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  • Entrevista: Adoração e Intimidade

    O Adoração e Intimidade é um dos grupos congregacionais que vem se destacando nos últimos anos. Formado por Adriano Mendonça (vocal), Nanni Nascimento (vocal), Alex Eduardo (vocal e teclado) e Sandro Faria (baixo), o quarteto lançou, ano passado, o álbum Ele nos Amou, que mesclou o louvor comunitário com sonoridades que envolvem o pop rock e influências eletrônicas. Conversamos com a banda acerca de sua carreira, ideologia e projetos e vocês conferem aqui no O Propagador.


    O PROPAGADOR – O grupo nasceu em 2005, mas o primeiro álbum somente saiu em 2008. Como foi esta fase de formação e preparação para o primeiro trabalho?
    A banda nasceu sem aquele pensamento de gravar CD, eram apenas adolescentes que queriam tocar música na própria igreja e acompanhar o primeiro vocalista da banda. Desta primeira formação, atualmente, ninguém está mais hoje. Do início, até o primeiro CD, muita coisa aconteceu. Tivemos a troca dos músicos, já que eram adolescentes, então suas prioridades foram mudando ao longo do tempo. Na época, estávamos com as condições financeiras preparadas para arcar com a gravação do CD, e as músicas foram chegando através do Alex, que compôs 8 das 10 faixas do projeto, todas baseadas em histórias pessoais dos membros da banda. Estávamos bem crus, não sabíamos direito o que queríamos, e gravamos o que achamos importante para nós, naquele momento.


    O PROPAGADOR – Eu Tenho um Sonho (2008), primeiro álbum de vocês, foi produzido por Ed Oliver e teve a participação de Adhemar de Campos. O que vocês acreditam ser de maior destaque neste projeto?
    O que marcou foi que tudo era novo para nós, era um novo tempo para nós. O grande destaque foi a possibilidade de eternizar em um CD as 10 faixas que escolhemos para o CD. Ed Oliver foi um presente de Deus para as nossas vidas, Adhemar de Campos com seus conselhos e sua participação foi essencial para nos direcionar no projeto. Eu Tenho um Sonho reflete muito o que tínhamos naquela época, uma sede por conhecer mais de Deus e também porque o CD nos fez amadurecer. Não foi nada fácil ensaiar aquelas canções (risos). Regravar a canção “Jesus”, do nosso querido amigo Kleber Ferraz foi muito bom, porque foi uma canção que cantamos muito nos corais da vida (risos). E regravar a canção “Made me Glad”, da Hillsong Worship, também foi um sonho realizado.


    O PROPAGADOR – Ano passado, vocês lançaram Ele nos Amou (2014), um álbum que difere bastante do primeiro disco do Adoração e Intimidade. A que vocês devem estas mudanças?
    Do novo álbum para o anterior, a única coisa que preservou são os três vocalistas e a proposta congregacional, pois acreditamos que esta vontade de cantar música para a igreja nunca sairá de nós. Estas mudanças foram necessárias para o nosso amadurecimento, algumas coisas foram bem naturais, como a inserção do eletrônico, porque fomos inundados com canções que usam muito eletrônico e queríamos inserir isto em nossas músicas. Gostamos de canções explosivas para que possam ser utilizadas no período de música na igreja, e o eletrônico veio calhar com o que já usávamos, que era o pop/rock. Com tudo isso, procuramos nos diferenciar de tudo o que estavam fazendo por aqui, principalmente a ideia de três vocalistas na condução das músicas, bem como esta sonoridade congregacional.


    O PROPAGADOR – No repertório, nota-se que vocês andam bastante atentos ao que está sendo feito lá fora, e destaque para as versões do Planetshakers. Essas versões, em especial, foram escolhidas por qual motivo?
    As versões foram escolhidas principalmente porque ouvíamos elas no original e aquela vontade de ouvi-las em português nos fez ir atrás da autorização, principalmente as do Planetshakers que já eram do nosso desejo desde o primeiro álbum e foi concretizado somente no segundo. Se ouvirem as versões agitadas principalmente (“Todo o poder a Ti”, “Levar minha Cruz” e “Em Ti Jesus”) notará a sonoridade que é muito diferente do que ouvimos em músicas agitadas nacionais, e no momento estávamos com poucas canções agitadas para o álbum, e gravar uma versão de canção agitada só nos ajudou a montar o projeto, não porque existia uma preguiça artística, mas foi totalmente pensada, a dificuldade em compor canções agitadas. A faixa “Canção do Apocalipse” porque queríamos uma canção que já fosse conhecida pelo público para puxar as demais canções, e a sonoridade dela nos agradou. Newsboys sempre foi referência para nós e tudo casou com a proposta. “O Grande Eu Sou” foi um presente para nós, é uma das canções mais executadas e versionadas de 2013/2014 e ficamos muito impactados com a música. Colocar versões no álbum nos fez subir o nível para que trabalhássemos melhor as canções autorais, porque, em alguns projetos, víamos aquela discrepância no conceito, que a versão sempre chama mais a atenção do que as faixas autorais, trabalhamos arduamente pra que as canções autorais pudessem ficar no mesmo patamar que as versões.


    O PROPAGADOR – A música de trabalho do disco é “O Grande Eu Sou”, que até recebeu uma versão em videoclipe. Dentre tantas canções no disco, o que esta, em especial representa a vocês?
    Esta em especial traz uma mensagem poderosa, principalmente na ponte da música: “montanhas se abalam, demônios fugirão, ao ouvir que o Senhor Jesus é o Rei dos reis não há poder no inferno nada resistirá diante da presença e do poder do Grande Eu sou”. É um trecho muito impactante e ele traduz muito a mensagem que pregamos no álbum que é o amor e o poder de Deus. A melodia também é bem chamativa e o que mais nos despertou foi de que na igreja em que parte da banda congrega, a Igreja Internacional Torre Forte, na primeira vez que a ministramos já foi recebida muito bem, e acabamos optando por ela. Graças a Deus temos algumas canções que poderiam ser singles também, mas por conta desta receptividade maior por parte da nossa igreja, acabamos escolhendo ela. Uma versão também chama mais a atenção e algumas informações na divulgação da faixa colaboram na propagação da música, principalmente no YouTube.


    O PROPAGADOR – Muitos dos grupos congregacionais (ou até artistas solo), quando produzem um disco, possuem um repertório autoral inferior as versões. Isso não é visto no trabalho de vocês. Isso foi pensado? Qual a política do Adoração e Intimidade quanto ao repertório?
    A nossa política é reunir o melhor repertório possível, independente se são canções próprias, de compositores parceiros ou de versões. Ouvimos mais de 200 canções para chegar no repertório final. A parte que mais desprendemos tempo foi na construção do repertório. Preocupamos-nos muito com a qualidade da melodia e da letra. Tínhamos um tema central que era Ele nos Amou e dentro disto fomos trabalhando nas letras que apareciam para compor o projeto. Para os compositores nacionais e também acreditamos dos grupos e artistas que vão fazer um CD congregacional a maior dificuldade são as canções agitadas, e com uma dica aqui e ali do nosso produtor Ruben Morais tivemos um start… “puxa existem muitas canções agitadas internacionais que poderiam calhar neste repertório, já que as composições da banda e de amigos da banda não estão tão boas como estas versões. Vamos utilizar versões para as agitadas?” Aí partimos daí para construir nosso CD. E estamos satisfeitos com isso.


    O PROPAGADOR – Vocês são de uma área que já foi mais forte na música cristã nacional. Nos últimos anos, temos visto vários grupos e ministérios tornando-se em carreira solo, ou simplesmente encerrando as atividades. Como vocês enxergam estas mudanças?
    Olha, durante o nosso crescimento musical, sempre estivemos envolvidos com a música congregacional, ela sempre esteve presente em nossas vidas. O que tem acontecido no mercado é que as pessoas andam seguindo muito a moda ou o que estão tocando lá fora, mas acredito que o que de fato chama a atenção é quem procura criar suas próprias características, pois não temos visto ninguém que copia outra pessoa fazer sucesso ou conseguir destaque. Acreditamos que, na música, as pessoas precisam focar e saber aonde quer chegar e acima de tudo ter esse chamado para trabalhar com música cristã, algo que não é nada fácil. Se olharmos para as barreiras nem teríamos gravado o primeiro álbum. Tudo existe um começo e um fim também. Esperamos que este ciclo tenha acontecido com todos os grupos e ministérios que optaram por trabalhar somente na carreira solo.


    O PROPAGADOR – Agradecemos pela entrevista cedida. Querem deixar algum recado para os leitores do O Propagador?
    Queremos agradecer a todos que tiraram um tempo para ler o que tínhamos a compartilhar. Deus abençoe todos vocês e ouçam nossos álbuns nas plataformas digitais. E que a mensagem do amor de Cristo possa abraçar todos vocês. Não existe nada do que o amor de Jesus sobre nós!


    Compre/ouça os álbuns da banda no iTunes, AmazonMP3, 7digital, e a discografia no Spotify e Deezer.

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