Assim que eu soube que o Yago Martins havia publicado um livro, eu rapidamente quis comprar. E, após descobrir que era sobre missões, minha vontade de ter o livro só aumentou. Pessoas como Augustus Nicodemus Lopes, Norma Braga, Renato Vargens e Solano Portela comentaram o livro, e quando você ver essas feras falando bem de uma obra, pode comprar, pois é garantia boa na certa.
Quando estou desejando muito algo, costumo pregar numa folha A4 no meu quarto o que devo comprar em determinado mês. Meu amigo Marcos não pôde me dar nada de presente no meu aniversário (que foi em maio) e então no mês de junho ele perguntou: “Naquele dia fomos no shopping e vi que você se interessou pela camisa dos Beatles, mas também sei que você quer muito o livro do Yago. Então, o que você quer ganhar de aniversário?”. Eu fiquei na dúvida, porque para mim a pergunta soou como: “você quer beber água ou comer pelo resto da vida?”. Fui pego em vícios que não consigo me libertar: MÚSICA e BEATLES de um lado e LIVROS e TEOLOGIA do outro. Mas optei pelo livro do Yago. Confesso que foi uma das melhores decisões que tomei nesse ano. Entendi o título já de cara, exatamente por entender que o IDE é uma ordem e não um pedido ou um mero chamado.
O livro me ajudou bastante principalmente no quesito motivação:
“A obra missionária é um meio para a glória de Deus – e isso é o que nos motiva […] Precisamos de motivações cristocêntricas, e é sobre isso que fala o texto de Mateus 28:18,19. Se isto é verdade, então encontramos uma ótima indicação bíblica sobre como nos tornamos pessoas cada vez mais motivdas a pregar o evangelho às nações.” (pág. 34)
Como missionário urbano, dedico-me a cumprir o IDE e a agenda do ministério o qual faço parte. Mas, foi lendo o livro que eu parei para refletir sobre minhas reais motivações para pregar o Evangelho. Yago expressa isso biblicamente também: “O motivo pelo qual precisamos falar sobre motivações é que a bíblia fala sobre motivações. Ela é repleta de mandamentos sobre isso. O famoso Sermão do Monte mostra Jesus interpretando os Dez Mandamentos e outros preceitos da Lei judaica de um modo que não se prende apenas à ordenança em si, pois vai ao âmago da motivação por detrás de cada ensino” (Mt 5:21-48) (pág. 23). Eu não costumo fazer resenha de livros justamente por considerar uma publicação algo complexo e particular, mas este em especial, apresenta uma série de ensinamentos muito importantes principalmente para quem está pensando se deve ou não evangelizar mais do que evangeliza. O legal de Você não Precisa de um Chamado Missionário é defender algo que sempre digo quando estou pregando sobre missões: “Convidar pessoas para ir à igreja não é evangelizar!” Por fim, eu digo, nessa curta resenha, que o livro é muito bom. Vale a pena comprar e usá-lo até em pequenos grupos para ministrações e palestras sobre missões. É necessário que possamos entender que o IDE já nos foi dado. Precisamos obedecer a Grande Comissão. Um brinde!