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  • Baús e Vitrolas – Aclame ao Senhor

    O Baús e Vitrolas de hoje traz uma das canções mais cantadas nos últimos tempos, Shout To The Lord, ou como ficou popularmente conhecida no Brasil: Aclame Ao Senhor.

    Composta aproximadamente em 1993, por Darlene Zschech, uma das maiores ministras de louvor da atualidade, Shout To The Lord tem uma história peculiar. A canção teria sido composta em um período intrigante da autora, quando ela e seu esposo sofriam dificuldades financeiras, com dois filhos. Há relatos, inclusive, de que Darlene teria composto Aclame Ao Senhor após receber o convite para tornar-se líder de louvor na Hillsong Church. Mas Darlene teria escrito este hino, exatamente em um dos quartos da casa do casal Zschech, onde os brinquedos eram guardados, e havia um piano. Ao tocá-la, pela primeira vez, ao então pastor de música da Hillsong Church, Geoff Bulock, ela teria feito um pedido a ele, para que ele virasse o rosto, enquanto ela tocava e cantava a canção.

    Baús e vitrolas - Vinil Mini aclame ao senhorShout To The Lord foi gravada, pela primeira vez, em 1994, no álbum People Just Like Us (Gente como Nós), e já foi regravada em mais de duzentos álbuns, por diferentes artistas e em vários idiomas. Entre eles, Rivers OfJoy, de Don Moen, em 1995; Authentic, de Chris Tomlin, em 1998; Diante do Trono, pela Igreja Batista da Lagoinha, em 1998; Em Tu presencia, com Don Moen, em 1999; Aclame ao Senhor, pela Igreja Batista da Lagoinha, por convite da Integrity Music, em 2000; e mais recentemente pela própria compositora, em seu mais recente álbum ao vivo, Revealing Jesus, em 2012. Outros grandes nomes da música cristã internacional, como Sandi Patty, Michael W Smith, Kevin Jonas, Rich MullinsMatt Redman também a regravaram.

    Shout To The Lord é também a faixa que intitula o primeiro álbum, da Integrity Music, produzido e liderado por uma ministra de louvor, sendo disco de ouro nos EUA, e chegando a ser indicado ao Dove Awards 1997, como álbum de louvor e adoração do ano, e ganhando na categoria de canção do ano, pelo Dove Awards 1998. Ela ainda foi cantada para personalidades como o Papa, e o presidente dos EUA.

    Em abril de 2008, no American Idol, a canção foi executada com a letra alterada, substituindo a palavra “Jesus”, do primeiro verso, por “Pastor”, o que não obteve aprovação nem de Darlene, nem da Hillsong Church. E a canção precisou ser regravada com sua letra original, na abertura do show da noite seguinte, a pedido da equipe do Hillsong.

    Estima-se que este hino seja cantado ao longo dos anos, por cerca de mais de 20 milhões de pessoas, a cada fim de semana, pelo mundo todo.

    No Brasil, além de Ana Pala Valadão que consagrou sua versão em português da canção, com o ministério Diante do Trono, a Igreja Bíblica da Paz e o cantor PG também a regravaram.

    O fato é que Shout To The Lord tornou-se um sucesso, e mesmo após 20 anos de seu surgimento entre as ondas sonoras que ecoam sobre o planeta, milhares de vidas têm sido alcançadas pelas promessas incomparáveis cantadas entre seus versos.

    E sobre tudo o que a canção tem provocado no mundo todo, Darlene diz: “Eu não posso tomar nenhum crédito pelo impacto dela. Deus decidiu colocar Sua bênção sobre esta canção”.

    Assista à canção, regravada recentemente no álbum ao vivo de Darlene Zschech, Revealing Jesus, com Michael W Smith:

    [youtube https://www.youtube.com/watch?v=tk5yLJbQCbI]

  • Análise: CD Revealing Jesus – Darlene Zschech

    Revealing Jesus (Revelando Jesus) é o mais novo trabalho da cantora e pastora australiana, Darlene Zschech, que atualmente segue em carreira solo, após anos liderando o Hillsong, demonstrando total amadurecimento, em relação a seus trabalhos solos anteriores. Esta gravação jamais aconteceria, dependendo da vontade da própria ministra, que explica, que conversando bastante com Deus e com amigos, decidiu então, gravar ao vivo outra vez.

    O palco para esta noite de adoração foi a The Church of the Highlands, em Birmingham (EUA), presidida pelos pastoresChris e Tammy Hodges, nos dias 28 e 29 de Setembro de 2012, durante uma conferência, em um final de semana. E contou com a participação de grandes nomes do cenário gospel internacional, como Michael W. SmithIsrael Houghton eKari Jobe, que entre outros, assinam juntos com Darlene, várias canções deste álbum, que não cantam a história de Jesus, como se presume pelo título, mas lembram importantes momentos da vida do Senhor, como sua crucificação, e sua vinda, e declaram sua fidelidade, e o amor por ele.

    Da primeira canção a última, percebe-se facilmente o jeito Darlene de cantar, e conduzir a congregação. Do mais pop ao mais piano, os arranjos carregam uma mistura entre o atual e o simples, fazendo uma bela transição musical, que pode facilmente tocar o público. Começando em God Is Here (Deus Está Aqui), com arranjos de guitarra que remetem, rapidamente, as músicas celtas; seguimos por Best For Me (O Melhor Por Mim), que tem na bateria sua marca mais forte, e destaca o sacrifício de Jesus como maior razão para se viver uma vida de adoração. All That We Are (Tudo Que Somos), conta com um elemento incomum: os assobios dos próprios cantores, timbrando com a flauta. In Jesus’ name (No Nome De Jesus) configura-se como uma música peculiar, na qual Darlenemostra, além do seu lado cantora, o seu lado pastora, ministrando sobre a vida de mulheres com câncer naquela noite, entoando os versos: ‘‘Não morrerei, mas viverei. O poder da ressurreição está dentro de mim. E eu sou livre em nome de Jesus’’.

    Your Presence Is Heaven To Me (Tua Presença é o Céu), é uma canção comum, não apresentando uma letra marcante ou inovadora. Não ultrapassou em beleza sua versão original, e nem a maioria das versões cantadas por Israel, em várias igrejas, pelo mundo. Mas firma-se como uma oração, um desejo, um clamor pela presença de Deus, nem que seja pelo transbordar de um cálice. Como diz em seus versos: ‘‘Oh Jesus, Tua presença é o céu para mim’’, nos faz lembrar que não precisamos de grandes versos para estarmos diante dele, ou para cantarmos, para Ele.

    Victor’s Crown (A Coroa Do Vencedor) é o carro-chefe de todo o trabalho, e apesar de levar o público ao delírio, e ter tocado facilmente os fãs, mostra-se mais como uma nova It’s Your Love. Tanto em questões melódicas, como harmônicas. Não sendo, nem de longe, uma das melhores e mais surpreendentes composições de ZschechYours Forever (Teu Para Sempre), do último CD da cantora, ganha um novo arranjo, bem como a interpretação de Kari Jobe, que mais uma vez abusa de seu jeito ‘‘meloso e arrastado’’ de cantar, que soa, no entanto, mais confortável e natural, que a própriaZschech.

    Quem conhece a versão original de Magnificent (Magnífico) do Álbum Blessed, reconhece nesta, uma das canções mais fortes do disco, que não se perde ou se enfraquece, na nova versão, levada pelas cordas e pela Harpa, se aproximando mais do angelical, que apenas do grandioso e épico. My Jesus, I Love Thee (Meu Jesus, Eu Te Amo), com letra de William Ralf Featherstone e melodia de Adoniram Gordon, composta no século XIX, agrega ao CD a grandeza de entoar Hinos, algo esquecido nesta geração do Gospel, e cede o lugar para Your name (Teu Nome), que obtém na ponte, exatamente composta pelos versos de Cry Of The Broken (Clamor Do Quebrantado), seu clímax. I Am Yours (Eu Sou Teu), é uma das mais fortes e mais envolventes canções do álbum, despontando na ponte, que canta Apocalipse 5:11-14, também declamados pela ministra, como um dos maiores momentos da noite. Pode-se ouvir os brados da igreja. Jesus At The Center (Jesus No Centro) figura, talvez, como o que há de mais simples em termos de composição, porém, não menos digno de atenção. Seus versos declaram que Jesus deve ser o centro de nossa vida, de tudo o que fazemos, de Sua igreja, do começo até o fim. E do nosso coração até o céu, o centro de tudo, não nos importando mais nada, além dele. Em DVD, ainda pode-se conferir um medley de dois dos maiores hits gospel do mundo: Shout To The Lord e Agnus Dei.

    Musicalmente falando, Revealing Jesus carrega uma sonoridade peculiar, fazendo uso de instrumentos como Harpa, flauta irlandesa, já mencionados anteriormente, e contando com a participação das Cordas da Escola de Belas Artes do Alabama. Do ponto de vista vocal, Darleneexibe sua voz, do G3 (Sol3 – EUA) ao D5 (Ré5 – EUA), quando nos últimos anos apresentou certa dificuldade para emitir confortavelmente tal nota aguda.

    Sem dúvidas, este álbum não pode ser considerado de antemão, o melhor trabalho da música gospel internacional do ano, mas também não fica atrás. Sendo um ótimo disco, não apenas de cabeceira, mas também de coração.