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  • Entrevista: Militantes

    O PROPAGADOR – Nesse novo disco vocês colocaram muitas influências do hardcore melódico, tal qual bandas como Dead Fish e CPM 22. O novo vocalista foi quem trouxe essa influência?
    Todos nós escutamos e gostamos dessas bandas. Não só o Filé, mas também o Douglas Cocão que está tocando baixo, trouxeram várias ideias e composições novas. Este novo álbum tem influências de todos da banda.


    Além da mudança que ocorreu com a entrada de um novo vocalista, quais são as maiores diferenças entre este disco e o anterior?
    Além da nova formação, com o Filé nos vocais e o Douglas Cocão no baixo, esse disco representa uma nova fase da banda, mais madura e consistente. O álbum tem músicas com uma pegada mais pop-rock e músicas mais hardcore. Não temos a intenção de nos prendermos a um único direcionamento estético. Estamos abertos a novas ideias e sonoridades. Esse trabalho traduz bem o momento espiritual e familiar de todas da banda. A produção das músicas é um ponto alto também. O produtor foi o Fernando Gambine e a gravação foi dirigida pelo Ricardo Cecchi no estúdio Cia do Som. Diferente dos outros CDs, esse tem um produção mais caprichada e diferenciada que acrescentou muito às músicas. Tivemos também participações de grandes amigos, como Zé Bruno (Resgate) e do Matheus Bird.


    Vocês tem dito que o álbum tem dois lados. Como são exatamente estes lados?
    São treze faixas. Seis delas tem uma sonoridade mais pop-rock e congregacional, outro grupo de seis músicas tem uma pegada mais hardcore e a faixa “Ah, o Amor…” faz essa transição entre os dois lados. Essa música o Filé já tinha há bastante tempo e gostávamos muito dela. Ela acabou virando uma faixa de interlúdio entre o lado mais pop-rock e o lado hardcore.


    É a segunda vez em que Zé Bruno grava uma música com vocês. Qual a relação da banda com os caras do Resgate?
    Todos os integrantes do Resgate fazem parte da nossa caminhada. Eles sempre nos acompanharam como pastores, além da influência como músicos. Desde o primeiro disco, eles tiveram uma influência muito grande na banda. Somos fãs do Resgate e ter o Zé Bruno participando do disco, é uma grande honra. Temos eles como referência.


    Como foi a produção do clipe “Último e Primeiro”?
    Toda a produção, concepção e execução do clipe foi feita pelo Kako Alves, baterista da banda. Foi gravado no Estúdio Backstage em São Paulo com grande ajuda do Alfredo Cappuci. Como a música tem um clima mais dançante, o videoclipe segue essa temática com um visual com muitos efeitos de luz, além de um grande painel de led, que foi a “estrela” da produção. Gostamos muito do resultado final.


    Muitas pessoas enfatizam uma divisão entre o “gospel” e o “secular”, o “sagrado” e o “profano”. Em sua opinião, esta separação, em termos musicais, deve existir?
    O mundo precisa de amor e não de divisão. De união e não de segregação. Não queremos dividir, queremos multiplicar, queremos somar. Precisamos olhar para o próximo com mais amor e respeito ainda que pensamos de forma diferente. Como cristão, acredito que toda divisão vai contra a mensagem do evangelho. Isso vai muito além de música. Uma postura mais agregadora, compreensiva e respeitosa contribui para vivermos em um mundo com mais amor e com menos radicalismos e extremismos.Fazemos música, fazemos rock, levamos a mensagem do evangelho de forma contextualizada com o mundo que vivemos. Não temos a intenção de sermos panfletários. Acredito que possamos todos sentar na mesma mesa e partilhar do mesmo pão ainda que com gostos e pensamentos diferentes. Queremos falar do amor de Cristo para os todos, tanto “gospel” quanto “secular”. Sem pré-conceitos, sem divisões, mas em amor e respeito.

  • Fique Sabendo – Renascer Praise, Militantes, Marcela Taís e muito mais

    Gravação do DVD Renascer Praise 19

    Milhares de pessoas se reuniram, na noite desta segunda-feira (2), no Citibank Hall em São Paulo, para a gravação do Renascer Praise 19, intitulado Daniel, pela Universal Music Christian Group. Com uma mega estrutura de som e iluminação, a gravação teve um coral de mil vozes, orquestra sinfônica e duas companhias de dança.

    O novo projeto traz catorze faixas, com a produção musical do cantor Thalles que, inclusive, sola em oito músicas. A música “Filho da Luz” teve a participação do cantor Diguinho. O coral Renascer Kids participou em “A Resposta”. Thalles e Marcelo Aguiar fizeram um dueto na canção “Eu Não Sei Viver sem Jesus”. Outra participação especial foi de Juliana Santiago, na canção “Viver na Dependência”.

    O disco será lançado em 19 de dezembro, na Renascer Arena (SP). O projeto gráfico será desenvolvido pela renomada agência Imaginar. O primeiro single a ser divulgado será da música “A Resposta” que em breve será lançada nas plataformas digitais.


    Militantes lança teaser do álbum Por um Segundo

    Formada em 1997, Militantes é uma banda que começou (e continua) fazendo um hardcore punk. O grupo passou por diversas mudanças e, agora em 2015, lançam seu novo projeto, Por Um Segundo, sucessor de Destrua o Controle (2010). Esse álbum se difere dos demais, principalmente, pelo vocal: é o primeiro disco com um novo vocalista. Confira:


    Marcela Taís participa do Sony Music Live

    Sony Music Live foi apresentado como um projeto inovador pela gravadora, pois tem a função de conectar pessoas dentro e fora dos palcos. Depois de vários artistas se apresentarem, como Gabriela Rocha e Paulo César Baruk, chegou a vez de Marcela Taís, uma das cantoras mais queridas pelo público jovem. Assista:


    Bastidores da gravação do clipe “Minha Essência”

    Prestes a lançar seu mais novo álbum pela MK Music, Eternamente, Cassiane gravou o clipe do single escolhido, Minha Essência. Confira os bastidores:


    Paulo César Baruk lança música apoiando a luta contra o câncer

    Segundo Baruk, “Canção da Ritinha (Minhas Cartas aos Amigos)” é uma música composta e dedicada a Rita Reis, a Ritinha e a todas as “Ritas”, mulheres guerreiras e sonhadoras, espalhadas por todo o mundo, que lutam bravamente contra o câncer, apoiadas por suas famílias e amigos e, acima de tudo, por Deus. Ouça:


    Diante do Trono lança clipe da música “Seu Nome”

    Gravado em Israel, Seu Nome é o segundo projeto audiovisual que faz parte do álbum Tetelestai, do Diante do Trono. Com uma letra cristocêntrica, o clipe contém belas imagens sobre a cidade, além da agradável interpretação de Ana Paula Valadão que se comportou bem diante das câmeras. Uma curiosidade é que nesta versão o back vocal foi retirado da canção, permanecendo somente a voz da intérprete. Confira abaixo o resultado do vídeo:


    Kadoshi grava DVD com formação clássica

    Em comemoração aos 34 anos de carreira, a banda Kadoshi convida a todos os admiradores para prestigiarem a gravação de seu mais novo DVD, Indo de Geração a Geração. O disco conterá a participação de Ted, Bal, Samuca, Priscila e muito mais.


    Pregador Luo lança clipe de “Minha alma é triste, mas é feliz”

    Numa versão acústica – voz e violão -, o cantor divulgou o primeiro clipe de uma canção do seu novo disco, Governe! pela UMCG. Com uma bela fotografia, a canção traz uma reflexão sobre a vida, a morte e suas perdas. Confira:

    https://www.youtube.com/watch?v=vqdp2CjU05M


    Carlinhos Felix divulga novo lyric, “Te Amo Jesus”

    Composta por Jonathas Santos e Adelso Freire, “Te Amo Jesus” é uma música que já estava há algum tempo nas mãos de Carlinhos Felix. Inclusive, foi gravada no álbum Pensando em Você (2003). Durante estes dias, o cantor estava ouvindo esta canção e teve uma experiência com Deus, então, decidiu liberar a música em lyric para que outras pessoas pudessem ter acesso ao conteúdo. Ouça a música:


    Crombie lança single de futuro álbum

    Primeiro single do disco Como Diz o Outro, “Da Rotina”, assim como sugere o título, nos leva a refletir sobre coisas rotineiras da vida. Com uma batida envolvente e suave, a canção segue bem até o fim. Destaque para o baixo na introdução da canção. Ouça no Spotify.


    Até a próxima semana!

  • Rocklogia – De Rodolfo Abrantes a Militantes

    Ninguém é louco de dizer que um disco, lançado lá nos idos de 1994, chamado Raimundos, não foi de extrema importância para o rock brasileiro. Quando esses ‘caras’ produziram uma obra contendo clássicos que misturavam hardcore, punk, forró e outros gêneros tipicamente brasileiros e revelou canções como “Puteiro em João Pessoa” e “Nêga Jurema”, o país conhecia um quarteto que se estabelecia, especialmente, pela criatividade de um guitarrista chamado Rodolfo.

    Enquanto outras bandas, como o Legião Urbana, se despediam ou se afundavam em melancolias, esses sujeitos de Brasília se jogavam a um som cheio de atitude, humor e energia, que marcaram a cena nos anos 90. A história mostraria que a intensidade ainda se seguiu com o disco sucessor, Lavô Tá Novo (1995), que revelou “Esporrei na Manivela” e “Eu Quero Ver o Oco” e a mistura musical que faziam, chamada de forrocore. E no sucesso meteórico do Mamonas, então (que mesmo tendo uma vibe musical distinta, era fortemente adepta do humor), o Raimundos encontrava legitimidade para o meio, que sofria retrações comerciais frente ao sertanejo e pagode.

    Mais tarde, escorregaram com Lapadas do Povo (1997), mas certamente a banda teve o atestado de que, naquela altura do campeonato, a grande massa e a indústria não estava levando o rock (embalado nos Acústicos MTV) tão a sério. Com um disco mais direto, complexo, estranho e próximo ao hardcore, a banda teve imensa dificuldade de se inserir nas rádios. A única opção, então, era retornar a caricatura que os fizeram conhecidos, mas sempre a inserir uma certa crítica bem implícita. A capa de Só No Forévis (1999), maior sucesso comercial do Raimundos, já tecia, com uma dose certeira de ironia e bom-humor, a declaração de que os ‘pagodeiros’ estavam tomando espaço. “Me Lambe”, “A Mais Pedida” e o enorme hit “Mulher de Fases” era uma amostra das várias boas músicas no repertório, como “Fome do Cão” e “Alegria”. Fecharam os anos 90 com um sucesso que nenhuma outra banda, nos anos 2000, emplacou.

    Se o sucesso do grupo estava cada vez maior, seu guitarrista e principal letrista, Rodolfo, não estava em seus melhores momentos. O músico, que sempre enfatiza isso, tornou-se cristão protestante após afundar no vício em drogas, o que mudaria fortemente sua visão acerca das coisas. Agora, tomando uma nova “ótica”, Abrantes notou que estava sendo um “personagem”, e para não se tornar uma mera caricatura decadente, optou deixar a banda em 2001.

    O Rodox surgiu em seguida, com o disco Estreito, cujas canções, por vezes, falam abertamente da nova fé de Rodolfo. “Olhos Abertos” abre o disco com frases como “Mais de uma coisa eu sei / Foi o homem quem criou a lei / Que eu conheço e não sigo / Hoje eu só sirvo ao meu Rei” e é seguido por “Não Lembro Mais” e seu trecho “Já não sou mais eu quem está na direção“. O grande feito do Rodox, talvez, é de ter chamado a atenção de dois diferentes públicos: parte do público cristão, menos legalista e mais ligado ao rock, e ao público não-religioso, que acompanhou a banda por consequência do caso Rodolfo. Musicalmente, era um grupo com excelentes músicos, trazendo até Canisso, ex-colega de Raimundos, na última formação. Mas aquele equilíbrio estético entre as boas letras, sem qualquer proselitismo, e as experiências de fé de Rodolfo tinha um curtíssimo prazo de validade. Logo Abrantes queria promover suas crenças sem a aprovação de seus colegas, a gota d’água.

    Punk e cristianismo, uma mistura possível ou estranha? Seja qual a resposta, uma banda, em cenário protestante, chamava a atenção naquele período. Militantes, conjunto surgido no fim dos anos 90, chegava em 2004 com o seu segundo disco de inéditas, Escute o que Digo e Faça como eu Faço. Com letras menos religiosas que o anterior, o trabalho, que foi distribuído pela gravadora Gospel Records, trouxe a participação de Rodolfo na música “Velho Homem”.

    Se os Militantes alçavam, a cada projeto, em trabalhos mais complexos e menos religiosos, Rodolfo foi exatamente ao contrário. Seu primeiro disco totalmente solo, Santidade ao Senhor, deu as pistas do caminho que o músico seguiria deste então: letras presas ao “evangeliquês”, que versam seu novo momento sem qualquer autocensura. Além da sonoridade não se comparar aos anos de Rodox, as canções acabaram soando compreensíveis apenas para a massa evangélica, o que é uma pena.

    Os Militantes chegaram a 2010 com o seu disco mais agressivo e direto, Destrua o Controle, com canções que, em maioria, fazem críticas diretas a mídia, política e economia. Algumas músicas já soaram completamente sem qualquer traço de religiosidade, e o som, mais agressivo do que nunca.