Estreou há pouco mais de um mês uma das novelas globais que mais deu o que falar nos últimos tempos: Babilônia. E não é pra menos. Logo no capítulo de estreia a trama causou um reboliço principalmente entre os cristãos, não apenas pelo título que por si só carrega uma conotação negativa para os conhecedores da Palavra, mas principalmente pela forma como a novela abordou a questão da homossexualidade, colocando um casal lésbico representado por duas senhoras trocando beijos e carícias.
Evangélicos usaram as redes sociais para expor opiniões a respeito e demonstraram insatisfação acusando a novela de atentar contra a família e a moral. Nomes como Silas Malafaia, Marco Feliciano e o Magno Malta foram alguns de muitos que usaram suas redes sociais para manifestar desaprovação e até promover boicotes.
No contexto bíblico, Babilônia era o império para onde o povo de Israel fora levado cativo e permaneceram escravizados por longos anos. Quem não conhece a história do profeta Daniel que foi jogado na cova dos leões por seguir sua rotina de oração quando o rei havia proibido? Ou Hananias, Misael e Azarias, mais conhecidos por seus nomes pagãos como Sadraque, Mesaque e Abede-nego que foram lançados na fornalha ardente por não se curvarem à imagem de Nabucodosor?
Esses quatro jovens foram separados entre os escravos hebreus para servirem no palácio real e chamaram a atenção por rejeitarem a comida que era oferecida no palácio, por comidas simples, como frutas e verduras. O que mais espantava era que estes jovens aparentavam estarem com mais vigor e saúde que os demais que comiam os manjares do palácio babilônico, conotando com o mundo e o que ele oferece.
Tudo isso tem inspirado diversas canções que falam destes feitos e nos alertam sobre os perigos da “Babilônia”. Confira 10 que valem a pena ouvir e refletir.
[tabs]
[tab title=”10º”]
O Decreto – Cristiane Medeiros
Recentemente lançado pela gravadora Celebrai Music, o novo CD da cantora Cristiane Medeiros traz como single a canção “O Decreto”, a qual narra, justamente, a história dos jovens que foram lançados na fornalha. Uma canção impactante que faz uma ponte entre a história e os dias atuais. (2015)
https://www.youtube.com/watch?v=zy0YxoWoQ1U
[/tab]
[tab title=”9º”]
Babilônia – Wilian Nascimento
Gravada por Wilian Nascimento no álbum Agir de Deus, a canção, assim como a anterior faz uma analogia entre a história narrada no livro de Daniel e os dias atuais, declarando fidelidade ao único Deus. É uma composição de Anderson Freire. (2010)
[/tab]
[tab title=”8º”]
Contra a Babilônia – Leandro Vinícius
Em seu primeiro CD, de título Santo, o jovem cantor Leandro Vinícius trouxe em seu repertório essa excelente canção, que traz uma mensagem de insatisfação com a atual situação, a qual, cada vez mais, a “Babilônia” tem influenciado as nações. (2012)
[/tab]
[tab title=”7º”]
Eu Prefiro ser Fiel – Leandro Borges
Uma grande revelação na música pentecostal, Leandro Borges, em seu belíssimo CD Pelo Reino de Deus trouxe-nos a canção “Eu Prefiro ser Fiel”. Com uma letra forte, a canção apresenta uma mensagem de não conformação com as coisas do mundo, buscando se manter vigilante, assim como Daniel, rejeitando os manjares do rei. Vale a pena ouvir. (2013)
[/tab]
[tab title=”6º”]
Não vos Conformeis – Cassiane
“Não vos conformeis” é mais uma canção de exortação. Gravada por Cassiane em seu último trabalho de inéditas distribuído pela Sony Music, Ao Som dos louvores, e diferentemente das anteriores, busca nos exortar sobre os perigos de nos conformarmos com as coisas do mundo. (2011)
[/tab]
[tab title=”5º”]
Na Corte do Egito – Trazendo a Arca
“Na Corte do Egito” foi escrita por Deco Rodrigues e Luiz Arcanjo, mas foi cedida inicialmente para Fernanda Brum, que a gravou no álbum Profetizando as Nações. No entanto, a versão do Trazendo a Arca foi muito mais bem sucedida, tanto em público e crítica, com um arranjo criativo de Ronald Fonseca. Esta versão pode ser encontrada no clássico Marca da Promessa. (2007)
[/tab]
[tab title=”4º”]
Identidade – Anderson Freire e Bruna Karla
A música, a qual intitula o primeiro disco solo de Anderson Freire tornou-se um verdadeiro hit e um dos grandes sucessos de sua carreira. Com participação de Bruna Karla, a música tem de tudo um pouco, pois vai do pentecostal ao que podemos chamar de rap e narra a história de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego (é recorrente, neste tema) e mostra que é preciso assumirmos a nossa identidade, independente dos riscos que isso venha nos oferecer, até mesmo a fornalha. (2010)
[/tab]
[tab title=”3º”]
Daniel – Resgate
Um dos primeiros sucessos do Resgate, “Daniel” foi escrita pelo vocalista e guitarrista Zé Bruno para o álbum Novos Rumos. A canção trata diretamente a respeito da vida de Daniel, fazendo alusão as coisas que o mundo nos oferece. Essa música foi regravada diversas vezes pela banda e pode ser encontrada em várias versões. (1993)
[/tab]
[tab title=”2º”]
Fidelidade – Danielle Cristina
Um dos maiores sucessos de Danielle Cristina, a canção “Fidelidade” caiu na boca do povo em diversas igrejas pentecostais. Seu refrão forte e impactante declara justamente a fidelidade para com Deus, não dando a nossa adoração a nenhum outro senão a Ele. A frase “Até diante da morte, prefiro ser fiel” mostra o quanto esta canção é forte e é preciso muita coragem para cantá-la. (2009)
[/tab]
[tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]
O Lamento de Israel – Sérgio Lopes
Provavelmente o maior sucesso da carreira do cantor Sérgio Lopes até hoje, a canção “O Lamento de Israel” foi lembrada pela maioria das pessoas perguntadas sobre músicas com este tema e foi lançada no álbum O Sétimo, produzido por Pedro Braconnot. Sua relevância não é a toa, pois realmente se diferente das demais por ter uma pegada mais suave, mas igualmente impactante por transmitir uma mensagem forte e de grande apelo emocional. Em palavras, Babilônia não é o lugar de Israel, mas é preciso chorar, clamar a Deus para que Ele liberte do cativeiro. Merecidamente, é um clássico. (1997)
https://www.youtube.com/watch?v=_l-iqlPqq4c
[/tab]
[/tabs]
Agora que você já conferiu o TOP 10 e ouviu as canções, vale a pena pensar: Será que estamos mesmo rejeitando os manjares do rei como costumamos cantar ou será que estamos nos curvando às coisas as quais nos são oferecidas pelo mundo? Diante de tudo que temos visto e ouvido, vale a reflexão. Com certeza, a nossa Babilônia não é mais o Império antigo e os manjares não são literais, mas tudo aquilo que possa nos distanciar do alvo. Até a próxima!