crianças? Conduzida por uma sonoridade sertaneja, esta música chega-se bem ao tema, com a reflexão do eu lírico, que relembra o pai que já partiu: “Pai, sou teu fruto, sou lembrança / Faço parte, sou herança / Que um dia você deixou / E aqui vou seguindo e vou cantando / Eu sou um eterno cantador“(2004)

    https://www.youtube.com/watch?v=WXODRY3alZE

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    O Prêmio É Meu – Brenda

    Temos os nossos pais, que são bênçãos do Criador, e, na verdade, os presenteados somos nós. É exatamente isso que “O Prêmio É Meu”, gravada por Brenda, quer retratar. A canção apresenta o filho que se sente agraciado pelo pai que possui: “Feliz, sou eu! O prêmio é meu! / Me orgulho em chamar você de pai“. Esta canção também foi regravada por Cristina Mel, anos depois. (2011)

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    Meu Pai, Meu Amigo – Cristina Mel

    Ter um pai é muito mais do que ter, simplesmente, um progenitor. Esta canção, gravada num dos álbuns infantis de Cristina Mel, é outra de homenagem a aquele amigo que é sangue do seu sangue. “Meu Pai, Meu Amigo”: “No dia em que eu nasci, ele já estava ali / Me recebendo nos braços da família / Eu não sabia de nada, mas ele já me amava / E me ofertava a sua companhia” (2003)

    https://www.youtube.com/watch?v=QAbP796T1_M

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    [tab title=”5º”]

    Herança – Os Arrais

    Os Arrais também gravaram uma canção para o pai que possuem. Irmãos, a dupla André e Tiago Arrais dedicou esta homenagem em “Herança”, canção que trata de um pai que consagra sua família a Deus, levanta cedo, para garantir o sustento da casa, e retorna pela noite. “Nas mãos de Deus derrama a sua vida / Que trocaria pela salvação / De cada membro de sua família / E esta é a herança que deixou”. Esta canção foi gravada no álbum Mais, segundo trabalho da dupla. (2013)

    https://www.youtube.com/watch?v=jl61mbxlSWQ

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    [tab title=”4º”]

    Papai – Banda Azul

    Ex-vocalista do Rebanhão e Banda Azul, Janires teve uma infância muito difícil. Abandonado pelo pai ainda pequeno, e criado apenas por sua mãe, toda a tristeza que passou não o impediu de gravar uma canção de tributo aos pais, chamada “Papai”. Em suas palavras, muitas das vezes, os pais não são tão lembrados quanto as mães, e pensando nisso, escreveu esta canção, com sonoridade suave e letra poética. Sem dúvida, uma das melhores desta lista. (1987)

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    Queria de Verdade Estar Contigo – Vanilda Bordieri

    Assim como outras canções desta lista, e de forma muito mais forte, “Queria de Verdade Estar Contigo” é o abrir do coração. Neste caso, Vanilda Bordieri nos relembra que um dos pontos ruins de ser filho é que, geralmente, um dia veremos nossos pais partirem. Através das palavras da cantora, a esperança da eternidade é mais vívida e forte, e a saudade fica com as lembranças, tão fortes na mente de um filho. Dessa forma, esta bela canção, de Vanilda, recebe nossa medalha de bronze. (2012)

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    Filhos – Ao Cubo

    Tão triste quanto perder um pai é não tê-lo por perto. Infelizmente, esta é a realidade de muitos. Seja por conta de trabalho ou divórcio, os filhos sentem o peso de terem o pai longe. A banda Ao Cubo grava “Filhos”, conduzida por Kleber e Dona Kelly, irmãos, numa música, ao que parece, totalmente autobiográfica. Na falta de um sujeito a quem se espelhar, encontraram em Deus o reflexo perfeito de caráter para seguirem. Por fim, a dupla afirma que os filhos sempre são os que sofrem mais com a declaração dos pais. Foi lançada no álbum Um por Todos. (2009)

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Papai, Amo Você – Marcelo Nascimento

    O primeiro lugar vai para o cantor Marcelo Nascimento, com um de seus maiores sucessos, “Papai, Amo Você”. Bem antes das músicas dedicadas aos pais se tornarem regularmente lançadas, até mesmo por coletâneas, Marcelo fez este tributo, em seu primeiro trabalho, o álbum De Todo Meu Coração. Vale a pena ouvir! (1995)

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    Este é o nosso TOP 10 sobre pais. Gostou da nossa seleção? Mande esse texto para o seu pai, como homenagem!

  • TOP 10 – músicas gospel sobre o meio ambiente

    A questão ambiental, a cada ano que passa é tema recorrente e forte em todo o lugar. Na música gospel não é diferente. Por conta disso, o portal O Propagador escolheu 10 músicas gospel que abordam o meio ambiente, a natureza e a destruição do planeta sob diferentes olhares e estilos musicais.

    Vamos lá?

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    Terra – Katsbarnea

    Escrita por Brother Simion em parceria com Estevam Hernandes, “Terra” é uma das canções mais conhecidas do Katsbarnea, lançada no disco Cristo ou Barrabás. O vocalista afirma que nossa morada é uma “forma celestial de vida”, e que seus olhos choram ao ver sua destruição. (1992)

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    Velhos, Vidas e Verdes – Carlinhos Felix

    Uma das primeiras canções da carreira solo de Carlinhos Felix, foi escrita pelo próprio cantor para o seu álbum Coisas da Vida. Com tema diretamente focado na natureza, questiona o sentimento de posse de muitos homens em destruir a natureza e vendê-la no mercado negro. Mas a canção não para por aí e também aborda o tráfico ilegal de pessoas. “Eles estão esquecendo que Deus está vendo / E está tudo escrito na vida de lá“. (1991)

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    Em Nome de Quem? – Resgate

    O Resgate nunca foi uma banda de abordar a causa ambiental, mas o quarteto assim o fez no álbum Este Lado para Cima. A canção, além de questionar as destruições da natureza, questiona a ambição do homem, ao ponto de achar-se como uma espécie de ‘deus’ para definir os rumos da humanidade. (2012)

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    Fim do Mundo – Damares

    A cantora Damares é conhecida por abordar, em algumas canções, o apocalipse. Sabe-se que, com um contexto de apocalipse, a natureza contida na Terra seria destruída agressivamente. Esta é a principal temática de “Fim do Mundo”, do álbum Diamante. (2010)

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    Terra – Ao Cubo

    O Ao Cubo é um dos maiores representantes do rap, tanto no segmento cristão quanto na cena nacional. Em parceria com o cantor Zeider, da banda de reggae Planta & Raiz, “Terra” foi gravada, com um refrão reflexivo: “será que é o fim de tudo isso? / vem cá, quem ‘tá’ no compromisso / de mudar o planeta pra ficar melhor / você já sabe o que fazer de cor“. (2009)

    https://www.youtube.com/watch?v=201nAmjmnGU

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    [tab title=”5º”]

    Choro da Natureza – Complexo J

    Do primeiro disco da banda pela MK Music, “Choro da Natureza” aborda, de forma simplista e poética, a destruição da flora, e principalmente da flora no mundo, relacionando com a criação do mundo, obra de Deus. (1992)

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    Princípio – Rebanhão

    Escrita pelo compositor Lucas Ribeiro, a canção foi lançada um tempo após a morte do ativista Chico Mendes, que foi assassinado brutalmente. Seu falecimento foi notícia de repercussão internacional. O Rebanhão a gravou, questionando “até quando vou viver / pra testemunhar / e dizer sim / pra Deus e toda a vida?“. (1990)

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    Tributo ao Meio Ambiente – Coral Gospel de Curitiba

    Natural de Curitiba, o Coral Gospel de Curitiba tem um trajetória longeva, com vocais de várias denominações cristãs. O álbum Perto Estás, Senhor contém “Tributo ao Meio Ambiente”, terceira posição da nossa lista. (2008)

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    SOS Terra – Brother Simion

    Em Asas, Brother Simion aborda, em suas canções, muitas questões relativas ao meio ambiente. Mas “SOS Terra” é a principal delas. Nesta música, o cantor afirma que “de inferno e miséria já estarmos fartos / nosso planeta clama liberdade / matar esta sede, se libertar“. Com influências do folk rock, é bastante agradável de ouvir. (1998)

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    Tempo de ser Feliz – Jamily

    O primeiro lugar vai para a cantora Jamily, com “Tempo de ser Feliz”, parte do seu primeiro trabalho, Tempo de Vencer. A canção também foi regravada por Cristina Mel, e aborda diretamente a questão ambiental. Além do mais, foi um grande sucesso. (2002)

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    E aí, o que acharam da lista? Que mais músicas sobre o meio ambiente vocês conhecem?

  • TOP 10 – músicas gospel sobre a família

    A família é a unidade básica da sociedade, e todo ser humano necessita ter essa unidade social. São nossos familiares os primeiros que interagem e criam laços, e no âmbito das convicções e crenças geram forte influência.

    Na música gospel nacional vários cantores e bandas gravaram e escreveram músicas sobre o tema, e com base nisso O Propagador apresenta dez canções sobre família. Confira.

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    “Família” – Regis Danese

    Regis Danese já gravou e escreveu tantas músicas sobre família que geraria um TOP10 apenas com suas canções. Mas, de todas, a mais notória é “Família”, faixa-título do álbum e que é quase totalmente conceitual. A obra possui participação de alguns familiares. (2010)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=5vULIBk4Be0]

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    “Família” – Edu Porto

    Edu Porto foi revelado em programas de calouros na televisão, e estreou no mercado gospel com o álbum Deus Conhece Minha Voz, pela gravadora Line Records. A canção “Família”, deste trabalho explana a continuidade da fé cristã nas gerações futuras. (2011)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=Ocuo1GO-mno]

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    “Deus da Família” – Sarando a Terra Ferida

    Parte do álbum Vivendo o Impossível, “Deus da Família” trata das crises familiares ocorridas em grande parte das famílias, como algo que desestabiliza a unidade básica da sociedade, e por consequência afeta a vida das pessoas em todas as áreas. (2012)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=yXXX60GLxvU]

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    “Oração da Família” – Banda Giom

    Aprofundando o foco da canção anterior, “Oração da Família”, como o nome sugere é uma oração a respeito das dificuldades que uma família passa, como um pedido de ajuda. Tal canção foi escrita com a parceria de Jozyanne e lançada como parte do álbum Coroa de Justiça. (2010)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=tZHLEUa-OkY]

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    “Filhos” – Ao Cubo

    Como um grupo preocupado e atento as questões sociais, o Ao Cubo apresenta “Filhos”, num desabafo de um filho para o pai que desapareceu após o divórcio de seus pais. “Os filhos sempre são os que sofrem mais com a separação dos pais” é a última frase da letra. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=CMdOKTvq8E0]

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    [tab title=”5º”]

    “Casa de Bênção” – Eyshila

    Do álbum Terremoto, “Casa de Bênção” é mais específica ao ambiente familiar do que aos familiares em si. Algumas de suas frases são: “Faça do meu lar, Senhor / Um lugar de harmonia / Faça do meu coração / Tua casa todo dia”. (2005)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=mW4C9OV-uPU]

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    “Família” – João Alexandre

    João Alexandre é um dos músicos mais conceituados e respeitados da música cristã nacional. Juntamente a sua esposa Tirza e seu filho Felipe, lançou um álbum conceitual, com o nome homônimo a da música. Os versos, poéticos da canção lembra a parábola do filho pródigo. (2004)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=Y8How-ZgddM]

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    “Eu e Minha Casa” – André Valadão

    Do Diante do Trono a carreira solo estreada no álbum Mais que Abundante, André Valadão apresentou uma série de canções autorais, dentre elas “Eu e Minha Casa”, estruturada como uma oração, contendo um refrão marcante. (2004)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=hdmgL1BFY08]

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    “Bendito Serás” – Trazendo a Arca

    Originalmente gravada pelo Toque no Altar, a canção foi escrita por Luiz Arcanjo, Davi Sacer e Deco Rodrigues para o álbum Restituição. A canção aborda o desânimo e decepção nos quais existem em várias pessoas com o lar destruído como encorajamento. Sua melhor regravação está no álbum Ao Vivo no Japão, gravado e lançado em 2007. (2003)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=XoKqc5JEAog]

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    “Corpo e Família” – Frutos do Espírito – Daniel Souza

    Um clássico até hoje, “Corpo e Família” nos lembra da comunhão entre a noiva de Cristo, filhos do mesmo pai, portanto família e irmãos. A canção foi escrita e gravada por Daniel Souza, através do seu ministério Frutos do Espírito. (1994)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=Ew1wE1WoQh0]

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    Se lembra de mais alguma música sobre família? Comente!

  • TOP 10 – músicas gospel sobre perdão

    O perdão é uma das atitudes mais nobres que um ser humano pode tomar. Independente de religiões e crenças, o ato de perdoar carrega em si uma necessidade de se despojar da razão e da própria justiça.

    Com base neste tema, apresentamos aqui dez canções cristãs que abordam o perdão por diferentes óticas.

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    Quero Aprender com Jesus – Thalles

    É um tanto quanto estranho e triste ver discursos de ódio por pessoas que se dizem cristãos, quando Cristo foi um dos maiores, se não o maior exemplo de “perdoador”. O mais justo e um dos maiores intelectuais de seu tempo, não deixou sua natural superioridade reinar, humilhando-se para que obtivéssemos o perdão não merecido pelos pecados. Enquanto sofria na cruz, não evitou dar a outra face. Que possamos aprender com Cristo a perdoar em todas as situações. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=lzL_IO7xu_M]

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    Perdão – Luiz Arcanjo

    Luiz Arcanjo despojou-se de seu estilo marcante no Trazendo a Arca e apresentou algo novo em sua carreira, em seu CD solo. Letras poéticas e melodias que vão desde a MPB, samba até o jazz e o pop. “Perdão” é uma de suas mais belas poesias, que não garante descrições. Apenas ouvindo para conferir toda a beleza da canção. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=suFt5_rS54o]

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    Antes do Final – Palavrantiga

    A mágoa segura a muitos, e quando resolvem liberar perdão é tarde demais. Antes que isso aconteça, reconcilie-se, até mesmo peça perdão. “Antes do Final” é integrante do álbum Sobre o mesmo chão, da banda de rock alternativo Palavrantiga. (2012)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=KrJMgjwIY4Q]

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    Perdão – Kleber Lucas

    Esta canção contém várias referências a passagens bíblicas proferidas por Cristo, desde a oração do Pai nosso, e versa o sentimento de coletividade que devemos ter uns com os outros, não esquecendo de que não somos filhos únicos. (1998)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=KtzV5XgO608]

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    Me Perdoa – Cassiane e Jairinho

    “Vida a dois não é tão fácil”. Uns dos versos de “Me perdoa”, a canção romântica do casal Cassiane e Jairinho aborda uma dificuldade de vários casais em controlarem seus sentimentos e palavras. Também no ambiente social, e em amizades, as pessoas ferem quem mais amam. E o perdão, nestes casos também é necessário. (2010)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=LMfMMBrcPeY]

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    Perdão – Paulo César Baruk

    Em seu álbum conceitual Graça, Paulo César Baruk evidencia que, assim como somos perdoados por Deus através de sua soberana graça, temos, no mínimo a obrigação de oferecer perdão a nossos semelhantes, o que, para nosso caráter humano soa tão difícil. (2014)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=fYI98YCpb5U]

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    Aliança – Ministério Koinonya de Louvor

    O Koinonya é um dos maiores representantes do congregacional nos anos 90. “Aliança do Senhor” é uma de seus clássicos. Um de seus versos frisa o quão é importante a união entre os irmãos, vivendo a vida cristã compartilhando do amor de Deus, não nos padrões individualistas do século vigente. (1986)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=cPaVyeG7G48]

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    A Força do Perdão – Sérgio Lopes

    Sérgio Lopes é um dos poetas mais conhecidos da música cristã nacional, e em “A Força do Perdão” aborda uma questão extremamente pertinente no que se refere a prática do perdão, que não se resume a um ato, mas numa mentalidade disposta a pensar diferente e abolir-se de suas razões. (2001)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=pAMuYNojEl4]

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    Mil Desculpas – Ao Cubo

    E se seu filho, ou uma pessoa muito querida fosse assassinada de forma cruel? Você perdoaria o agressor, se ele te pedisse perdão? Esta situação é abordada em “Mil Desculpas”, um dos maiores sucessos do Ao Cubo. Por outro lado, pessoas matam todos os dias com palavras e expressões. Qual tem sido nossa posição em relação as mágoas? (2007)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=Qa-OjJ7_wzQ]

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    Viverei Viverás – Nova Dimensão

    O primeiro lugar deste TOP10 vai para o Nova Dimensão, com seu clássico “Viverei Viverás”. Quando temos um encontro real com Cristo, temos nossa mentalidade transformada, tomando atitudes até então inéditas, como perdoar e andar lado a lado com as pessoas. (1988)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=_FpiI_d91Sk]

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    Lembra-se de mais alguma canção sobre perdão? Comente aí!

  • TOP 10 – músicas sobre a teologia da prosperidade

    Como cada corrente teológica, uma teologia apresenta uma interpretação de textos bíblicos, seja a visão aceita como verdadeira ou não. A teologia da prosperidade é uma das vertentes mais conhecidas e polêmicas da atualidade. Intimamente ligada ao movimento neopentecostal, tem rendido frutos e ao mesmo passo discussões acaloradas sobre sua essência. Na música, se por um lado, várias músicas fazem apologia a respeito do assunto, outras criticam fortemente.

    Em linhas simples, a teologia da prosperidade defende, usando-se de várias referências advindas da Bíblia que o crescimento financeiro é um desejo de Deus para os cristãos. Entretanto, outras correntes teológicas discordam de tal ponto defendido, e neste TOP 10, vamos trazer canções que façam crítica ao consumismo, dinheiro, e até mesmo a teologia da prosperidade. Vamos lá?

    OBS: O portal O Propagador não possui pretensões em defender ou combater a teologia da prosperidade.

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    Semideus – Brother Simion

    Após mais de cinco anos sem um álbum relevante, Simion volta com tudo (literalmente) em Eclipse. Letras do estilo que consagrou o cantor. Mas o destaque mesmo vai para “Semideus”, uma canção de protesto nunca vista na carreira do músico, criticando pastores que transformam seu ministério em business, se perdendo nas coisas deste mundo. Vale ressaltar que Brother Simion, por anos, frequentou a uma igreja adepta à teologia da prosperidade. (2004)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=xrZ2RlE6-sk]

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    Gadara – Luiz Arcanjo

    Bem distante do estilo ao qual é conhecido através do Trazendo a Arca, Luiz Arcanjo apresentou com seu álbum solo uma forte letra de crítica social, na participação de Pregador Luo. A letra faz referência da passagem de Jesus em território gadareno, quando a população o expulsou da região após ter expulsado uma legião de demônios de um homem e o lançado sobre porcos, deixando a entender que os porcos, os quais obtinham lucro eram mais importantes do que a cura vivida pelo homem.

    “O povo de Gadara prefere os porcos do que as pessoas”, diz o refrão de “Gadara”. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=3jpgd7koY-s]

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    [tab title=”8º”]

    The Time is Over – Fruto Sagrado

    Do álbum O Segredo, o Fruto Sagrado apresenta uma de suas várias canções que contém visões críticas despejadas na cabeça dos ouvintes. A banda sempre foi conhecida por abordar temas polêmicos e complexos. “The Time is Over” aborda a história fictícia de um pastor que deixou o primeiro amor e se iludiu com as riquezas deste mundo e tem sua alma levada por um anjo da morte para o inferno.

    Nos shows da época, o grupo utilizava uma pequena parte teatral durante a execução desta canção. (2000)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=FVtAa8jGLvE]

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    Eu não Aceito – Godcore

    Uma banda independente, que alcançou uma quantidade de visualizações interessante com seu primeiro clipe, “Eu não Aceito”. Misturando elementos de rock, reggae e rap, a banda apresenta um tema polêmico, de uma das formas mais polêmicas possíveis, criticando abertamente a campanhas a favor da teologia da prosperidade feitas por igrejas neopentecostais e a valorização do dinheiro. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=fqZ3uYQCE7w]

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    [tab title=”6º”]

    Eu Espero em Ti – Davi Sacer

    Chega até ser curioso um cantor extremamente criticado por algumas letras de apologia a prosperidade ter uma canção como “Eu Espero em Ti”. Sim, pois é. Davi Sacer lançou em 2008 o álbum Deus não falhará, que segue na mesma linha da canção citada.

    A letra é muito interessante, e a execução instrumental também. A letra e a melodia são de autoria do próprio Davi Sacer. (2008)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=2evNSRyBBBs]

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    O Último Julgamento – Mara Lima

    Mara Lima é a representante pentecostal deste TOP 10. E em, “O Último Julgamento” faz algo um pouco semelhante ao Fruto Sagrado, defendendo através da letra que Deus está acima de qualquer bem material. Também aborda a falta de amor por missões e ao egoísmo. (1999)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=65TGUkMx0Q8]

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    Põe na Conta – Ao Cubo

    O consumismo irracional e a sede enorme de comprar é tratado muito bem pelo Ao Cubo, de forma bem humorada e inteligente. “Guarde o seu tesouro onde o ladrão não alcança”, e é com base nisso que a banda estrutura toda a sua letra. (2009)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=59vHSr_ll0c]

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    Tudo é Vaidade – João Alexandre

    João Alexandre pode ser considerado um dos músicos, senão o mais completo dentre os cristãos. Produtor, compositor, instrumentista conceituado, João também é notável por afirmações e canções polêmicas, que, como o Fruto Sagrado (inclusive a banda e João já gravaram juntos) apresenta assuntos sem a menor pretensão de agradar egos. Tanto é que Alexandre já foi imensamente prejudicado em sua carreira por afirmações.

    “Tudo é Vaidade” é uma união de várias críticas, desde a valorização do dinheiro, a teologia da prosperidade e até tudo que dê ar de superioridade ao ser humano. No final, o cantor apresenta um trecho da canção “Palácios”, um clássico do Rebanhão. (2000)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=54MPV2u877c]

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    Eles Precisam Saber – Resgate

    Considerada por muitos como uma das melhores músicas de 2012, “Eles Precisam Saber” é uma crítica na autoria de Zé Bruno a venda de fé. Em suas palavras, as pessoas necessitam apenas de salvação e da compreensão de que não há barganha com Deus.

    A canção em si originalmente seria gravada com a participação do guitarrista e líder da banda Oficina G3, Juninho Afram, mas por questões relacionadas às gravadoras, não foi possível. (2012)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=HRhumHx-nr0]

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Último Dia – Apocalipse 16 e Templo Soul

    Esta canção fez um enorme sucesso, e somente no YouTube possui cerca de cinco milhões de acessos. Aborda a história fictícia de alguém que pôs o dinheiro como seu deus, e de forma inescrupulosa correu atrás de riquezas. “Último dia” faz parte do álbum Apocalipse 16 e Tempo Soul, uma parceria entre as duas bandas. (2006)

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=KauIwsmX9wo]

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  • Análise: CD Respire Fundo – Ao Cubo

    Durante o ano de 2014, aqui, no O Propagador decidimos relembrar alguns bons discos que fazem aniversário. A começar, Respire Fundo do grupo de rap Ao Cubo, lançado em 2004 de forma independente.

    Se o êxito do “novo movimento” é tão sonhado para as bandas de rock, creio que os conjuntos de rap estão bem à frente. O Ao Cubo é um de seus melhores exemplos. A partir de seu álbum de estreia fez grande sucesso, e seu público muito diversificado, de várias classes sociais e credos. Embora com os anos a banda tenha se fechado dentro do gospel (e infelizmente também se esquecendo de suas críticas sociais), seu público no ‘secular’ era enorme.

    É interessante o desenvolvimento do álbum, que inicia orientando o ouvinte a parar diante do mundo frenético que vivemos para que ele receba as mensagens complexas contidas nas próximas faixas. “Respire Fundo” é um cartão de visita do Ao Cubo, lembrando que na época a banda ainda era um trio (Dona Kelly só entraria após o lançamento). F-jay também possui participação fundamental, e cria as texturas nos quais os versos de Cleber e Feijão são ditos.

    O álbum mostra sua verdadeira identidade a partir de “Fora quem USA”, que critica a pouca ação na melhora do Brasil, mas também a supervalorização dos países desenvolvidos pelos mesmos que nada fazem. Os jogos vocais dos rappers envolvem o ouvinte, embora há alguns detalhes na letra que a deixam datada, como a referência ao programa Fome Zero, do primeiro governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva.

    Naquela Sala” é o maior sucesso do Ao Cubo, e foi através dela que o grupo recebeu várias indicações ao Prêmio Hutúz. Com seus traços poéticos com elementos do gangsta rap, também há a participação de David Pereira, e de Nega Elis no clássico refrão: “Sabe o quanto eu lutei / para fazer você feliz? / Eu te eduquei / não tinha dinheiro, mas te ensinei / a minha parte eu sei que fiz”.

    Por outro lado, “Edvaldo Silva” ganha o posto de melhor canção. A história de um morador de rua, em suas memórias trágicas da família, e mais tarde o convite para conhecer a Cristo. Geralmente, batidas de rap não geram um feeling muito evidente, e a função vai para as letras e a interpretação. Neste aspecto, a música não falha, exalando o clima de desilusão, e ao mesmo tempo de desespero. Também, destaque para o acordeom no final.

    Uma juventude hedonista e acomodada, ou uma juventude que age para o Reino de Deus? O tema é discutido em “Ira dos 20”, apontando para a corrupção dos jovens e a alienação existente em muitos. Mais uma vez, há detalhes datados, como a citação do Caso Richthofen, de 2002 e o filme Clube da Luta, de 1999.

    As próximas canções, “Se Renda” e “1980” são outros pontos altos do álbum. A primeira, de Feijão questiona detalhadamente a declaração “se arrependimento matasse…”, versando o quão é importante se arrepender a luz da Bíblia. Por outro lado, Cleber assina a segunda, que na verdade é o seu próprio testemunho de vida. É um dos maiores sucessos do grupo.

    Plano de Aborto” foi a primeira música da banda, e mesmo sendo um tema tão polêmico, são poucas as canções cristãs que abordam o tema. Como ‘homicídio planejado’, o Ao Cubo tece suas críticas, enquanto F-jay apresenta uma sonoridade sombria. Após, um instrumental com scratchs e batidas do DJ com o rapper Cleber.

    Incline os Seus Ouvidos” traz a participação de Pregador Luo, e mostra a versatilidade do grupo com as temáticas e rimas. “Novo Dia”, com Templo Soul fecha o álbum de forma bem modesta, mas com uma pegada soul interessante.

    O que dizer de Respire Fundo? É um álbum com tantas abordagens, mas devidamente organizadas que não foi possível fazer uma resenha que não fosse faixa-a-faixa. Possui elementos que todo bom álbum de rap deve ter, como a coesão entre as músicas, um bom DJ e bons rappers. É por essas e outras que este é um dos clássicos do rap cristão nacional e dificilmente o Ao Cubo o superará.

  • TOP 10 – melhores álbuns de 2004

    Dez anos se passaram. Parece que foi ontem, mas 2004 ficou uma década atrás de nós. Ano com vários lançamentos, decidimos relembrar os melhores nesta lista especial, compilada entre a equipe do O Propagador. Confira, então, os melhores álbuns gospel de 2004!


    Heloisa Rosa - Liberta-me - 200410º: Liberta-me – Heloisa Rosa

    Estreando, Heloisa Rosa veio a mostrar a construção de sua identidade em carreira solo: influências do rock alternativo, arranjos diretos e simples, e claro, discos conceituais e biblicamente ricos, neste projeto que trata da libertação humana. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Jesus é o Caminho, Vem Andar Comigo e Clamarei Teu Santo Nome


    Aline Barros - Som de Adoradores - 20049º: Som de Adoradores – Aline Barros

    Abandonando o pop dos discos anteriores para um registro mais congregacional, Som de Adoradores é um clássico na discografia de Aline Barros, trazendo a simplicidade do louvor comunitário, provando que, mesmo com seus problemas vocais, a cantora podia seguir em frente. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Sonda-me, Usa-me, Vento do Espírito e Rei Meu


    André Valadão - Mais que Abundante - 20048º: Mais que Abundante – André Valadão

    Estreia de André Valadão, o disco ainda tem uma sonoridade muito parecida, senão igual, da apresentada no Diante do Trono. Isso é perfeitamente justificável pelo fato do disco quase ter sido o sétimo registro da banda. Com arranjos vocais de Maximiliano Moraes, a obra consegue atrair os fãs mais ávidos, mas está muito distante do som que André faria quatro anos depois, com o álbum Sobrenatural. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Que Amor é Esse, Mais que Abundante e Meu Mundo Mudou


    Elaine de Jesus - Pérola - 20047º: Pérola – Elaine de Jesus

    Trazendo um ‘time’ de compositores de peso, especialmente Elizeu Gomes e a dupla Daniel e Samuel, a grande obra-prima de Elaine de Jesus é fortalecida pelos numerosos e competentes músicos que a acompanham, como os produtores Jairinho Manhães e Paulo César Baruk, e os instrumentistas Bene Maldonado e Robson Olicar. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Terremoto Santo, Escrevendo História e Manifestação da Glória


    Raiz Coral - Pra Louvar - 20046º: Pra Louvar – Raiz Coral

    Quando o Raiz Coral lançou seu primeiro trabalho, não havia nenhum material semelhante em toda a história cristã. Claramente avassalador, quando o assunto é corais, o disco Pra Louvar rapidamente se popularizou e invadiu as igrejas com canções como “A Coroa” e “Jesus meu Guia É”. (texto por Tayse Souza)

    Ouça: A Coroa, Jesus Meu Guia É e Vem Louvar


    Soraya Moraes - Deixa o Teu Rio me Levar - 20045º: Deixa o Teu Rio me Levar – Soraya Moraes

    Gravado ao vivo no Olympia, o melhor trabalho da carreira solo de Soraya é um prato cheio do louvor congregacional feito na época. Trazendo um arranjo de metais de peso, execuções de teclado, e um coral, o disco venceu o Grammy Latino em 2005 como o melhor álbum cristão em língua portuguesa. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: Deixa o Teu Rio me Levar, Marcas e Tempo de Celebração


    Eclipse - Brother Simion - 20044º: Eclipse – Brother Simion

    Questionador, forte e ousado, o último disco de inéditas da carreira de Brother Simion o traz em ótima forma, usando o new metal para tecer críticas ao neopentecostalismo, refletir sobre sua vida e carreira, e de versar temas que são a sua cara. (texto por Tiago Abreu)

    Leia a resenha do álbum Eclipse aqui.

    Ouça: Semideus, Onde Deus me Levar e Ei, Amigo


    Ao Cubo - Respire Fundo - 20043º: Respire Fundo – Ao Cubo

    Se muitos grupos se destacaram pela presença de um rapper, o Ao Cubo teve dois. Feijão e Cleber representaram a música do grupo em todas suas esferas, juntamente com Fjay, criticando o consumismo, desigualdade social e criminalidade, sob uma ótica cristã. Vale mencionar, também, as participações mais que especiais de Pregador Luo e Templo Soul. (texto por Tiago Abreu)

    Leia a resenha do álbum Respire Fundo aqui.

    Ouça: Naquela Sala, Plano de Aborto e 1980


    Aeroilis - Aeroilis - 20042º: Aeroilis – Aeroilis

    Antes do rock alternativo e do novo movimento – o tal crossover – estar em alta, a Aeroilis já chegava com um disco, com guitarras limpas, bateria com chimbau aberto e composições introspectivas, guiadas pela voz e timbre singular de Raphael Campos, o que seria aprofundado, com um uso maior de teclados e piano, em Nada Mais Além, o trabalho sucessor. (texto por Tiago Abreu)

    Ouça: O Tempo, Sigo em Paz e Coragem


    encarte_cd_dt7_12x36.indd1º: Esperança – Diante do Trono

    O melhor álbum de 2004 é um ponto de grandeza na carreira do Diante do Trono. O disco parte do principio em esperar e confiar no Senhor, quando as circunstâncias são contrárias as nossas vontades e planos, quando nada nos resta além do medo e incertezas. Assim, a mensagem crucial está na perseverança em acreditar no Deus Soberano e em suas promessas. (texto por Rodrigo Berto)

    Leia a resenha do álbum Esperança aqui.

    Ouça: Esperança, Eis-me Aqui e Tua Presença


    O que achou da nossa lista? Mudaria algum álbum de lugar? Sugeriria outro? Comente, sua opinião é importante!

  • Fique Sabendo

    Bem-vindos à coluna “Fique Sabendo”. De forma objetiva, aqui você vai ficar por dentro dos mais importantes acontecimentos da música gospel nacional e internacional. Nosso objetivo é informar sem que você precise gastar muito do seu precioso tempo mesmo assim ficar atualizado sobre tudo o que acontece em um dos cenários musicais mais promissores da atualidade. Conteúdos exclusivos, novidades, fontes seguras, profissionalismo e compromisso com a verdade você encontrará aqui.

    Boa leitura!


    Aline Barros grava participação no novo CD de Gui Rebustini:

    O cantor Gui Rebustini e o produtor musical Ruben di Souza revelaram a novidade pelo Instagram. Para Gui, que venceu em 3 categorias do Troféu Promessas 2013, a participação de Aline Barros em seu novo CD é uma surpresa de Deus: “Me sinto indigno, mas o amor Dele é tão grande que nos surpreende a cada dia!…” comemorou o cantor em seu perfil.

    Falando nisso…


    Aline Barros no Programa do Ratinho:

    Aline Barros esteve no Programa do Ratinho (SBT) e sua participação foi muito bem repercutida nas redes sociais. Os termos #AlineBarrosNoRatinho, Tua Palavra e Aline Barros ficaram entre os assuntos mais comentados do Twitter por mais de 1 hora. Aline interpretou “Tua Palavra” e “Casa do Pai” durante o programa.

    Ainda em rede nacional…


    André Valadão no programa Encontro

    Na manhã desta quinta-feira (19/03), André Valadão e sua banda estiveram no palco do programa Encontro com Fátima Bernades da Rede Globo e cantou músicas do seu novo projeto musical “Fortaleza”. Seus admiradores repercutiram muito bem a participação do cantor no programa pelas redes sociais. Os termos #AndréValadãoNoEncontro, André Valadão, Quero Agradecer e Sou de Jesus ficaram entre os mais comentados do Twitter durante toda a manhã.


    Damares grava clipe da canção “A Dracma e o seu dono” com participação de Thalles Roberto

    O clipe foi gravado em um estúdio de São Paulo com elementos cenográficos que remetem à época em que a parábola da Dracma Perdida foi escrita. Na canção, Damares faz um dueto com Thalles Roberto. A música é uma composição de Anderson Freire e faz parte do CD “O Maior Troféu”.


    vanilda ensaio fotográfico

    Vanilda Bordieri faz ensaio fotográfico para seu novo CD

    No dia 17 de março Vanilda Bordieri esteve em Curitiba e foi fotografada pelas lentes de Gustavo Mafra e Manoel Guimarães, com coordenação da design e publicitária Dayane Lima. As fotos são para o novo CD da cantora que em breve será lançado pela Musile Records/Aliança. O repertório deste novo trabalho já foi definido e este disco virá com muitas novidades. Algumas já são de conhecimento do público como a participação de uma fã em um dueto com Vanilda, um coral de mulheres e, para repetir a parceria de sucesso, Leandro Borges também fará uma participação especial em uma das músicas do CD.

    Sobre a fotografia…


    Fotógrafo Gustavo Mafra vem conquistando o seu espaço no meio gospel

    Gustavo Mafra já foi o responsável pelas fotos do CD “Não negarei minha fé” de Thiago Alves, “A Porta” de Ariely Bonatti, “Sobrevivi” de Gerson Rufino e agora vem sendo bastante requisitado no cenário gospel nacional. Residente em Curitiba/PR, o fotógrafo também já trabalhou com Mara Maravilha, Opus Dei, Eliane Fernandes, Rick e Renam entre outros. Um de seus últimos trabalhos foi com Vanilda Bordieri, as fotos estarão no novo CD da cantora pela Aliança. Para entrar em contato com Gustavo Mafra, segue o seu endereço de email: fotogusmafra@gmail.com


    Som Livre investindo no Pentecostal

    Andréa Fontes e a dupla Daniel e Samuel são representantes do Pentecostal e já fazem parte do Cast da Som Livre, ambos em breve lançarão CDs pela gravadora. Agora a novidade é uma coletânea com 14 músicas no estilo Pentecostal Raiz com músicas de cantores como Sofia Cardoso e Andréa Fontes. A capa, que se identifica bastante com o público que consome esse estilo, e a lista das canções já foram divulgadas, confira:

    CD Fogo Pentecostal

    1. Rei Acabe – Ministério Ardendo em Fogo 2. Muita glória – Andrea Fontes
    2. Ele chegou para guerrear – Fogo no Pé e Alexandre Pessanha
    3. Nem parece que tu tá na prova – Ednaldo do Rio
    4. Portas abertas – Sofia Cardoso
    5. Deus de Israel – Elias Silva
    6. Casa de oração – Alex Gomes
    7. Jesus – Georgete Rocha
    8. Mirian e o pandeiro – Sandra Lima
    9. Mostra teu caráter – André da Carruagem
    10. O teu milagre vai virar notícia – Thiago Negrão
    11. Dalila – Pr. Wellington Jr.
    12. Quanto foi que tu ganhou – Thiago de Acari
    13. Neemias – Muro de Fogo

    “De janeiro a janeiro” – Banda Som & Louvor grava seu 3º DVD

    A banda de Forró Som & Louvor gravou o seu 3º DVD em Fortaleza/CE no dia 22 de fevereiro. Uma multidão se reuniu na sede da Igreja Comunidade Cristã Logos e celebrou juntamente com a banda que tem sido referência no ritmo que defende. O evento contou com a participação do cantor Maurício Paes e da diretora do selo gospel da Som Livre, Cláudia Fonte.


    Internacional

    Kari Jobe virá ao Brasil em maio

    Faltando poucos dias para o lançamento de seu novo álbum ao vivo, “Majestic”, a cantora Kari Jobe publicou em sua conta oficial do Twitter que virá ao Brasil em Maio. Sem mais informações oficiais, ainda não foram divulgados os dias e nem locais de suas apresentações.


    Números

    170 mil é a quantidade de público que a 32ª edição do congresso Gideões Missionários da Última Hora deseja reunir em Balneário Camboriú/SC. De 26 de abril a 6 de Maio com o tema “Gideões: não virem as costas par o clamor do mundo em agonia!”.

    5 milhões – de usuários do Facebook já seguem a cantora Damares em sua página oficial. A conquista foi comemorada nesta quarta semana de março.

    1 milhão – Mariana Valadão, Gabriela Rocha, Shirley Carvalhaes, Leonardo Gonçalves, Soraya Moraes, Ao Cubo e Irmão Lázaro já ultrapassaram a marca de 1 milhão de seguidores e continuam com significativa tendência de crescimento em suas páginas do Facebook. Vale ainda ressaltar, que a fanpage oficial da Sony Music Gospel conta atualmente com 2,3 milhões de seguidores sendo a maior página de gravadora do segmento gospel em todo o mundo.


    E aí? Gostaram do nosso 1º #FiqueSabendo no O Propagador? Comente, curta, compartilhe e muito obrigado por nos visitar! Em breve tem muito mais!

  • Ao Cubo fala sobre projeto Década em coletiva de imprensa na Sony Music

    Nesta quinta-feira 13, O grupo Ao Cubo esteve na sede da Sony Music em Botafogo – RJ onde receberam representantes da mídia carioca para apresentação do trabalho “Década” que marca os 10 anos de carreira do grupo.

    O projeto gravado no Memorial da América Latina em São Paulo com a presença de mais de 20 mil pessoas, reúne os maiores sucessos do Ao Cubo ao longo de 10 anos e tem as participações especiais de Irmão Lázaro, Thalles Roberto e Dexter.

    coletiva Ao cubo na SonyFeijão, Dona Kelly, Cleber e FJay conversaram com a imprensa sobre os 10 anos do grupo, como tem sido aceitação do trabalho do Ao Cubo, dificuldades superadas bem como a proposta musical do grupo.

    Segundo o grupo, não foi tão fácil serem aceitos pelas igrejas. “Tudo que é alternativo é um pouco mais difícil de aceitar. Nosso estilo musical, nosso estilo de se vestir, nosso jeito de pentear o cabelo diferente, isso atrapalha um pouco na forma de nos relacionarmos em algumas situações, não só na nossa igreja, como também quando vamos entrar num banco. Existem preconceitos ainda dentro das igrejas” Declara Cleber.

    Confira no vídeo abaixo um trecho da coletiva de imprensa: