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  • Os 100 maiores álbuns nacionais da música cristã

    A equipe do O Propagador apresenta a lista dos maiores álbuns nacionais da música cristã. O material foi compilado em parceria com os sites Super Gospel, Arquivo Gospel, Casa Gospel, Gospel no Divã, Gospel Prime, Ruben Mukama e Virtual Gospel, entre uma série de músicos, historiadores, jornalistas e audiófilos. Cada um lançou suas indicações, as quais foram discutidas exaustivamente. O repertório consiste em discos que foram lançados desde a década de 60 à década de 2010. Aqui, no O Propagador, você vê a lista na íntegra e com os comentários previamente escritos.


    100º: Fogo e Glória Curitiba – David QuinlanFogo e Glória Curitiba - David Quinlan - 2000

    Disco que representa o movimento worship ocorrido em Contagem, o simplório violão de David Quinlan se tornaria um padrão intensamente – e irritantemente – copiado. Deste movimento, há de se destacar, como influenciados, Santa Geração e o cantor Fernandinho. Heloisa Rosa e Nívea Soares colocam seus vocais, imprimindo uma parceria que duraria por outros discos.

    2000, Aliança


    99º: Pra Louvar – Raiz CoralRaiz Coral - Pra Louvar - 2004

    Quando o Raiz Coral lançou seu primeiro trabalho, não havia nenhum material semelhante em toda a história cristã. Claramente avassalador, quando o assunto é corais, o disco Pra Louvar rapidamente se popularizou e invadiu as igrejas com canções como “A Coroa” e “Jesus meu Guia É”.

    2004, Independente


    Thalles - Na Sala do Pai - 200998º: Na Sala do Pai – Thalles

    Indiscutivelmente um dos trabalhos mais importantes da última década, a estreia de Thalles é uma mistura de blues, pop rock, black music e soul, distribuída em linhas de baixo grooveadas, com letras diretas e confessionais.

    2009, Graça Music


    97º: Além do que os Olhos Podem Ver – Oficina G3Além do que os Olhos Podem Ver - Oficina G3 - 2005

    “Não ache que eu estou derrotado, você está errado”, canta Juninho Afram em “Mais Alto”, após latidos de cães. Neste disco, a Oficina G3, como um trio, exorcizava todas as especulações de que era seu fim sem PG. Embalados por um metal progressivo de mix pop, o disco solidifica o respeito que o grupo tinha recebido com Indiferença, seu registro mais soberbo.

    2005, MK Music


    96º: Antes do Sol Nascer – Nádia SantolliNádia Santolli - Antes do Sol Nascer - 2005

    Cercada de colaboradores experientes, como Genésio de Souza e Val Martins, produzida por Kleber Lucas e no embalo de sua participação em uma canção do Koinonya, assim foi a estreia de Nádia na MK. Num tempo em que “todo mundo” estava gravando disco ao vivo congregacional, Santolli conseguiu se destacar, graças a sua personalidade, impressa em sua voz grave e potente. No entanto, o grande mérito desse disco é que tudo soa bem.

    2005, MK Music


    95º: Ainda não É o Último – ResgateResgate - Ainda não é o último - 2010

    Após anos de silêncio do rock cristão no mainstream, os membros do Resgate se juntaram e ensinaram, mais uma vez, como é que se faz. Com a pop-produção de Dudu Borges, o disco consegue jogar guitarras e hammonds em equilíbrio em meio a letras humorísticas de Zé Bruno, como “Jack, Joe and Nancy in the Mall” e sua veia à lá Traditional Jazz Band e a grande balada “Vou me Lembrar”.

    2010, Sony Music Brasil


    94º: Daniela Araújo – Daniela AraújoDaniela Araújo - Daniela Araújo - 2011

    Quando Fernanda Brum e Emerson Pinheiro criaram uma fórmula de pop nos anos 90, a única grande novidade dentro do gênero, com o passar dos anos, seria Daniela Araújo. Com seu álbum autointitulado, a artista trouxe ao seu favor o piano e arranjos da Orquestra Filarmônica de Praga, envoltos numa produção musical over-the-top.

    2011, Sony Music Brasil


    93º: Na Casa de Deus – EyshilaNa Casa de Deus - Eyshila - 2003

    A carreira de Eyshila, oriunda dos Altos Louvores, pode ser resumida pré e pós este projeto, cuja produção foi dividida entre Rogério Vieira, Woody e Wagner Carvalho. Gravando sete músicas com participação ao vivo da sua igreja, a cantora que antes era conhecida pelas suas baladas, a partir desse disco se tornou figura garantida no chamado louvor congregacional, consagrando-se como compositora, especialmente por “Posso Clamar”.

    2003, MK Music


    Para o Mundo Ouvir - Rose Nascimento - 200492º: Para o Mundo Ouvir – Rose Nascimento

    Utilizando-se de arranjos e fundindo outros gêneros musicais, este disco de Rose Nascimento fez uma música pentecostal diferente do que se ouvia na maioria dos lançamentos de sua época, também trazendo cordas.

    2004, Zekap Gospel


    91º: Respire Fundo – Ao CuboAo Cubo - Respire Fundo - 2004

    Se muitos grupos se destacaram pela presença de um rapper, o Ao Cubo teve dois. Feijão e Cleber representaram a música do grupo em todas suas esferas, juntamente com Fjay, criticando o consumismo, desigualdade social e criminalidade, sob uma ótica cristã.

    2004, Aperte o Play


    90º: Toque no Altar – Ministério Apascentar de Nova IguaçuToque no Altar - 2003

    Com uma enorme equipe de músicos em tempo integral, o Ministério Apascentar de Nova Iguaçu estreou com um dos registros mais fortes da cena congregacional. Revelando o repertório autoral de Luiz Arcanjo, Davi Sacer e Ronald Fonseca, a obra agrega cordas e metais sem se sobrepor aos pianos e teclados, o grande ponto forte deste grupo.

    2003, Independente


    89º: Quebrantado Coração – Fernanda BrumQuebrantado Coração - Fernanda Brum - 2002

    Enfatizando o tipo de coração que deve ser na caminhada cristã, é o auge musical da dupla Fernanda Brum e Emerson Pinheiro, estendendo a tendência dos discos anteriores com um repertório introspectivo, mas forte, composto por músicas como “Marcas”, “Amo o Senhor”, “O Amor que Cura” e “Espírito Santo”.

    2002, MK Music


    Por Toda Vida - Voices - 200088º: Por Toda Vida – Voices

    O maior supergrupo já existente do meio cristão, o Voices alcançou grande amadurecimento com seu terceiro trabalho, destacando-se com as canções “Pisa no Inimigo” e “Por Toda Vida”, dentre as mais notáveis de sua discografia.

    2000, MK Music


    Cristiane Carvalho - Novo Amanhecer - 199387º: Novo Amanhecer – Cristiane Carvalho

    Diferentemente de seus trabalhos anteriores, Cristiane Carvalho utilizou-se de composições nacionais, transitando em gêneros musicais como o funk e pop. Há de se destacar a faixa-título e “Até que Te Encontrei”, formando o ecletismo necessário para a obra.

    1993, Line Records


    Humanidade - Banda Rara - 199086º: Humanidade – Banda Rara

    Na ponta das influências do funk e soul, a Banda Rara alcançou o seu auge com Humanidade, especialmente com a faixa-título, nos vocais de Maurílio Santos, além de “Estrela da Manhã” e “Deixa Tudo”.

    1990, Gospel Records


    85º: 2ª Vinda – A Cura – Apocalipse 162ª Vinda a cura - Apocalipse 16 - 2000

    Pregador Luo e DJ Alpiste trouxeram o rap para a cena cristã. Mas 2ª Vinda – A Cura é um divisor de águas no gênero, sombrio e polêmico, tendo o auxílio de Mano Brown (Racionais MC’s) e Eduardo (ex-Facção Central). Seus discos posteriores se fundem de forma mais efetiva com a black music, em contrapartida, perdem o frescor alcançado aqui.

    2000, 7 Taças


    84º: Alta Voz – Kades SingersAlta Voz - Kades Singers - 1997

    Com arranjos do tecladista Paulo Richard (ex-Complexo J) e Raquel Mello, Alta Voz foi fundamental para a caracterização e definição dos grupos vocais na cena mainstream, além de ser um registro de devoção explícita a soul music.

    1997, MK Music


    83º: Aeroilis – AeroilisAeroilis - Aeroilis - 2004

    Antes do rock alternativo e do novo movimento – o tal crossover – estar em alta, a Aeroilis já chegava com um disco, com guitarras limpas, bateria com chimbau aberto e composições introspectivas, guiadas pela voz e timbre singular de Raphael Campos, o que seria aprofundado em Nada Mais Além, o trabalho sucessor.

    2004, LaCruz / Bompastor


    82º: Um Pinguim com Frio no Alaska – Amaury FonteneleUm Pinguim com Frio no Alaska - Amaury Fontenele - 2001

    Um pouco isolado, Amaury foi o único músico que, em sua época, misturou as batidas do rap com o groove do rock e R&B, com auxílio de Fernando Catatau, ex-colega de banda no Cidadão Instigado formando, assim, uma sonoridade ímpar no âmbito cristão.

    2001, Aliança


    81º: Voar Como a Águia – Alda CéliaAlda Célia - Voar Como a Águia - 2002

    Do Koinonya e Comunidade Cristã de Goiânia para a carreira solo, Alda Célia estabeleceu a ambientação ao vivo como cerne de seu melhor trabalho, Voar Como a Águia o qual, além da faixa-título, se destaca por “Óleo de Alegria” e a regravação de “Poder da Oração”.

    2002, MK Music


    80º: Águas Purificadoras – Diante do TronoDiante do Trono - Águas Purificadoras - 2000

    O follow-up para Exaltado foi um ajuntamento ainda maior, de qualidade técnica superior, inserindo, definitivamente, elementos que se tornariam marca-registrada do Diante do Trono, como as danças e espontâneos gigantescos – fortalecidos pela faixa-título, de sonoridade suave.

    2000, Diante do Trono


    79º: O Valor de Uma Alma – Mara LimaMara Lima - O Valor de uma Alma - 1989

    O Valor de Uma Alma veio para mostrar o porquê Mara Lima é um nome de longevidade no meio cristão: aliando um bom repertório, simplicidade e som direto, o trabalho se destaca, especialmente, pela canção que o intitula, que não se sobrepõe, de forma alguma, ao restante das canções apresentadas.

    1989, Som e Louvores


    78º: O Jardineiro que Chora – Alceu PiresAlceu Pires - O Jardineiro que Chora - 1984

    Um dos grandes poetas da música pentecostal clássica, Alceu Pires é compositor de sucessos emblemáticos como “Abração e Isaque” e “Juízo Final”. O primeiro e mais importante deles, “O Jardineiro que Chora”, foi responsável por colocar o disco homônimo na galeria dos clássicos cristãos. Com influências da música sertaneja de raiz, Alceu fez o Brasil inteiro cantar a parábola sobre a relação entre a flor e seu cuidador.

    1984, Djanir Produções


    77º: Autoridade e Poder – Marcos GóesAutoridade e Poder - Marcos Góes - 1990

    Com produção musical e arranjos de Marcos Góes, o trabalho é de notável qualidade musical, trazendo a participação de músicos como Sidão Pires e Marcos Bonfim. De fato, este é caracterizado como o trabalho solo de maior importância na carreira de Góes.

    1990, Pioneira Evangélica


    76º: Poemas e Canções – Leonardo GonçalvesLeonardo Gonçalves - Poemas e Canções - 2002

    “Mas a verdade é que o Criador não nos usa por sermos bons, mas o fato de sermos usados por Ele é o que nos torna bons, apesar de não o sermos”, disse Leonardo Gonçalves ao O Propagador. Seu primeiro disco é uma combinação agradável de pop, jazz, blues e contém, além da conhecida “Getsêmani”, uma regravação de João Alexandre. Com o trabalho, Leonardo se inseriu numa nova safra de intérpretes que fogem de temáticas e sonoridades mais populares.

    2002, Novo Tempo


    75º: O que na Verdade Somos – Fruto SagradoO que na Verdade Somos - Fruto Sagrado - 2003

    O que na Verdade Somos é o disco mais forte do Fruto Sagrado: com riffs agressivos de Bene Maldonado, vocais surpreendentes de Marcão, letras fantasticamente ácidas, e apresentando influências diversas, como o maracatu e a música eletrônica, mostraram que só eles, na altura do campeonato, sabiam fazer um som na tendência.

    2003, MK Music


    74º: Oração de Davi – Feliciano AmaralFeliciano Amaral - Oração de Davi - 1981

    Ele é o recordista, segundo o Guiness Book, como o cantor evangélico há mais tempo em atividade no mundo. Mensagem Real, seu disco de 78 rpm (tecnologia pré vinil), é um dos primeiros registros físicos da música evangélica nacional, lançado em 1948. Já com mais de 35 anos de carreira, o cantor lançou uma de suas maiores obras primas, Oração de Davi. O trabalho de 1981 traz os arranjos limpos característicos da música sacra tradicional, a voz inconfundível de Feliciano Amaral e um repertório brilhante, com canções marcantes como “O Rosto de Cristo”, “Tudo Entregarei”, “Cristo meu Mestre” e “Oração de Davi”.

    1981, FA Produções


    73º: Cicatrizes e Testemunho – Jorge AraújoCicatrizes e Testemunho - Jorge Araújo - 1984

    Pode ser que, hoje, seja mais reconhecido como pai de Daniela Araújo, mas Jorge Araújo fez história na música pentecostal como um dos artistas mais ousados do gênero e responsável por grande parte de sua modernização na década de 80. Em um período de resistência à inovação, Jorge esticou a linha, trazendo, para suas produções, a guitarra elétrica e a bateria em destaque. Em Cicatrizes, seu mais reconhecido trabalho, o cantor mostra toda sua veia pop interpretando grandes sucessos, como a faixa-título e “Deus Resolve o Teu Problema”.

    1984, Louvores do Coração


    72º: Tempo de Adoração – Comunidade Vila da PenhaTempo de Adoração - Comunidade Evangélica Vila da Penha - 1994

    A chamada Comunidade Zona Sul se destacaria ao chamado movimento das comunidades dos anos 90. Tempo de Adoração sintetiza, claramente a tudo o que seria feito pelo resto da década, incluindo “Consagração/Louvor a Rei”, uma das mais belas canções cristãs deste período.

    1994, Independente


    71º: Bonança – Os Cantores de CristoBonança - Os Cantores de Cristo

    Muitos grupos, na época, investiram em Jovem Guarda, como os Embaixadores de Sião, Cades-Barneia, Triumpho, Os Atuantes, Os Ligados, mas Os Cantores de Cristo foram além, porque fizeram isso colocando pitadas do rock psicodélico e do progressivo, evoluindo seu som em relação aos discos anteriores, sem perder o enfoque evangelístico.

    1975, Favoritos Evangélicos


    70º: Sem Palavras – CassianeSem Palavras - Cassiane - 1996

    Enquanto o movimento gospel dava seus primeiros sinais de crise, Jairinho surgiu com uma produção ingênua que remodelaria, de vez, o conceito de música pentecostal no Brasil. Com tons épicos, “Imagine” continua a ser uma das mais belas e representativas canções do gênero até hoje.

    1996, MK Music


    69º: Primeiro Amor – Shirley CarvalhaesPrimeiro Amor - Shirley Carvalhaes - 1994

    Mesmo já tendo vinte anos de carreira, foi com Primeiro Amor que Shirley Carvalhaes se firmou como a grande dama da música pentecostal brasileira. O disco, produzido por Tuca Nascimento, foi um fenômeno cultural. Seu grande destaque, a música “Faraó ou Deus?”, causou um mix de encanto e repúdio nas igrejas, tamanha era sua ousadia, cujo som misturava referências da música árabe com forró, ritmo que passaria a ser constante nos discos do gênero, a partir de então. Como resultado, a faixa, tratada nas igrejas mais conservadoras como ‘música para dançar’, se tornou um hit inquestionável, elevando a carreira de Shirley e toda a música pentecostal a outro patamar.

    1994, Nancel Music


    68º: Coração Valente – Voz da VerdadeVoz da Verdade - Coração Valente - 1997

    Indiscutivelmente o grupo que mais sabe trazer ecletismo a seu favor, Coração Valente é o maior clássico do Voz da Verdade até aqui. A fusão de orquestras, guitarras wah-wah, baixo funkeado, bateria pulsante, piano e teclado resultam num registro que é pretensioso do início ao fim.

    1997, Independente


    67º: Não é o Fim… – Novo SomNão é o Fim... - Novo Som - 1999

    Não é o Fim… é o melhor trabalho do Novo Som. O pop à lá Roupa Nova chega aqui ao seu ápice, com um repertório sólido, escrito, em grande parte por Lenilton, um dos melhores letristas que o meio cristão já conheceu e responsável por elevar a música do grupo a outro nível.

    1999, NS Records


    66º: Deus Cuida de Mim – Kleber LucasDeus Cuida de Mim - Kleber Lucas - 1999

    Evoluindo desde Meu Maior Prazer, Kleber Lucas fechou a década com Deus Cuida de Mim, um trabalho que consegue trazer para o ambiente congregacional uma música basicamente pop. Assim, Kleber Lucas foi o primeiro cantor solo, a de fato, adentrar este território, agregando outros gêneros musicais ao longo de sua carreira.

    1999, MK Music


    65º: Entrei no Templo – Ozéias de PaulaOzéias de Paula - Entrei no Templo - 1979

    “A melhor coisa que eu já fiz em toda minha vida, salvou-me por um triz”. Essa foi certamente uma das principais trilhas sonoras do final dos anos 70 e inicio dos 80. O grande, e então já consagrado, Ozéias de Paula, trazia junto com esse sucesso um de seus melhores trabalhos. Com letras de veia poética, como já era característico do cantor, o disco arranjado por Ângelo Apolônio, o famoso Poli, ousava a inserir na tradicional música tipicamente assembleiana os quase profanos contrabaixo, guitarra e bateria.

    1979, Bandeira Branca


    64º: Encontro – Actos 2Encontro - Actos 2 - 1990

    Marcando a geração dos anos 90, o Actos 2 (Kadoshi) chegou ao seu ápice com o disco Encontro e a canção “Cristo Faz a Cabeça”. No entanto, Encontro é rico em gêneros musicais e passeia, com tranquilidade, no louvor congregacional, pop, rock, blues e soul.

    1992, Gospel Records


    63º: Meu Clamor – Denise CerqueiraMeu Clamor - Denise Cerqueira - 1998

    Ela foi uma das grandes vozes femininas que a música evangélica brasileira conheceu. Depois de se tornar sucesso com o disco Eterno Amor, Denise Cerqueira entrou para a história quando, em 1998, lançou o icônico álbum Meu Clamor. Com um time estrelado de compositores e produção impecável de Alcimar Rangel e Pedro Braconnot, o disco rendeu a artista três troféus Talento em 1999. A trágica e precoce morte de Denise em 15 de novembro de 1999, vitimada em um acidente de carro no auge da carreira, imortalizou definitivamente a voz da intérprete e colocou “Jerusalém e Eu”, composição de Josué Teodoro e carro-chefe da obra, em lugar de destaque nos anais das grandes músicas nacionais.

    1998, Line Records


    62º: Deus Vivo – Édison e TelmaDeus Vivo - Édison e Telma - 1983

    Ele é um dos maiores compositores da história da música pentecostal e, ao lado da esposa Telma formou uma das duplas mais importantes do gênero. Acumulando sucessos desde 1971, quando gravaram os primeiros vinis, o ponto alto da dupla veio em 1983 com Deus Vivo. A música tema ultrapassou os limites do tempo e entrou para o repertório de todas as igrejas pentecostais desde então. Embalado por este grande clássico, o disco traz ótimas referências do samba e alguns lampejos de pop.

    1983, Angelical


    61º: Além do Rio Azul – Voz da VerdadeAlém do Rio Azul - Voz da Verdade - 1988

    Além do Rio Azul veio para estabelecer fórmulas que seriam recorrentes nas produções subsequentes do Voz da Verdade: letras e vocais marcantes de Carlos A. Moysés, pianos de Evaristo Fernandes cobrindo e fornecendo camadas, além do sagaz coral, cujo som nenhum grupo e cantor consegue copiar.

    1988, Califórnia


    60º: Tributo ao Deus de Amor – Renascer PraiseTributo ao Deus de Amor - Renascer Praise - 1998

    Gravado no Palácio das convenções no Anhembi, o quinto trabalho do Renascer Praise seguiu as tendências que o tornaria conhecido pelo Brasil: grandes corais, produção musical pomposa e arranjos de Esdras Galo. Três elementos, que juntos, deram certo.

    1998, Gospel Records


    59º: Final Feliz – Armando FilhoArmando Filho - Final Feliz - 1991

    Armando reuniu várias canções autorais e produziu o seu maior clássico até aqui. Final Feliz contém uma das canções mais importantes da época, “O Mover do Espírito”, produzindo baladas pentecostais que seriam fundamentais para o gênero, por muitos anos.

    1991, Bompastor


    58º: Aqui Chegamos pela Fé – Arautos do ReiArautos do Rei - Aqui Chegamos pela Fé - 1975

    O principal grupo vocal da história da música evangélica nacional já conta com mais de 50 anos de carreira. Precursor do estilo a cappella no Brasil, o Arautos do Rei já está em sua vigésima nona formação, conseguindo o feito incrível de se manter musicalmente relevante, mesmo com o passar do tempo, conseguindo se modernizar sem deixar de ser tradicional. Um dos grandes registros dessa bela história foi Aqui Chegamos pela Fé, gravado pela sexta formação de Arautos. Com a perfeição vocal característica do grupo, o disco apresenta um repertório grandioso, com clássicos como “Junto a Cruz”, “Cristo Jesus Voltará” e “No Grande Mar”.

    1975, Novo Tempo


    57º: Tem Coisas que a Gente não Esquece – Cristina MelTem Coisas que a Gente não Esquece - Cristina Mel - 1999

    No final da década de 90, Cristina utilizou-se de temáticas atemporais para o seu décimo trabalho, como a morte de Cristo, o trabalho missionário e os filhos. Os arranjos são mais suaves em relação aos discos anteriores, mas seguem o seu pop característico.

    1999, Line Records


    56º: Razão para Viver – Nascimento e SilvaNascimento e Silva - Razão para Viver

    O cantor, compositor, produtor e arranjador Tuca Nascimento formou ao lado de Onézimo Silva uma das melhores duplas que a música cristã nacional pode conhecer. Os poucos anos de carreira da dupla, que teve sua trajetória encerrada com a trágica morte de Onézimo, vítima de bala perdida em 1994, foi o suficiente para o lançamento de dois discos, entre eles o imperdível Razão pra Viver. Com arranjos simples, executados apenas com teclado, guitarra, violão, flauta e acordeom, o projeto confere pleno destaque ao dueto com suas interpretações singelas em músicas como as excelentes “Deixa Deus Provar” e “A Volta Feliz”.

    1993, Rosa de Saron


    55º: Nascer de Novo – Rayssa e RavelNascer de Novo - Rayssa e Ravel - 1994

    Com a música “Nascer de Novo”, Rayssa e Ravel conseguiam sintetizar sinceridade e simplicidade musical. Em seguida, com as pop-sertanejas “Arrebatamento” e “Sabe”, mostram que possuem força o suficiente para se colocarem como uma das duplas mais expressivas do gênero no país, até hoje.

    1994, Som e Louvores


    54º: O Sétimo – Sérgio LopesO Sétimo - Sérgio Lopes - 1997

    Com produção musical de Pedro Braconnot, O Sétimo conta com o estilo de Sérgio desenvolvido no Altos Louvores, e se destaca por sua temática judaica – distribuída em parte do repertório, projeto gráfico e fotografias. Além do mais, contém uma das canções mais importantes da época, “O Lamento de Israel”.

    1997, Line Records


    53º: Ao Meu Pai – JesséAo meu Pai - Jessé - 1985

    Ele era uma das grandes revelações da MPB nos anos 80. Ganhando prêmios nacionais e internacionais, Jessé, intérprete de canções como “Porto Solidão” e “Estrelas de Papel”, era sucesso por todo o Brasil. Em seu auge na música secular, o cantor abriu um parêntese e gravou o brilhante disco Ao meu Pai. Com um repertório comporto por clássicos cristãos como “Rude Cruz”, “Cidade Santa” e “Achei um Bom Amigo”, a potente voz do cantor ganha traços dramáticos em interpretações memoráveis.

    1985, RGE


    52º: Momentos Vol.1 / Momentos Vol.2 – Marina de OliveiraMomentos Vol. 1 e 2 - Marina de Oliveira - 1995

    Indissociáveis, Momentos Vol.1 e Vol.2 mostram que só alguém como Marina de Oliveira conseguiria trazer os melhores compositores e produtores musicais de sua época em duas obras. Os registros são impecáveis: canções pop (“Procure por Mim na Glória”), mensagens de autoajuda (“Não Desista do Seu Sonho”) e faixas em inglês (“Celebrate the Lord”). Se alguém era capaz de levar bandas inteiras para apoiar seu som, essa foi Marina.

    1995, MK Music


    51º: Preciso de Ti – Diante do TronoDiante do Trono - Preciso de Ti - 2001

    “Uma das coisas de que temos maior consciência é que no dia em que acharmos que algo vem de nós mesmos, Deus nos tirará da obra”, enfatizou Maximiliano Moraes ao Super Gospel. O ponto mais alto da carreira do Diante do Trono, arranjado por Sérgio Gomes e Maximiliano, é embalado com o discurso de fragilidade humana e dependência divina, especialmente na faixa-título, uma das mais importantes do meio cristão.

    2001, Diante do Trono


    50º: Resgate – ResgateResgate  - Resgate - 1997

    No quarto álbum, o grupo provou ser muito mais do que um devoto ao hard rock. Ao experimentar timbres de bateria, guitarra com flertes evidentes ao britpop, o disco monta uma figura de quebra-cabeças, endossadas com as letras tão incomuns e que questionam o status quo do meio cristão.

    1997, Gospel Records


    49º: Oh, Glória – Mattos NascimentoOh, Glória - Mattos Nascimento - 1991

    Trazendo a influência do pop e, principalmente, o ska para o meio cristão, Mattos Nascimento foi o primeiro – e até o único no meio cristão – a fundir o gênero musical com as letras pentecostais. Oh, Glória é um marco musical no início da década de 90, especialmente com as contagiantes “Dia de Pentecostes” e “Sou Feliz”, mostrando que, especialmente ao vivo, Mattos conseguia elevar tudo a outro nível.

    1991, Rosa de Saron


    48º: Com Muito Louvor – CassianeCassiane - Com Muito Louvor - 1999

    Se Sem Palavras foi o ponto de virada, este trabalho foi a aperfeiçoamento mais esforçado de Cassiane durante os anos 90. Com Muito Louvor une a qualidade da produção do disco anterior, Para Sempre, com um repertório sólido, composto por nada menos que “Oferta Agradável a Ti”, “Hino da Vitória”, “Com Cristo é Vencer” e “Com Muito Louvor”, além de provocar, culturalmente, uma mudança na estrutura das canções pentecostais.

    1999, MK Music


    47º: Amigos para Sempre – Integração Jr.Integração Jr. - Amigos para Sempre - 1991

    O melhor álbum infantil já produzido no meio cristão, a obra se destaca pelo seu ecletismo musical e a qualidade dos arranjos, especialmente nas músicas “Amigos para Sempre” e “Milagre da Vida”, anos depois regravada por Cristina Mel, no final da mesma década.

    1991, Bompastor


    46º: Discípulo Teu – Prisma BrasilPrisma Brasil - Discípulo Teu - 1988

    O trabalho mais importante do Prisma, Discípulo Teu contém os elementos adventistas a se repetir: corais robustos, cordas e metais em abundância e canções que versam acerca da vida, as dificuldades e desafios em relação a caminhada do sujeito cristão que caminha para a Eternidade.

    1988, Bompastor


    45º: Não Chores Mais – Victorino SilvaNão Chores Mais - Victorino Silva - 1983

    Dono de uma das mais brilhantes e prestigiadas vozes da música cristã nacional, Victorino Silva tem um de seus grandes momentos com Não Chores Mais, um verdadeiro clássico da música sacra. Além da interpretação e afinação impar do cantor, a parceria com o grande maestro Misael Passos, responsável pela direção musical do projeto, evidenciada até na capa do disco, é digna de destaque. Com arranjos soberbos, o álbum é riquíssimo musicalmente, com a presença marcante de pianos, violinos e muitos instrumentos de sopro.

    1983, Bompastor


    44º: Lágrima no Olhar – Altos LouvoresAltos Louvores - Lágrima no Olhar - 1993

    Seguindo as tendências dos discos anteriores, Lágrima no Olhar trouxe um Altos Louvores mais maduro, mas suficientemente em sua zona de conforto. A grande novidade é a faixa-título de Marquinhos Gomes, com o sax de Zé Canuto, tornando-se, assim, um dos principais registros do grupo.

    1993, Som e Louvores


    43º: Diga Não – RaízesRaízes - Diga não - 1991

    Depois dos Jovens da Verdade em 1972, a banda Raízes foi a única a usar, escancaradamente, a temática das drogas como carro-chefe de um disco. Diga Não se destacou pelas canções críticas, mas que não se sobrepuseram as baladas, as quais lembram bastante o estilo pop do Roupa Nova, cujo vocalista participaria em um disco futuro.

    1991, Independente


    42º: Vento Livre – Guilherme KerrVento Livre - Guilherme Kerr - 1985

    Um dos melhores letristas e musicistas do meio cristão, Guilherme Kerr produziu Vento Livre, seguindo as tendências musicais de sua obra no grupo Vencedores por Cristo. Com arranjos vocais e de cordas complexos, sonoridades regionais são exploradas por letras, em grande parte, verticais.

    1985, IBMorumbi Produções


    41º: Brother – Brother SimionBrother - Brother Simion - 1992

    Em meio a obras cada vez mais superproduzidas no início dos anos 90, Brother Simion quebrou a lógica fazendo um disco quase todo em voz e violão. Humor, introspecção e suavidade são características fundidas nesta produção básica de Rick Bonadio.

    1992, Gospel Records


    40º: Sem Limites – Aline BarrosAline Barros - Sem Limites - 1995

    O grande mérito da estreia de Aline Barros foi contar com a produção musical e arranjos de Ricardo Feghali e Cleberson Horsth, membros do Roupa Nova. Assumindo um caráter totalmente pop, a produção seria, com o passar dos anos, o melhor trabalho solo da carreira de Aline.

    1995, Grape Vine


    39º: Pra Cima Brasil! – MiladPrá Cima Brasil! - Milad - 1990

    Com a decrescente predominância de João Alexandre, e verbalizando toda a decepção com o jogo político e as extremas crises econômicas que assolavam o país, o Milad trouxe o disco mais politizado de sua carreira. Isso causou o despojo de grande parte de seu complexo som, adotando moldes pop, mas seguindo-se forte em seus discursos, como na clássica “Brasil” e na regional “Meu Candidato”. Também traz canções de uma das bandas mais influentes dos anos 80 no nordeste, chamada Artecristã, como “Os Sonhos Evaporam” e “Algo Está Errado”, além de apresentar “Navio Negreiro”, de Gladir Cabral.

    1990, Independente


    38º: Manhãs de Outono – Sinal de AlertaSinal de Alerta - Manhãs de Outono - 1987

    Desprendendo-se de sua fixação pelo Rebanhão, o Sinal de Alerta evoluiu tematicamente e sonoramente, e alcançou o seu ápice em Manhãs de Outono, um trabalho que consegue dialogar com sua época, e de quebra ainda apresenta grandes letras guiadas pelo seu pop rock, como “Tempos Modernos” e “Adolescência”.

    1987, Califórnia


    37º: Prá Falar de Amor – Banda & VozBanda e Voz - Prá Falar de Amor - 1992

    Banda & Voz foi, de fato, o primeiro grupo a ter fielmente um repertório muito eclético e variado, passeando pela black music, soul, ska, envolvendo tudo em ganchos pop. Tudo isso amadureceu em Prá Falar de Amor, em que, especialmente, o timbre de Natan Brito se destaca junto ao groove da guitarra de Marcos Brito e baixo de Beno César.

    1992, Line Records


    36º: Tempos de Celebração – Adhemar de CamposTempos de Celebração - Adhemar de Campos - 1993

    Após a Comunidade da Graça, Adhemar trouxe toda a temática congregacional para sua carreira solo, mas, diferentemente de todos, agregando gêneros musicais ‘incomuns’ para o repertório das igrejas, além das excelentes canções “Tributo a Iehovah”, “Fonte de Água Viva” e “Bem Supremo”.

    1993, Comunidade da Graça


    35º: O Amor é a Resposta – Alessandra SamadelloO Amor é a Resposta - Alessandra Samadello - 1996

    O grande mérito do quarto trabalho de Alessandra é de ultrapassar limites musicais dentro da própria tradição musical adventista. Influenciando até o contemporâneo Leonardo Gonçalves, O Amor é a Resposta aposta em sonoridades mais introspectivas, melancólicas e contemporâneas, sempre regadas a vibrantes e viscerais registros vocais, do estilo que só Alessandra Samadello poderia fazer.

    1996, ABBO


    34º: Intimidade – Jorge CamargoIntimidade - Jorge Camargo - 1999

    Uma produção de Jorge Camargo, Nelson Bomilcar e Marquito Cavalcante, é um dos registros mais agradáveis de música popular brasileira cristã, em que Jorge se estabelece como cantor e compositor. As músicas são bem interpretadas e tocadas. A combinação de canções acústicas e eletrônicas, além do excelente encarte, gerou uma das obras-primas do nicho.

    1999, Alento Produções


    Grupo Semente - Criação - 198633º: Criação – Grupo Semente

    Com a influência do Vencedores por Cristo, o Grupo Semente produziu canções de excelência, com a participação de Nelson Bomilcar, Jorge Camargo, Sérgio Pimenta e vários outros. Criação consegue sintetizar, muito bem, a música do conjunto.

    1986, VPC Produções


    32º: Coisas da Vida – Carlinhos FelixCarlinhos Felix - Coisas da Vida - 1991

    Carlinhos Felix, após deixar o Rebanhão, veio como um dos intérpretes com os discos mais bem produzidos nos anos 90, e sua essência musical nunca soou tão completa quanto em seu trabalho de estreia, Coisas da Vida. Este registro contém suas peculiares formas de produzir música pop, com a colaboração de guitarras por Paulinho Guitarra, mestre do blues no Brasil, e teclados de Pedro Braconnot.

    1991, Continental / Warner Music Brasil


    31º: O que Virá? – Comunidade S8Comunidade S8 - O que Virá - 1981

    Seguindo os passos de seu disco anterior, a S8 produziu o seu maior clássico até aqui. Aqui, a banda se rende a um rock progressivo sombrio, de influências pós-tropicalistas, mas não autoindulgente, especialmente pelas guitarras de Ernani Maldonado. Combinando crítica social com o apocalipse, o trabalho é, no mínimo, intrigante.

    1981, Independente


    30º: Novo Dia – RebanhãoRebanhão - Novo Dia - 1987

    Carlinhos Felix e Pedro Braconnot transformaram as influências da tropicália, trazidas anteriormente por Janires, para faixas pop que caracterizam bem a textura das produções dos anos 80, como “Primeiro Amor”, “Nele Você Pode Confiar”, “Jesus é Amor (Jesus Is Love)” e “Razão”.

    1988, PolyGram


    O que a Lua não pôde, não pode, nem poderá - Wolô29º: O que a Lua não Pôde, não Pode e não Poderá – Wolô

    O disco mais rico, musicalmente falando, dos anos 70, também é um recheado de influências culturais. Wolô soube verbalizar a ‘loucura’ hippie, transmitir gírias e filosofar acerca de Cristo, fundindo tudo isso a uma sonoridade que mescla rock, bossa nova, com influências da Jovem Guarda.

    1975, Independente


    28º: Calmo, Sereno, Tranquilo – Jairo Trench Gonçalves e Paulo Cezar da SilvaCalmo, Sereno, Tranquilo - Jayrinho e Paulo Cezar - 1976

    Jayrinho e Paulo Cezar, juntos, formariam o Grupo Elo. Mas, este registro predecessor, captura fielmente a tensão e restrições existentes no meio evangélico na época em que foi produzido. A obra é suave, com camadas de violão ovation, e baixo marcante, guiado por sonoridades influenciadas pela MPB.

    1976, Independente


    27º: Simplesmente João – João AlexandreSimplesmente João - João Alexandre - 1991

    Primeiro disco totalmente – e simplesmente de João, é um de seus trabalhos mais acessíveis e pops. A obra mostra um olhar mais positivo do cantor, com canções verticais, reflexivas, e trazendo algumas regravações, com a colaboração de Pedro Braconnot.

    1991, Gospel Records


    26º: Aliança – KoinonyaAliança - Koinonya - 1988

    A música do Koinonya seria o molde para a música congregacional feita na década seguinte: a banda Diante do Trono, por exemplo, bebeu intensamente de sua fonte. Sob a liderança de Bené Gomes, o grupo goianiense iniciou sua trajetória com o seu trabalho mais brilhante: Aliança contém várias músicas que, até hoje, são entoadas nas igrejas, como “Ao Único”, “Quem Pode Livrar” e a faixa-título, “Aliança”.

    1988, Koinonya


    25º: Obra Santa – Luiz de CarvalhoObra Santa - Luiz de Carvalho - 1969

    Ele foi o primeiro cantor a gravar um disco de vinil no meio evangélico nacional, em 1958, foi o primeiro artista evangélico de fato, o responsável por levar às igrejas o, então profano, violão, inseriu o bolero e elementos de samba e marchinhas na tradicionalíssima música cristã da época e se sagrou como o maior nome do cenário musical protestante nas décadas seguintes. O vinil Obra Santa, clássico indiscutível, além de contar com a voz e interpretação inconfundível de Luiz de Carvalho, é responsável por emplacar o primeiro hit da música evangélica nacional. A faixa-título se tornou uma espécie de hino oficial do movimento de Renovação Espiritual que se iniciou no Brasil a partir da década de 1960.

    1969, Som da Palavra


    24º: Está Consumado – CatedralCatedral - Está Consumado - 1993

    Talvez o mais importante álbum duplo da história da música cristã, Está Consumado, juntamente ao antecessor Volume III, faz uma ponte entre o Catedral, antes pertencente ao underground, e o que seria o grupo mais notório dos anos 90 e um dos expoentes do movimento gospel. O trabalho, no geral, é o clássico pop rock com o baixo funky de Júlio e riffs de guitarra – inconfundíveis – de Cezar. Vale destacar o clássico “Galhos Secos” e a letra de “Carpe Diem”, uma das músicas mais brilhantes do grupo, inspirada em pensamentos de Friedrich Nietzsche e José Ângelo Galarga.

    1993, Pioneira Evangélica


    23º: Armagedom – KatsbarneaArmagedom - Katsbarnea - 1995

    “O Arco-Íris de Deus tem muitas cores, e os sons muitas estradas que expressam nossas vidas. Acho que a mesmice cansa”, disse Brother Simion ao Super Gospel. Após ter trocado sua formação, o Katsbarnea deixou para trás suas veias funkeadas, cujo som explorava influências de soul e pop, e só se reencontrou no quarto álbum, Armagedom, mostrando que eram mais do que uma caricatura da Blitz. Produzidos por Paulo Anhaia, o soberbo álbum é definido por seu forte teor experimental, e letras evangelísticas, mesclando humor, além de mensagens apocalípticas – algo que se tornaria recorrente nas composições de Simion. Apoiado pelo marcante baixo de Jadão e riffs blues executados por Déio Tambasco, Brother provou ser a alma da banda, escrevendo todas as letras, além de gravar os vocais, guitarra, harmônica, piano e teclado.

    1995, Gospel Records


    22º: Indiferença – Oficina G3Oficina G3 - Indiferença - 1996

    Finalmente, Oficina G3 se desfez de suas referências explícitas ao Stryper. Quente e solta, a voz de Luciano Manga, cada vez mais poderosa, chega ao ápice junto ao peso das composições do guitarrista Juninho Afram. Elétrico, o disco se complementa aos teclados de Jean Carllos, ao autoritário e agressivo baixo de Duca Tambasco e as baquetas de Walter Lopes em canções como “Espelhos Mágicos”, mas se rendendo a baladas fascinantes, como “Magia Alguma” e “Novos Céus”. Em “Glória Inst.”, Afram mostrou o porquê é o maior guitarrista que a música cristã nacional já conheceu.

    1996, Gospel Records


    21º: On the Rock – ResgateResgate - On the Rock - 1995

    Paulo Anhaia elevou o nível do Resgate de forma abismal em seu terceiro registro. On the Rock capturou todo o potencial de humor autodepreciativo sob sua música, e ascendeu as guitarras de Zé Bruno e Hamilton, com riffs poderosos de hard rock. Sendo o trabalho mais importante e sólido do rock cristão nacional durante a segunda metade dos anos 90, o disco combina temáticas obscuras, como a depressão, solidão e morte com a mais peculiar sátira, cuja habilidade o quarteto é especialista.

    1995, Gospel Records


    20º: Fruto dos Lábios – Comunidade da GraçaComunidade da Graça - 1988 - Fruto dos Lábios

    Clássico do louvor congregacional do Brasil, Fruto dos Lábios é o melhor trabalho da Comunidade da Graça, sob a participação de Adhemar de Campos. Recheado de clássicos, como “Nosso General”, “Louvemos ao Senhor” e “Hosana”, o trabalho se destaca pela qualidade dos arranjos vocais e de instrumentos utilizados.

    1988, Comunidade da Graça


    19º: Alma Cansada – Jair e HozanaAlma Cansada - Jair e Hozana

    As duplas formadas por homem e mulher fizeram história na música sertaneja cristã, e a primeira de destaque foi Jair e Hozana. Jair, aliás, era ninguém menos que Jair Pires, que faria história como um dos mais notórios cantores e compositores da história da música pentecostal. Alma Cansada, um disco embalado por viola e acordeom, misturava canções autorais do músico com alguns poucos hinos da Harpa Cristã. Em meio a faixas de grande relevância na época, como “Canta meu Povo” e “Multiplicações de Pães”, se destacaria a faixa-título, que se tornaria um inegável clássico.

    1968, Celeste


    18º: Portas Abertas – Grupo LogosPortas Abertas - Grupo Logos - 1987

    Um dos últimos trabalhos do Logos nos anos 80, Portas Abertas tem todas as características das produções oitentistas, e foi totalmente aberto para os modismos da época, como os sintetizadores utilizados e o reverb da bateria. Mas as composições seguem fortes e sinceras, como se espera em relação a este grupo.

    1987, Logos


    17º: Novidade de Vida – Edson e TitaNovidade de Vida - Edson e Tita - 1982

    Com a participação de grandes nomes da música nacional, como Paulo Jobim, João Donato, Danilo Caymmi, Toninho Horta e muitos outros, Novidade de Vida é o disco de música popular brasileira mais brilhante da década de 80. Tratando de questões como a solidão, o vazio humano e o encontro com Cristo, o trabalho conta com arranjos refinados de qualidade muito acima da média que o meio evangélico apresentava, na época. O primor das músicas foi tão notável que, anos depois, Tita processou Tom Jobim, por um suposto plágio de uma de suas canções, o qual Tom foi absolvido.

    1982, Parejhara


    16º: Anseios – Altos LouvoresAnseios - Altos Louvores - 1986

    A grande fórmula do Altos Louvores foi, além de seguir os outros grupos musicais com temática de louvor da época, utilizar uma musicalidade mais simples e próxima ao pop em suas produções. Sob o comando de Edvaldo Novaes e colaboração de Pedro Braconnot nos pianos e teclados, o disco contém uma gama variada de composições, escritas por Sérgio Lopes, Léa Mendonça, e muitos outros.

    1986, Som e Louvores


    15º: Voz e Violão – João AlexandreVoz e Violão - João Alexandre - 1996

    Ninguém soa ou soará um dia como João Alexandre. Em boa forma, Voz e Violão é um dos registros mais brilhantes de nossa história, e compreende canções conduzidas de forma literalmente “solo” pelo cantor. O repertório, no geral, nem é lá tão novidade, mas a proficiência e intimidade que Alexandre possui com seu violão é ímpar, produzindo o maior disco do estilo no meio cristão.

    1996, VPC Produções


    14º: Dê Carinho – Cristina MelCristina Mel - Dê Carinho - 1997

    Cristina Mel foi a intérprete mais importante da música cristã nos anos 90, e Dê Carinho registra a intérprete em pleno voo, alcançando o seu ápice, dividindo seu repertório entre vários gêneros musicais. A obra trata do amor, em sua amplitude, versando, por exemplo, sobre amizades (“Ao Amigo Distante”) e o favor de Cristo (“Mestre”). Essencialmente pop, com produção musical de Cristina, e arranjos instrumentais de Karam e Natan Brito, foi também lançado numa edição em espanhol.

    1997, MK Music


    13º: 3 – Complexo JComplexo J - 3 - 1992

    Um literal ‘tapa na cara’ da sociedade, o terceiro trabalho do Complexo J é um dos discos mais fortes dos anos 90, em tempo de extenuantes crises econômicas e expansão do meio evangélico. Apresentando Cristo como solução revigorante, 3 é o ápice da capacidade criativa do grupo, com grandes canções, como “Abra Seus Olhos”, “Choro da Natureza” e, especialmente, “Sábado Quente”.

    1992, MK Music


    12º: Espelho nos Olhos – Banda AzulEspelho nos Olhos - Banda Azul - 1988

    Sendo o canto do cisne de Janires, é um dos trabalhos mais ricos, musicalmente falando, dos anos 80. Seu teor poético se entrelaça com o contexto histórico: é neste disco que o cantor faz uma retrospectiva de sua vida, nos dá referências de outras músicas que se tornaram relevantes em sua carreira, e constantemente trata da Eternidade. Trazendo, agradavelmente, variações de rock progressivo, pop rock, reggae e MPB, Espelho nos Olhos é um testemunho musical brilhante de uma vida humana voltada, até o seu último momento, para o céu.

    1988, Bompastor


    11º: Não Há Barreiras – Álvaro TitoÁlvaro Tito - Não Há Barreias - 1986

    Imagine uma das maiores gravadoras do planeta, a PolyGram (hoje Universal Music), abrindo suas portas para a música evangélica brasileira que estava fervilhando nos anos 80. Agora, imagine um talentoso cantor de apenas 21 anos que misturava MPB, jazz, soul e pop como recém contratado por ela para gravar seu terceiro disco. Artisticamente ambicioso, se propõe a não apenas interpretar, mas também atuar no projeto como diretor musical, arranjador, músico e compositor de metade das faixas. A despeito da resistência inicial da cúpula da gravadora em confiar tamanha responsabilidade a um artista tão jovem, o trabalho resultou em um dos melhores discos já produzidos na música evangélica nacional. O sucesso de público e crítica foi imediato e a faixa que o intitula, certamente, uma das mais importantes daquela década dourada.

    1986, PolyGram


    10º: Princípio – RebanhãoRebanhão - Princípio - 1990

    Era 1990 e o Rebanhão disse sim para o início do movimento gospel, intensificando o pop do disco anterior, cuja consistência seria o molde para as produções da época. Neste disco, o grupo apresenta baladas suaves e de excelência, como “Selo do Perdão”, mas questiona os poderosos e regimes totalitários nas elegantes “Muro de Pedra” e “Palácios”, um triunfo de Paulo Marotta e Pedro Braconnot. Como cereja do bolo, o grupo ainda utilizou-se do fatídico assassinato de Chico Mendes para questionar: “até quando viverei pra testemunhar e dizer sim, sim a Deus e a toda vida?”, dando o desiludido atestado de que mais uma década passara e os dilemas ainda eram os mesmos. Além do mais, foi o primeiro disco gospel, e o primeiro lançado em CD.

    1990, Gospel Records


    9º: Retratos de Vida – MiladRetratos de Vida - Milad - 1987

    Foi no álbum conceitual mais importante da música cristã em que a dupla João Alexandre e Toninho Zemuner explorou a vida noturna paulista e todo o caos urbano que existia – e persiste – na maior cidade do país. Tratando da elite cultural (“Plateia”), prostituição (“Esquinas Cruéis”), desigualdade em seus extremos (“Pobres Ricos” e “Meninos de Rua”) e isolamento social (“Solidão de Ilha”), o trabalho é cheio de riqueza musical, passeando pela MPB, bossa-jazz e até mesmo o post-punk, com muita tranquilidade. Além da clássica “Olhos no Espelho”, o disco contém despojadas e agradáveis faixas instrumentais, confirmando a coragem e relevância que contém para a história da música cristã nacional.

    1987, Água Viva


    8º: Janires e Amigos – JaniresJanires e Amigos

    O primeiro álbum ao vivo da música cristã nacional é o registro definitivo de toda uma cena que estava se consolidando nos anos 80: Janires reuniu amigos e fincou sua respeitada imagem. Apoiado pela Banda Fé, com participação de João Alexandre, Ed Wilson, Rebanhão e muitos outros músicos e personalidades midiáticas, como o ex-jogador Baltazar e o ex-piloto Alex Dias Ribeiro, o disco é intimista, e pouco religioso. Falando de sua vida, e refletindo acerca dos testemunhos e dificuldades diárias de seus amigos, o repertório surpreende pelas belas “Mamãe”, “Alex, o Baixinho Voador”, “Helena, Todo Pecado Será Perdoado”, além da icônica “Jesus Super Herói”. No geral, Janires e Amigos é um trabalho que revela o melhor de Janires: riqueza musical, simplicidade e sinceridade.

    1985, Doce Harmonia


    7º: Situações – Grupo LogosGrupo Logos - Situações - 1984

    Após o fim do Grupo Elo, o Grupo Logos surgiu sob o comando de Pr. Paulo Cezar. Situações é o seu clássico, registro que se mostra bastante superior ao trabalho antecessor, Caminhos. Aqui, a banda aposta em um som que segue as tendências do último trabalho do Elo, Nova Canção, trazendo influências populares para a sua música. Outro destaque, acerca de sua sonoridade, é a riqueza de sintetizadores que apresenta. Portanto, além de musicalmente dentro das tendências da época, o disco possui a consistência lírica que tornaria o Logos um dos melhores grupos musicais já existentes.

    1984, Logos


    6º: Luz do Mundo – RebanhãoRebanhão - Luz do Mundo - 1983

    O céu é a temática mais clara para definir Luz do Mundo. Neste álbum, o Rebanhão apresentava uma evolução técnica considerável, em relação ao primeiro trabalho. Gravado no melhor estúdio brasileiro da época, o Estúdio Transamérica, se destaca pela suave “Hoje Sou Feliz”, com influências da MPB, e sua letra, tão atual, sobre a situação do nosso país. Embora o disco descreva, de forma bem forte e incisiva, os problemas da sociedade, não é pessimista, mas indica Cristo como a solução. Janires, claramente, era alguém fixado na Eternidade, e não deixou de cantar sobre ela até o último momento de sua vida: “Ele faz muita falta, mas não aguentaria a forma com que a igreja caminha nos dias de hoje”, disse Carlinhos Felix ao Super Gospel.

    1983, Arca Musical Evangélica


    5º: Cem Ovelhas – Ozéias de PaulaCem Ovelhas - Ozéias de Paula - 1973

    O disco Cem Ovelhas, do cantor Ozéias de Paula é, provavelmente, o mais importante álbum lançado por um artista do movimento pentecostal. O que saiu deste trabalho influenciou as gerações que viriam. Todas as onze canções que compõem o disco se tornaram sucesso e algumas delas clássicas, como “Hoje sou Feliz” e “Oh foi por mim”, além da faixa-título que se tornou um hino o qual ultrapassa o limite do tempo. Outro grande sucesso, “É Assim que eu Te Amo”, embora se tratasse de uma declaração a Deus, passou a ser considerada como uma música romântica, o que abriria portas para as diversas canções e discos apaixonados que viriam nas décadas seguintes. Com grandes letras e uma pegada ousadamente moderna para a época, Ozéias entrou para a história como o maior nome masculino da história da música pentecostal nacional.

    1973, Estrela da Manhã


    4º: Celebraremos com Júbilo – Don e AsaphDon e Asaph Borba - Celebraremos com Júbilo - 1978

    Asaph Borba, juntamente a Adhemar de Campos, são os nomes mais conhecidos, e importantes, do meio congregacional. No entanto, na segunda metade dos anos 70, Asaph já estava no meio evangélico. E, com o músico Donald Stoll, formou a dupla Don e Asaph, produzindo Celebraremos com Júbilo. Gravado totalmente em território estrangeiro, em Bay City, Michigan, nos Estados Unidos, a obra possui uma consistência sonora e instrumental bastante superior, se considerarmos os lançamentos deste período. Por sua vez, este trabalho se destaca com várias canções, mostrando que, mesmo após mais de trinta anos após o seu lançamento, é um dos clássicos de nossa música.

    1978, Life Produções


    3º: Ouvi Dizer – Grupo EloOuvi Dizer - Grupo Elo - 1978

    O Grupo Elo é um dos mais importantes grupos musicais já surgidos na música cristã. Sob o destaque das figuras de Jayrinho (in memoriam) e Pr. Paulo Cezar, a sua obra alcançou outro nível com o disco Ouvi Dizer. Enquanto Nova Jerusalém, o trabalho de estreia, se destacava por trazer instrumentos até então pouco convencionais, como a bateria e a guitarra, o disco sucessor une isso a um bom repertório, que se tornou um clássico no meio evangélico.

    Com bases gravadas nos EUA e representando uma virada no som na banda, conta com uma produção musical de altíssimo nível e músicos competentes. Assim, somos introduzidos a faixas de grande riqueza poética, como a clássica “Céu, Lindo Céu”, além das regravações de “Calmo, Sereno, Tranquilo” e “Mais Perto Quero Estar”. A melhor música, por sua vez, é “Autor da Minha Fé”, uma das mais belas canções nacionais que temos, já regravada por Cristina Mel, Carlinhos Felix, Alex Gonzaga e Paulo César Baruk.

    1978, Elo


    2º: Mais Doce que o Mel – RebanhãoRebanhão - Mais Doce que o Mel - 1981

    “Quando comecei no Rebanhão não tinha ideia do que iria acontecer. Para mim, como novo convertido, era muito normal cantar músicas em uma linguagem textual e musical jovem e divertida, mas para muitos se tratava de algo inaceitável para os padrões religiosos da época”, afirmara Pedro Braconnot ao O Propagador. De 1981 pra cá, Mais Doce que o Mel apenas foi mais reconhecido e estimado: o primeiro registro de rock e tropicália que definitivamente alcançou o meio cristão, o disco foi, por muitos anos, um escândalo.

    Com sua sonoridade ousada e direta, o repertório se destaca especialmente pelas composições de Janires que, claramente, dialogava com a cultura do nosso país. O destaque vai para o pot-pourri, cujo som, durante oito minutos, prende o ouvinte, com riffs de baixo bem marcados e um arranjo de metais de classe. A primeira música deste medley, “Salas de Jantar”, claramente faz referência à “Panis et Circenses”, do antológico disco de estreia dos Mutantes. A riqueza de sons se expande ao “Baião” e sua crítica social, e a melhor música do disco, o choro “Casinha”. Carlinhos Felix e Pedro Braconnot também surgem com as agradáveis “Monte” e “Refúgio”, guiadas por uma sonoridade que passeia pelo pop rock e rock progressivo.

    Mais Doce que o Mel não foi muito bem recebido por conta de suas músicas questionadoras, livres e diretas, mas nada foi mais polêmica do que a capa, em que Janires esbanja simplicidade, com a camisa aberta. ‘Censurada’, a capa teve que ser refeita em outra edição. Além das críticas, boicotes e acusações de satanismo, o reboliço causado pela música do Rebanhão apenas expandiu a sua popularidade, tornando-os conhecidos por todo o país.

    1981, Doce Harmonia


    1º: De Vento em Popa – Vencedores por CristoDe Vento em Popa - Vencedores por Cristo - 1977

    Um dos discos mais aclamados até hoje em termos de letras, ritmos, vocais e instrumentais. A grande importância desse trabalho reside na proposta diferente que trazia, na linguagem inovadora e na influência que provocou em tantos artistas cristãos, que estavam sendo formados naquela época, e mesmo em épocas posteriores. Pela primeira vez, os Vencedores por Cristo lançavam um disco com canções totalmente autorais e cujas letras e sonoridade dialogavam, sem medo, com a cultura brasileira.

    “Eu o considero um marco porque Vencedores àquela altura era o grupo musical de maior penetração no meio cristão devido às equipes que viajavam por todo o país divulgando o trabalho musical da organização”, diria Jorge Camargo, em entrevista ao Arquivo Gospel. De Vento em Popa foi o único disco cristão a ser tema de uma tese de mestrado, defendida na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ainda, esta obra, devido a sua qualidade musical, transpassou as barreiras do meio cristão, servindo de influência para alguns músicos ‘seculares’, sendo citado, recentemente, por Ed Motta, como “um disco raro no gospel”.

    Aliando-se à música brasileira, na pretensão de nacionalizar as canções cristãs da época, era um contraponto a tantas versões que eram feitas (profético?). Reúne músicas de grandes compositores da música cristã: Aristeu Pires Junior, Artur Mendes, Ederly Chagas, Guilherme Kerr, Sérgio Pimenta e Nelson Bomilcar, que também participam nos vocais e instrumentais. Um disco em que brasilidade, poesia, qualidade e espiritualidade se harmonizam.

    1977, VPC Produções


    Eleitores: Alex Eduardo (músico), Danilo Andrade (editor-chefe, O Propagador), João Dias (historiador), Leiliane Lopes (jornalista), Philipe Daniel (músico), Rafael Ramos (jornalista e editor-chefe, Gospel no Divã), Roberto Azevedo (editor-chefe, Super Gospel), Rogério Oliver (pesquisador, Gospel no Divã), Ruben Mukama (músico), Salvador de Souza (historiador), Tayse Souza (editora, O Propagador), Tiago Abreu (editor colaborador, Super Gospel).

    Contribuintes: Alexandre Pereira, Charles Spencer, Cleber Nadalutti, Gesson Vasconcelos, Jhonata Fernandes, Philippe Santos, Renan Lima, Thiago Ferreira.

  • TOP 10 – Intérpretes do rock cristão nacional mais importantes

    O rock cristão brasileiro, embora não muito popular contribuiu imensamente para a modernização da música cristã. Desde os anos 70, até atualmente, surgiram bandas e músicos de diversos subgêneros e propostas. De todos estes, dez homens se destacaram, fizeram história, e outros continuam a fazer. Apresentamo-os abaixo.

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    [tab title=”10º”]

    Marcos Almeida (ex-Palavrantiga)

    Dentre todos deste TOP10, é o mais jovem. Era líder, compositor e vocalista da banda Palavrantiga, e mesmo tendo a deixado em 2014, o músico tem sido um dos nomes, se não o maior em popularização do chamado novo movimento. Seu discurso para o fim dos rótulos, e uma música que derrube muros neste mesmo chão tem sido elogiado, criticado e difundido à medida que sua banda tem se popularizado. Também é escritor e escreve os textos do blog Nossa Brasilidade. (n. 1983)

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    [tab title=”9º”]

    JT (Metal Nobre)

    O cantor JT, frontman do Metal Nobre, é seu integrante fundador. De voz marcante, também é o principal compositor desta banda que faz seu hard rock competentemente há quase vinte anos. Foi candidato à deputado distrital nas eleições de 2014. (n. 1964)

    https://www.youtube.com/watch?v=XTBF0qcb54g

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    [tab title=”8º”]

    Guilherme de Sá (Rosa de Saron)

    O vocalista do Rosa de Saron, Guilherme de Sá, é integrante do grupo desde o início dos anos 2000. Sendo o principal compositor por trás das letras extremamente poéticas e complexas da banda, o intérprete já marcou o seu espaço por sua interpretação forte e cheia de feeling. (n. 1980)

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    [tab title=”7º”]

    Rodolfo Abrantes

    Vivenciador de uns dos maiores testemunhos no meio cristão protestante nacional, o ex-compositor e vocalista da banda punk Raimundos deixou o grupo em seu auge por conta de sua conversão. As letras do Raimundos, apesar de divertidas e criativas, carregavam conteúdos que, na visão de Rodolfo não possuíam compatibilidade com suas novas crenças. O músico ainda fundou o Rodox, e mais tarde, pelo fim desta optou pela carreira solo. Até hoje, com seu punk rock, gênero pouco explorado no meio cristão lançou quatro álbuns solo, porém possui uma carreira com cerca de vinte anos como músico. (n. 1972)

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    PG (ex-Oficina G3)

    PG foi ex-vocalista da Oficina G3 entre 1997 e 2003. De personalidade forte, assim que entrou no grupo, passou a ter forte participação nas composições, mesmo o guitarrista Juninho Afram e o baixista Duca Tambasco serem os letristas majoritários. Saiu de forma polêmica, e ingressou numa carreira solo, a qual já possui mais de dez anos. Até hoje, suas interpretações vocais são bastante elogiadas, tanto por sua proficiência nos graves e agudos. (n. 1976)

    https://www.youtube.com/watch?v=rt1OiSd2Fzg

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    Marcão (ex-Fruto Sagrado)

    Sua voz “rasgada”, embora firme e sempre destacável nos álbuns do Fruto Sagrado deu tom as críticas sociais, religiosas e políticas de sua banda. Mais que um vocalista, Marcão também foi líder e principal compositor do grupo, e também baixista até meados de 2003, quando o grupo passou a trabalhar com músicos convidados. Por desentendimentos com o tecladista Bênlio, que mais tarde saiu do grupo realizando várias críticas a Marcão, este passou a liderar o Fruto de forma total, lançando seu último trabalho pelo conjunto em 2005. Participou também dos álbuns Meu Alvo de Kleber Lucas, e Além do que os olhos podem ver da Oficina G3. Anos depois, deixou o Fruto Sagrado em função de priorizar seu ministério pastoral. Hoje, afastado da música, é pastor no Rio de Janeiro. (n. 1966)

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    [tab title=”4º”]

    Kim (Catedral)

    Cantor, compositor e instrumentista, Kim é até hoje uma figura importante, e ao mesmo tempo polêmica no rock cristão. O líder do Catedral, banda que recentemente encerrou as atividades, é o principal compositor das canções do grupo, o músico ainda possui, em paralelo uma carreira solo de canções românticas. Devido à semelhança de sua voz com o cantor Renato Russo, Kim foi alvo de críticas negativas por parte do público. Sendo citado por alguns, juntamente com o Catedral como precursores do crossover no Brasil, desde aos tempos em que o grupo fazia parte da MK Music suas letras continham um teor de reflexões e fuga do comodismo. Kim também é psicólogo. (n. 1967)

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    [tab title=”3º”]

    Brother Simion (ex-Katsbarnea)

    Ele foi usuário de drogas, órfão e morou em vários países do exterior antes de se tornar cristão. Com mais de 20 anos de carreira, Simion é um dos três compositores mais particulares e geniais do rock cristão brasileiro. Durante os anos 90, teve repertório suficiente para sustentar uma carreira solo e a liderança do Katsbarnea, banda a qual foi o único compositor com suas letras reflexivas, divertidas e evangelísticas. Também participou dos primeiros álbuns do Renascer. Suas melodias experimentais, usando vários instrumentos como a guitarra, piano, teclado e gaita guiavam a originalidade do grupo. Saiu do Katsbarnea em meados de 1999, posteriormente se desligando da Igreja Renascer em Cristo. Em carreira solo, lançou dois álbuns pela MK Music, e mais tarde, de forma independente distribuiu seu último trabalho de inéditas até hoje, Eclipse, com influências do new metal. Em 2007, com quase 20 anos de carreira lançou Gênesis for new generation, com 10 de seus maiores sucessos. Também é escritor, contando seu testemunho no livro Jhonny não morreu, lançado em 2003. Atualmente trabalha em evangelismos e missões com a família, mora em São Paulo. Um futuro disco inédito é incerto. (n. 1954)

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    [tab title=”2º”]

    Zé Bruno (Resgate)

    Produtor musical, guitarrista, cantor, engenheiro civil e pastor, Zé Bruno é uma voz ativa e forte desde o início dos anos 90, e atualmente mais ainda. De personalidade forte e polêmica, o vocalista do Resgate também foi o produtor musical de vários discos do Renascer Praise e compositor de algumas canções da banda. Como pastor, foi o bispo primaz da Renascer em Cristo até 2010, quando o deixou por discordâncias teológicas. Fundador da Igreja A Casa da Rocha, tem sido constantemente elogiado por suas ações transparentes a favor de um evangelho puro. É o compositor da maioria das canções do Resgate. (n. 1966)

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Janires (ex-Rebanhão, Banda Azul)

    Não é o mais famoso, mas possui um título ao qual nenhum músico da categoria também é digno de receber. Janires, além de pai do rock cristão, é um dos maiores influenciadores para a modernização da música cristã brasileira, e do movimento gospel. Fundador do Rebanhão, o músico estampava, além do rock progressivo característico de bandas como Pink Floyd, Genesis e Beatles a música brasileira com Novos Baianos, 14 Bis, dentre outros. Além do mais, foi multi-instrumentista, compositor, arranjador e produtor musical. Em sua liderança, o Rebanhão gravou o primeiro disco ao vivo cristão no Brasil. Após deixar o Rebanhão, realizou alguns projetos, e fundou a banda Azul, a qual viajou por vários locais do Brasil, divulgando seu trabalho. Com 34 anos de idade, foi vítima fatal de um acidente, em 1988. Janires foi homenageado em 2003 com o disco Tributo a Janires, que também contém vários depoimentos de pessoas que conviveram com ele. Vários músicos cristãos, dentro e fora do rock se declaram influenciados por Janires. (n. 1953 – m. 1988)

    https://www.youtube.com/watch?v=fFsIWrQ7tkA

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    O que achou deste nosso TOP 10? Concorda com os intérpretes citados? Comente!

  • TOP 10 – músicas para os pais

    O segundo domingo do mês de agosto é o dia dos pais! Para comemorar essa data tão importante, o portal O Propagador apresenta um TOP 10 especial com músicas marcantes sobre esses homens tão especiais.

    Listamos músicas para homenagear e lembrar todos os tipos de pais: aquele que está longe, o que está perto, o que ora, o que batalha, o que está a cuidar de seus filhos e mesmo aquele que já partiu para a eternidade. Na lista temos Oficina G3, Cristina Mel, Ana Paula Valadão, entre outros.

    Confira!

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    [tab title=”10º”]

    Momentos de Ternura – Oficina G3

    Abrindo a lista, temos “Momentos de Ternura”, gravada pela banda Oficina G3. Esta canção foi gravada para a trilha sonora do livro Janelas da Memória, escrito por Yvelise de Oliveira. Nesta canção, mais direta sobre filhos, nos lembramos que a missão dos pais é de proteger, cuidar dos seus filhos com ternura, e, acima de tudo, ajudá-los na caminhada cristã. Assim como Deus nos quer por perto, com certeza, seu pai também. (2004)

    https://www.youtube.com/watch?v=1Nxzm2Y3DBI

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    [tab title=”9º”]

    Um Puro Coração – Ana Paula Valadão

    A maioria das pessoas conhece (ou já ouviu falar) na família Valadão. Notórios tanto para o protestantismo, quanto para a música gospel brasileira, os familiares da cantora Ana Paula Valadão estão por aí. Seu pai, Márcio Valadão, é pastor e presidente da Igreja Batista da Lagoinha. E é exatamente a ele que Ana presta o seu tributo. Assim, através desta canção, muitos de nós lembramos que nossos pais nos ensinaram (ou ao menos deveriam) a servir a Deus, praticando aquilo que Cristo ensinou. (2009)

    https://www.youtube.com/watch?v=xfkvATv60F8

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    [tab title=”8º”]

    Pai Herói – Paulo André e Noemi Nonato

    O oitavo lugar vai para “Pai Herói”, de Paulo André e Noemi Nonato. Quem de nós nunca nos lembramos do carinho de nossos pais quando crianças? Conduzida por uma sonoridade sertaneja, esta música chega-se bem ao tema, com a reflexão do eu lírico, que relembra o pai que já partiu: “Pai, sou teu fruto, sou lembrança / Faço parte, sou herança / Que um dia você deixou / E aqui vou seguindo e vou cantando / Eu sou um eterno cantador“(2004)

    https://www.youtube.com/watch?v=WXODRY3alZE

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    [tab title=”7º”]

    O Prêmio É Meu – Brenda

    Temos os nossos pais, que são bênçãos do Criador, e, na verdade, os presenteados somos nós. É exatamente isso que “O Prêmio É Meu”, gravada por Brenda, quer retratar. A canção apresenta o filho que se sente agraciado pelo pai que possui: “Feliz, sou eu! O prêmio é meu! / Me orgulho em chamar você de pai“. Esta canção também foi regravada por Cristina Mel, anos depois. (2011)

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    [tab title=”6º”]

    Meu Pai, Meu Amigo – Cristina Mel

    Ter um pai é muito mais do que ter, simplesmente, um progenitor. Esta canção, gravada num dos álbuns infantis de Cristina Mel, é outra de homenagem a aquele amigo que é sangue do seu sangue. “Meu Pai, Meu Amigo”: “No dia em que eu nasci, ele já estava ali / Me recebendo nos braços da família / Eu não sabia de nada, mas ele já me amava / E me ofertava a sua companhia” (2003)

    https://www.youtube.com/watch?v=QAbP796T1_M

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    [tab title=”5º”]

    Herança – Os Arrais

    Os Arrais também gravaram uma canção para o pai que possuem. Irmãos, a dupla André e Tiago Arrais dedicou esta homenagem em “Herança”, canção que trata de um pai que consagra sua família a Deus, levanta cedo, para garantir o sustento da casa, e retorna pela noite. “Nas mãos de Deus derrama a sua vida / Que trocaria pela salvação / De cada membro de sua família / E esta é a herança que deixou”. Esta canção foi gravada no álbum Mais, segundo trabalho da dupla. (2013)

    https://www.youtube.com/watch?v=jl61mbxlSWQ

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    [tab title=”4º”]

    Papai – Banda Azul

    Ex-vocalista do Rebanhão e Banda Azul, Janires teve uma infância muito difícil. Abandonado pelo pai ainda pequeno, e criado apenas por sua mãe, toda a tristeza que passou não o impediu de gravar uma canção de tributo aos pais, chamada “Papai”. Em suas palavras, muitas das vezes, os pais não são tão lembrados quanto as mães, e pensando nisso, escreveu esta canção, com sonoridade suave e letra poética. Sem dúvida, uma das melhores desta lista. (1987)

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    Queria de Verdade Estar Contigo – Vanilda Bordieri

    Assim como outras canções desta lista, e de forma muito mais forte, “Queria de Verdade Estar Contigo” é o abrir do coração. Neste caso, Vanilda Bordieri nos relembra que um dos pontos ruins de ser filho é que, geralmente, um dia veremos nossos pais partirem. Através das palavras da cantora, a esperança da eternidade é mais vívida e forte, e a saudade fica com as lembranças, tão fortes na mente de um filho. Dessa forma, esta bela canção, de Vanilda, recebe nossa medalha de bronze. (2012)

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    Filhos – Ao Cubo

    Tão triste quanto perder um pai é não tê-lo por perto. Infelizmente, esta é a realidade de muitos. Seja por conta de trabalho ou divórcio, os filhos sentem o peso de terem o pai longe. A banda Ao Cubo grava “Filhos”, conduzida por Kleber e Dona Kelly, irmãos, numa música, ao que parece, totalmente autobiográfica. Na falta de um sujeito a quem se espelhar, encontraram em Deus o reflexo perfeito de caráter para seguirem. Por fim, a dupla afirma que os filhos sempre são os que sofrem mais com a declaração dos pais. Foi lançada no álbum Um por Todos. (2009)

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    Papai, Amo Você – Marcelo Nascimento

    O primeiro lugar vai para o cantor Marcelo Nascimento, com um de seus maiores sucessos, “Papai, Amo Você”. Bem antes das músicas dedicadas aos pais se tornarem regularmente lançadas, até mesmo por coletâneas, Marcelo fez este tributo, em seu primeiro trabalho, o álbum De Todo Meu Coração. Vale a pena ouvir! (1995)

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    Este é o nosso TOP 10 sobre pais. Gostou da nossa seleção? Mande esse texto para o seu pai, como homenagem!

  • Melhores discos de rock cristão nacionais: Década de 80

    Continuando a nossa lista de melhores discos de rock cristão nacionais, chegamos a década de 80, época em que as produções musicais do nicho começaram a ser bem mais numerosas. Em dez anos, muitas bandas surgiram, algumas em atividade até os dias de hoje. O Rebanhão levou a maioria das posições, emplacando três. Vamos conferir?

    [infobox title=’10º: O Som que Te Faz Girar’]Artista: Katsbarnea
    Ano de lançamento: 1989
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Katsbarnea - O Som que Te Faz Girar - 1989Jhonata: Confesso que não gosto da banda Katsbarnea, mas o álbum O Som que Te Faz Girar tem uma pegada surf rock que me atrai. Para quem ouve bandas como Red Hot Chili Peppers, Switchfoot e Charlie Brown Jr. como eu, se identificará com este álbum. Não é que ele seja um deste gênero, mas tem algumas características básicas, que com certeza, vai te jogar para uma praia! (Hehe hehe). Um dos motivos de eu não gostar do Katsbarnea, é que acho muito parecida com a banda Blitz, e eu não gosto de Blitz. O vocalista também não tem uma voz legal. Aí você me pergunta: “ué, então porque escolheu o álbum como um dos melhores?”. Respondo: porque ele tem características musicais que me agrada. A exemplo de “Retrovisor” que coloco na lista de músicas de viagem. “Brisa” que é uma boa canção para passeio e “Extra” para animar a festa entre amigos. Bom, ouça “Extra” e ouça qualquer música da Blitz que você me entenderá porque acho muito parecida ambas as bandas. Até as back-vocals… Enfim, não vou xingar a banda, não é o objetivo da série e nem do post. Lá vai dois motivos para ouvir o disco: 1) é um álbum rico instrumentalmente e 2) As letras passam mensagens importantes.

    João: Pra mim esse estaria em posições mais altas, pois é chegado um outro genial compositor do rock cristão: Brother Simion (na época, apenas Simion). Letras divertidas, modernas e falando de tudo e mais um pouco, como “Pacote Salvação”, “Extra” e “Corredor 18”. Meu apelido e nome artístico (Johnnÿ) inclusive deriva da “Extra”, e o Kats (pelo menos o Kats dos anos 80-90) sempre foi uma inspiração pra mim, e o Brother Simion muito mais. Esse “disco” (que na verdade era uma fita K7 demo) foi a ganhadora do FICO (Festival Interno do Colégio Objetivo) e não é pra menos. Transmitir o Evangelho através de caras loucos como eles que tiveram um “Contato” com o Criador do Universo é coisa de outro mundo mesmo. Possivelmente eles foram o que de mais contemporâneo surgira nos anos 80 na música cristã, tal qual Janires foi nos anos 70 com sua fita K7 – e ambos fecharam suas décadas respectivas com essas fitas. Blitz pura e simples, mas com um conteúdo muito melhor e mais rico.

    Thiago: O que mais me causava desconforto no Katsbarnea, principalmente nos primeiros álbuns, é o incômodo som da percussão, feita por Paulinho Makuko. Esse disco é bem mais folk, com bastantes canções acústicas no O Som que Te Faz Girar, porém sempre achei que o Katsbarnea não desenvolvia com tanta qualidade esse estilo. Senti falta das guitarras no disco, e o timbre de voz do Brother Simion nunca me agradou tanto também. Porém, apesar das minhas críticas, conta com grandes canções, como a clássica “Extra”, e outras como “Brisa” e “Corredor 18”.

    Tiago: A sonoridade do Kats, em sua primeira formação, é muito diferente do som que assumiu depois do Cristo ou Barrabás (1992). Isso porquê, nesse line-up, o seu grande ponto positivo era o ecletismo musical. Nesta época, o Katsbarnea ainda não era propriamente uma banda de rock, mas viajava também pelo soul, funk rock e outros sons. Eu particularmente gosto muito do trabalho do Simion, acho que é um dos poucos músicos realmente completos da nossa cena. Suas composições ainda não são tão trabalhadas quanto nos discos posteriores, mas os arranjos conseguem compensar.

    [infobox title=’9º: Solidão’]Artista: Complexo J
    Ano de lançamento: 1986
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Complexo J - Solidão - 1988Jhonata: Confesso que classificar os melhores discos da década de 80 do meio rock cristão, foi uma tarefa pra lá de difícil, mas consegui. E este álbum me cativou pela gaita em “Brasil” – quem me conhece sabe o quanto amo o instrumento – e troquei este álbum de colocação várias vezes (hehehe). O título do disco é caracterizado pelas letras, ao menos foi isso que percebi. Assim como a maioria dos discos desta época, só ouvi Solidão uma vez mas percebi a riqueza instrumental que o álbum carrega. Aquela coisa LINEAR de guitarras fazendo os mesmos três acordes, bateria no mesmo “tutis tutis prum prum” são entendíveis. Você não vai encontrar uma banda da época brazuca com uma pegada sei lá, punk… Solidão é um disco confessional e dinâmico. Não se encha de expectativas, ele não tem nada muito grande, mada que seja um “UP”, no entanto, é musicalmente bem estruturado.

    JoãoComplexo J sempre me divertiu, seja pelo nome, seja pelas letras bem sacadas (o que é que tem em Rio de Janeiro que só dá bandas doidas entre as precursoras do movimento gospel, como Rebanhão, Complexo J, Novo Som, Catedral e Fruto Sagrado? Rsrsrs), seja pelo nome da banda, que remete aos complexos vitamínicos, mas direcionadas à Jesus. É a primeira banda de rock cristã brasileira com uma vocalista (sem ser vocal de apoio) e com letras como “Brasil” e “Espaço Sideral” a banda trazia sem dúvidas um repertório ousado e uma qualidade inigualável, que futuramente encantaria até mesmo Jô Soares (foi uma das três bandas do movimento gospel a dar às caras no programa dele no SBT nos anos 90, ao lado de Louvor, Art e Cia e Cia de Jesus – não, Catedral nunca foi ao programa, tolinhos kkkk). Ótimo disco, vale a pena sem dúvidas.

    Thiago: Solidão é introduzido por um instigante dedilhado de violão em “Reino de Deus”, e com o progresso da música, percebe-se que há um ótimo instrumental na música, te envolvendo para ouvir o álbum todo. Apesar disso, apresenta um rock que não é lá algo que ouço frequentemente, porém, em comparação a outros discos da época, exibe uma sonoridade legal. A união da guitarra com o teclado, baixo, bateria e vocal da banda desenvolve canções distintas, passeando no hard rock, rock progressivo e pop rock. Junto com Manhãs de Outono, poderia ter ocupado uma posição melhor.

    Tiago: O Complexo J é um dos melhores grupos progressivos desta época. Mesclando seu som com o hard rock, Solidão é um disco que fala mais pela simplicidade das canções. A parte lírica do conjunto começa a mostrar ao que veio, mesmo que se amadureceria posteriormente. Ainda, há de se destacar que foi um dos poucos – o único, que me lembro, no momento em que escrevo – que trouxe uma vocalista mulher, o que é um diferencial.

    [infobox title=’8º: Manhãs de Outono’]Artista: Sinal de Alerta
    Ano de lançamento: 1987
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Sinal de Alerta - Manhãs de Outono - 1987João: Pra ser sincero, eu nunca fui um ouvinte da Sinal de Alerta. Sempre os vi como um clone “fabricado” do Rebanhão fase dois. Nem havia mencionado ela para a lista (acho que eu tinha sugerido o Rodrigo Bueno no lugar dessa), e mesmo esse disco eu pouco tinha ouvido. Mas dei uma chance e fui ouvir o terceiro álbum deles com cuidado após a escolha dele em oitavo lugar. Realmente vacilei, esse disco é bom, muito agradável, seguindo bem os passos do contemporâneo Novo Dia (o anterior da lista), mas sem parecer repetitivo ou “clonado”. Lembra um pouco Lulu Santos, Radio Taxi e outras do pop rock oitentista. Me rendo ao Sinal de Alerta, esse disco é fantástico mesmo.

    Thiago: O álbum Manhãs de Outono da banda Sinal de Alerta integrou minha lista. Ele apresenta um pop rock que é bastante interessante para época, porém não é um som que me faz tão fã. A produção das guitarras, do baixo, do vocal, do teclado é agradável, feita com qualidade até boa, em virtude das dificuldades da época.  Esse disco poderia ter aparecido em uma posição melhor, pois apresenta um dos melhores trabalhos dos anos 80, com instrumentais interessantes, ótimos riffs e solos de guitarra, e um vocal até relevante. Algumas canções têm algumas letras interessantes como “Adolescência”, uma crítica a essa fase. As melhores são “Tempos Modernos”, “Mudanças”, “Tempos Modernos”, “Vibração” e “Adolescência”. Mas as outras são muito boas também.

    Tiago: Eles surgiram como uma espécie de cover do Rebanhão, mas evoluíram seu som para algo que os diferenciassem do grupo carioca. Manhãs de Outono é, de longe, o seu maior clássico, com composições que fogem, e muito, dos clichês da época, trazendo reflexões pertinentes sobre os chamados “tempos modernos”. Sem a menor dúvida, é um dos melhores álbuns da década.

    [infobox title=’7º: Novo Dia’]Artista: Rebanhão
    Ano de lançamento: 1987-88
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Rebanhão - Novo Dia - 1987Jhonata: Em 1987, o Rebanhão apresentava um disco completamente rock. O contra-baixo bem presente e audível (característica da época) deixa o peso do disco mais agradável de ouvir. “Contemplar” me tocou muito, ouvi e senti vontade de ouvi-la mais vezes com os amigos.”Firme os Pés” me lembrou Roupa Nova (não sei porque, nem gosto). “Jesus é Amor” começa muito bem com um toque suave de piano e aqui cabe uma observação: quando você estuda música, os professores te exigem muita emoção além de técnica, talento e precisão. Música é algo que precisa ser sentida, no livro que estou escrevendo falo um pouco disso e nesta música, é possível sentir emoção além de observar a introdução de sax de “Nada mais a temer” que me lembra alguns clássicos da Elis (ooh, Elis <3). “Nele você pode confiar”, uma canção muito boa, regravada por Paulo César Baruk com participação do Lito Atalaia no álbum Graça de 2014, é um dos principais destaques do disco, e concluindo, Novo Dia é um álbum muito bom! Poderia ser melhor? Não. Ele é proporcional para a época, banda e fãs.

    João: O Rebanhão pós-Janires sempre foi menos interessante em certos aspectos pra mim. Mas esse disco traz um pop rock bem legal, com músicas que fazem a cabeça de muita gente até hoje, e interpretações fantásticas, como das músicas “Primeiro Amor”, “Jesus é o Amor” e “N’Ele Você Pode Confiar”. Lançado pela PolyGram, teve grande repercussão nacional, dizem que na época consideravam o Pedro Braconnot o “cantor mais bonito do Brasil”, desbancando até Fábio Jr. (risos), mas muito além de um rosto bonito, o que víamos aí era uma banda sólida e forte, que logo, logo nos anos 90 iria nos trazer nessa formação o seu disco mais genial da segunda fase, Princípio. Tristemente esse disco não tem mais as letras fantásticas de Janires (Não que as letras aqui contidas sejam ruins, mas não possuem mais a mesma genialidade de outrora).

    Thiago: Esse álbum teve uma proposta bastante pop se for comparado aos outros da banda. Produziu grandes clássicos da música cristã, como “Primeiro Amor” e “Nele Você Pode Confiar”, e a posição foi quase merecida para a banda. O trabalho possui algumas músicas de rock, mas graças a boas camadas de teclado que preencheram todas as canções, a obra ficou mais pop. Nota-se, de passagem, a semelhança da voz de Carlinhos Felix com Keith Green.

    Tiago: Eu particularmente gosto demais do Rebanhão com Janires, mas não dá para desmerecer, ou subestimar, em nenhum momento, o trio formado por Pedro Braconnot, Carlinhos Felix e Paulo Marotta. Foi necessário o capixaba sair para que estes três músicos, também engenheiros civis, mostrassem unidade musical e aperfeiçoassem, embora com mais influências pop, a sonoridade do conjunto. Carlinhos, por sua vez, diminuiu sua influência para que Pedro Braconnot começasse a se destacar, principalmente com suas composições: “Razão” e “Contemplar” são bem executadas. É claro que Novo Dia quem lá seus defeitos. Eu acho que os anos 80, tecnicamente falando, são irritantes. A captação de bateria então, nem se fala… aquele excesso de reverb não colabora muito. Mas convenhamos, é o início do auge da segunda fase do Rebanhão.

    [infobox title=’6º: Apelo à Terra’]Artista: Comunidade S8
    Ano de lançamento: 1983
    Número de faixas: 12[/infobox]

    Comunidade S8 - Apelo a Terra - 1983João: Pra mim o último trabalho da Comunidade S8 a encantar meus ouvidos, ao trazer diversos atributos de Jesus em quase todas as músicas, e sempre com letras reflexivas e sem perder a sonoridade dos anos 80. Sem dúvidas um disco pra ouvir e muito quando quisermos ver como “Jesus é o Amigo”, fazendo de cada ilha distante que nos tornamos em meio a multidão de tanta gente um porto e de gente estranha um povo que se ama. Encantador demais pra ser esquecido.

    Thiago: Apelo à Terra foi um álbum que não esteve na minha lista. As canções da Comunidade S8 são geralmente guiadas pelo rock progressivo, e ver o avanço da banda desde o primeiro disco, o qual não usavam guitarra, até esse último é interessante. Essa produção de 1983 é uma mistura de prog rock com art rock, com ênfase nas boas camadas de sintetizadores. Outra coisa curiosa no álbum é terem usado o nome de Jesus em quase todas as canções, com exceção na primeira. O que menos me agrada é a parte vocal ser em formato de coral em maior parte das músicas. O quesito instrumental, a obra se supera bem.

    Tiago: Dando sequência ao que faziam nos anos 70, este deve ser o último disco da Comunidade S8 realmente interessante. E curiosamente, o grupo não teve muito espaço na década seguinte, até porque sua sonoridade ficou muito datada, não conseguindo acompanhar os novatos que estavam chegando. Mesmo assim, Apelo à Terra é um bom álbum.

    [infobox title=’5º: Aos Ouvidos dos Sensíveis de Coração’]Artista: Catedral
    Ano de lançamento: 1989
    Número de faixas: 12[/infobox]

    Catedral - Aos Ouvidos dos Sensíveis de Coração - 1989Jhonata: Marcando o final da década de 80, a banda Catedral propôs trazer um disco cheio de religiosidade e dinâmica musical. Confesso que ouvindo a discografia da banda, achei um pouquinho chata – digo ‘pouquinho’ para não exacerbar minha ironia – e ainda acho. Mas levando em consideração que todos os seus contras tem seus pós, Aos ouvidos dos sensíveis de coração é essa exceção. O álbum destaca o contra-baixo, algo bem comum da década dentro do rock nacional. Não menosprezando o falatório de que a voz do Kim (Catedral) lembra a do Renato Russo (Legião Urbana), ambas as bandas gravaram discos em 89. As Quatro Estações, um dos principais discos da Legião trazia músicas eternas como as duas primeiras faixas “Há Tempos” e “Pais & Filhos”. É fato que o trabalho do Catedral ficou muito abaixo do que o da Legião, e em hipótese alguma dá para fazer uma comparação musical entre ambos. Sem mais delongas, este trabalho do Catedral é tecnicamente bom, e creio que sem dúvida merece ser ouvido, sendo este último, o único motivo de eu ter listado como um dos melhores de 80.

    João: A eterna ignorância de muitos relega bandas geniais como “covers” ou “bandas caronistas” que teoricamente queriam escalar-se no sucesso alheio de alguma banda qualquer. Assim vários grupos como Cogumelo Plutão e Days Are Nights foram idiotamente relegados como cópias do Legião Urbana. Mas o caso mais notório, sem dúvidas, vem desse grupo carioca que com esse segundo disco conseguiu fugir do evangelicalismo que se tornaria até repetitivo e mal construído do universo “gospel” que começava a aparecer na música cristã já naqueles idos de 1989. Letras com forte conteúdo poético e filosófico (“Todos os Dias”, “Aos Ouvidos dos Sensíveis de Coração” e “Além do Nosso Olhar”, só pra citar algumas) e até mesmo crítico, como “Mundo Vazio”, trazem uma banda que estava olhando pro céu, mas que não deixava de olhar como a Terra estava se destruindo sem a direção para o céu.

    Thiago: Kim é o sinônimo da voz de Renato Russo. Porém, o que soa mais cômico é que nos primeiros discos da banda, sua voz, nas interpretações, era mais aguda, e só depois em que a voz dele se adaptou a tons mais graves, se aproximou do Legião Urbana. Mas, deixando de lado esses pormenores, minha relação com esse trabalho é tanto boa como ruim. Outro que não fez parte da minha lista, o conjunto me dá a impressão de ter os arranjos mais rock, com mais riffs, mais peso, mais distorção, porém me incomoda o fato de não chegar tanto no meu coração. As interpretações vocais de Kim com seus agudos não são muito agradáveis, mas o álbum ganha mais nos arranjos. As melhores são “Nas Ruínas Algo Está de Pé”, “Aos Ouvidos dos Sensíveis de Coração”, a boa crítica, e os de “Mundo Vazio”.

    Tiago: Sem comentários.

    [infobox title=’4º: O Dia Final’]Artista: Legenda
    Ano de lançamento: 1986
    Número de faixas: 12[/infobox]

    Legenda - O Dia Final - 1986Jhonata: O que dizer de O Dia Final da banda Legenda? Um álbum proporcional e com guitarras pra lá de bem tocadas. As letras além de serem evangelísticas, têm uma intenção de mostrar o lado humano também, ou seja, as dificuldades de se viver em sociedade, criminalidade, erros etc. Como já citei, as guitarras (ou A guitarra) me prenderam os ouvidos para ouvir faixa por faixa. Alguns clássicos da Legião Urbana são bons de ouvir por causa dessa pegada que te faz querer ouvir um próximo solo, riff e etc. O Dia Final merece ser ouvido!

    João: Corajoso, fantástico, raro. Rock progressivo da melhor safra, na linha de King Crimsom e Pink Floyd, esse grupo fez história por ter sido o primeiro grupo cristão a gravar pela Som Livre (chorem, valadetes e fãs da Aline Barros, hahaha), e apresentar um som entre os anos 70 e 80 muito bom, letras fortes, uma das melhores artes de capa da década (talvez a melhor, na minha opinião), Legenda (ou LEGENDÆ, como ficou conhecida anos depois) poderia sem nenhum problema concorrer em qualidade com qualquer banda de rock dos anos 80, mas por ser cristã possivelmente acabou enfrentando um certo preconceito e não atingiu tanto as grandes massas, e mesmo o mundo cristão à época não conseguiu absorver a qualidade sonora deles.

    Tiago: A Legenda, infelizmente, é um nome um tanto quanto esquecido na história do rock cristão nacional. Acontece que o grupo, mesmo não tendo exercido influência direta nesta linha do tempo, apresentou um disco muito bem produzido, com boas composições, e uma sonoridade muito agradável de ouvir. Lançado pela major Som Livre, com certeza poderia ser mais lembrado por nós, e ganha uma merecida posição aqui.

    [infobox title=’3º: Espelho nos Olhos’]Artista: Banda Azul
    Ano de lançamento: 1988
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Espelho nos Olhos - Banda Azul - 1988João: Junte a fita K7 dos anos 70 do Janires, os 2 primeiros do Rebanhão e esse disco da Banda Azul, e você terá a quadrilogia mais fantástica da música cristã contemporânea nacional. Não é exagero, esse disco foi o auge criativo do cantor, e infortunadamente o último dele, já que logo após a gravação do disco o vocalista faleceria num acidente automobilístico, que ironicamente meio que foi previsto pelo mesmo na faixa-título do disco. O álbum ainda traz o rock “Canção das Estrelas”, o “Baião Eletrônico” (uma nova versão do primeiro Baião), “Foi Por Você” (muito divertida forma de evangelismo, sem dúvidas) e “Veleiro”, com sua pegada MPB, entre outras clássicas do “Amigo Poeta” (essa música composta pouco depois do acidente do Janires, feita em sua homenagem e lançada no disco). Ah, como será bom ver ele lá junto a outros servos do Senhor no “Trem da Amizade”, todos juntos louvando ao Criador.

    Thiago: Espelho nos Olhos é o último álbum da carreira de Janires e o primeiro da Banda Azul. Esse singular disco tem duas características: a sua história e o seu teor poético. Após a saída da banda Rebanhão, Janires vai morar em Minas Gerais, onde entra para a MPC (Mocidade para Cristo), e junto com outros integrantes do projeto cria a denominada Banda Azul, um nome que surgiu de uma conversa em um restaurante entre Janires e Moisés (baixista e vocal), o qual, o primeiro citado viu uma marca de refrigerante europeia denominada Banda Azul. Janires gostou do nome e os integrantes do grupo nomearam-na com o nome da marca. As faixas andam pelo rock progressivo, pop rock e tropicália, trazendo as mesmas referências de Janires que trazia sobre Rebanhão. O que talvez eu não tenha gostado em uma boa parte das canções foi a camada de teclado por causa da sonoridade, por exemplo, nas canções “Amigo, Amiga”, “Baião Eletrônico”, “Meninos de Rua”, “Espelho nos Olhos”, “Canção das Estrelas” e “Trem da Amizade”. O disco contou com uma importante contribuição do Janires nas letras, o tornando uma obra poética, com letras brilhantes. “Foi por Você” faz combinações de vários tipos de pessoas que Cristo veio buscar, “Amigo, Amiga” é uma poesia sobre a verdadeira felicidade, “Veleiro” é um MPB sobre a busca de nosso coração pelo descanso, felicidade e paz, “Baião Eletrônico” se apresenta como um baião cheio de influências eletrônicas, “Amigo Poeta” é a única interpretada no disco apenas por Guilherme Praxedes, tecladista. “Meninos de Rua” é outra poesia rica, “Coração Azul” contém conteúdo com referências ao fim do regime militar, enquanto “Trem da Amizade” fala sobre várias pessoas que fizeram parte da vida da banda. Indivíduos e grupos como Rebanhão, Jovens da Verdade, João Alexandre, Sérgio Pimenta, pastor Caio Fábio e Asaph Borba são uns do que foram incluídos na canção. Porém, o mais notável do conjunto foi a letra “Espelhos nos Olhos”, apresentando uma autobiografia de Janires e uma possível referência a sua morte, que infelizmente ocorreu antes mesmo da finalização do projeto, a qual o cantor não teve a oportunidade de vê-lo completo e terminado. Janires morreu em um acidente automobilístico, em um ônibus que se dirigia de Três Rios a Rio de Janeiro para um culto. Essa obra deixa uma grande história por trás, na composição, e nos fatos que ocorreram em torno dele.

    Tiago: Janires nunca se superaria em relação ao Rebanhão, eu acreditei. E eu estava certo. Mas calma, Espelho nos Olhos consegue ser quase tão cativante quanto os primeiros discos do cantor. Mas como eu disse no Novo Dia, praticamente da mesma época, as gravações em estúdio na época me incomodam um pouco. Este álbum, por sua vez, faz o mesmo que Janires fazia no Rebanhão, uma mistura de sons. Aqui temos um explosivo solo de guitarra em “Canção das Estrelas”, um reggae em “Foi por Você”, uma poesia delicada em “Veleiro”, enfim, o disco tem uma sonoridade rica, digna de uma banda capitaneada por um músico experiente. Janires, que também foi o produtor musical, também criou uma lírica antenada à época. Em uma das canções, o músico chega a refletir a respeito dos efeitos negativos da ditadura militar, mas, a coisa mais bela é a sua faixa-título, um testemunho pessoal poético, e uma declaração que, por coincidência, teria muito a ver com a sua morte (o disco foi lançado cinco meses depois do acidente que tirou sua vida).

    [infobox title=’2º: Luz do Mundo’]Artista: Rebanhão
    Ano de lançamento: 1983
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Rebanhão - Luz do Mundo - 1983Jhonata: Quando você começa a ouvir Luz do Mundo, sente que ali não existe somente música. Deve existir algo mais, ou melhor, tem que existir algo a mais. O disco não é nada de extraordinário, ele é simplista pela época de sua gravação e etc. Mas confesso que, por meio de minha pequena experiência com rock cristão nacional, Luz do Mundo me impressionou bastante. Desde a música título até o fechamento com a balada meio samba-blues-rock da “De que adianta”, o disco passa confiança de um trabalho introspectivo e atraente para o público da época. E não é atoa que o álbum ultrapassou gerações. A versatilidade de Janires e Carlinhos Felix me chamou muito atenção quanto o Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante do Los Hermanos. As composições em nível bem digno de aplausos, principalmente as assinadas pelo Janires. Destaco as músicas “Luz do Mundo”, “Hoje sou feliz”, “Com Cristo em mim”, “Casa no céu” e “Ano 2000”.

    João: Mais uma sequência perfeita, de fato esse pódio ficou bem Janires (risos), esse disco me faz lembrar da música que mais me faz chorar sempre que escuto: “Hoje Sou Feliz”. Essa faixa é meu recordatório mestre, porque lembra a infância de muitos de nós (apesar de que ao invés de Flash Gordon, pra minha época poderia ser o Ranger Vermelho, hahah), e o disco todo em si fala da volta de Cristo, de maneira muito explícita e ao mesmo tempo criativa. Janires focou ao extremo nesta temática no álbum, usando até interjeições mineiras (UAI – que na verdade seria a sigla de “Unidos no Arrebatamento da Igreja”, dava até pra fazer um samba-enredo com esse nome hehe) e aquele fascínio pelo fim do mundo no ano 2000 que ainda ia de vir no ainda não tão próximo ano de 1983, até mesmo na regravação de “Casa no Céu”. Que falta faz falar desse tema sem medo e ao mesmo tempo de maneira reflexiva e criativa!

    Thiago: Luz do Mundo é o segundo na discografia do Rebanhão, e o segundo merecidamente nessa lista. Apesar de que a banda ocupou o primeiro lugar dessa lista com seu primeiro lançamento, e agora ocupa o segundo, os integrantes do grupo desenvolveram um ótimo trabalho durante os anos 80, lhes rendendo essa devida posição. O disco segue os passos do primeiro, com as influências progressivas, do pop rock, do art rock e o tropicalismo. Como no primeiro álbum, a melhor música do álbum, tanto conceitualmente como musicalmente, é uma música com claras referências ao tropicalismo, e especificamente a MPB, a canção “Hoje Sou Feliz”. Como “Baião” e “Casinha”, ela trabalha uma crítica social contra a hipocrisia, e nossos sentimentos de heroísmo, em virtude de nossa verdadeira identidade de vilões. A melhor composição instrumental foi a meio samba rock “De Que Adianta”, uma brilhante faixa dançante. O rock ‘n’ roll de “Casa no Céu”, o arranjo de “Ano 2000”, a bela música de “Sinal Verde” são as melhores do álbum. Os restos são boas canções também, valendo ressaltar o mineirês “UAI (Unidos no Arrebatamento da Igreja)” (ela tem uma introdução de teclado muito parecida com “Cristo em Mim”) e o forró folk rock de “Jesus Meu Refúgio”. Nesse álbum, senti uma melhora nas camadas de guitarra do que no álbum Mais Doce Que o Mel, apesar de que esse primeiro apresentar um trabalho melhor como um projeto de estreia. As introduções do teclado são novamente notáveis, identificando os traços art rock da banda. Rebanhão mantém nesse disco seu esforço de lançar uma boa música, e além de uma ótima produção fonográfica, em comparação as dificuldades da época.

    Tiago: Luz do Mundo é um dos poucos discos de toda a história do rock cristão nacional que acompanha, bem na ponta, a evolução técnica dos estúdios. A qualidade da gravação é absurdamente superior ao Mais Doce que o Mel (1981), porque foi gravado nos Estúdios Transamérica, onde gigantes da MPB gravavam seus discos. O repertório pode não ser mais chocante e surpreendente que o trabalho de estreia, mas mostra uma banda bem mais entrosada. Eu gosto muito de “Hoje sou Feliz”, de Janires, e acredito que as composições de Carlinhos Felix não são tão boas, mas possuem uma qualidade totalmente aceitável. Se você observar o projeto gráfico, verá que até mesmo o encarte do LP é muito bem acabado, com ótimas fotografias, ou seja, um disco que tenta superar o primeiro, em todos os aspectos. Luz do Mundo, enfim, é um álbum excelente.

    [infobox title=’1º: Mais Doce que o Mel’]Artista: Rebanhão
    Ano de lançamento: 1981
    Número de faixas: 10[/infobox]

    Rebanhão - Mais Doce que o Mel - 1981João: O que dizer desse disco que não seja repetitivo? Possivelmente o melhor disco de rock cristão e um dos, senão o melhor disco da música cristã contemporânea de todos os tempos, com uma das combinações mais bem sacadas da história de rock progressivo, MPB e as letras mais inventivas e loucas da história, uma continuidade óbvia do K7 lançado no final dos 70. Mas o que esse disco tem de criativo, tem de polêmico, claro. Pra época, desde a capa até as “mensagens subliminares” que o disco teoricamente teria foram realmente algo que deve ter causado celeumas (risos). Em suma, é um disco simplesmente fantástico, como já disse, ele pode ser talvez o nosso The Joshua Tree (Nota do Escritor: segundo a revista CCM norte-americana, o melhor disco da música cristã contemporânea numa lista de 100 melhores). Letras como o pot-pourri “Salas de Jantar”/”Jesus Cristo pode Te dar”/”Glória pra Jesus”/”Jesus Filho do Homem”/”Glória ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo”, “Mel”, “Baião” e “Casinha” valem o disco inteiro, mas outras, como “Monte” (de Carlinhos Felix) também trazem um lado genial e crítico ao mesmo tempo do Rebanhão.

    Jhonata: 10 faixas bem detalhadas musical e tematicamente, o disco Mais Doce que o Mel lançado em 1981, é bem introspectivo e simplista. Considerando que 90% dos discos cristãos da década de 80 foram discos simplistas, este do Rebanhão traz uma numeração considerável de detalhes. Em “Casinha”, uma bela canção interpretada por Janires, percebemos o quão a intenção de passar boas canções cristãs sem precisar se prender a um rótulo era grande. Destaco este como um dos melhores discos de rock cristão da década de 80.

    Thiago: Ao se deparar com a produção de “Mais Doce Que o Mel”, é perceptível o avanço no rock cristão brasileiro. O melhor disco da década indubitavelmente traz canções que mesclam o rock progressivo, pop rock, a música popular brasileira e estilos tropicais, e o new age e art rock. A investida do álbum e as polêmicas que vieram em torno dele, em virtude do preconceito religioso da época, provam que essa obra veio para influenciar muitas outras produções posteriores. Apesar das polêmicas, Mais Doce Que o Mel teve um bom retorno e é considerado um dos clássicos da música underground brazuca. Faixas como “Baião”, uma bela canção com conteúdo expondo sobre o encontro com Cristo e crítica social seguindo o baião do sertão, a obra mais conhecida da banda, “Casinha”, um choro contendo uma linda mensagem sobre a verdadeira realidade humana por trás da falsa alegria da sociedade, aparecem como as melhores do disco. “Monte”, “Tudo Passa”, “Amizade “, “Tudo É Meu”, “Passageiro” e o pot-porri são outras ótimas canções. As interpretações de teclado por parte de Pedro Braconnot são mais visíveis do que as camadas de guitarra, revelando uma linha meio art rock nas composições, e vale ressaltar as participações de outros instrumentos que ficaram muito boas, como o sax tenor de “Monte”, o conjunto de instrumentos de sopro de “Tudo Passa” e a harmônica de “Tudo É Meu”. Esse álbum representa um início de um avanço contra a religiosidade, e também para a criatividade cristã, pois compositores como Janires conseguem tratar coisas do cotidiano, a vida social das pessoas dentro de uma perspectiva cristã, um assunto que era pouco trabalhado (ou nada) até então dentro do meio.

    Tiago: Primeiro lugar óbvio, e era de se esperar. O Rebanhão lançou um disco que falou muito, e por anos continuou a falar. Apesar de ser menos consistente que o seu posterior, é aqui que, especialmente Janires e Carlinhos Felix (o barbudão da capa!) mostraram a que vieram. As composições do capixaba Janires são as mais conhecidas de toda a sua carreira, como as brilhantes “Casinha”, “Baião”, “Mel” e o progressivo pot-porri. Mas o que me encanta, em muitos momentos, é a beleza e simplicidade de “Refúgio”, de Pedro Braconnot, uma canção do naipe que só um neófito poderia fazer. Paulo Marotta está ali, mostrando sua proficiência, fazendo as bases com Kandell, enquanto Zé Alberto soa deslocado e deixaria o grupo em breve.


    A lista foi compilada através de votos dos participantes.

  • TOP 10 – Cantores gospel desaparecidos

    Durante muito tempo, vemos nomes e grupos se destacando na cena gospel, e do nada pararam de lançar discos, ou não ouvimos falar com tanta frequência. Pensando nisso, a equipe do O Propagador apresenta uma lista de cantores gospel desaparecidos, que estão há um tempo sumidos ou com velocidade reduzida de lançamentos.

    Vamos lá?

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    [tab title=”10º”]

    Fruto Sagrado

    O Fruto Sagrado foi uma das bandas de rock cristão mais famosas no Brasil. Após mudanças internas no grupo e polêmicas envolvendo integrantes, o grupo, lembrado por músicos como Marcão, Bênlio Bussinger, Bene Maldonado e outros lançou seu último disco de inéditas em 2005, de título Distorção. Após isso, o vocalista Marcão deixou o Fruto Sagrado, que atualmente tem um novo vocal, Vanjor.

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    [tab title=”9º”]

    J. Neto

    J. Neto foi, durante os anos 90 e o início dos anos 2000 um dos cantores masculinos mais conhecidos da cena cristã. A semelhança de sua voz com a do cantor Roberto Carlos é sua maior peculiaridade. Um dos pontos altos de sua carreira foi com o álbum Além das Aparências, lançado pela Line Records, além da canção “Conquista”, indicada ao Troféu Talento. Recentemente, o músico está na Mess Entretenimento, e lançou, nos últimos anos uma nova canção, chamada “Eu sou esse cara”.

    https://www.youtube.com/watch?v=4Ktw2H7H7Pk

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    [tab title=”8º”]

    Tino

    Tino foi sucesso na música cristã nacional em meados de 2004, quando lançou seu primeiro disco, com o sucesso “Quando o Vento Soprar”. No entanto, o cantor praticamente desapareceu após este lançamento. De lá pra cá, o músico lançou dois discos. O mais recente foi lançado em 2013, de título Adorador.

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    [tab title=”7º”]

    Banda Azul

    A Banda Azul, que encerrou as atividades em 1994, retornou a ativa em 2012 com a formação modificada. Chegaram a lançar uma música nova com a participação de Nívea Soares, mas nada foi comentado deste então.

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    [tab title=”6º”]

    Zé Marco e Adriano

    Zé Marco e Adriano, conhecida dupla sertaneja do meio gospel, lançou seu último disco há uma quantidade considerável de anos. Seus materiais nas redes sociais não anunciam apresentações no momento.

    https://www.youtube.com/watch?v=-8k9IsbDw_s

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    [tab title=”5º”]

    Leonor

    Leonor, cantora de longa data da Line Records, iniciou sua carreira no início dos anos 90, lançando vários discos no mercado cristão. Seu último álbum foi lançado ainda em 2009, e teve por título, Primícias.

    https://www.youtube.com/watch?v=AURv2ayPWCU

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    [tab title=”4º”]

    Álvaro Tito

    Álvaro alcançou grande sucesso no meio cristão por sua qualidade vocal, lançando discos por gravadoras multinacionais. No entanto, reduziu a quantidade de lançamentos nos últimos anos. Seu disco mais recente é Reinas em Glória, lançado em 2011 pela Sony Music.

    https://www.youtube.com/watch?v=4qsODC9I26Q

    [/tab]

    [tab title=”3º”]

    Brother Simion

    Brother Simion foi, e ainda é um dos maiores representantes do rock cristão brasileiro. Foi líder e vocalista do Katsbarnea. Em carreira solo, seu último trabalho totalmente inédito foi Eclipse, de 2004. Nos últimos anos, esteve morando no exterior com o objetivo de evangelizar, mas atualmente está de volta ao Brasil, cumprindo agenda em eventos e igrejas. Em 2012 lançou uma faixa inédita, prévia de um disco que teve o lançamento cancelado.

    https://www.youtube.com/watch?v=APwRHJinCrM

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    [tab title=”2º”]

    Melissa

    Melissa foi destaque na cena durante os anos 90. No segundo lugar, a cantora é lembrada, principalmente pelo hit “Minha Razão de Viver”. Lançou vários discos pela Line Records, e seu mais recente é Seja Constante, lançado ainda em 2008.

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”trophy”]

    Ozéias de Paula

    O primeiro lugar vai para o cantor Ozéias de Paula, um dos nomes mais conhecidos na música cristã nacional no último século. O músico, nos últimos anos reduziu substancialmente a quantidade de lançamentos e mudou-se para os EUA. Ano passado, em suas redes sociais, manifestou o desejo de gravar um próximo disco com a produção musical de Pedro Braconnot, e certamente, o público aguarda um novo trabalho de inéditas do cantor, que se tornou conhecido nacionalmente através de “Cem Ovelhas”.

    https://www.youtube.com/watch?v=G1Slhy4Y368

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    E aí, o que acharam da lista? Quais cantores vocês também acham que estão sumidos? Comentem!

  • TOP 10 – Músicas sobre saudade

    A saudade é um dos sentimentos mais particulares e descritos na nossa língua, embora sua sensação seja geral. Em mortes, afastamentos, situações, sentimos saudade de alguém, de alguma coisa ou de alguma época. Natural, e as vezes pouco confortante é tema de várias músicas cristãs. Confira nossa lista com alguns exemplos.

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    [tab title=”10º” icon=”entypo-music”]

    Espelho nos Olhos – Banda Azul

    “Espelho nos Olhos”, da Banda Azul, escrita por Janires é uma lembrança dos acontecimentos da vida. A infância sonhadora, a juventude corriqueira e frustrante e o encontro com Cristo. Tudo isso é lembrado de forma poética com requintes de saudades pelo compositor, que logo morreria, deixando um imenso legado para a música cristã nacional. Sobre sua vida, escreveu: “Na causa do bom mestre já rodei ‘brasis’ / Irmãos, amigos, companheiros de esperança fiz / Mas, agora já é hora / De ir embora viajar / Descobrir outro mundo, outro lugar / Levo no peito saudades de vocês…“. Um pouco dessa história você pode ler neste post. (1988)

    https://www.youtube.com/watch?v=F82qJmSzkHU

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    [tab title=”9º” icon=”entypo-music”]

    Flores em Vida – Paulo César Baruk

    Música já registrada em reflexão neste site, nos faz pensar em quantas pessoas passaram pela nossa vida e sequer uma demonstração de sentimentos damos. Quando vão embora, apenas a saudade fica. Temos que oferecer flores em vida enquanto é dia… (2010)

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    [tab title=”8º” icon=”entypo-music”]

    Princípio e Fim – Leonardo Gonçalves e Daniela Araújo

    O tempo passa, a vida passa e muitas vezes nos esquecemos do que é Eterno. Você sente saudade da Eternidade? De seus momentos com Deus? No céu há a certeza de que não haverá saudade. Tudo o que envolve este sentimento será sanado pela presença do Criador. (2012)

    https://www.youtube.com/watch?v=QApf576iKRk

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    [tab title=”7º” icon=”entypo-music”]

    A Tempestade e o Sol – Catedral

    Em 2003, o guitarrista do Catedral Cezar faleceu num acidente. “A Tempestade e o Sol”, feita por seus irmãos Kim e Júlio Cezar é em homenagem ao músico, refletindo sobre a fragilidade da vida e a saudade, que um dia desaparecerá no céu. (2003)

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    [tab title=”6º” icon=”entypo-music”]

    Esperança – Voz da Verdade

    Certamente, o Voz da Verdade, no âmbito musical cristão é um dos grupos que mais viveram perdas. Com cerca de cinco integrantes mortos, maioria por questões de saúde, “Esperança” já foi trilha sonora em homenagem a eles. Hoje, a saudade e o sentimento de perda. Amanhã, o emocionante reencontro. (1983)

    https://www.youtube.com/watch?v=nyS1HSIgWZk

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    [tab title=”5º” icon=”entypo-music”]

    Saudade – Cristina Mel

    Do álbum Refúgio de Amor, de autoria da própria cantora, “Saudade” é um registro poético e direto sobre este sentimento. “Saudade / É o nome dessa amiga / Que um dia lá glória / Já não mais existirá”. (1994)

    https://www.youtube.com/watch?v=iUtXrblZY5A

    [/tab]

    [tab title=”4º” icon=”entypo-music”]

    A Vida como ela Era  – Hibernia

    A banda Hibernia não apenas fez tal canção, mas praticamente um álbum inteiro sobre saudade e nostalgia. A letra de “A Vida como ela Era” remete a saudade da infância, e principalmente da inocência, que se perde ao longo dos anos. Seus versos também remetem à influência do tempo neste processo. “Vê que o tempo está aí / Sem ter pra onde ir / Movido a vapor / Vai / Levar dentro de si / Histórias sobre mim / De risos e de dor“. (2009)

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    [tab title=”3º” icon=”entypo-music”]

    O Lado da Vida – Ana Paula Valadão

    “O Lado da Vida” faz parte do único álbum solo de Ana Paula Valadão, As Fontes do Amor. As letras deste trabalho, no geral são fortemente intimistas e poéticas. Esta canção segue a mesma linha, refletindo sobre a saudade de pessoas que já faleceram. As vezes nos questionamos sobre o curso natural da vida, mas em tudo Deus é soberano. (2009)

    https://www.youtube.com/watch?v=WS9lQetQMaY

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    [tab title=”2º” icon=”entypo-music”]

    A Saudade é um Milagre – Alexandre Malaquias

    Escrita pelo próprio cantor, “A Saudade é um Milagre” é uma das principais músicas de Alexandre Malaquias. Contendo uma das melhores letras sobre saudade no gospel, o eu lírico compreende e aceita os acontecimentos da vida pela soberania do Criador. (2011)

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    [tab title=”1º Lugar” icon=”entypo-music”]

    Igreja Pequena – Cassiane

    Fechando a lista, o clássico “Igreja Pequena” de Cassiane retrata a saudade de uma igreja fervorosa e das pessoas que lá congregaram. A canção, até hoje é um dos maiores sucessos da cantora e não poderia faltar nesta lista. (1994)

    [/tab]

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    O que você achou da lista? Que tal mandá-la para as pessoas nas quais você sente saudade? Abraços e até a próxima!

  • Rocklogia – Banda Azul e morte de Janires

    A segunda metade da década de 80 já tinha chegado e Janires já tinha provado, nos dois primeiros álbuns do Rebanhão que seu talento estava bastante acima do que a cena cristã da época (e antes dela) mostrava. Após criar e liderar uma banda de sucesso, gravou um disco solo bastante pretensioso, intitulado Janires e Amigos (que na década de 90 foi remasterizado e incluído na discografia do Rebanhão). Mas diferentemente do que se poderia presumir, o músico não era acomodado e queria fazer mais. Pedro Braconnot, em entrevista já disse que o grupo não conseguia acompanhar seu ritmo. A saída era algo necessário, mas tranquila o suficiente para que os três integrantes restantes (Braconnot, Paulo Marotta e Carlinhos Felix) soubessem qual caminho seguir.

    Do Rio de Janeiro, Janires foi acolhido na cidade de Belo Horizonte. Na capital mineira localiza-se a Mocidade para Cristo, mais conhecida como MPC, um movimento cristão. O cantor tornou-se locutor de um programa chamado Ponto de Encontro, e nesta época gravou um LP de mesmo nome que seria distribuído pela MPC.

    O álbum Ponto de Encontro, apesar de pouco conhecido é de certa forma importante para entendermos a cena musical cristã da época que se esforçava para fugir do patamar comum. Como artista solo, Janires regravou “Casinha”, mas o destaque fica para a inédita “Paz pra Cidade”, do compositor, gravada com o Rebanhão. Essa canção é sua última gravação com a banda. No disco, também tem “Pra Você” da Sinal Verde, e também músicas dos Vencedores por Cristo, Grupo Pescador, Jovens da Verdade, entre outros.

    Um projeto que deu certo e teve Janires como um dos mentores foi o Som do Céu. Em abril de 2014, foi realizado mais uma de suas edições, comemorando 30 anos de Som do Céu. O evento reúne vários músicos e bandas cristãs comprometidos com a arte. Sua primeira edição ocorreu em 1985, e conteve a participação do Rebanhão, Vozes da Promessa, Grupo Logos e Quarteto Vida.

    Janires passou a frequentar e tocar no “Clubão” da MPC. Alguns jovens, que estavam montando uma banda também o frequentavam. Eram Guilherme Praxedes, Dudu Guita, Moisés di Souza e Dudu Batera. Logo, Janires tornou-se vocalista daquele grupo, que não tinha nome. A princípio era Banda MPC, mas no ano seguinte mudaram para Banda Azul.

    Durante essa época, a vida do cantor prosseguiu bastante agitada. Conheceu vários músicos, amigos e realizou o sonho de viajar ao exterior. No contexto nacional, o Brasil vivia o fim da ditadura militar e a chegada da redemocratização. Todos estes acontecimentos influenciaram as letras do álbum de estreia da Banda Azul. E Janires seria o principal letrista delas.

    Em julho de 1987, a banda já estava gravando o álbum num estúdio do Rio de Janeiro, com Janires trabalhando como produtor musical. A sonoridade, além da própria pegada progressiva se misturava a outros gêneros musicais. Do projeto, “Veleiro”, “Canção das Estrelas”, “Foi por Você” e “Meninos da Rua” são os grandes destaques. Já, a faixa-título, “Espelho nos Olhos” é especial pela sua abordagem autobiográfica, um pouco nostálgica. Nesta faixa, o cantor relembrou sua infância, sonhos e como Cristo mudou sua vida. Por suas várias viagens, diz no final: “Mas, agora já é hora / De ir embora viajar / Descobrir outro mundo, outro lugar / Levo no peito saudades de vocês…“. Por coincidência, os versos fariam bastante sentido com sua morte.

    Curioso que, Janires não planejava ter uma vida “normal”: casar, ter filhos, bom emprego. Aos quase 35 anos, sua família eram seus amigos. Sua vida era vivida através da música. E compor, projetar músicas era atividade constante. A Banda Azul mal gravou Espelho nos Olhos e o cantor já sonhava com um álbum conceitual. Em seu disco solo Janires e Amigos, Janires gravou “Mamãe”. Nesta época, ele já tinha uma música para os pais e até mesmo uma homenagem à sogra. Em importância a família, o músico queria fazer um trabalho sobre este tema.

    O tempo passava e Janires não podia parar. Ele precisava viajar do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, onde participaria de mais um Clubão. Mas, como muitos devem saber, as estradas no trajeto entre as duas capitais são cheias de curvas e relativamente perigosas. E, numa destas curvas, no município de Três Rios, o ônibus em que Janires viajava envolveu-se num acidente. Somente o músico morreu. Deus o levou para si. Eram 11 de janeiro de 1988.

    Janires foi sepultado em Brasília, cidade na qual viveu parte de sua vida. Dentre os presentes, familiares do cantor, integrantes da Banda Azul, além de outros músicos, como Carlinhos Felix.

    A Banda Azul decidiu continuar. Espelho nos Olhos foi lançado depois da morte de Janires, no final de maio de 1988. Reunindo canções não gravadas do músico, retrabalhadas e outras de demais integrantes, depois lançaram Final do Túnel no ano seguinte. Mas nenhum trabalho posterior da Banda Azul conseguiria alcançar o mesmo patamar de Espelho nos Olhos.

    Leia também: Depoimento de Carlinhos Veiga sobre Janires / Entrevista com Moisés di Souza

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