As produções visuais no cenário nacional cristão estão a todo o vapor. De ano em ano, produtoras e diretores se destacam assinando grandes trabalhos. Em mesma instância, independentes se sobressaem. Pensando nisso, o O Propagador preparou a lista dos melhores clipes de 2015. Confira nossa seleção e exponha seus comentários:
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Fornalha – Pedras Vivas
Mesmo utilizando-se de um clichê no meio evangélico, clipes com testemunhos, “Fornalha” se sobressai pela qualidade das imagens e da atuação dos atores. A música dá título ao mais recente trabalho da banda goianiense pela Universal Music.
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Vento – Dilson e Débora
Adventistas, Dilson e Débora se destacaram este ano por “Vento”. Uma das produções mais bem produzidas e pretensiosas do ano, as imagens densas transmitem melancolia.
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Acredito – Leonardo Gonçalves
A canção “Acredito” é uma versão de “We Believe” do Newsboys, feita especialmente para o filme Você Acredita?. Com direção de Hugo Pessoa, responsável por outros trabalhos de Leonardo, o clipe também foi exibido nos cinemas junto com os créditos finais. Tendo como base a imagem de Leonardo dentro de um templo, a música revisita o filme se transformando em uma espécie de trailer musical. Uma curiosidade é que o vídeo já passou de 5 milhões de visualizações em menos de 1 ano.
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Ser Alguém – PG
Versão de “Be Somebody” do Thousand Foot Krutch, “Ser Alguém” foi escolhida como a principal faixa de S.E.T.E., novo trabalho de PG pela Som Livre. A balada segue uma estrutura comum em sua carreira solo, flertando suavidade pop com refrães mais incisivos do hard rock. As imagens foram gravadas nos Estados Unidos, com a direção de Marco Túlio e produção de Thiago Makie, da BME Multimídia. Para a gravação, PG utilizou uma guitarra Washburn e homenageou sua esposa, Rosana.
https://www.youtube.com/watch?v=rt1OiSd2Fzg
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Porque eu Te Amei – Ton Carfi
O álbum Somos Um (Som Livre, 2015) colocou o paulista Ton Carfi no rol dos grandes nomes da música cristã contemporânea nacional. Sempre misturando estilos musicais, Ton, que é mais conhecido por suas músicas pop eletrônicas encontrou na delicada e emotiva “Porque eu Te Amei” o single perfeito para seu disco. O clipe da canção, dirigido por Toddy Ivon, consegue capturar a veia emocional do cantor que divide o protagonismo do vídeo com seu piano branco e uma pequena e carismática bailarina, responsável pela cota da delicadeza.
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O Bilhete e o Trovão – Os Arrais
Parte do CD/DVD As Paisagens Conhecidas, Os Arrais chegaram ao terceiro trabalho explorando as possibilidades audiovisuais da música. “O Bilhete e o Trovão” é parte desta produção, dirigida por Hugo Pessoa. As imagens foram gravadas em Olinda, cidade de Pernambuco. A letra foi escrita por Tiago Arrais, e segundo o compositor, é baseada “naquele momento em que os valores tradicionais do que a gente entende por fé cristã são colocados à prova”.
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Vem – Quarto Fechado
“Eu vejo um conflito / Meu livre arbítrio / Onde foi parar”? Single do álbum Labirinto Meu, “Vem” é carro-chefe de um disco que questiona bases teológicas na realidade cristã pós-moderna. Na narrativa que o clipe segue, o amor é um campo de possibilidades para quem se entrega. As imagens contam a história de um jovem frequentemente atormentado por seus pensamentos e recordações de um passado criminoso.
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Nossa Canção – Gabriela Rocha e Leonardo Gonçalves
Dirigido por Hugo Pessoa, “Nossa Canção” se destaca por trazer um entendimento geral do que é dito por “filhos de Deus”. Negros, brancos, ricos, poderosos, são caracterizados na produção que se destaca por seu teor conceitual.
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Do Avesso – Paulo César Baruk
“Do Avesso”, faz parte do álbum Graça, lançado em 2014. O clipe foi gravado nos Estados Unidos, em uma parceria da Salluz com a Sony Music Brasil. Baseado no capítulo 15 do livro de Lucas, o roteiro faz uma releitura da parábola do filho pródigo, onde o próprio Baruk interpreta o personagem que resolve se aventurar e, logo depois, se arrepende da decisão.
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Ame Mais, Julgue Menos – Marcela Taís
Com direção de Bruno Fioravanti, “Ame Mais, Julgue Menos” é caracterizada pela sua espontaneidade. Marcela Taís é autora e intérprete da canção que está a frente do álbum Moderno à Moda Antiga. A qualidade da fotografia, além dos locais onde as cenas foram gravadas, rende à produção o primeiro lugar em nosso pódio.
Perdeu alguma novidade esta semana? Acompanhe agora o resumo com os principais acontecimentos da música gospel.
Heloisa Rosa apresenta capa do novo CD, Paz
O novo CD de Heloisa Rosa já está na fábrica! O título Paz nasce no coração de Heloisa e permeia todas as músicas do álbum, refletindo o anseio da humanidade pela Paz que só pode ser encontrada em Jesus.
Depois de quatro anos sem lançar um disco somente com músicas inéditas, “Paz” reúne 10 faixas autorais, incluindo os destaques “O Seu Caminho”, “Casa do Pão” e “Glorioso Dia”, que conta com a participação especial de Mauro Henrique, vocalista da Banda Oficina G3. Esse é sexto título da cantora, depois de “Heloisa Rosa – Ao Vivo em São Paulo” (2014), “Confiança” (2011), “Estante da Vida” (2008), “Andando na Luz” (2006) e “Liberta-me” (2004). “Paz” é mais um lançamento Musile Records, disponível a partir de Dezembro/2015 em CD, Playback e no formato digital. Veja a capa do álbum:
Os Arrais lançam clipe da canção O Bilhete e o Trovão
O Bilhete e o Trovão traz o experimentalismo indie folk da dupla, com alguns instrumentos mais audíveis nesta canção. Se em Mais a aposta foi em um som acústico voz e violão, em As Paisagens Conhecidas conseguimos ouvir pianos, guitarras e percussão bem presentes, sem descaracterizar o som da dupla. Assista:
Trazendo a Arca lança novo CD “Habito no Abrigo”
No dia 20 de novembro a Sony Music começa a distribuir o CD “Habito no Abrigo”, lançamento do ministério de louvor Trazendo a Arca.
O projeto terá a pré-venda no iTunes e no Google Play a partir do dia 13 de novembro, os fãs do grupo poderão adquirir o disco em primeira mão e acompanhar o lançamento das músicas na semana seguinte, quando o CD também começa a chegar nas lojas.
“Habito no Abrigo” foi gravado ao vivo no Rio de Janeiro, o disco segue o estilo do ministério de louvor com muita ministração e canções congregacionais.
“Optamos em gravar esse projeto em nossa igreja, com nossos amigos, nossos pastores. Foi uma noite muito especial e esse clima conseguiu ficar registrado neste novo projeto que será lançado pela Sony Music nos próximos dias”, comentou Luis Arcanjo, líder do Trazendo a Arca. Confira a participação do grupo no Sony Music Live, com uma das músicas inéditas da gravação do álbum Habito no Abrigo:
Denyse Bittencourt lança “Um minuto mais” seu mais novo CD
O novo CD da cantora Denyse Bittencourt “Um minuto mais”, já está disponível em todas as plataformas digitais, e em dezembro chega às lojas.
“Um minuto mais” é o segundo trabalho solo da cantora, que tem quinze anos de carreira, dez destes dedicados ao Renascer Praise, onde esteve entre 2000 e 2010, e gravou dez CDs e DVDs como uma das principais vozes do grupo.
O projeto, produzido pelo músico Felipe Cruz, contempla 14 canções, 11 composições suas, entre elas duas regravações “Ser Conhecido de Deus” gravada pelo Renascer Praise em 2008 e “Pra Viver a Restituição” gravada por Davi Sacer em seu álbum “As margens do teu rio” lançado em 2012. O CD físico contará ainda com uma faixa bônus “Lugares Altos” versão Piano e Voz.
Agora focada somente em sua carreira solo, Denyse busca novas sonoridades, outros sons, uma musicalidade que foge do convencional, mas com a essência de adoração que a consagrou como intérprete e compositora.
Cassiane lança Harpa Vol. 2
A cantora Cassiane fez uma seleção de músicas que passam de geração em geração que integram o hinário Harpa Cristã e transformou no projeto Harpa. O primeiro volume foi lançado em 2010, comemorando o centenário das Assembleias de Deus no Brasil. A segunda edição chega às lojas marcando o retorno da cantora à MK Music.
Totalmente inédito, o CD Harpa 2 traz 10 canções que ganharam interpretação emocionante de Cassiane, que cresceu ouvindo e cantando esses hinos. Além, claro, de lindos e contemporâneos arranjos do maestro Jairo Manhães, que assina a produção musical. “Essas músicas fazem parte da minha história, da minha formação como cristã. Afinal, sou assembleiana de berço. Por isso é tão especial para mim”, compartilha Cassiane.
“Achamos muito pertinente marcar a volta da querida Cassiane para a MK com esse álbum inédito e emblemático, que revisita a história, as raízes… Estamos vivendo momento lindo na presença de Deus e é com alegria que lançamos este projeto, assim como relançaremos o volume 1 e muitos outros álbuns do acervo pessoal da cantora”, explica Yvelise de Oliveira, presidente da MK Music, já adiantando novidades.
Jonas Villar lança disco Vitória
O cantor Jonas Vilar vive a expectativa pelo lançamento do seu novo álbum “Vitória” pela Universal Music Christian Group. O novo projeto traz 16 faixas e participações especiais dos cantores Kalebe, Anderson Sousa, as duplas João Vitor e Diego e Junior e Matheus. O lançamento do CD será no dia 13 de novembro em formato físico e digital.
Gravado no Parque das Mangabeiras em Belo Horizonte, no dia 20 de junho, o projeto em breve será lançado em DVD. A gravação reuniu milhares de pessoas que cantaram durante todo o evento. Um dos pontos altos da gravação aconteceu durante a música “A vida é tudo de bom”, em que se formou um verdadeiro coral. Outro momento especial da gravação foi o dueto com o cantor Kalebe na faixa “Eu Navegarei”, emocionando o público.
Jonas relembrou a emoção do dia da gravação: “No dia da gravação, eu estava muito emocionado, porque era o meu melhor para Deus. Eu havia pedido à equipe que realizasse tudo com muita excelência, pois o nosso Deus é Deus de primazia e, para Ele, nada menos que o excelente. E foi isso que vimos naquele dia. Eu fiquei mesmo muito feliz”, comenta Jonas.
Bruna Karla recebe disco de platina pelo disco Como Águia
Depois de ter mais de 80.000 cópias vendidas, a cantora Bruna Karla recebeu o disco de platina pelo álbum lançado no final de 2014. A artista, que despontou com o álbum Advogado Fiel, com canções de qualidade inquestionável acomodou-se, e pior, aos poucos perde seu patamar a cada disco que lança. Apesar das boas vendas, Como Águia dá sequência à este contexto, fazendo uma combinação desagradável entre produção musical sem personalidade, musicalidade duvidosa, interpretações vocais equivocadas e repertório confuso.
Já está na fábrica o CD e DVD Extraordinária Graça de Aline Barros
O próximo trabalho de Aline Barros, “Extraordinária Graça” será lançado em breve pela MK Music e já foi para a fábrica. A arte de capa foi feita de pela agência Quartel Design que utilizou uma imagem da cantora durante a gravação desse projeto que aconteceu em junho deste ano no HSBC Arena, Rio de Janeiro, onde mais de 10 mil pessoas estiveram presentes. “Esse trabalho está lindo! Tenho certeza que muitas vidas serão alcançadas com o som desses louvores”, disse a cantora.
A direção executiva deste trabalho é assinada pelo pastor Gilmar Santos, marido e empresário de Aline, já a direção artística foi feita por Marina de Oliveira e a direção de vídeo de Anselmo Troncoso. A produção musical é de Ruben di Souza.
O repertório de “Extraordinária Graça” é composto por canções de dois CDs premiados com o Grammy Latino “Extraordinário Amor de Deus” e “Graça”, ambos lançados pela MK. O CD e o DVD deve chegar às lojas no final deste mês. Confira o primeiro single do álbum, Rendido Estou com participação de Fernandinho e Bruna Karla:
Déio Tambasco sofre grave acidente na BR 364 em Ariquemes/RO
Cinco homens, entre eles o cantor e músico Déio Tambasco, de 42 anos, ficaram feridos após uma colisão frontal entre dois automóveis no km 548 da BR-364, na noite de quinta-feira (5) em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo utilitário onde estava o músico, capotou por diversas vezes após a batida e parou na ribanceira da pista.
Segundo a PRF, o condutor de um carro de passeio estava com dois passageiros na rodovia. A polícia informou que o motorista dirigia o veículo alcoolizado e em determinado momento invadiu a pista contrária atingindo o veículo onde estava o cantor e o motorista. Ainda conforme a PRF, com a força da batida, o utilitário capotou diversas vezes na pista até parar em uma ribanceira.
O motorista do carro de passeio ficou preso às ferragens e foi retirado pelo Corpo de Bombeiros. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou atendimento às outras vítimas e após realizar os primeiros socorros foram encaminhados até o Hospital Regional de Ariquemes.
De acordo com a direção do hospital, o cantor solo sofreu escoriações pelo corpo e recebeu alta algumas horas após dar entrada na unidade. O músico de São Paulo havia chegado a Porto Velho pouco antes do acidente e estava a caminho da Região Central do estado, onde participa de um evento evangélico em Ouro Preto do Oeste.
As outras vítimas foram transportadas para Porto Velho com fraturas expostas e um sob a suspeita de estar com traumatismo craniano.
Tambasco, é ex-integrante do Katsbarnea, e já tocou como contratado no Oficina G3 (na turnê do Além do que os Olhos Podem Ver 2005/2006), com o Renascer Praise e com o Brother Simion.
Asaph Barbosa lança novo clipe Enche-me de Ti
Com direção de Vlad Aguiar, o cantor Asaph Barbosa divulgou o projeto audiovisual do seu mais novo álbum, Profetiza pela Som Livre. Assim como a música, o clipe é mais intimista, acompanhado por uma interpretação suave do intérprete. Veja:
P.G. lança novo clipe e single Eu Permanecerei
Eu Permanecerei faz parte do álbum “S.E.T.E”, do cantor PG, o vídeo clipe foi produzido pela BME e conta com direção de Marco Tulio. O clipe conta a história de uma bailarina que sofre um grave acidente de carro e fica paraplégica, sendo impedida de dançar e seguir a sua carreira. Assista:
https://www.youtube.com/watch?v=d1WElHc2RjY
Fernanda Brum lança o clipe Efésios
Guiada pela urgência da Noiva em se preparar para o encontro com o Noivo, Fernanda Brum mostra através de Efésios uma Igreja que sofre com a violência, morte, soberba e fome. Fernanda fez questão de participar na direção, no roteiro e em todos os detalhes que envolveram a produção do clipe para que a visão que Deus tem passado a ela esteja impressa de forma clara e fiel nesse projeto tão desafiador.
A grande dificuldade do clipe foi a escolha dos locais de gravação que precisavam representar a mensagem da canção. As imagens foram capturadas principalmente no Rio de Janeiro, Nova York e Israel. O Rio de Janeiro foi escolhido por representar toda guerra, violência e insegurança que a cidade tem vivido, além de mostrar que dentro do Rio existe uma Igreja que clama. Já a Times Square, em Nova York, representa o Centro Comercial do mundo. E Israel, segundo a Profecia Bíblica, será o local do encontro da Noiva com o Noivo.
A expectativa com o clipe é trazer a revelação da urgência da Igreja em se preparar e em se limpar, pois Ele vem e não demora. O foco da mensagem no vídeo clipe é: Desperta Igreja, pois o Noivo está voltando para buscar a noiva!
Quando ouvi a primeira faixa, perguntei: “Deus, que coisa linda é essa?” E óbvio que viciei na música já de cara. Antes de tudo, As Paisagens Conhecidas é uma continuação clara de Mais, trabalho anterior da dupla. A proposta dos irmãos Arrais com essa sequência de EP’s que prometeram ainda não é muito clara. Montréal é linda e traz consigo esse experimentalismo indie folk da dupla de forma sensacional. Uma coisa interessante sobre Os Arrais é que eles conseguem soar confessionais mesmo sem aquela pretensão de ser colocado numa categoria clichê como “louvor & adoração”. Não é possível rotulá-los como “gospel”. O mais coerente a dizer é que se trata de um folk com letras cristãs. Isso é singular neles, dentro do nicho o qual pertencem.
O Bilhete e o Trovão segue a mesma vibe da faixa anterior, só que com alguns instrumentos mais audíveis. Se em Mais a aposta foi em um som acústico voz e violão, em As Paisagens Conhecidas conseguimos ouvir pianos, guitarras e percussão bem presentes, sem descaracterizar o som da dupla. Outono e Caneta e Papel me lembraram algumas canções do Gungor. São faixas aparentemente autobiográficas, versando o lado do compositor e a influência gigante do Espírito Santo na hora de escrever. Nessa última, o romantismo das palavras “meu bem” soam poeticamente amoroso na voz do Tiago que, mostra mais uma vez que não é apenas um bom músico, mas também um bom intérprete.
Fogo é o single do trabalho e tem alguns lampejos de country. O engraçado nesse EP é que se você fechar os olhos e ouvi-lo, você consegue criar uma imagem de um lugar bonito de acordo com a canção. Não sei se foi intencional, mas dar esse título ao projeto deu realmente certo. A faixa que o encerra tem guitarras bem presentes e metais marcando presença.
As Paisagens Conhecidas é um trabalho muito bom, mas que deixa um ponto de interrogação gigante a quem o ouve, especialmente de seus fãs que, dois anos depois, esperavam um trabalho melhor que Mais. No fim das contas, soa como uma versão estendida (ou deluxe) do álbum anterior. Desta forma, é necessário ser ouvido antes de conclusões precipitadas.
O segundo domingo do mês de agosto é o dia dos pais! Para comemorar essa data tão importante, o portal O Propagador apresenta um TOP 10 especial com músicas marcantes sobre esses homens tão especiais.
Listamos músicas para homenagear e lembrar todos os tipos de pais: aquele que está longe, o que está perto, o que ora, o que batalha, o que está a cuidar de seus filhos e mesmo aquele que já partiu para a eternidade. Na lista temos Oficina G3, Cristina Mel, Ana Paula Valadão, entre outros.
Confira!
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Momentos de Ternura – Oficina G3
Abrindo a lista, temos “Momentos de Ternura”, gravada pela banda Oficina G3. Esta canção foi gravada para a trilha sonora do livro Janelas da Memória, escrito por Yvelise de Oliveira. Nesta canção, mais direta sobre filhos, nos lembramos que a missão dos pais é de proteger, cuidar dos seus filhos com ternura, e, acima de tudo, ajudá-los na caminhada cristã. Assim como Deus nos quer por perto, com certeza, seu pai também. (2004)
https://www.youtube.com/watch?v=1Nxzm2Y3DBI
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Um Puro Coração – Ana Paula Valadão
A maioria das pessoas conhece (ou já ouviu falar) na família Valadão. Notórios tanto para o protestantismo, quanto para a música gospel brasileira, os familiares da cantora Ana Paula Valadão estão por aí. Seu pai, Márcio Valadão, é pastor e presidente da Igreja Batista da Lagoinha. E é exatamente a ele que Ana presta o seu tributo. Assim, através desta canção, muitos de nós lembramos que nossos pais nos ensinaram (ou ao menos deveriam) a servir a Deus, praticando aquilo que Cristo ensinou. (2009)
https://www.youtube.com/watch?v=xfkvATv60F8
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Pai Herói – Paulo André e Noemi Nonato
O oitavo lugar vai para “Pai Herói”, de Paulo André e Noemi Nonato. Quem de nós nunca nos lembramos do carinho de nossos pais quando crianças? Conduzida por uma sonoridade sertaneja, esta música chega-se bem ao tema, com a reflexão do eu lírico, que relembra o pai que já partiu: “Pai, sou teu fruto, sou lembrança / Faço parte, sou herança / Que um dia você deixou / E aqui vou seguindo e vou cantando / Eu sou um eterno cantador“(2004)
https://www.youtube.com/watch?v=WXODRY3alZE
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O Prêmio É Meu – Brenda
Temos os nossos pais, que são bênçãos do Criador, e, na verdade, os presenteados somos nós. É exatamente isso que “O Prêmio É Meu”, gravada por Brenda, quer retratar. A canção apresenta o filho que se sente agraciado pelo pai que possui: “Feliz, sou eu! O prêmio é meu! / Me orgulho em chamar você de pai“. Esta canção também foi regravada por Cristina Mel, anos depois. (2011)
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Meu Pai, Meu Amigo – Cristina Mel
Ter um pai é muito mais do que ter, simplesmente, um progenitor. Esta canção, gravada num dos álbuns infantis de Cristina Mel, é outra de homenagem a aquele amigo que é sangue do seu sangue. “Meu Pai, Meu Amigo”: “No dia em que eu nasci, ele já estava ali / Me recebendo nos braços da família / Eu não sabia de nada, mas ele já me amava / E me ofertava a sua companhia” (2003)
https://www.youtube.com/watch?v=QAbP796T1_M
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Herança – Os Arrais
Os Arrais também gravaram uma canção para o pai que possuem. Irmãos, a dupla André e Tiago Arrais dedicou esta homenagem em “Herança”, canção que trata de um pai que consagra sua família a Deus, levanta cedo, para garantir o sustento da casa, e retorna pela noite. “Nas mãos de Deus derrama a sua vida / Que trocaria pela salvação / De cada membro de sua família / E esta é a herança que deixou”. Esta canção foi gravada no álbum Mais, segundo trabalho da dupla. (2013)
https://www.youtube.com/watch?v=jl61mbxlSWQ
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Papai – Banda Azul
Ex-vocalista do Rebanhão e Banda Azul, Janires teve uma infância muito difícil. Abandonado pelo pai ainda pequeno, e criado apenas por sua mãe, toda a tristeza que passou não o impediu de gravar uma canção de tributo aos pais, chamada “Papai”. Em suas palavras, muitas das vezes, os pais não são tão lembrados quanto as mães, e pensando nisso, escreveu esta canção, com sonoridade suave e letra poética. Sem dúvida, uma das melhores desta lista. (1987)
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Queria de Verdade Estar Contigo – Vanilda Bordieri
Assim como outras canções desta lista, e de forma muito mais forte, “Queria de Verdade Estar Contigo” é o abrir do coração. Neste caso, Vanilda Bordieri nos relembra que um dos pontos ruins de ser filho é que, geralmente, um dia veremos nossos pais partirem. Através das palavras da cantora, a esperança da eternidade é mais vívida e forte, e a saudade fica com as lembranças, tão fortes na mente de um filho. Dessa forma, esta bela canção, de Vanilda, recebe nossa medalha de bronze. (2012)
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Filhos – Ao Cubo
Tão triste quanto perder um pai é não tê-lo por perto. Infelizmente, esta é a realidade de muitos. Seja por conta de trabalho ou divórcio, os filhos sentem o peso de terem o pai longe. A banda Ao Cubo grava “Filhos”, conduzida por Kleber e Dona Kelly, irmãos, numa música, ao que parece, totalmente autobiográfica. Na falta de um sujeito a quem se espelhar, encontraram em Deus o reflexo perfeito de caráter para seguirem. Por fim, a dupla afirma que os filhos sempre são os que sofrem mais com a declaração dos pais. Foi lançada no álbum Um por Todos. (2009)
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Papai, Amo Você – Marcelo Nascimento
O primeiro lugar vai para o cantor Marcelo Nascimento, com um de seus maiores sucessos, “Papai, Amo Você”. Bem antes das músicas dedicadas aos pais se tornarem regularmente lançadas, até mesmo por coletâneas, Marcelo fez este tributo, em seu primeiro trabalho, o álbum De Todo Meu Coração. Vale a pena ouvir! (1995)
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Este é o nosso TOP 10 sobre pais. Gostou da nossa seleção? Mande esse texto para o seu pai, como homenagem!
Conversando com o amigo Diego M. Azevedo que tive o prazer de encontrar durante os dias que fiquei no Rio de Janeiro, acabamos chegando num assunto que achei pertinente discorrer em um texto. Afinal, o que faz uma música ser clichê? Quando ela se torna clichê?
Analisando por um viés da música cristã, entendemos que a nossa música para ser caracterizada como cristã ou gospel como queiram, precisava trazer conceitos e mensagens religiosas, relacionados à fé que pregamos, devendo estar criteriosamente dentro do diz a Bíblia.
Assim, surge uma dúvida: é possível que músicas baseadas na palavra de Deus se tornem “clichês”? Estaria a principal fonte de inspiração musical evangélica se tornando “batida” e comum?
Atualmente surge no meio um novo movimento musical, por vezes intitulado de crossover, que não se rotula gospel, mas também não se coloca como secular. Poderíamos colocar que é uma intersecção entre os dois segmentos musicais, sendo possível ser consumida pelos dois mercados sem problema algum, visto que essa música não vem carregada de jargões religiosos, apesar de ter uma essência cristã, mas também não abusa de termos mundanos nem se opõe à vida cristã. Devagar, esse movimento vem conquistando apreciadores, principalmente no lado do “conjunto” evangélico.
Não se sabe se vem pra ficar, se vai passar. Sabemos que não é algo novo, isso já foi tentado em outro momento da história da música cristã, como a banda Catedral, que por esse motivo foi alvo de inúmeras críticas sendo acusados de trocar a música gospel pela secular. Agora, em um novo momento, com cristãos mais receptivos, pode ser que o movimento frutifique, atualmente defendido por nomes como Palavrantiga, Tanlan, Marcela Taís, entre outros expoentes.
Mas fugir do comum é fazer algo totalmente diferente? Não seria possível cantar a Bíblia sem os famosos bordões consagrados por cantores de renome, do tipo “Faz chover, chuva de bençãos, Eu vou conquistar, Vou vencer, O Deus de promessas”? Sim é possível. E tem gente mostrando como.
Um desses nomes responde por Leonardo Gonçalves. Basta pegar o encarte de seu disco pra perceber que as composições não fogem da ótica cristã, mas não é um amontoado de frases feitas extraídas de nenhum almanaque gospel de motivação. Em Principio e Fim, Leonardo consegue mesclar poesia cristã com melodias que nos fazem viajar nas canções, refletir sobre ou apenas se deixar levar. Nessa vibe também surge os irmãos Arrais. Trazendo pela Sony Music o disco Mais, a dupla tem sido muito elogiada pela forma diferenciada como tem trazido mensagens cristãs, sendo considerado por muitos como um dos melhores projetos do ano. Impressionante como as composições são criativas, como são colocadas sem buscar o crossover, e muito menos ser clichê.
Por fim, vale salientar que não existe fórmula da criatividade, da fuga do clichê. Caso se torne uma fórmula, o criativo e inovador passará a ser o novo clichê. A criatividade está justamente nisso, de fugir aos padrões e modelos, e para isso, não é preciso deixar de cantar a Bíblia, apenas que deixe de ver a música como um mero produto fabricado para vender, voltando a dar à música o status de arte, que é seu por direito.
E pra você, quando a música gospel se torna clichê?
Eles foram os vencedores do nosso Top 10 de melhores discos de 2013, com o aclamado “Mais”. Analisamos minuciosamente o disco e demos nota 9 para o marcante e profundo CD que os lançaram ao mainstream. Deste então, chamaram a atenção de alguns com um grito silencioso. Perturbaram os mais céticos com uma tranquilidade sonora. Agora, a dupla André e Tiago Arrais nos concede uma entrevista exclusiva abordando os mais variáveis assuntos: o início, a carreira, fama, crítica, ensinamentos teológicos e projetos futuros. Acompanhe!
OP: Como tudo começou? Conte-nos um pouco da história da dupla.
Tudo começou da maneira mais natural possível. Eu (Tiago) comecei escrevendo músicas no período do segundo grau. Pouco tempo depois o André também começou a escrever músicas. As músicas eram simples, mas sinceras. Quando fui para o UNASP-EC no interior de São Paulo continuei escrevendo, e pouco tempo depois o André decidiu ir para a mesma instituição. E lá continuamos escrevendo, cantando aqui e ali, até que o dia chegou de tocarmos juntos. O André cantava as músicas dele, eu fazia vocal, eu tocava e cantava minhas músicas e o André fazia vocal. Quando eu fazia minhas visitas pastorais de estágio cantava para as pessoas em suas casas, hospitais, etc. Nossos amigos e colegas gostavam bastante de nossas músicas e desta maneira nos motivaram a gravar um CD com estas músicas. Pela providência Divina e com o apoio de muitos conseguimos gravar o primeiro CD chamado “Introdução” e este foi o começo de tudo.
OP: O primeiro disco (Introdução), embora bastante poético, foi composto essencialmente por músicas mais diretas e pessoais com letras mais fáceis de serem assimiladas. O “Mais”, em contrapartida, é rebuscado, entretanto foi o trabalho que projetou vocês. Houve alguma surpresa, ou desde o inicio vocês tinham a ciência de que o “Mais” sendo profundo teria maior alcance?
Sem dúvida. O período entre o CD Mais e Introdução é de mais ou menos 5 anos. Houve bastante amadurecimento neste período. Muita água passou debaixo da ponte. Mas nunca imaginamos que o CD Mais chegaria aonde chegou. A princípio tínhamos o planos de lançar o CD de maneira independente. Mas pela providência Divina, Deus orquestrou algo diferente para o CD Mais que não poderíamos ter antecipado. Tivemos apoio de muitos amigos como o Léo (Leonardo Gonçalves), a Daniela Araújo, o Duca Tambasco e o pessoal do Oficina G3, fora o pessoal da Sony que nos deu um apoio muito grande par ao CD chegar aonde chegou. Nunca imaginávamos que o CD Mais chegaria ao 1o lugar no iTunes em pouco tempo, etc. Deus foi muito bom. Nosso objetivo desde o CD introdução era de ser fiéis ao nosso chamado de ensinar a Palavra através de música. Assim, sempre buscamos fazer o nosso melhor ao nos colocamos nas mãos de Deus. A glória é Dele. Nós somos vasos quebrados e imperfeitos, Ele é o tesouro. Mas sobre o alcance dos dois CDs, o engraçado é que esta semana o jogador Neymar postou a letra de uma de nossas músicas chamada “Cada Passo” do primeiro CD Introdução! Por mais que o CD Mais teve um alcance maior, Deus continua usando as músicas antigas para alcançar pessoas em todos os cantos com a Palavra.
OP: O que atualmente vocês escutam e o que os incomodam na música cristã atual?
O André e eu temos gostos muito semelhantes. Mas ouvimos de tudo. De músicas cristãs antigas americanas até Brahms. Dentre nossos favoritos estão Andrew Peterson, Andy Gullahorn (que produziu Mais conosco), The Brilliance, Sara Groves, e no cenário nacional Léo, Dani, Felipe Valente, Os Iglesias, e Fernando Queiroga estão entre os que mais admiramos (sem contar Stênio Marcius e outros gigantes da música cristã nacional).
Sobre o que nos incomoda… pouco nos incomoda. Não estamos em posição de julgar ninguém. A pior coisa é julgar a intenção de alguém. Quando julgamos a intenção de alguém compor algo não damos o direito do outro se defender. Cada músico tem uma consciência, e um dia irão prestar contas diante do Eterno com relação a suas obras. Somente Deus sabe quais músicos estão fazendo um trabalho para glória pessoal e quais fazem um trabalho para Sua glória em favor do Reino. Podemos avaliar os frutos, mas nunca iremos saber o que agrada ou desagrada a Deus. Assim, pouco nos incomoda. Gostaríamos que certas coisas fossem diferentes, mas cada um diante de si e da missão que lhes foi dada.
OP: Podemos dizer que a mensagem dita em suas canções não tem exatamente o mesmo apelo popular como as músicas mais conhecidas do meio gospel. Se for comparar, a ótica é meio torta. Para que as pessoas entendam pra onde a roda gira, expliquem melhor a visão que vocês têm do evangelho e a mensagem que querem passar. Há algum ensinamento especifico da bíblia que é pouco explanado na música contemporânea que vocês tendem a defender?
Boa pergunta. Nossa perspectiva sobre o evangelho e a mensagem que queremos passar é a perspectiva de Cristo. A bíblia diz em João 8:31 “se permanecerdes em minha Palavra verdadeiramente sereis meus discípulos…” Uma coisa é cantar músicas com linguagem Bíblica. Outra coisa é escrever e cantar músicas com a sabedoria que a Bíblia oferece. É muito fácil sentar e escrever uma música que fala informações sobre Deus. Difícil é escrever algo que parte de uma experiência real com Cristo através da Palavra, especialmente no contexto de sofrimento. Uma música que tenha raiz em uma realidade concreta. Meu irmão e eu temos apenas um ministério: o ministério da Palavra. A música faz parte deste ministério de ensinar a Palavra, mas tanto o André como eu estamos em uma universidade nos EUA cursando mestrado e doutorado em teologia porque a música é só parte do ministério, a música é a porta de entrada… existe muito mais na Palavra do que uma música pode abraçar. Assim, como a missão de Cristo era fazer discípulos que continuassem a obra Dele nesta terra até o Seu retorno, e como discipulado está diretamente ligado a “permanecer na Palavra” nós usamos nossas músicas para mostrar a beleza, a profundidade, e o poder que a Palavra têm de nos fazer “mais” do que nós seriamos sem Cristo.
Sobre defender algum ensinamento… a Bíblia não precisa de defesa. Ela é o que é. Para nós, e para Paulo “é o poder de Deus para salvação daquele que crê” (Romanos 1:16). O problema é que hoje em dia nós entendemos o valor do texto Bíblico para espiritualidade, mas a Bíblia não nos fascina, não nos desfaz, não nos comove. Nosso trabalho é usar a música para ser um tira-gosto daquilo que a Bíblia oferece, assim, se você gosta das nossas músicas, espere para ver o que a Palavra tem para oferecer!
OP: Vocês dois, além de músicos, são profundos estudiosos da Bíblia e Teologia (Tiago faz doutorado em Antigo Testamento e Filosofia Cristã; André é mestrando em Divindade). Qual a importância desse estudo e como isso reflete na música que fazem?
Extremamente importante e faz toda a diferença na nossa música. Nós temos o privilégio de estudar a Palavra por 6-8 horas por dia na universidade (e as vezes mais!). Estamos imersos num ambiente acadêmico onde muitos tem esta mesma experiência que nós estamos tendo. E é como diz o ditado, nós somos o que somos mais o nosso ambiente. Ter passado estes anos aqui tem mudado nossa perspectiva sobre muitas coisas, mas a principal delas é a importância da educação. Educação segue os mesmos parâmetros da Redenção que Cristo oferece. Se não fosse assim, porque é tão importante “conhecer” a Cristo de acordo com a Palavra? Pense no texto de João 17:3 – “esta é a vida eterna, que conheçam a Ti.” Nossa vida eterna, nossa salvação em Cristo está diretamente relacionada ao conhecimento de Deus. Conhecimento que nunca tem fim! É permanecendo na Palavra que somos transformados e de acordo com João 8 é somente assim que encontramos verdadeira “liberdade.” Assim, o estudo da Palavra afeta diretamente quem somos em primeiro lugar. Mesmo sem estas músicas, a Palavra tem um papel central na nossa vida. Nossas músicas são apenas um pequeno reflexo daquilo que Deus está fazendo em nós, e daquilo que Deus está disposto a fazer em qualquer um que estiver disposto a ouvir Sua voz através da Palavra. Nossos próximos CDs por este mesmo motivo serão ainda mais Bíblicos, Pentateuco primeiro, Salmos em segundo, e iremos tentar cobrir a Bíblia, cantando e escrevendo sobre as experiência de nossos antepassados na fé! Para que desta forma possamos receber nova motivação para permanecer na jornada, e para que possamos continuar aprendendo do amor e da graça de Deus estendida a todos nós através da revelação da Palavra.
OP: A respeito dos próximos trabalhos, vocês adiantaram nas redes sociais que já estão com dois projetos finalizados: O “Torah” e o EP “Salmos”. Poderiam nos adiantar alguma informação a mais sobre a sonoridade e previsão de lançamento?
Sonoridade de agora em diante não irá ser diferente do CD Mais, poucas diferenças. Queremos manter a mesma produção pois esta é a maneira que tocamos nossas músicas. Sobre previsão e lançamento não temos idéia ainda. Só iremos entrar em estúdio quando tivermos os fundos para pagar o projeto por completo. Até lá é esperar e confiar que se for da vontade de Deus tudo irá acontecer naturalmente. Iremos fazer nossa parte, e o resto, Deus no controle.
OP: Criticas sempre existirão. Esbarrando no maior entrave da dupla, acredito que o folk (estilo de maior predominância em seus trabalhos) veio gerando algumas críticas como “músicas que dão sono” (afirmativa já mencionada por vocês). Isso é algo que – na pior das hipóteses – permeou ou pode afetar e mudar a regência de futuros álbuns?
Não nos afeta nem 1%. E nada irá mudar. Nós escrevemos as músicas da maneira que escrevemos. Umas são mais animadas, outras são menos. Tudo depende do que queremos comunicar, do que a letra diz. Nem todos entendem esta relação de música (forma) e letra (conteúdo), e não esperamos que todos entendam também. E no final das contas, dormir faz bem, se nossas músicas ajudam, ótimo! rs.
OP: Na música “Oração”, vocês referem à grandeza de Deus em relação à finitude humana (“que o meu nome morra com meu corpo e o de Cristo permaneça em tudo”). Qual a relação de vocês com a fama? São contrários a ela por achar errado, ou consideram como inevitável para quem consegue destaque com o trabalho?
A fama não é um problema em si. O problema é o ser humano. Os construtores da torre de babel em Gênesis 11 buscavam um “nome,” um tipo de “fama” egoísta, voltada para o “eu,” para as obras como um fim em si mesmo. Logo em seguida no capítulo 12 de Gênesis Deus chama Abraão e diz que irá dar a ele um “nome,” um tipo de “fama” diferente, uma “fama” em serviço de muitos, uma “fama” que termina glorificando a Deus e não as obras do homem. Nunca buscamos o primeiro tipo de fama. A fama egoísta, que busca aplauso de homens nas custas do favor de Deus. Como disse antes, meu irmão e eu cantávamos nossas músicas em visitas pastorais, em casas, em barracos, mansões, em hospitais, em asilos. Isto nos dava e ainda nos dá muita alegria. Pois a música tem esta função de alcançar as pessoas onde elas estão, e quando podemos orar pelas pessoas, falar para elas da Palavra e não somente cantar, o trabalho é ainda mais completo e profundo. Desta maneira, se esquecerem de nós amanhã, para nós, nada irá mudar, iremos continuar fazendo aquilo que sempre nos deu alegria: ensinar a Palavra de diversas maneiras, para poucos ou para muitos. Recebemos muitos emails com convites para cantar em diversos locais. As vezes estes emails contém informações como: “3 mil pessoas estarão no evento…” e muitas vezes nem respondemos. Não estamos atrás de fama, atrás de multidões, mas atrás de fazer a vontade de Deus, para 1 ou para 10 mil com a mesma intensidade e devoção. E foi por isso que escrevemos: que nosso nome morra com nosso corpo e que o de Cristo permaneça em tudo. Se no final de nossos dias as pessoas lembrarem mais de nós, e menos do Cristo do qual falamos, cantamos, e servimos, teremos falhado. A fama que queremos é aquela fama que traz glória a Deus. Se é plano de Deus que nossas músicas se espalhem pelo Brasil todo gerando uma certa “fama” que assim seja, mas nosso ministério, nossa vida e existência não dependem disso. Ele sabe. E é por isso que de alguma maneira Ele honrou nossa disposição de usar nossos dons para minoria nos dando oportunidades de cantar para uma maioria que não nos conhecia. A fama que queremos é a fama diante Dele, uma fama onde nós desaparecemos, e Cristo permanece em tudo. Uma fama que no serviço faz o homem desaparecer para que a glória Dele seja manifesta. João Batista estava certo: “importa que Ele cresça e eu diminua…” (João 3:30). Perfeito exemplo a ser seguido!
OP: Residindo nos Estados Unidos, pretendem iniciar um ministério ou projeto voltado especificamente no idioma inglês?
Quem dera! Temos algumas músicas em inglês, mas infelizmente todos os fundos que temos e recebemos dedicamos para os projetos brasileiros em português. Nossa vida aqui nos EUA é passageira. Se um dia retornarmos para cá, iremos pensar mais uma vez nesta possibilidade, mas no momento nosso foco é no Brasil.
OP: Como vocês veem o futuro da dupla? Mesmo sendo matéria de competência Divina, se vocês pudessem escolher e trabalhar nisto, como vocês – enquanto músicos – se enxergam no futuro? Considerando o momento que decidiram fazer música profissionalmente, vocês já atingiram o que sonhavam? Ultrapassaram? Ou ainda não alcançaram?
Há sempre mais. Enquanto Deus nos der melodias iremos compor pois isto é natural para nós. É uma maneira de sintetizar teologia para que ela seja comunicada de uma forma mais simples e bela, através de arte. Mas sobre o futuro nosso plano é continuar nos colocando nas mãos de Deus como temos feito até aqui. Iremos continuar escrevendo músicas e é Ele quem decide aonde estas músicas irão chegar. Assim, com ou sem CD, com ou sem fama, iremos continuar nesta trilha. Nosso sonho é cobrir toda a Bíblia na forma de música. De Gênesis até Apocalipse, para que as pessoas tenham um desejo renovado de estudar estes livros cheio de beleza e poesia, livros que contam a história da humanidade na vida de pessoas que como nós viveram alegrias e tristezas, desafios e incertezas, que lutaram com o “eu” ao aprenderem a confiar num Deus que muitas vezes nem podiam ver. Desta maneira, sempre existe mais para ser feito, mais para ser escrito. Mas nos colocamos nas mãos de Deus, nós somos apenas instrumentos, ele é o Músico, o Regente.
Não são equívocos de julgamento da minha parte, ou uma necessidade de constar, mas é triste ver que o mercado gospel veio adotando uma filosofia corporativista bem bonita, e que virou um lamação de artistas mascarados. Que cantam por conveniência, que se agarraram a louvores com sentenças vazias e que gostam de chamar atenção da mídia com essa dubiedade, girando sem sair do lugar. O que me faz frear com relação a essas pessoas, é que elas têm essa necessidade de vender algo que não conseguem passar com sinceridade, ou demonstrar o próprio domínio de seu trabalho. Com “feições” exageradas, introjetam muita teologia rasa em suas músicas, formada para adequar ao que outros acreditam ser um genuíno “artista” gospel (um asco).
Mas como existe justiça divina pra nos mostrar que nem tudo está perdido, eis que surge Os Arrais, com osegundo trabalho autoral dos irmãos André e Tiago Arrais, lançado pela Sony Music, intitulado “Mais”.Com um repertório de dez faixas, o álbum foi produzido em Nashville, TN, nos EUA pelo cantor e compositor Andy Gullahorn, contando com participação de excelentes músicos como Stephen Mason, Jeff Taylor, dentre outros. As canções apresentam forte acompanhamento de violão e cordas (Faixa “21”), canção na forma ternária (“Oração”, “Mais”), quaternária (“Herança”), com predominância de violões, cajóns e leves arranjos de cordas (faixa “Esperança”, “17 de Janeiro”). As músicas “Não fale” e “A Voz” contam com a participação de Daniela Araújo, que alternam entre melodia e dueto, com forte presença de guitarra, contendo também violino.
Letras com poética incrível, extremamente articuladas, metáforas brilhantes e devaneios líricos suficientes para mandar um movimento retomar as suas raízes, sem soar orgânico. Nas canções, a poesia não é um despropósito, como na faixa “A Voz” que nos faz perceber que o reino não é o que nós esperávamos – aquela intervenção deslumbrante e dramática de uma glória irresistível, e sim “a voz que fala ao coração”. Inclusive, apesar das canções terem tratado da temática de que somos “mais” em Cristo (Romanos 8:37), de uma forma bem sutil eu percebo que, aparentemente as faixas do álbum remetem a uma vida peregrina cristã, baseada no livro de Hebreus 11:13,14:
“Que o caminho será escuro” (17 de Janeiro);
“E eu quis morrer na batalha ao lutar pelo reino até o fim. Mas fui convocado a cantar das vitórias e guerras que nunca vi. Me reduziria ao pó de onde vim” (Rojões);
“Em oração eu trilho o caminho que Jesus abriu […] E pela fé caminho até avistar o autor da minha fé” (Oração);
“Te sigo aonde for […] Eu fui encontrado” (Mais);
“Como um refugiado deixando seu país, fugindo pela noite” (Esperança);
“Em terras longínquas e mares distantes, a luz ressurgirá” (A voz).
Expondo nas músicas um peregrino que não se satisfaz com nada menos do que Deus, que não se desvia do alvo, e se torna aquilo que quer alcançar, orando constantemente, numa jornada em direção ao céu. Até as referências aqui tornam um gancho empolgante, como por exemplo, na última faixa do disco “Saudade”, que na verdade é um hino da Harpa Cristã, “O Exilado”, do autor H. Maxwell Wright. Ao leve som dos violões, que tem marcado a sonoridade do CD inteiro, aborda as lutas de uma vida peregrina, que caminha para uma nova vida, apresentando um contraponto entre as vozes (quando outra voz canta se opondo a uma voz principal), sendo o que há de mais diferente em todo trabalho.
“Os Arrais” resolveram reciclar uma nova vertente nas suas composições, e acabaram sucumbindo o mau gosto das sentenças vazias que vieram transbordando no mercado gospel atual. O álbum, lançado no mês de maio, rapidamente alcançou o topo no chart de álbuns mais vendidos no Brasil, da loja iTunes, liderando em menos de 24 horas após o lançamento. É satisfatório, pois não são vendas cegas. Estão nadando contra a corrente e não usando a mesma fórmula de seus contemporâneos. Que não cai nos ares do pedantismo. Que está sendo construído mais ‘’passo a passo’’ do que na vontade de “quanto mais rápido melhor”. No disco, se percebe que existe uma maturação para as composições. É de fácil apreço.
Não nos percamos em teologizações abstratas, em filosofias vagas ou em jargões falsamente piedosos, que nos granjeia, comparativamente, poucos benefícios. “Os Arrais” chegaram impulsionando um novo conceito de música evangélica, ou repaginando aquilo que deveria ser feito desde o começo: ligado inteira e exclusivamente às Escrituras. Pode parecer pretensioso, mas “graças a Deus por ‘Arrais’”, era o que eu pensava enquanto escutava pela primeira vez o CD.
Para adquirir o disco no iTunes Store Brasil, clique aqui.
Para adquirir em outras lojas, acesse: Saraiva, Lojas Americanas
O ano de 2013 foi embora já faz um tempo, sabemos mas como somos brasileiros e não desistimos nunca não poderíamos deixar de fazer um TOP 10 elencando os melhores discos do ano. Apesar de 2013 não ter sido um ano com produções bombásticas, foi possível escolher entre os melhores lançamentos aqueles que de alguma forma se destacaram e merecem ser citados. Assim, acompanhe os melhores álbuns gospel de 2013!
10º: Canto de Sião – Renascer Praise
O disco ainda está sendo recebido pelo público, mas alcançou disco de ouro rapidamente. O CD foi gravado às margens do Mar da Galileia, em Israel e traz 12 faixas ao vivo, sendo 11 delas, canções inéditas do grupo e mais uma ministração da palavra pelo Ap. Estevam Hernandes. Entre as músicas que podem ser destacadas neste novo repertório, estão: “Meu Deus Pode”, “1000 Graus” e “Jesus o plano perfeito”. (texto por Renan Pablo)
Após alguns anos com pouco destaque na mídia gospel, Gisele Nascimento fez de 2013 um ano de mudanças. Em nova gravadora, a MK Music, a cantora lançou O Sonho não Acabou, seu sétimo álbum. A música tema, composta por Sérgio Marques e Cristine Ferr, é o grande destaque do projeto e tem sido bastante executada em rádios de todo o Brasil. Com uma letra que fala sobre o cumprimento de promessas, típico do estilo pentecostal, a cantora emprestou sua voz forte para cantar sobre a certeza e confiança em Deus, dizendo “O sonho não acabou, meu Deus realizará/ Sua palavra é certa eu posso confiar/ Preciso esperar”. Sem dúvida, é um dos melhores discos pentecostais de 2013. (texto por Tayse Souza)
Com produção musical de Sandro Domingues e distribuição da Som Livre, o disco traz a alegria através de canções de forte apelo emocional e motivacional. A pastora Ludmila Ferber, que compôs 12 das 13 faixas do disco, selecionou criteriosamente o repertório enfocando na necessidade de nos alegrarmos, mesmo quando aparentemente não há esperança. É um trabalho de alegria, que se reflete desde as letras, com mensagens carregadas de otimismo, de fé, perseverança, gratidão, até os arranjos ora dançantes, ora fortes e até agressivos, por vezes suaves, se adequando as mensagens de cada canção. (texto por Danilo Andrade)
Cantora de personalidade forte, Vanilda Bordieri consegue passar essa força também para seus trabalhos, os tornando marcantes e emblemáticos. Logo ao anunciar o título do disco, Vanilda já causou certa expectativa do que poderia vir de algo com esse nome. Quem esperou por um excelente disco pentecostal não se desapontou. Canções de grande carga evangelística, o álbum Pra Deus É Nada apresentou umas das mais belas músicas pentecostais do ano. “Peregrino”, composição de Rogério Junior, é uma composição de encorajamento a todos os cristãos que peregrinam por essa terra. (texto por Tayse Souza)
Depois de dois discos, Apocalipse e Diamante, que se firmaram como grandes sucessos, a cantora apresenta seu mais recente álbum pela gravadora Sony Music. O Maior Troféu veio com a missão de manter Damares no posto de destaque pentecostal, e com o desafio de manter o sucesso de vendas de seus antecessores, mas com uma temática totalmente diferente dos seus antecessores, claramente um risco calculado. O CD caiu nas graças do público e isso se refletiu nas vendas. Com produção de Melk Carvalhedo e Emerson Pinheiro, a obra traz Damares musicalmente madura e em seu melhor momento. As interpretações estão mais comedidas, mas não menos fortes, como pede o estilo pentecostal. (texto por Tayse Souza)
Acompanhado de músicos proficientes, como o pianista Felipe Silveira, filho de João Alexandre, Está Consumado segue a proposta dos últimos trabalhos solo do poeta Stênio Marcius, apostando em robustos arranjos vocais, variedade de instrumentos, valorizando a nossa brasilidade, e claro, acima de tudo, canções que falam da fé cristã sem soar clichê. (texto por Tiago Abreu)
4º: Histórias e Bicicletas (Reflexões, Encontros e Esperança) – Oficina G3
A grande façanha do primeiro CD inédito da Oficina G3 desde 2008 é de desconstruir estereótipos do público e mostrar, fielmente, tudo o que estavam vivendo. Um disco de teor mais poético, melancólico, e de arranjos mais complexos que o “pedreira” Depois da Guerra, a obra mostra também uma banda mais entrosada. Se Duca Tambasco ficou ofuscado anteriormente, aqui brilha com louvor, entre ótimas linhas de baixo. Refletindo sobre a efemeridade da vida, outro destaque vai para o vocalista Mauro Henrique, que dedicou a obra a sua ex-esposa, Jack Dantas, que morreu em 2012 após uma longa luta contra um câncer. (texto por Tiago Abreu)
Leia a resenha do álbum Histórias e Bicicletas aqui.
Consagrado como o grande nome quando o assunto é composições, tendo sucessos na voz de Cassiane, Aline Barros, Bruna Karla e muitos outros cantores Brasil afora, Anderson Freire também se tornou um expoente na música pentecostal. Continuando o sucesso alcançado pelo seu primeiro disco solo Identidade, Raridade é sucesso de vendas, e suas canções são cantadas em praticamente todas as igrejas pentecostais. A obra possui 12 faixas, além de uma faixa bônus. Também conta com as participações especiais das cantoras Arianne, na faixa “Aliança de Sangue” e de Ariely Bonatti em “Meu Novo endereço”. Assim como Identidade, Raridade também é totalmente autoral. (texto por Danilo Andrade)
Jorge Camargo é um dos maiores compositores e músicos que a música cristã nacional já viu. Com décadas de trabalho musical, o cantor chegou com Canções do Caminho, uma obra que consegue passear pelo costumeiro ecletismo musical de Jorge, com canções poéticas e confessionais acerca da graça de Deus, riquíssimas. Vale mencionar a exploração de vários gêneros musicais, como a música popular brasileira e o jazz. (texto por Tiago Abreu)
1º: Mais – Os Arrais
O melhor álbum de 2013, indiscutivelmente, o disco Mais, dos irmãos André e Tiago Arrais foi um diferencial em meio a tantos lançamentos “mais do mesmo”. Com uma forte inspiração poética, Os Arrais brindaram o público com uma verdadeira obra-prima. Mais é o segundo disco autoral dos Arrais. Lançado pela Sony Music, o álbum foi produzido em Nashville, TN, nos EUA pelo cantor e compositor Andy Gullahorn, contando com participação de excelentes músicos como Stephen Mason, Jeff Taylor, dentre outros. (texto por Rodrigo Berto)
Nesta última quarta-feira, 29 de maio foi lançado o álbum “Mais”, da dupla Os Arrais. Recém-contratados pela Sony Music, os irmãos apresentam um projeto temático com a participação especial de Daniela Araújo em duas canções.
Segundo os próprios, o trabalho, que é o segundo da dupla traz como temática a nossa identidade em Cristo. As faixas são assinadas por Tiago e Fred Arrais, exceto “Saudades”, uma regravação. O álbum tem como texto base Romanos 8:37 que diz “mas em todas as coisas somos mais por meio Daquele que nos amou.” É através deste texto que Os Arrais constroem as canções do novo álbum lidando com o que significa ser “mais” em Cristo. Dentro da questão do que significa ser “mais em Cristo,” os irmãos introduzem temas como: o relacionamento do ser humano com a Palavra; o conceito do Reino, e na última parte do trabalho, o elemento do sofrimento na vida cristã.
O disco foi gravado, produzido, mixado e masterizado em Nashville, Estados Unidos. O single “Não Fale” está sendo divulgado nas rádios do Brasil, e em breve a canção “17 de janeiro” receberá versão em videoclipe.
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